Encontro com o presidente em exercício Michel Temer – Venezuela

O senador Aécio Neves e um grupo de senadores estiveram na noite dessa terça-feira (14/06/16) com o presidente em exercício Michel Temer, no Palácio do Planalto.

Os parlamentares defenderam uma postura mais firme do Brasil em relação à questão democrática no continente americano, em especial uma manifestação do governo na próxima reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em defesa da democracia, liberdade e direitos humanos na Venezuela.

O presidente em exercício reiterou que essa será a postura do Brasil a partir de agora.

Estiveram presentes ao encontro, além do senador Aécio Neves, os senadores Aloysio Nunes, Davi Alcolumbre, Ronaldo Caiado, José Agripino, Ricardo Ferraço, Sérgio Petecão, José Anibal e José Medeiros.

Assessoria do Senador Aécio Neves

Aécio pede urgência na votação de projeto que proíbe doações financeiras a partidos e políticos por servidores públicos

O senador Aécio Neves defendeu, nesta quarta-feira (01/06), urgência na votação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei 663/2015 que proíbe servidores em cargos comissionados ou funções de confiança doarem dinheiro para partidos e candidatos em períodos eleitorais. Em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aécio, autor do projeto, pediu que a proposta seja colocada em votação já na próxima reunião da comissão, a ser realizada no dia 8 de junho.

“O que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros”, afirmou Aécio Neves.

O projeto já foi votado em primeiro turno na CCJ e precisa ser apreciado mais uma vez na comissão em caráter terminativo antes de seguir para a Câmara dos Deputados. O texto apresentado pelo relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), proíbe a doação de comissionados para candidatos nos três meses que antecedem as eleições. No caso dos partidos, a doação fica proibida nos seis meses anteriores ao pleito.


Leia a seguir trechos do pronunciamento do senador Aécio Neves na CCJ:

“Na verdade, há uma ampla convergência entre todos aqueles que se envolveram na discussão desse projeto, em especial o senador Caiado, com o objetivo dessa propositura. Na verdade, o que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros. O senador Caiado traz uma contribuição importante a essa discussão ao relatar aqui esse levantamento feito pelo Ministério Público, que mostra que esse aparelhamento, ou essa utilização dos cargos comissionados e mesmo de programas sociais, tenha ido muito além daquilo que prevíamos. A proposta, quando eu apresentei e discuti com o relator, o senador Ferraço, nos parecia já um avanço, como ainda me parece, muito relevante.

O que nós temos assistido recentemente, e ontem em especial, apenas para ilustrar senador Maranhão, aquilo que quero aqui dizer, ontem eu tive uma informação do ministro Geddel Vieira Lima, que apenas no seu ministério, que a Secretaria de Governo hospedada fisicamente no Palácio do Planalto, estão lá vinculados 1.400 cargos comissionados. Vou repetir: 1.400 cargos comissionados na Secretaria de Governo, até recentemente ocupada por um dos procedes do PT, o ex-deputado Berzoini, e eu fico imaginando. Eu não sou um frequentador assíduo do Palácio do Planalto. Nos últimos 14 anos fui lá se quer uma vez, estive uma ou duas vezes lá agora, nessas últimas duas semanas, e eu fico imaginando naquela estrutura do Palácio do Planalto aonde que estarão trabalhando esses 1.400 cargos comissionados apenas numa secretaria de governo?

Disse inclusive ao ministro Geddel que teria que fazer uma chamada e demitir automaticamente todos aqueles que não respondessem sim na chamada, certamente mais de 90% desses cargos comissionados estão prestando outros serviços que não à esse órgão. Isso serve, senhor presidente, como uma sinalização para o que não deve estar ocorrendo em outros órgãos com essa mesma metodologia. E utilizar a estrutura do estado para acomodar os companheiros e, a partir daí, esses companheiros passam a contribuir para as campanhas eleitorais, fugindo, quebrando aquela isonomia que buscamos aqui estabelecer quando votamos aprimoramentos na lei eleitoral. Me informou hoje o presidente Michel Temer que já, na próxima semana, cerca de 4 mil desses cargos, segundo suas palavras, estarão sendo extintos. É uma iniciativa que deve ser festejada, mas ainda tímida em relação ao que eu acredito possa ser feito. São mais de 25 mil cargos de livre nomeação apenas na Esplanada e acho que gestos nesta direção além daquilo que estamos fazendo aqui no Senado Federal serão recebidos efusivamente pela sociedade brasileira.

Não obstante a compreensão que tenho em relação à preocupação do senador Caiado, mas em razão já das discussões havidas amplas nesta casa que já contaram em primeiro turno com a maioria dos senadores para aprovação dessa matéria, quero aqui reiterar o meu apoio ao relatório do senador Ricardo Ferraço e que a simples discussão desta matéria no Senado Federal possa estimular o governo a ir mais a fundo no enxugamento desses cargos, no estabelecimento da meritocracia, é um outro projeto que aprovamos aqui nessa comissão, estabelecendo critérios para composição desses cargos. Grande parte deles deve ser ocupada por servidores concursados de cada uma das áreas, que tenham conhecimento específico das matérias ali estão sendo tratadas, para inibir o máximo possível a utilização distorcida, a utilização equivocada desses cargos que não servem ao estado, portanto não servem aos cidadãos, e servem única e exclusivamente aos interesses daqueles que os indicaram.

Portanto, este projeto é um projeto meritório. Agradeço já a manifestação dos senhores senadores para a sua aprovação na primeira votação e, agora, em turno suplementar para que não haja a necessidade de retomarmos novamente, desde o início esta votação. Quero dar aqui como autor do projeto meu apoio ao relatório do ilustre senador Ricardo Ferraço. E já antecipo que, em não havendo quórum necessário para deliberação desta matéria, que deverá ser feito em caráter terminativo nessa comissão, que V. Exa. possa dar por encerrada a votação da matéria, colocando como prioridade a sua votação logo no início da sessão da próxima semana”.

Aécio Neves – Aécio pede urgência na votação de projeto que proíbe doações financeiras a partidos e políticos por servidores públicos

O senador Aécio Neves defendeu, nesta quarta-feira (01/06), urgência na votação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei 663/2015 que proíbe servidores em cargos comissionados ou funções de confiança doarem dinheiro para partidos e candidatos em períodos eleitorais. Em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aécio, autor do projeto, pediu que a proposta seja colocada em votação já na próxima reunião da comissão, a ser realizada no dia 8 de junho.

“O que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros”, afirmou Aécio Neves.

O projeto já foi votado em primeiro turno na CCJ e precisa ser apreciado mais uma vez na comissão em caráter terminativo antes de seguir para a Câmara dos Deputados. O texto apresentado pelo relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), proíbe a doação de comissionados para candidatos nos três meses que antecedem as eleições. No caso dos partidos, a doação fica proibida nos seis meses anteriores ao pleito.


Leia a seguir trechos do pronunciamento do senador Aécio Neves na CCJ:

“Na verdade, há uma ampla convergência entre todos aqueles que se envolveram na discussão desse projeto, em especial o senador Caiado, com o objetivo dessa propositura. Na verdade, o que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros. O senador Caiado traz uma contribuição importante a essa discussão ao relatar aqui esse levantamento feito pelo Ministério Público, que mostra que esse aparelhamento, ou essa utilização dos cargos comissionados e mesmo de programas sociais, tenha ido muito além daquilo que prevíamos. A proposta, quando eu apresentei e discuti com o relator, o senador Ferraço, nos parecia já um avanço, como ainda me parece, muito relevante.

O que nós temos assistido recentemente, e ontem em especial, apenas para ilustrar senador Maranhão, aquilo que quero aqui dizer, ontem eu tive uma informação do ministro Geddel Vieira Lima, que apenas no seu ministério, que a Secretaria de Governo hospedada fisicamente no Palácio do Planalto, estão lá vinculados 1.400 cargos comissionados. Vou repetir: 1.400 cargos comissionados na Secretaria de Governo, até recentemente ocupada por um dos procedes do PT, o ex-deputado Berzoini, e eu fico imaginando. Eu não sou um frequentador assíduo do Palácio do Planalto. Nos últimos 14 anos fui lá se quer uma vez, estive uma ou duas vezes lá agora, nessas últimas duas semanas, e eu fico imaginando naquela estrutura do Palácio do Planalto aonde que estarão trabalhando esses 1.400 cargos comissionados apenas numa secretaria de governo?

Disse inclusive ao ministro Geddel que teria que fazer uma chamada e demitir automaticamente todos aqueles que não respondessem sim na chamada, certamente mais de 90% desses cargos comissionados estão prestando outros serviços que não à esse órgão. Isso serve, senhor presidente, como uma sinalização para o que não deve estar ocorrendo em outros órgãos com essa mesma metodologia. E utilizar a estrutura do estado para acomodar os companheiros e, a partir daí, esses companheiros passam a contribuir para as campanhas eleitorais, fugindo, quebrando aquela isonomia que buscamos aqui estabelecer quando votamos aprimoramentos na lei eleitoral. Me informou hoje o presidente Michel Temer que já, na próxima semana, cerca de 4 mil desses cargos, segundo suas palavras, estarão sendo extintos. É uma iniciativa que deve ser festejada, mas ainda tímida em relação ao que eu acredito possa ser feito. São mais de 25 mil cargos de livre nomeação apenas na Esplanada e acho que gestos nesta direção além daquilo que estamos fazendo aqui no Senado Federal serão recebidos efusivamente pela sociedade brasileira.

Não obstante a compreensão que tenho em relação à preocupação do senador Caiado, mas em razão já das discussões havidas amplas nesta casa que já contaram em primeiro turno com a maioria dos senadores para aprovação dessa matéria, quero aqui reiterar o meu apoio ao relatório do senador Ricardo Ferraço e que a simples discussão desta matéria no Senado Federal possa estimular o governo a ir mais a fundo no enxugamento desses cargos, no estabelecimento da meritocracia, é um outro projeto que aprovamos aqui nessa comissão, estabelecendo critérios para composição desses cargos. Grande parte deles deve ser ocupada por servidores concursados de cada uma das áreas, que tenham conhecimento específico das matérias ali estão sendo tratadas, para inibir o máximo possível a utilização distorcida, a utilização equivocada desses cargos que não servem ao estado, portanto não servem aos cidadãos, e servem única e exclusivamente aos interesses daqueles que os indicaram.

Portanto, este projeto é um projeto meritório. Agradeço já a manifestação dos senhores senadores para a sua aprovação na primeira votação e, agora, em turno suplementar para que não haja a necessidade de retomarmos novamente, desde o início esta votação. Quero dar aqui como autor do projeto meu apoio ao relatório do ilustre senador Ricardo Ferraço. E já antecipo que, em não havendo quórum necessário para deliberação desta matéria, que deverá ser feito em caráter terminativo nessa comissão, que V. Exa. possa dar por encerrada a votação da matéria, colocando como prioridade a sua votação logo no início da sessão da próxima semana”.

Aécio pede urgência na votação de projeto que proíbe doações financeiras a partidos e políticos por servidores públicos

O senador Aécio Neves defendeu, nesta quarta-feira (01/06), urgência na votação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei 663/2015 que proíbe servidores em cargos comissionados ou funções de confiança doarem dinheiro para partidos e candidatos em períodos eleitorais. Em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aécio, autor do projeto, pediu que a proposta seja colocada em votação já na próxima reunião da comissão, a ser realizada no dia 8 de junho.

“O que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros”, afirmou Aécio Neves.

O projeto já foi votado em primeiro turno na CCJ e precisa ser apreciado mais uma vez na comissão em caráter terminativo antes de seguir para a Câmara dos Deputados. O texto apresentado pelo relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), proíbe a doação de comissionados para candidatos nos três meses que antecedem as eleições. No caso dos partidos, a doação fica proibida nos seis meses anteriores ao pleito.


Leia a seguir trechos do pronunciamento do senador Aécio Neves na CCJ:

“Na verdade, há uma ampla convergência entre todos aqueles que se envolveram na discussão desse projeto, em especial o senador Caiado, com o objetivo dessa propositura. Na verdade, o que assistimos ao longo desses últimos anos foi um aparelhamento progressivo da máquina estatal, obviamente, com todas as distorções decorrentes desse aparelhamento e com objetivos políticos extremamente claros. O senador Caiado traz uma contribuição importante a essa discussão ao relatar aqui esse levantamento feito pelo Ministério Público, que mostra que esse aparelhamento, ou essa utilização dos cargos comissionados e mesmo de programas sociais, tenha ido muito além daquilo que prevíamos. A proposta, quando eu apresentei e discuti com o relator, o senador Ferraço, nos parecia já um avanço, como ainda me parece, muito relevante.

O que nós temos assistido recentemente, e ontem em especial, apenas para ilustrar senador Maranhão, aquilo que quero aqui dizer, ontem eu tive uma informação do ministro Geddel Vieira Lima, que apenas no seu ministério, que a Secretaria de Governo hospedada fisicamente no Palácio do Planalto, estão lá vinculados 1.400 cargos comissionados. Vou repetir: 1.400 cargos comissionados na Secretaria de Governo, até recentemente ocupada por um dos procedes do PT, o ex-deputado Berzoini, e eu fico imaginando. Eu não sou um frequentador assíduo do Palácio do Planalto. Nos últimos 14 anos fui lá se quer uma vez, estive uma ou duas vezes lá agora, nessas últimas duas semanas, e eu fico imaginando naquela estrutura do Palácio do Planalto aonde que estarão trabalhando esses 1.400 cargos comissionados apenas numa secretaria de governo?

Disse inclusive ao ministro Geddel que teria que fazer uma chamada e demitir automaticamente todos aqueles que não respondessem sim na chamada, certamente mais de 90% desses cargos comissionados estão prestando outros serviços que não à esse órgão. Isso serve, senhor presidente, como uma sinalização para o que não deve estar ocorrendo em outros órgãos com essa mesma metodologia. E utilizar a estrutura do estado para acomodar os companheiros e, a partir daí, esses companheiros passam a contribuir para as campanhas eleitorais, fugindo, quebrando aquela isonomia que buscamos aqui estabelecer quando votamos aprimoramentos na lei eleitoral. Me informou hoje o presidente Michel Temer que já, na próxima semana, cerca de 4 mil desses cargos, segundo suas palavras, estarão sendo extintos. É uma iniciativa que deve ser festejada, mas ainda tímida em relação ao que eu acredito possa ser feito. São mais de 25 mil cargos de livre nomeação apenas na Esplanada e acho que gestos nesta direção além daquilo que estamos fazendo aqui no Senado Federal serão recebidos efusivamente pela sociedade brasileira.

Não obstante a compreensão que tenho em relação à preocupação do senador Caiado, mas em razão já das discussões havidas amplas nesta casa que já contaram em primeiro turno com a maioria dos senadores para aprovação dessa matéria, quero aqui reiterar o meu apoio ao relatório do senador Ricardo Ferraço e que a simples discussão desta matéria no Senado Federal possa estimular o governo a ir mais a fundo no enxugamento desses cargos, no estabelecimento da meritocracia, é um outro projeto que aprovamos aqui nessa comissão, estabelecendo critérios para composição desses cargos. Grande parte deles deve ser ocupada por servidores concursados de cada uma das áreas, que tenham conhecimento específico das matérias ali estão sendo tratadas, para inibir o máximo possível a utilização distorcida, a utilização equivocada desses cargos que não servem ao estado, portanto não servem aos cidadãos, e servem única e exclusivamente aos interesses daqueles que os indicaram.

Portanto, este projeto é um projeto meritório. Agradeço já a manifestação dos senhores senadores para a sua aprovação na primeira votação e, agora, em turno suplementar para que não haja a necessidade de retomarmos novamente, desde o início esta votação. Quero dar aqui como autor do projeto meu apoio ao relatório do ilustre senador Ricardo Ferraço. E já antecipo que, em não havendo quórum necessário para deliberação desta matéria, que deverá ser feito em caráter terminativo nessa comissão, que V. Exa. possa dar por encerrada a votação da matéria, colocando como prioridade a sua votação logo no início da sessão da próxima semana”.

Senado antecipa instalação da comissão do impeachment após cobrança de Aécio

O presidente do Senado, Renan Calheiros, acatou uma cobrança feita pelo senador Aécio Neves e antecipou, de terça para segunda-feira da próxima semana, a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.

“A sociedade brasileira, que acompanhará diuturnamente agora os trabalhos desta Casa, se sentirá melhor representada se perceber que há disposição dos senadores, sem pressa demasiada, mas também sem aguardarmos dias e dias sem trabalhar, de que essa decisão possa ser compartilhada com todo o Brasil. O país tem pressa”, afirmou Aécio Neves, em plenário.

Além de pedir a antecipação da instalação da comissão, Aécio também cobrou que o colegiado trabalhe de segunda a sexta. O pedido deverá antecipar em uma semana a votação do impeachment pelo plenário do Senado, que decidirá pelo afastamento ou não da presidente da República.

Ao iniciar os trabalhos na segunda, dia 25, a previsão é que a comissão conclua o parecer em 6 de maio. Com isso, a votação em plenário deverá ocorrer na segunda semana de maio. Antes estava prevista para o dia 17.

“O que me parece que não será compreendido pela sociedade brasileira é que, após a sexta-feira, prazo final para indicação daqueles partidos ou blocos que não fizeram as suas indicações, nós não iniciarmos imediatamente os trabalhos desta comissão. O Brasil trabalha às segundas, aliás, muitos brasileiros estão tendo que trabalhar no final de semana para reporem as perdas que tiveram durante todo este último período”, afirmou Aécio Neves.


Reunião com líderes

Na manhã desta terça, após deixar reunião de líderes partidários com o presidente do Senado, Aécio defendeu que a comissão fosse instalada já na tarde desta terça-feira (19/04). Renan Calheiros, porém, decidiu abrir prazo de 48 horas para que os partidos indiquem os membros da comissão e marcou a eleição do presidente e do relator da comissão para a terça, dia 26.

O PSDB e DEM já indicaram os membros da oposição na comissão: os senadores Aloysio Nunes, Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima e Ronaldo Caiado.
Em seu pronunciamento, Aécio defendeu que os senadores cumpram o prazo de 10 sessões, estabelecido no rito do STF, para análise do processo de impeachment.

“Deveríamos começar na próxima segunda, cumprimos até o limite de dez dias úteis para que o relatório seja votado na Comissão. Isso nos permitiria, sem açodamento, com amplo direito de defesa garantido que, no máximo até dia 10 ou 11 de maio, o relatório possa estar sendo submetido a esta Casa, sem antecipação, sem açodamento, mas sem postergação”, defendeu Aécio Neves.

Aécio Neves – Pronunciamento sobre tramitação no Senado do processo de impeachment da presidente da República

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antecipou para segunda-feira (25/04) a data para instalação da comissão especial do impeachment no Senado, depois que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, cobrou agilidade e respeito às regras na tramitação na Casa do processo de impeachment da presidente da República. A decisão pode adiantar em uma semana a votação do afastamento da presidente.

Em seu pronunciamento, Aécio defendeu que os senadores cumpram o prazo de 10 sessões, estabelecido no rito do STF, para análise do processo de impeachment. Ele cobrou também que as sessões ocorram de segunda a sexta-feira.

“A sociedade brasileira, que acompanhará diuturnamente agora os trabalhos desta Casa, se sentirá melhor representada se perceber que há disposição dos senadores, sem pressa demasiada, mas também sem aguardarmos dias e dias sem trabalhar, de que essa decisão possa ser compartilhada com todo o Brasil. O país tem pressa”, afirmou Aécio Neves, em plenário.

A comissão especial deveria ser instalada 48 horas após a entrega do processo no Senado, o que ocorreu ontem, depois de aprovado na Câmara dos Deputados por 71% dos votos. Em razão do feriado de 21 de abril, a instalação da comissão foi marcada para terça-feira, mas foi antecipada a pedido de Aécio.

No plenário, o presidente da Casa, Renan Calheiros destacou a atuação do senador: “Quero cumprimentar o senador Aécio Neves pelo bom senso, pelo equilíbrio, pela racionalidade. Quero dizer que a proposta que V. Exª faz é absolutamente defensável. Então, quero dizer aos líderes partidários, a partir da sugestão do senador Aécio Neves, que vamos marcar a sessão para eleição na próxima segunda-feira”.

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento de Aécio Neves:

Na verdade, não se trata aqui de reviver o passado. Trata-se de construirmos o futuro – e é isso o que todos estamos buscando. Se não é possível – e não será, é natural que não seja – termos aqui um consenso em relação ao posicionamento de cada um, acho absolutamente possível que haja uma convergência em relação ao procedimento, para que fique absolutamente claro para todo o país que o Senado Federal cumprirá estritamente o que determina a Constituição, subsidiada pelo Regimento desta Casa.

Que não comecemos mal. Na reunião de Líderes, hoje mais cedo, o senador Renan Calheiros agiu de forma democrática, ao submeter às lideranças a definição sobre os critérios de indicação dos nomes da comissão especial – se por partidos ou por blocos. Prevaleceu, a meu ver, o que é racional, o que é óbvio: que os blocos partidários façam – como estão fazendo – as suas indicações.

Fomos voto vencido na argumentação do senador Caiado, do senador Cássio, e tendo a concordar neste instante com V. Exª: não vamos esticar a corda agora. A sexta-feira é o prazo para que as indicações sejam feitas. Mas, a partir daí, peço que me ouça, porque V. Exª conhece como ajo nesta Casa: não cobrarei antecipações de prazo, mas tampouco deixarei de me manifestar, quando compreender que prazos possam ser cumpridos com maior celeridade do que alguns que vi no documento ou na expectativa de cumprimento que V. Exª hoje me mostrou no gabinete.

O que me parece que não será compreendido pela sociedade brasileira é que, após a sexta-feira, prazo final para indicação daqueles partidos ou blocos que não fizeram as suas indicações registro que o bloco da oposição já o fez com nomes altamente qualificados para lá nos representar, como o senador Aloysio Nunes, senador Antonio Anastasia, senador Cássio Cunha Lima, senador Caiado, além dos seus suplentes – não será compreensível se na segunda-feira subsequente nós não iniciarmos imediatamente os trabalhos desta Comissão. O Brasil trabalha às segundas, aliás, muitos brasileiros estão tendo que trabalhar no final de semana para reporem as perdas que tiveram durante todo este último período.

O razoável, o natural que me parece, é que V. Exª possa permitir que já na segunda-feira haja composição, eleição dos dirigentes, do presidente e do relator desta Comissão e, a partir daí, é preciso que as dez sessões, aliás, os dez dias que V. Exª interpreta como dias úteis, vamos concordar em relação a isso, tem que ser de segunda a sexta pelo menos.

Portanto, deveríamos começar na próxima segunda, cumprimos até o limite de dez dias úteis para que o relatório seja votado na Comissão. Isso nos permitiria, sem açodamento, com amplo direito de defesa garantido que, no máximo até dia 10 ou 11 de maio, o relatório possa estar sendo submetido a esta Casa, sem antecipação, sem açodamento, mas sem postergação.

Acredito, senador Renan, que a sociedade brasileira, que acompanhará diuturnamente agora os trabalhos desta Casa, se sentirá melhor representada se perceber que há disposição dos senadores, sem pressa demasiada, mas também sem aguardarmos dias e dias sem trabalhar, de que essa decisão possa ser compartilhada com todo o Brasil. O país tem pressa, senador Renan Calheiros. Quero solicitar, apelar a V. Exª para que possa adequar o calendário inicialmente proposto, para que possamos, ao final, até o dia 10 ou dia 11 de maio, no máximo, ter essa questão resolvida no Congresso Nacional.