“Continuaremos juntos com coragem, coerência e desprendimento, sempre por Minas e pelo Brasil”

MENSAGEM DO PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, AÉCIO NEVES

Minhas amigas, meus amigos, companheiras e companheiros de caminhada,

Ao longo de toda a minha vida pública, aprendi que a política exige de nós coragem, coerência e desprendimento.

Coragem para tomar decisões difíceis, coerência para manter lealdade às nossas convicções e desprendimento para colocar o interesse coletivo acima de soluções individuais.

Foi com esses sentimentos que completei, nesse ano de 2026, 40 anos de mandatos consecutivos. Fui Deputado Federal por vários mandatos, líder do Governo FHC, presidente da Câmara do Deputados, governador de Minas Gerais por dois mandatos, eleito sempre em primeiro turno, quando transformamos a realidade de Minas, e ainda elegemos nosso sucessor, também em primeiro turno. Fui Senador da República eleito com a maior votação da história do nosso estado, quando construímos nossa candidatura presidencial que, em 2014, por muito pouco não foi vitoriosa e, acreditem, nós teríamos mudado de verdade o país. 

Mas a política, como a vida, é feita de acertos e desacertos, de vitórias e derrotas. E é construída também pelas circunstâncias e pelas prioridades que escolhemos.

É com esse espírito que eu compartilho com vocês a decisão de, após todos esses anos, não ser candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026.

Essa decisão foi especialmente difícil.

Principalmente porque, mais uma vez, chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado. Essa nova e reiterada demonstração de confiança dos mineiros me toca de forma especial, e a ela serei eternamente grato.

Essa decisão não significa, no entanto, uma despedida da vida pública, das futuras disputas eleitorais e, muito menos, um distanciamento das causas que sempre defendi e continuarei defendendo.

Acredito que, nesse momento, serei mais útil a Minas e ao país que buscamos, me dedicando ao fortalecimento do centro democrático no nosso Brasil.

Tenho consciência da enorme dificuldade dessa tarefa, mas assim nascem os projetos realmente transformadores.

A minha prioridade, a partir de agora, é liderar, como Presidente Nacional do PSDB, função que continuarei exercendo, ao lado de tantos brasileiros que pensam como eu, um novo e vigoroso projeto de Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo.

Quero contribuir para nos libertarmos da ruína e do martírio da polarização e ajudar a pôr fim à guerra fratricida, alimentada pelo extremismo e pela disputa do poder pelo poder. Vou trabalhar diuturnamente para vencermos a intolerância e a irracionalidade que sequestraram o debate democrático e nos dividiram de forma jamais vista.

Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil.

Amigos e amigas, tem sido uma longa jornada até aqui, construída em parceria com milhões de mineiros e brasileiros. Tenho imenso orgulho de tudo que construímos juntos. E tenho também imensa gratidão a todos os companheiros e companheiras pelo apoio e pela confiança que, durante décadas, nunca me faltaram.

Continuaremos juntos com coragem, coerência e desprendimento.

Sempre por Minas e pelo Brasil.

PSDB de Minas Gerais reúne Aécio e lideranças em convenção

“Saio da convenção de hoje muito otimista em relação à nossa possibilidade de ampliar a nossa bancada na Câmara Federal e ampliarmos a nossa bancada na Assembleia Legislativa”, diz Aécio

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, conduziu, nesta terça-feira (28/07), em Belo Horizonte, a convenção em Minas Gerais da Federação PSDB/Cidadania que homologou as candidaturas que serão apresentadas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Estado.

Ao lado do presidente do PSDB em MG, deputado federal Paulo Abi-Ackel, que presidiu a reunião, Aécio disse que o PSDB trabalha este ano para importantes disputas nos estados e para triplicar a bancada federal com o objetivo de construir um projeto nacional para as eleições presidenciais de 2030.

“O PSDB passa por um processo de reconstrução em todo o Brasil. Sairemos muito fortes dessas eleições com seis ou sete candidaturas a governos estaduais, vamos triplicar a nossa bancada na Câmara e voltar ao protagonismo da política nacional. O que queremos é ser a alternativa a esses polos que hoje radicalizam e fazem muito mal à política brasileira. O PSDB se prepara para construir um projeto para o Brasil nas eleições de 2030, e isso passa pelas eleições nos Estados”, declarou em entrevista.

Líder nas pesquisas eleitorais na disputa pelo Senado em Minas Gerais, Aécio disse que as conversas com outros partidos sobre as candidaturas majoritárias no estado prosseguem até o próximo dia 5.

“Hoje consagramos a nossa chapa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, e, até o dia 5, a Executiva da Federação do PSDB-Cidadania vai definir o seu posicionamento em relação às candidaturas ao governo do Estado. Temos conversas com várias correntes políticas de Minas Gerais, mas é preciso que o quadro se consolide para que nós tomemos uma decisão. As conversas estão a cargo do presidente estadual do partido, deputado Paulo Abi-Ackel”, afirmou.

Agradecimento aos mineiros

O ex-governador agradeceu aos eleitores mineiros a ampla maioria das intenções de voto para o Senado, liderança apontada em todas as pesquisas realizadas este ano.

“Eu tenho que agradecer aos mineiros essa demonstração de apreço, de carinho em todas as pesquisas, me colocando como um candidato muito competitivo. Eu já estive no Senado, foi onde construí minha candidatura à presidência da República, que, digo isso com absoluta franqueza e sem falsa modéstia, infelizmente para o Brasil não foi vitoriosa porque teria transformado para muito melhor o nosso país. Tenho conversado com meus companheiros, recebo estímulos por onde ando e seria uma forma de reposicionar Minas no plano nacional. Estou avaliando a possibilidade dessa candidatura com enorme seriedade e devo tomar essa decisão de forma amadurecida até o próximo dia 5”, disse Aécio.

Entrevista do deputado federal Aécio Neves

Convenção Estadual PSDB/Cidadania – Belo Horizonte – 28-07-26

Deputado fala pra gente o que foi discutido na convenção e as expectativas do partido para as próximas eleições.

O PSDB passa por um processo de reconstrução em todo o Brasil. Sairemos muito fortes dessas eleições com seis ou sete candidaturas a governos estaduais, vamos triplicar a nossa bancada na Câmara e voltar ao protagonismo da política nacional. O que queremos é ser a alternativa a esses polos que hoje radicalizam e fazem muito mal à política brasileira. O PSDB, portanto, se prepara para construir um projeto alternativo para o Brasil nas eleições de 2030, mas isso passa pelas eleições também nos estados.

Hoje, consagramos a nossa chapa, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa e, até o dia 5, a Executiva da Federação, o PSDB-Cidadania, vai definir o seu posicionamento em relação às candidaturas ao governo do Estado. 

Temos conversas com várias correntes políticas de Minas Gerais, mas é preciso que o quadro se consolide para que tomemos uma decisão e as conversas estão a cargo do presidente estadual do partido, o deputado Paulo Abi-Ackel.  Mas eu saio da convenção hoje muito otimista em relação à nossa possibilidade de ampliar nossa bancada na Câmara Federal e, também, ampliarmos bem a nossa bancada na Assembleia Legislativa.

Na pesquisa Quaest que saiu hoje, o senhor aparece na segunda colocação como candidato ao Senado.  Qual foi a expectativa do senhor para essa disputa? 

Em primeiro lugar, eu tenho que agradecer aos mineiros essa demonstração de apreço, de carinho em todas as pesquisas, me colocando realmente como um candidato muito competitivo.  Já estive no Senado, como vocês se lembram, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República que, infelizmente, não foi vitoriosa e eu acho que nos trouxe para esse momento que estamos vivendo hoje de imenso radicalismo na política.

Tenho conversado com meus companheiros, recebo estímulos por onde ando a essa candidatura, que seria uma forma de reposicionar Minas também no plano nacional, já que nesse último período de governo perdemos qualquer influência nas discussões relevantes para o Brasil. Estou avaliando a possibilidade dessa candidatura com enorme seriedade, mas devo tomar essa decisão de forma amadurecida até o próximo dia 5 de agosto. 

Deputado, a expectativa do senhor para poder fazer deputados estaduais e deputados federais com o PSDB já trabalhou com todo mundo? 

Eu, como presidente nacional do PSDB, asseguro que seremos talvez o partido que mais venha a crescer nessas eleições, com candidaturas competitivas a vários governos do Estado e com a possibilidade de triplicarmos a nossa bancada na Câmara Federal, o que significa que o PSDB, após essas eleições, se colocará em condições de liderar um novo projeto de Brasil longe dos extremos, com a coragem de fazer as mudanças que o país aguarda. Esse é o meu papel. E em relação a Minas Gerais, vamos aguardar até a semana que vem para que o quadro das candidaturas ao governo se consolide, se defina, para definirmos a posição que tomaremos.

Fico muito honrado com as manifestações que recebo, inclusive as pesquisas eleitorais, que colocam o meu nome como muito competitivo para o Senado, como você se lembra, eu já estive lá, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República, que infelizmente, digo com absoluta franqueza, sem falsa modéstia, infelizmente para o Brasil não foi vitoriosa, porque teria transformado para muito melhor o nosso país, mas eu percebo que há, por parte dos mineiros, um sentimento de retomada do nosso protagonismo também a nível nacional, que a realidade é que perdemos esse protagonismo ao longo dos últimos anos. Estou avaliando com os nossos companheiros e recebo estímulos de toda parte, por onde eu ando, para que disputem essas eleições e essa decisão virá na semana que vem, a partir da consolidação do quadro para o governo do Estado.  

Então, por enquanto, nenhuma informação em relação a visto, por exemplo, de Kalil pelo PDT, alguma coisa sobre o nome dele? 

Temos conversado com várias forças políticas, com vários pré-candidatos e reconheço que existem conversas avançadas com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mas a decisão do PSDB em relação a participar de qualquer chapa ocorrerá até o final do prazo, no dia 5. 

Portanto, política é assim mesmo. Eu brinco sempre que política é a arte de administrar o tempo e nessas últimas horas, nesses últimos dias, é que as decisões serão tomadas com maturidade e com muita serenidade, pensando naquilo que é melhor para Minas Gerais.

E para finalizar, e o peso de Minas Gerais no cenário nacional?

Temos que resgatar esse papel. Eu governei Minas por oito anos, onde Minas era uma voz muito ativa em todas as questões que diziam respeito à vida dos brasileiros, na questão tributária, na questão previdenciária, nas questões econômicas em geral, na questão da responsabilidade fiscal.

Infelizmente, Minas veio perdendo essa relevância. Portanto, o que hoje me estimula a discutir a possibilidade de uma candidatura, depois de 40 anos de mandatos consecutivos que eu exerço, acho que não existe hoje no Brasil ninguém com um número tão expressivo de mandatos consecutivos, o que me anima é realmente poder contribuir para que Minas volte a ser uma voz de equilíbrio num Brasil tão radicalizado, onde a discussão política se empobreceu tanto.  Mas, repito, essa decisão será tomada com muita calma, com muita serenidade e ouvindo, claro, os meus companheiros de Minas Gerais.

Projeto de lei de Aécio Neves barra propaganda de bets na TV, rádio e redes sociais

Proposta restringe publicidade a jogos e equipes patrocinadas

Aécio Neves entrega ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ao lado do líder do PSDB na Câmara, Adolfo Viana, projeto de lei que proíbe a publicidade de bets e apostas esportivas.


Projeto de lei do deputado federal Aécio Neves (PL 3545/2026) proíbe a propaganda de apostas online (bets) em todos os veículos de comunicação em massa no país, incluídos portais de notícias, rádios, redes de televisão, revistas, jornais, serviços de streaming, redes sociais e outdoors, entre outros.

O deputado Aécio reuniu-se, nessa quarta-feira, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a quem detalhou o projeto, defendendo que ele seja votado em regime de urgência .

Fica vedada a propaganda em todos os formatos, incluindo publicidade e patrocínios de produtos ou na grade de programação dos veículos.

Proíbe também a contratação de artistas, celebridades, influencers ou de qualquer pessoa para divulgação de bets.

A proposta apresentada na Câmara dos Deputados altera a Lei nº 14.790, de dezembro de 2023. Se aprovada, a única exceção para propaganda será em eventos esportivos patrocinados oficialmente.

As empresas de apostas online terão sua divulgação autorizada desde que sejam patrocinadoras da arena ou do estádio, da competição, equipes ou dos times participantes.

As ações de comunicação das apostas ficarão restritas aos sites e aplicativos próprios das empresas, nas modalidades de jogos ofertadas.

“Mesmo operando há não muito tempo no Brasil, os serviços de apostas online se tornaram uma ameaça para a economia popular e um problema de saúde pública de grandes proporções para as famílias. Hoje são 187 bets legalizadas no Brasil. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, somente em agosto de 2024, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em plataformas digitais de apostas, montante que corresponde a 21% do valor repassado às famílias no país”, adverte o deputado na justificação do projeto.

A proposta de Aécio torna lei federal norma que veda também a aceitação de dinheiro em espécie, boletos de pagamento, cheques, ativos virtuais ou outros tipos de criptoativos, pagamentos ou transferências provenientes de contas que não tenham sido previamente cadastradas pelo apostador.

E ainda pagamentos ou transferências provenientes de terceiros, cartão de crédito ou quaisquer outros instrumentos de pagamento pós-pagos que não permita a identificação do apostador.

Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, entre os apostadores entrevistados, 63% tiveram sua renda comprometida por conta do consumo dos serviços de apostas. Além disso, quase um quarto afirma ter deixado de comprar roupas, e 9% reduziram despesas no supermercado.

​“Nosso projeto busca regular a ampla publicidade das bets feita hoje nos meios de comunicação de massa, sem grandes restrições. Isso será feito sem a retirada repentina desses recursos dos patrocínios do futebol brasileiro, de equipes e de outras modalidades esportivas hoje patrocinadas oficialmente”, explica Aécio.

​Pelo projeto, os espaços autorizados para publicidade de bets devem exibir avisos sobre os riscos para os apostadores das modalidades ofertadas e advertências sobre eventuais malefícios, como transtornos psicológicos.

A publicidade com restrições já se aplica no país na venda de cigarros e bebidas alcoólicas. Há exatos 30 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei Nº 9.294 que vedou os comerciais de cigarros em todo o território nacional.

CONHEÇA O PROJETO

O que diz o Projeto de Lei de Aécio Neves que bane a livre publicidade das Bets:

Impede a publicidade e propaganda de jogos de apostas online em todos os meios de comunicação em massa: rádio, TV, sites, serviços de streaming, redes sociais e provedores de internet, revistas e outdoors, entre outros.

Proíbe ações de comunicação, de marketing, de merchandising e de patrocínio durante a grade de programação de TVs e a contratação de artistas, influencers e qualquer tipo de pessoa para divulgação de apostas.

Autoriza a publicidade exclusivamente em estádios, arenas, competições e times durante eventos patrocinados oficialmente pelas empresas operadoras. É obrigatório que o agente operador seja o patrocinador do espaço físico, da prova em curso ou da equipe ou time participante.

Regras para venda e promoção de jogos nos sites, aplicativos e plataformas eletrônicas das operadoras:

As ações de comunicação devem conter de forma clara para os apostadores as regras e riscos do jogo.

São obrigatórias a informação sobre a venda exclusiva para maiores de 18 anos de idade e sobre a classificação da faixa etária, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069).

Devem conter aviso e advertências sobre malefícios causados e mensagens informativas sobre prevenção de transtornos do jogo patológico.

É vedada a associação de ganhos financeiros dos jogos com emprego, fonte de renda, investimento ou solução de problemas financeiros.

É proibido o uso de dados sobre probabilidades de ganhos ou chances de vantagens financeiras.

É proibida a associação do jogo com êxito pessoal ou social.

É vedada a aceitação de dinheiro em espécie, boletos de pagamento, cheques, ativos virtuais ou outros tipos de pagamentos ou transferências provenientes de conta que não tenha sido previamente cadastrada pelo apostador.

São vedados pagamentos ou transferências de terceiros, cartão de crédito ou quaisquer outros modos pagamento pós pago que não permita a identificação do apostador.

Em entrevista ao Canal Livre, Aécio Neves defende uma “nova via” para o Brasil

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, concedeu entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (07/06), e abordou temas centrais do cenário político nacional, incluindo eleições de 2026, necessidade de uma alternativa de centro para o país, economia, segurança pública, reforma dos poderes e desafios enfrentados pela democracia brasileira.

Assista aqui a íntegra da entrevista

Aécio Neves é entrevistado pelos jornalistas Fernando Mitre, Sheila Magalhães, Rodolfo Schneider e o cientista político Fernando Schüler, no programa Canal Livre (Band).

Leia os principais trechos:

Centro democrático e eleições de 2026

Ao comentar a possibilidade de disputar a Presidência da República, Aécio afirmou que qualquer candidatura de centro precisa ser consequência de um movimento mais amplo da sociedade e não apenas de uma decisão partidária. “Nós temos que despertar o centro brasileiro, aqueles que hoje votam no Lula porque dizem não ao Bolsonaro, ou votam no Bolsonaro porque dizem não ao Lula. Mas nós temos que dar a essas pessoas a oportunidade de votar sim. Sim para um novo projeto de pacificação, de união nacional”, afirmou.

O presidente do PSDB destacou que existe espaço para uma alternativa que represente os brasileiros que não se identificam com os extremos e afirmou que seguirá trabalhando para fortalecer esse campo político.

O papel histórico do PSDB

Durante a entrevista, Aécio relembrou o papel desempenhado pelo PSDB ao longo das últimas décadas e defendeu a importância da legenda para a construção de um projeto nacional. “O PSDB é maior do que o número de deputados, de governadores ou de prefeitos que possa ter. O PSDB é um projeto de país, é um projeto transformador de país”, declarou.

Segundo ele, o partido foi o único que não aderiu nem ao bolsonarismo nem ao lulopetismo, preservando sua independência e coerência programática.

Economia, responsabilidade fiscal e crescimento

Ao analisar a situação econômica do país, Aécio criticou o aumento dos gastos públicos e afirmou que o governo federal repete erros que já produziram graves consequências para a economia brasileira. “Eu faço um paralelo com esse Lula 3 muito próximo do que foi o Dilma 1 do ponto de vista da gastança desenfreada”, disse.

Para o presidente tucano, a retomada do crescimento passa necessariamente por responsabilidade fiscal, controle dos gastos públicos e estímulo ao investimento privado. “Nós temos que ter uma política fiscal responsável, rígida, retomar o caminho das privatizações, discutirmos uma nova reforma na Previdência Social e, principalmente, é preciso que haja um governo que dialogue”, defendeu.

Aécio também defendeu a reforma administrativa como uma das medidas prioritárias para reorganizar as contas públicas e modernizar o Estado brasileiro.

Programas sociais e superação da pobreza

Questionado sobre políticas sociais, Aécio afirmou que o Brasil precisa avançar da simples transferência de renda para políticas que promovam autonomia e geração de oportunidades. “O governo do PT, na minha opinião, se aprofundou, se especializou na administração da pobreza, não na sua superação”, avaliou.

Ele voltou a defender a criação de mecanismos que incentivem a qualificação profissional e a inserção produtiva dos beneficiários dos programas sociais. “Nós precisamos construir portas de saída”, afirmou.

Segundo Aécio, o objetivo deve ser garantir que os programas sociais sejam instrumentos de emancipação econômica e não apenas de assistência permanente.

Reforma dos poderes e Supremo Tribunal Federal

Outro tema abordado foi a necessidade de uma ampla reforma institucional. Aécio defendeu a abertura de um debate nacional sobre o funcionamento dos poderes da República. “O próximo Presidente da República deve ter uma missão primária antes de todas as outras, que é propor uma reforma dos poderes, liderar esse diálogo nacional”, disse.

Entre as propostas apresentadas, destacou a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. “Eu acho que nós devemos fazer como fizeram na Alemanha, mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal”, propôs. Segundo ele, a medida contribuiria para fortalecer o equilíbrio institucional e reduzir tensões recorrentes entre os poderes.

Congresso Nacional e reforma política

Aécio também criticou o atual modelo de funcionamento do sistema político e defendeu a implantação do voto distrital misto. “Eu só vejo a inversão dessa lógica para um Congresso mais qualificado se nós tivermos o distrital misto”, afirmou. Para ele, o modelo permitiria maior proximidade entre eleitores e representantes, além de fortalecer a qualidade da representação política.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Ao tratar da segurança pública, o presidente tucano afirmou que o tema foi negligenciado pelo governo federal e defendeu uma atuação mais firme no combate às organizações criminosas. “O governo do PT, durante todos esses anos, foi leniente no combate à criminalidade, na agenda de segurança pública”, disse.

Ele relembrou propostas apresentadas pelo PSDB em eleições anteriores, como o fortalecimento da proteção das fronteiras, a criação de estruturas nacionais de coordenação da segurança e a execução integral dos recursos dos fundos destinados ao setor.

Caso Banco Master e delação de Daniel Vorcaro

Questionado sobre as investigações envolvendo o Banco Master e a possível delação de Daniel Vorcaro, Aécio afirmou que os desdobramentos podem produzir impactos relevantes no cenário político nacional. “Eu ainda acho que vai mexer muito e ninguém vai ficar imune a isso”, disse. Segundo ele, eventuais apurações devem atingir todos os envolvidos, independentemente de posição política, e precisam ser conduzidas pelas instituições competentes.

Pacificação nacional

Ao encerrar a entrevista, Aécio voltou a defender a construção de um projeto nacional capaz de reunir diferentes setores da sociedade em torno de objetivos comuns. “Eu não gosto de ‘terceira via’. Eu acho que é uma nova via que o Brasil precisa”, afirmou. E concluiu: “Existe vida inteligente entre os extremos.”

PSDB-Cidadania oficializa Aécio como pré-candidato à Presidência da República

A federação formada pelo PSDB e Cidadania formalizou nesta terça-feira (26/05) o convite ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para que considere disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. O chamamento foi apoiado pelos diretórios estaduais das duas siglas, consolidando uma articulação nacional que visa apresentar uma alternativa de centro democrático ao país.

Aécio Neves recebeu a indicação de forma honrosa, destacando a importância de ouvir segmentos da sociedade antes de definir sua decisão final. “Recebi com uma honra enorme essa manifestação tão contundente dos companheiros da Federação PSDB-Cidadania, do companheiro Paulinho da Força Sindical, presidente do Solidariedade. Acho que nos clamando a despertar, a nos posicionarmos, a encontrarmos caminhos para apresentar uma alternativa para o Brasil. Sou presidente do PSDB e presidente agora da Federação PSDB-Cidadania, e acredito que temos uma contribuição muito grande a dar ao país”, afirmou.

O presidente tucano destacou que pretende avaliar a viabilidade da candidatura e reforçou que o processo será conduzido de forma transparente, ouvindo tanto a sociedade quanto os partidos aliados. “Não gosto de chamar de terceira via, porque não vejo nas outras duas uma via que nos leve ao futuro. Portanto, eu chamo de ‘A via’. Quem sabe possamos construir esse caminho de transformação para o Brasil. A Federação vai tomar uma decisão nas próximas semanas”, disse.

Durante o encontro, estiveram presentes o presidente nacional do Cidadania, deputado federal Alex Manente (SP), o presidente do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP), além de dirigentes históricos do PSDB, como Roberto Freire, e líderes da bancada, incluindo Adolfo Viana, líder da bancada na Câmara, e Plínio Valério, líder da bancada no Senado.

A decisão da federação reflete o desejo das siglas em apresentar uma alternativa política ao país, fora da polarização entre os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consolidando Aécio Neves como representante de um projeto nacional tucano. “Parte da população está indignada e angustiada com a precariedade das opções colocadas. Agora é hora de conversar, ouvir e perceber se há espaço para a construção desse caminho”, afirmou Aécio.

O deputado federal mineiro já tem ampla experiência política, incluindo mandatos como governador de Minas Gerais (2003-2010), senador e presidente da Câmara dos Deputados. Em 2014, disputou a Presidência da República e chegou ao segundo turno, consolidando seu protagonismo no cenário nacional.

O chamamento ocorre em um momento estratégico para o PSDB e o Cidadania, após a consolidação da nova bancada federal da federação e a definição de pré-candidatos aos governos estaduais, reforçando a atuação do partido como um eixo de centro democrático, liberal na economia, inclusivo socialmente e responsável na gestão pública.

O convite oficializado à Aécio Neves representa a intenção das siglas de colocar à disposição da sociedade brasileira uma candidatura à Presidência capaz de unir experiência, conhecimento e compromisso com políticas que promovam equilíbrio, desenvolvimento e soluções concretas para o país.

Leia abaixo a entrevista de Aécio Neves concedida após a reunião da Federação PSDB/Cidadania.

Deputado, do que depende na sua decisão, sim, a esse convite feito hoje?

Olha, eu recebi com uma honra enorme essa manifestação tão contundente dos companheiros da Federação PSDB Cidadania, do companheiro Paulinho da Força Sindical, presidente do Solidariedade. Acho que nos clamando a despertar, a nos posicionarmos, a encontrarmos caminhos para apresentar uma alternativa para o Brasil. Sou presidente do PSDB e presidente agora da Federação PSDB-Cidadania e, acredito, que temos uma contribuição muito grande a dar ao país.

Portanto, a partir desse chamamento liderado pelo companheiro Roberto Freire, vamos avançar nas conversas, não apenas com partidos políticos, mas também com partidos políticos, mas na sociedade, com aqueles que estão, como eu, indignados e angustiados com a precariedade das opções que estão hoje colocadas. Agora, é hora de conversa. Política é, sobretudo, conversar, ouvir, para que nós percebamos se há espaço realmente para a construção desse caminho.

Não gosto de chamar de terceira via, porque eu não vejo nos outros dois uma via que nos leve ao futuro. Portanto, eu chamo de a via. Quem sabe nós possamos construir essa via, esse caminho de transformação para o Brasil. Portanto, agora é hora de reflexão, de conversas e, nas próximas semanas, conjuntamente, a Federação vai tomar uma decisão. Não me coloco nesse instante, eu preciso deixar isso muito claro, como pré-candidato à Presidência da República, mas eu me coloco como um brasileiro indignado com o que vem acontecendo com o Brasil e otimista em relação à possibilidade que nós possamos ter de construir um caminho diferente.

O Sr. é um político experiente, e o tempo é curto, você acha que dá para ter viabilidade em uma pré-candidatura lançada agora?

Olha, política é a arte de administrar o tempo. Temos que ouvir, temos que esperar ver como é que as coisas caminham. O quadro vem se alterando com uma certa rapidez, né? Vejo o quadro ainda com alguma instabilidade. O que eu tenho certeza absoluta é que somos capazes de apresentar um projeto transformador para o Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na área fiscal, ousado nas reformas que precisam atingir todos os poderes e reconectarmos o Brasil com o mundo, com o mundo desenvolvido, com a política externa pragmática que defenda os nossos interesses e não os nossos aliados ideológicos, como aconteceu no Brasil nos últimos tempos, nesse e no último governo.

Portanto, estou muito honrado com essa manifestação. Não tenho uma data para tomar uma decisão e ela vai depender fundamentalmente do apelo, da resposta que setores importantes da sociedade brasileira e do mundo político derem a essa iniciativa que, por si só, já vai fazer parte da minha história, do meu currículo, do presidente Roberto Freire, do presidente Alex e dos companheiros do PSDB.

Esse eventual prejuízo na candidatura de Flávio Bolsonaro em relação ao caso Vorcaro pode abrir uma possibilidade para o senhor atrair o voto da direita?

Olha, não penso nessa construção buscando atingir ou atacar quem quer que seja. Quero olhar para frente, quero olhar para o futuro. O Brasil perdeu muito tempo olhando para os lados. É claro que os brasileiros vão estar dizendo se esse ou aquele candidato merece a sua confiança. Não é essa a questão, para mim, central. Se alguém vai se desgastar mais, se alguém vai se desgastar menos. O que eu quero ver é se eu tenho realmente capacidade, e eu não sei se a tenho, se eu tenho capacidade para construir um projeto viável. Repito o que disse ontem: Se vocês me perguntarem se eu tenho disposição de liderar um projeto transformador para o Brasil, eu digo que sim. Se vocês me perguntarem se eu estou preparado para construir esse projeto, eu digo que sim. Me preparei toda a minha vida durante esses 40 anos de mandato. Agora, se vocês me perguntarem se isso é viável, é vocês que vão dizer. É o tempo que vai dizer e é o reflexo que estamos fazendo hoje aqui na sociedade que vai nos levar a uma decisão. Não preciso ser candidato à Presidência da República para contribuir com o Brasil na superação dessa polarização.

Portanto, vamos continuar aqui trabalhando, conversando, sobretudo ouvindo. E quem sabe isso pode significar a possibilidade da construção da via, do caminho que tenho certeza grande parte dos brasileiros ainda aguarda que seja construído.

Deputado, em Minas Gerais o PSDB e a federação tende mais para Alexandre Kalil ou para Gabriel Azevedo?

Olha, o companheiro Paulo Abi-Ackel que é o nosso presidente regional do partido, tem tido conversas com todas essas forças. Tenho um respeito enorme pelo Gabriel. Gabriel começou conosco no PSDB, é um idealista, é alguém que, certamente, vai ainda contribuir muito para com a Minas Gerais, para com o Brasil. É um talento nato, vive lá também as suas angústias, as suas dificuldades.

Conversei também recentemente com o ex-prefeito Kalil, todos me estimulando muito uma candidatura minha ao Senado, mas agora eu tenho que recuar um pouco nessa questão mineira, deixar que o deputado Paulo Abi-Ackel, que é o presidente do partido, conduza essas conversas para eu me concentrar na responsabilidade, na missão que me foi dada hoje aqui.

Ouvir a sociedade dentro e fora dos partidos políticos e chegarmos à conclusão de que é possível ou não construir esse caminho, porque o nosso planejamento era para prepararmos a federação para os desafios de 2026.

Sobrevivemos de forma muito vigorosa nessa janela partidária, crescemos com o trabalho dos companheiros da Federação, do Adolfo em especial, do Paulo, o partido cresceu. Portanto, se prepara para voltar a ter um papel relevante, decisivo nas grandes questões nacionais.

Mas o projeto estava se encaminhando para a construção disso pelos próximos quatro anos com o exaurimento, com o cansaço, com a fadiga, que já é grande e vai ser ainda maior dessa polarização. Mas o que estamos vendo hoje é uma nova manifestação e essa nova manifestação vai me levar a uma profunda reflexão. Obrigado.

Projeto de Aécio torna São João del-Rei Capital Nacional da Arte Sacra

“A riqueza do patrimônio histórico de São João del-Rey está em suas igrejas, na arquitetura de seus casarios, mas principalmente no vigor cultural da sua população que, por séculos, tem mantido vivos os ritos, festas e tradições religiosas”, diz Aécio

O deputado federal Aécio Neves apresentou, nesta segunda-feira (13/04), ao Congresso Nacional, projeto de lei (PL 1769/2026) que declara o município de São João del-Rei Capital Nacional da Arte Sacra.

Considerada a maior cidade mineira fundada no início do século 18, no auge do ciclo do ouro, o município abrigou a Capela de Nossa Senhora do Pilar, conhecida como a primeira edificação de arte sacra, à época localizada no Arraial Novo do Rio das Mortes, cuja ocupação data de 1704.

A capela original foi destruída em 1709. Anos depois, em 1721, foi erguida a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, hoje Catedral Basílica, e uma das mais importantes do barroco.

Entre as igrejas do século XVIII que o município abriga estão: a Igreja do Rosário, fundada em 1720, a Igreja do Carmo, de 1733, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, de 1769 e a Igreja de São Francisco de Assis, de 1744, que tem projeto e decoração de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como “Aleijadinho”, considerado o maior nome do barroco brasileiro e um dos mais importantes escultores e arquitetos do período colonial.

Constam também entre os expoentes da arte sacra são-joanense Valentim Correa Paes, Manoel Victor de Jesus, Venâncio José do Espírito Santo, Luiz Pinheiro de Souza e Joaquim Francisco de Assis Pereira.

“A riqueza do patrimônio histórico de São João del-Rey está em suas igrejas, na arquitetura de seus casarios, mas principalmente no vigor cultural da sua população que, por séculos, tem mantido vivos os ritos, festas e tradições religiosas do período colonial. São tradições tricentenárias revividas todos os anos nas ruas, preservando a história e a memória da época”, disse o deputado Aécio Neves.

As festas religiosas na cidade são consideradas uma das mais importantes entre as celebradas em todo o Brasil pela Igreja Católica Apostólica Romana e reúnem milhares de pessoas durante a Quaresma.

A Irmandade de Nosso Senhor dos Passos, fundada em 1733, promove a Festa de Passos, que conserva antigos ritos que relembram a Paixão de Cristo.

A Paróquia de Nossa Senhora do Pilar e a Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, fundada em 1711, preservam uma das mais antigas tradições, os “Ofícios de Trevas”, cantados inteiramente em latim na Quarta, Sexta e Sábado da Semana Santa. Nem mesmo o Vaticano mantém essa tradição integralmente.

Música sacra

As práticas religiosas preservadas em São João del-Rei fazem da cidade também um centro de música sacra, com orquestras que atuam desde o período colonial, especialmente a Orquestra Lira Sanjoanense, fundada em 1776, e a Orquestra Ribeiro Bastos.

“Ambas são consideradas as orquestras mais antigas das Américas em atividade ininterrupta. A música colonial brasileira por elas executada há mais de dois séculos permanece viva nas celebrações da população, não está apenas nos museus, o que contribui enormemente para a manutenção da tradição sacra”, justifica Aécio em seu projeto de lei.

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra em São João del-Rey abriga um acervo de 450 objetos, entre alfaias (roupas, utensílios e adornos), paramentos litúrgicos pertencentes a confrarias, ordens e irmandades religiosas, acumulados ao longo dos anos.

“É notável a presença de diversos escultores, pintores, entalhadores, prateiros, ourives, costureiros, restauradores e outros profissionais que dedicaram grande parte de seu trabalho a prover as igrejas da cidade”, diz o texto do projeto de lei.

Se aprovada a proposta, a “cidade onde os sinos falam”, como São João del-Rey é conhecida em razão dos toques centenários praticados em suas igrejas há 300 anos, será considerada oficialmente a Capital Nacional da Arte Sacra, título concedido pela Lei Municipal 6.103/2024, mas ainda sem amparo na legislação federal.

O reconhecimento oficial incentiva e viabiliza medidas governamentais de proteção do acervo histórico e artístico, mas também estimula e valoriza o apoio de empresas e de particulares a projetos e a formação de parcerias público-privada (PPP).