Encontro nacional de prefeitos do PSDB

“Não fosse a coragem do PSDB no Congresso Nacional não teria ajuste das contas no Brasil. Esse é o nosso papel. Na ponta, no município, administrem com seriedade, com criatividade, fazendo aquilo que aqui já foi dito por vários companheiros muito experientes, organizando com planejamento, com quadros qualificados, cada uma das suas gestões”, conclamou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, aos prefeitos eleitos do PSDB, durante encontro realizado nesta sexta-feira (25/11), em Brasília, com a presença do presidente de honra do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, governadores, ministros, parlamentares e lideranças tucanas.

Aécio Neves  Encontro Prefeitos

Foto: George Gianni

Aécio pede a prefeitos eleitos pelo PSDB que priorizem investimentos para mais pobres

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, defendeu, nesta sexta-feira (25/11), que os 803 prefeitos eleitos pelo partido priorizem os projetos de investimento no atendimento das populações mais pobres. Aécio destacou a grave crise financeira que estados e municípios já enfrentam e convocou os novos gestores a priorizarem os serviços nas áreas mais carentes.

O PSDB é o partido com maior número de prefeitos eleitos no país. Administrará sete capitais e um terço das 90 maiores cidades brasileiras. Somados, serão 48,7 milhões de brasileiros sob gestões municipais tucanas.

“Se conseguirem fazer obras, e acredito que conseguirão, façam a obra do posto de saúde na região mais pobre no município de vocês. Construam a melhor escolar na região mais pobre no município de vocês. Façam os melhores investimentos de maior mobilidade onde estão as populações mais pobres. Não há outro caminho para administrar se não esse”, destacou Aécio Neves no pronunciamento feito durante o encontro que reuniu em Brasília prefeitos e vereadores eleitos, os governadores e principais dirigentes tucanos. Entre eles, o presidente de honra do PSDB, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Partido lança Escola Social

Aécio Neves anunciou que o PSDB lançará uma plataforma digital que poderá ser acessada livremente por prefeitos, vereadores e gestores técnicos para desenvolvimento de projetos e ações nas áreas da saúde, educação, segurança e transporte. Batizada com o nome da socióloga e ex-primeira dama Ruth Cardoso, a escola virtual será criada em janeiro. Ruth Cardoso presidiu o programa Comunidade Solidária durante o governo FHC.

“É essencial uma rede de proteção social nos municípios para que possamos fazer a travessia que precisa ser feita. Vamos concentrar os esforços naquilo que melhora efetivamente a vida das pessoas. Esse é o PSDB do nosso tempo, da responsabilidade fiscal e da sensibilidade social. afirmou Aécio.

No encontro organizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), Aécio ressaltou ainda que a crise econômica exige maior responsabilidade e firmeza por parte dos gestores públicos.

“Os prefeitos reeleitos ou novos prefeitos terão que ousar, que ter uma criatividade e firmeza que talvez não tivessem sido cobradas de outros prefeitos. Vocês vão ter que mobilizar suas comunidades, chamar o terceiro setor, construir através da liderança que demonstraram ter nas urnas caminhos novos para atender às demandas, que são crescentes em todos os municípios brasileiros”, destacou.

Aécio Neves defende que novos prefeitos dediquem sua gestão à população mais pobre

REPÓRTER:

“A partir da gestão dos senhores é que vamos demonstrar a um país desacreditado na política, mostrar a esse Brasil que vale a pena, que acreditamos que é possível sim construir através da liderança política, do planejamento, da eficiência, caminhos que possam melhorar a vida dos brasileiros”. Foi o que disse o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, nesta sexta-feira, em Brasília, no Encontro Nacional dos prefeitos eleitos pelo partido. O objetivo do evento foi debater a situação dos municípios do país, os desafios a serem enfrentados e projetos das gestões municipais. Com 803 prefeitos eleitos, o PSDB foi o partido mais votado do Brasil nas eleições municipais de 2016. Diante de uma plateia com cerca de 600 pessoas, Aécio orientou os prefeitos a investirem nas regiões mais pobres dos seus municípios, com obras e ações que melhorem a vida da população mais vulnerável.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES:

“Nós temos que ter um cuidado enorme, a partir de agora, nesse momento de dureza que nós vamos enfrentar para que a questão social esteja permanentemente nas nossas preocupações e nos nossos discursos. Uma rede de proteção social nos municípios, principalmente, para os mais pobres é essencial para que nós possamos fazer a travessia que precisamos fazer. Não há outro caminho para administrar se não esse.”

REPÓRTER:

Aécio alertou os prefeitos para a difícil agenda que vem pela frente, diante da situação que o Brasil se encontra, com mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, 60 milhões pessoas endividadas e com a perda média de renda dos trabalhadores nos últimos três anos. Diante desse quadro, o presidente tucano defendeu as reformas necessárias ao país, como a da previdência, da reforma política e o ajuste das contas públicas por meio da PEC que limita o aumento dos gastos públicos.

SONORA DO SENADOR ÁECIO NEVES:

“A nossa maior força haverá de ser sempre a nossa unidade. Pelas dificuldades porque passa o país e pela responsabilidade que recai sobre os ombros do PSDB, sobretudo a partir das últimas eleições, não temos sequer o direito de pensar em projetos individuais e de colocá-los acima da nossa maior responsabilidade que é dar ao Brasil, no tempo certo, um governo honrado, decente e que prossiga o esforço iniciado no governo de transição do presidente Michel Temer de tirar o Brasil do abismo no qual os sucessivos governos do PT nos mergulhou.”

REPÓRTER:

Além dos prefeitos e do presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, participaram do evento ministros, governadores, senadores e deputados federais tucanos.

De Brasília, Shirley Loiola.

Aécio afirma que Lula deve se explicar à Justiça e aos brasileiros sobre acusações feitas pelo MPF

REPÓRTER:

Após encontro político no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, respondeu a declarações feitas pelo ex-presidente Lula dizendo que as investigações da Operação Lava Jato não devem ser politizadas ou tratadas como uma disputa ideológica. Aécio disse que Lula deve dar explicações à Justiça e aos brasileiros sobre as denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, apresentadas pelo Ministério Público Federal. Lula foi acusado de ter recebido 3,7 milhões em propina e de comandar o esquema de corrupção da Petrobras.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES

“Eu não quero agravar ainda mais esta situação e deixar que o presidente tenha tempo para responder aqueles que o irão inquirir daqui por diante, que é a Justiça. É a ela e ao conjunto de brasileiros que o presidente Lula terá que se explicar, se tiver razões, se tiver como comprovar isso tudo que ele disse, que foi uma grande arbitrariedade, que foi tudo uma movimentação política o tempo é que dirá. Mas não há, no PT, e nunca houve, a grandeza de reconhecer equívocos, muitos menos ilegalidades que segundo o Ministério Público foram por ele cometidas.”

REPÓRTER:

O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, também preferiu aguardar a conclusão da Justiça sobre as denúncias feitas contra Lula pelo Ministério Público e lamentou a crise econômica e social gerada pelos governos do PT.

SONORA DO EX-PRESIDENTE FHC:

“Infelizmente para o Brasil, e contra a minha torcida, os governos recentes levaram o país a uma situação de desespero. São mais de 10 milhões, 11, 12 milhões de desempregados, uma falência das finanças públicas, uma impossibilidade de levar adiante programas sociais que eles próprios inventaram, alguns eram meus, outros foram aumentados e inventados pelo próprio governo do presidente Lula. Esse mal-estar que foi gerado no Brasil é consequência de erros na condução da política.”

REPÓRTER:

Além de Lula, o MPF denunciou a mulher dele, Marisa Letícia, e mais seis pessoas no âmbito da Operação Lava Jato. Os crimes imputados aos denunciados são corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Caberá à Justiça acolher ou não as acusações dos promotores. Se acolher, os denunciados se tornarão réus e serão julgados.

De Brasília, Shirley Loiola.

Encontro com Carlos Osório

“Nesta hora, quanto menos politizarmos essa questão, melhor para o Brasil. O presidente Lula terá que se explicar e responder a aqueles que o irão inquirir daqui por diante, que é a Justiça. É a ela e ao conjunto de brasileiros que o presidente Lula terá que se explicar”, afirmou o senador Aécio Neves, em entrevista coletiva, no Rio, onde ele e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliaram as declarações do ex-presidente Lula em encontro do PT. Aécio e FHC participaram no Rio de evento de campanha do tucano Carlos Osório.

Aécio FHC Carlos Osório

Foto: Divulgação

Presidente do PSDB diz que investigações da Lava Jato não devem ser politizadas

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, defendeu, nesta quinta-feira (15/09), a despolitização do debate sobre os crimes investigados na Operação Lava Jato.

Em entrevista coletiva, no Rio, Aécio e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliaram as declarações dadas pelo ex-presidente Lula, hoje, em encontro do PT, como uma nova tentativa de transferir para terceiros a responsabilidade sobre os graves crimes pelos quais o partido e o ex-presidente foram denunciados pelo Ministério Público Federal. Aécio destacou que Lula deve agora explicações à Justiça e aos brasileiros. O ex-presidente foi denunciado ontem, pela força tarefa da Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Compreendo o momento extremamente difícil porque passa o presidente Lula, mas, na verdade, ele tem hoje que falar à Justiça. Responder as acusações que são feitas a ele. O único equívoco que vejo, e não é de agora, é recorrente, é que sempre que o PT se vê em dificuldades, tentam transferir a outros responsabilidades que são deles”, afirmou Aécio.

Ele acrescentou: “Existem questões objetivas que foram tratadas e é sobre essas questões objetivas que o presidente e sua defesa terão que se manifestar. Acho que, nesta hora, quanto menos politizarmos essa questão, melhor para o Brasil”, afirmou.

Aécio Neves avaliou como compreensível a estratégia de vitimização adotada por Lula no discurso feito hoje na sede do PT, em São Paulo. Lula foi denunciado pelo MPF sob a acusação de ter recebido R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas por meio do esquema de corrupção na Petrobras. No total, segundo os procuradores do MP, Lula teria liderado o desvio de R$ 87,6 milhões em propinas cobradas de empresas que mantinham contratos com o governo.

Direito de defesa

O senador Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique falaram com a imprensa após encontro com o candidato do PSDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Carlos Osório. Os dois se recusaram a comentar sobre as acusações feitas ao ex-presidente. Aécio ressaltou que Lula tem pleno direito de fazer sua defesa.

“Não quero agravar mais esta situação e deixar que o presidente tenha tempo para responder aqueles que o irão inquirir daqui por diante, que é a Justiça. É a ela e ao conjunto de brasileiros que o ex-presidente Lula terá que se explicar. Se tiver como comprovar tudo que ele disse, que foi uma grande arbitrariedade, que foi tudo uma movimentação política, o tempo é que dirá”, afirmou.

Agenda para o futuro

Aécio Neves destacou que o PSDB tem como prioridade contribuir para que o governo Michel Temer realize as reformas necessárias para que o país volte a crescer e a gerar empregos.

“Temos que construir a agenda para o futuro. Se o PT escolheu a narrativa da vitimização, do golpe, pois bem, que trabalhem nessa seara. A nossa narrativa será a reconstrução do país. O que nos mobiliza, o que nos anima é a possibilidade de levarmos o governo constitucionalmente empossado a construir uma agenda de reformas que retire o Brasil da calamidade – e isso é inegável – na qual os sucessivos governos do PT nos mergulharam”, disse Aécio.