Aécio Neves – Pronunciamento no Encontro de Prefeitos Eleitos

Sei que não está fácil se deslocar hoje, principalmente depois de uma campanha. Todos que chegaram aqui fizeram um grande esforço para participar deste encontro que supera todas as nossas melhores expectativas pela sua representatividade. Mas acho, presidente Fernando Henrique, através de quem quero cumprimentar todos os companheiros que aqui estão, acho que tem uma coisa na política que é essencial, insubstituível, que é o contato, que é o olho no olho, que é a pele, é olhar para alguém e sentir ali a energia e acreditar nessa pessoa, sentir que ela é companheira de um projeto, um companheiro de um projeto. Por isso, de tempos em tempos, temos buscado fazer isso, nos conhecermos um pouco melhor.

Ontem fizemos, na Executiva Nacional do partido, um encontro com os presidentes estaduais do partido. Fiz questão que cada companheiro falasse um pouco. Do Acre, como é a realidade do partido lá, o nosso companheiro de São Paulo, de Minas contando como é a realidade para o nosso companheiro de Rondônia, de Roraima ou do Mato Grosso. Porque a nossa maior força haverá de ser sempre a nossa unidade. Não temos sequer o direito, pelas dificuldades porque passa o país, e pela responsabilidade que recai sobre os ombros do PSDB, sobretudo a partir das últimas eleições, não temos sequer o direito de pensar em projetos individuais e de colocá-los acima da nossa maior responsabilidade que é dar ao Brasil, no tempo certo, com um governo honrado, decente, operoso e que prossiga no esforço iniciado no governo de transição do presidente Michel Temer de tirar o Brasil do abismo, do cadafalso no qual os sucessivos governos do PT nos mergulharam.

Senhoras e senhores prefeitos que aqui estão, vocês enfrentarão nas suas administrações talvez um dos mais difíceis períodos de toda a nossa história republicana. Quem esteve atento aqui à palestra do Mansueto (secretário de Acompanhamento Econômico) se lembrará que ele disse, em determinado momento, que o discurso econômico é uma constatação da realidade. Esta crise que estamos vivendo com três anos consecutivos de recessão é maior, inclusive, que a crise que tivemos na década de 30 do século passado, quando houve dois anos consecutivos de grande recessão.

Não vou citar aqui muitos outros números, mas isso ilustra a gravidade do momento e as dificuldades que os senhores enfrentarão pela frente. Apenas três dados, e não vou longe neles, para ilustrar o que estou dizendo. Presidente Fernando Henrique, de 2010 para cá, os gastos das prefeituras apenas com pessoal, e essa é uma média nacional, aumentaram 31% acima da inflação. As despesas com inativos, ou seja, o pagamento de aposentadorias e pensões, apenas nesse período, em média, cresceram 52% acima da inflação. Essa é a realidade que os senhores encontrarão.

E o que aconteceu na outra ponta em contrapartida para sustentar essas despesas crescentes? Fico apenas no dado do ano de 2014 para o ano de 2015. Houve uma queda na média de todas as cinco mil, quinhentas e poucas prefeituras brasileiras de 13% dos investimentos. Para sustentar esse crescimento incontrolável de folha, de pensões e aposentadorias, na outra ponta teve que haver uma diminuição grave dos investimentos. Faço essa introdução para dizer que, mais do que nunca, os senhores terão que liderar e não apenas administrar.

Os prefeitos dessa safra, reeleitos ou novos prefeitos, terão que ousar, terão que ter uma criatividade que talvez não tivesse sido cobrada de outros prefeitos. Vocês vão ter que mobilizar suas comunidades, chamar o terceiro setor, construir – através da liderança que vocês demonstraram ter nas urnas – caminhos, e caminhos novos para atender minimamente às demandas que são crescentes em todos os municípios brasileiros.

Não se iludam. Não há como recorrer aos Estados porque os estados quebraram e uma outra herança, essa sim maldita, perversa, dos ciclos de governo do PT. A União busca se equilibrar com um conjunto de medidas que aqui têm sido votadas sob a liderança, e homenageio as nossas bancadas através do grande líder [Antônio] Imbassahy e do líder Paulo Bauer, porque não fosse a coragem do PSDB no Congresso Nacional não teria ajuste das contas no Brasil. Esse é o nosso papel.

Na ponta, no município, administrem com seriedade, com criatividade, fazendo aquilo que aqui já foi dito por vários companheiros muito experientes, organizando com planejamento, com quadros qualificados, cada uma das suas gestões.

E aqui, no plano nacional, sendo um farol de um novo projeto de Brasil, um projeto no qual nós sempre acreditamos. E para nós, prefeito Nelson [Marchezan] – você talvez seja uma das figuras mais emblemáticas nessa nova postura que vimos em várias candidaturas do PSDB, ao lado do João (Dória), do Rui (Palmeira) e de outros companheiros que estão aqui – é muito importante que o PSDB continue, no Congresso Nacional, tendo clareza daquilo que pensa. Já defendíamos essas medidas em 2014. Talvez para nós seja mais fácil ainda conduzi-las e liderá-las, mas não teremos facilidades.

A agenda que vem pela frente é uma agenda difícil que encontra o Brasil em profunda recessão, com desemprego de mais de 12 milhões de brasileiros, com 60 milhões de brasileiros endividados, com a perda média de renda dos trabalhadores de 3% nos últimos três anos, um momento de aguda crise. Exatamente neste momento será cobrada da população brasileira a compreensão para que possamos, a partir de um duro ajuste fiscal, reaquecer a nossa economia, trazer de volta os investimentos, pois só com eles traremos, também, de volta os empregos que foram perdidos.

Repito aqui com muita alegria aquilo que disse o governador Geraldo Alckmin, esse é o momento das cidades. E a partir da gestão dos senhores é que vamos demonstrar a um país desacreditado na política, um país distanciado da atividade que aqui exercemos, mostrar a esse Brasil que vale a pena, que acreditamos que é possível sim construir através da liderança política, do planejamento, da eficiência, caminhos que possam melhorar a vida dos brasileiros.
Quero citar aqui, me permitam, três ou quatro questões que dizem respeito à vida do país, talvez não diretamente à administração de cada um dos senhores, mas sobre elas terá reflexo.

Aprovamos essa semana, no Senado Federal, e espero rapidamente possamos aprovar na Câmara dos Deputados, uma proposta que é do PSDB, assinada pelo grande senador Ricardo Ferraço e por mim, que cria um instrumento que racionalizará o quadro político-partidário brasileiro. Aprovamos a PEC 36 que acaba com as coligações proporcionais e estabelece uma cláusula de desempenho mínima, mínima mesmo, de 2% agora em 2018 e de 3% em 2022.

E a coisa é muito simples, ou aprovamos isso companheiro ministro José Serra, ou em 2018, já está quase aparecendo ali na esquina, já estamos entrando em 2017 – teremos, anotem isso, além dos 35 partidos que já estão registrados, e que já disputaram essas eleições, mais 31 que estão em processo de regularização junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Serão mais de 60 partidos políticos, imaginem, disputando as eleições, dividindo entre seus dirigentes o Fundo Partidário e negociando a sua fração de tempo de televisão durante o processo eleitoral.

O PSDB tem que ter a coragem para dizer: chega! Basta! Vamos sim aprovar a cláusula de desempenho e é a população brasileira que vai dizer quais os partidos políticos que terão funcionamento parlamentar e, portanto, acesso a esses benefícios da lei. Não preciso dizer que estamos em processo final na votação da PEC do Teto, que sinaliza, ela não resolve, mas sinaliza, de forma positiva, pra esse ajuste fiscal ao qual eu me referia.

Outras reformas terão que vir, teremos que enfrentar a questão previdenciária, não por compromisso programático ou não por uma decisão solitária de algum sábio, mas pela simples razão de que se não fizermos isso até o ano de 2030 e, talvez até antes disso, o Brasil estará arrecadando única e exclusivamente para pagar a folha dos seus servidores e aposentadoria dos inativos.

Isso significa esquecer qualquer outra ação, qualquer outra, na saúde, na educação, na mobilidade. Então conduzir essa reforma é um ato de responsabilidade e não há outro partido político no Brasil em condições de fazer isso, de liderar esse processo, que não o PSDB.

Quero aqui dizer a vocês, já terminando para passar a palavra ao presidente Fernando Henrique, somos conhecidos como bons gestores, pelas grandes administrações que os governadores que aqui estão, ex-governadores e inúmeros prefeitos já fizeram. Pelo o que significou as duas gestões do presidente Fernando Henrique. Mas não podemos esquecer e devemos ficar roucos de dizer que o êxito das nossas gestões não é uma coisa eminentemente econômica ou fiscalista. Ao contrário, foram as nossas gestões responsáveis que melhoraram a vida das pessoas.

Quero dizer isso porque nós temos que ter um cuidado enorme, a partir de agora, nesse momento de dureza que nós vamos enfrentar para que a questão social esteja permanentemente nas nossas preocupações e nos nossos discursos. Uma rede de proteção social nos municípios, principalmente, para os mais pobres é essencial para que nós possamos fazer a travessia que precisamos fazer.

Falarei algo aqui que possa parecer extremamente superficial, mas ouso dizer. Se os senhores conseguirem fazer obras, e acredito que conseguirão fazer algumas, façam a obra do posto de saúde na região mais pobre no município de vocês. Construam a melhor escolar na região mais pobre no município de vocês. Façam os melhores investimentos de maior mobilidade aonde estão as populações mais pobres. Não há outro caminho para administrar se não esse. E resistam, resistam às pressões, o tempo é outro.

As pessoas, e eu peço licença ao governador Alckmin mais uma vez para citar Mário Covas, elas estão preparadas para ouvir um não, quando esse não precisa ser dito. Melhor do que aquele sim falso que o tempo leva, como leva as palavras que não se podem cumprir. O tempo é de dureza, respeitados e exitosos serão os prefeitos que agirem com firmeza, que enxugarem a máquina administrativa. Que façam o processo, inclusive, de desinvestimento. Se existirem no município dos senhores e das senhoras atividades ou órgãos que não são essenciais, façam como já anunciou o governador, o prefeito João Dória, Nelson (Marchezan) e tantos outros. Vamos privatizar, vamos fazer concessões, vamos trazer parcerias do setor privado e vamos concentrar os nossos esforços naquilo que melhora efetivamente a vida das pessoas. Esse é o PSDB do nosso tempo, da responsabilidade fiscal e da sensibilidade social.

Escola virtual

E, ao final, quero anunciar de forma proposital, sequer consultei e menos ainda comuniquei ao presidente Fernando Henrique, mas falo em meu nome e do presidente do ITV, José Aníbal, a quem mais uma vez agradeço pelo empenho, pela dedicação na condução do Instituto e pela organização deste evento, nós estaremos criando, já a partir de 1° de janeiro, para que esta questão da preocupação com a área social saia das palavras e se transforme em ações, em projetos.

Estaremos criando uma escola virtual, a partir do ITV, que será acessada livremente por todos os nossos prefeitos. A Escola Social Ruth Cardoso. Que estará todas as semanas apresentando projetos exitosos, colhidos nas administrações de vocês, para que possam ser compartilhados com outras administrações. E, pelo menos dois dias por semana, técnicos altamente qualificados estarão à disposição online, na sede do partido, respondendo aos questionamentos dos seus secretários e dos seus assessores.

Vamos fazer diferente, vamos fazer o que ninguém jamais fez neste país. Vamos mostrar que a nossa vitória não foi apenas o extraordinário número de prefeituras ou os 49 milhões de cidadãos que o PSDB irá administrar. A nossa vitória será mostrada lá na frente, com o êxito, com os resultados diferenciados das administrações do PSDB. É nisso que eu acredito e, nesse momento de tanto descrédito em relação à atividade política, o nosso papel é ainda mais relevante.

Repito aquilo que disse agora há pouco, não há, isso não é demérito pra ninguém, mas é a mais pura, a mais cristalina verdade. Não há nenhum partido político no Brasil em condições de fazer o que precisa ser feito melhor do que o PSDB, com os quadros do PSDB, com a história do PSDB. Porque nós podemos, presidente Fernando Henrique, senador Tasso, olhar no retrovisor da história e nos orgulharmos de cada passo, de cada caminho que percorremos. Tropeçamos algumas vezes, quem não tropeçou na vida? Mas podemos olhar com muito orgulho tudo aquilo que nós construímos, ao lado dos cidadãos brasileiros.

Quero saudar, ao final, as mulheres do PSDB Solange (Jurema), pelo trabalho extraordinário que vocês vêm fazendo. A Juventude do PSDB, o PSDB Sindical, o Tucanafro, o PSDB Diversidade e todos os segmentos que vêm aproximando nosso partido cada vez mais do coração das pessoas.

Portanto, meus amigos e minhas amigas, a responsabilidade de vocês e de cada um de nós não é pequena, mas estaremos prontos, com responsabilidade e com desprendimento, para apoiar o atual governo nessa passagem, nessa transição a que se refere ao presidente Fernando Henrique ao momento de maior solidez e de alguma recuperação da nossa economia.

Nós estamos, a partir de 1° de janeiro, com a posse dos novos prefeitos e com a nossa atuação no Congresso Nacional nos preparando para fazer aquilo que é necessário para o Brasil: vencer as eleições e governar o Brasil com decência, com ética e com eficiência.

Viva o PSDB e a vitória dos nossos prefeitos em todo o Brasil!

Aécio pede a novos prefeitos prioridade para mais pobres

Aécio defendeu as reformas necessárias ao país, defendeu a proposta de reforma política apresentada pelos senadores do PSDB e destacou que a bancada do partido é hoje no Congresso a principal sustentação do governo Michel Temer.

O presidente tucano falou da importância do resgate da confiança dos brasileiros na política e convocou os 803 prefeitos eleitos pelo PSDB no país a dedicarem suas gestões aos mais pobres.

“Se conseguirem fazer obras, e acredito que conseguirão fazer, façam a obra do posto de saúde na região mais pobre no município de vocês. Construam a melhor escolar na região mais pobre no município de vocês. Façam os melhores investimentos de maior mobilidade aonde estão as populações mais pobres. Não há outro caminho para administrar se não esse”, destacou Aécio Neves.

Pronunciamento do senador Aécio Neves

Encontro de Prefeitos Eleitos – Brasília – 25/11/2016

Sei que não está fácil se deslocar hoje, principalmente depois de uma campanha. Todos que chegaram aqui fizeram um grande esforço para participar deste encontro que supera todas as nossas melhores expectativas pela sua representatividade. Mas acho, presidente Fernando Henrique, através de quem quero cumprimentar todos os companheiros que aqui estão, acho que tem uma coisa na política que é essencial, insubstituível, que é o contato, que é o olho no olho, que é a pele, é olhar para alguém e sentir ali a energia e acreditar nessa pessoa, sentir que ela é companheira de um projeto, um companheiro de um projeto. Por isso, de tempos em tempos, temos buscado fazer isso, nos conhecermos um pouco melhor.

Ontem fizemos, na Executiva Nacional do partido, um encontro com os presidentes estaduais do partido. Fiz questão que cada companheiro falasse um pouco. Do Acre, como é a realidade do partido lá, o nosso companheiro de São Paulo, de Minas contando como é a realidade para o nosso companheiro de Rondônia, de Roraima ou do Mato Grosso. Porque a nossa maior força haverá de ser sempre a nossa unidade. Não temos sequer o direito, pelas dificuldades porque passa o país, e pela responsabilidade que recai sobre os ombros do PSDB, sobretudo a partir das últimas eleições, não temos sequer o direito de pensar em projetos individuais e de colocá-los acima da nossa maior responsabilidade que é dar ao Brasil, no tempo certo, com um governo honrado, decente, operoso e que prossiga no esforço iniciado no governo de transição do presidente Michel Temer de tirar o Brasil do abismo, do cadafalso no qual os sucessivos governos do PT nos mergulharam.

Senhoras e senhores prefeitos que aqui estão, vocês enfrentarão nas suas administrações talvez um dos mais difíceis períodos de toda a nossa história republicana. Quem esteve atento aqui à palestra do Mansueto (secretário de Acompanhamento Econômico) se lembrará que ele disse, em determinado momento, que o discurso econômico é uma constatação da realidade. Esta crise que estamos vivendo com três anos consecutivos de recessão é maior, inclusive, que a crise que tivemos na década de 30 do século passado, quando houve dois anos consecutivos de grande recessão.

Não vou citar aqui muitos outros números, mas isso ilustra a gravidade do momento e as dificuldades que os senhores enfrentarão pela frente. Apenas três dados, e não vou longe neles, para ilustrar o que estou dizendo. Presidente Fernando Henrique, de 2010 para cá, os gastos das prefeituras apenas com pessoal, e essa é uma média nacional, aumentaram 31% acima da inflação. As despesas com inativos, ou seja, o pagamento de aposentadorias e pensões, apenas nesse período, em média, cresceram 52% acima da inflação. Essa é a realidade que os senhores encontrarão.

E o que aconteceu na outra ponta em contrapartida para sustentar essas despesas crescentes? Fico apenas no dado do ano de 2014 para o ano de 2015. Houve uma queda na média de todas as cinco mil, quinhentas e poucas prefeituras brasileiras de 13% dos investimentos. Para sustentar esse crescimento incontrolável de folha, de pensões e aposentadorias, na outra ponta teve que haver uma diminuição grave dos investimentos. Faço essa introdução para dizer que, mais do que nunca, os senhores terão que liderar e não apenas administrar.

Os prefeitos dessa safra, reeleitos ou novos prefeitos, terão que ousar, terão que ter uma criatividade que talvez não tivesse sido cobrada de outros prefeitos. Vocês vão ter que mobilizar suas comunidades, chamar o terceiro setor, construir – através da liderança que vocês demonstraram ter nas urnas – caminhos, e caminhos novos para atender minimamente às demandas que são crescentes em todos os municípios brasileiros.

Não se iludam. Não há como recorrer aos Estados porque os estados quebraram e uma outra herança, essa sim maldita, perversa, dos ciclos de governo do PT. A União busca se equilibrar com um conjunto de medidas que aqui têm sido votadas sob a liderança, e homenageio as nossas bancadas através do grande líder [Antônio] Imbassahy e do líder Paulo Bauer, porque não fosse a coragem do PSDB no Congresso Nacional não teria ajuste das contas no Brasil. Esse é o nosso papel.

Na ponta, no município, administrem com seriedade, com criatividade, fazendo aquilo que aqui já foi dito por vários companheiros muito experientes, organizando com planejamento, com quadros qualificados, cada uma das suas gestões.

E aqui, no plano nacional, sendo um farol de um novo projeto de Brasil, um projeto no qual nós sempre acreditamos. E para nós, prefeito Nelson [Marchezan] – você talvez seja uma das figuras mais emblemáticas nessa nova postura que vimos em várias candidaturas do PSDB, ao lado do João (Dória), do Rui (Palmeira) e de outros companheiros que estão aqui – é muito importante que o PSDB continue, no Congresso Nacional, tendo clareza daquilo que pensa. Já defendíamos essas medidas em 2014. Talvez para nós seja mais fácil ainda conduzi-las e liderá-las, mas não teremos facilidades.

A agenda que vem pela frente é uma agenda difícil que encontra o Brasil em profunda recessão, com desemprego de mais de 12 milhões de brasileiros, com 60 milhões de brasileiros endividados, com a perda média de renda dos trabalhadores de 3% nos últimos três anos, um momento de aguda crise. Exatamente neste momento será cobrada da população brasileira a compreensão para que possamos, a partir de um duro ajuste fiscal, reaquecer a nossa economia, trazer de volta os investimentos, pois só com eles traremos, também, de volta os empregos que foram perdidos.

Repito aqui com muita alegria aquilo que disse o governador Geraldo Alckmin, esse é o momento das cidades. E a partir da gestão dos senhores é que vamos demonstrar a um país desacreditado na política, um país distanciado da atividade que aqui exercemos, mostrar a esse Brasil que vale a pena, que acreditamos que é possível sim construir através da liderança política, do planejamento, da eficiência, caminhos que possam melhorar a vida dos brasileiros.

Quero citar aqui, me permitam, três ou quatro questões que dizem respeito à vida do país, talvez não diretamente à administração de cada um dos senhores, mas sobre elas terá reflexo.

Aprovamos essa semana, no Senado Federal, e espero rapidamente possamos aprovar na Câmara dos Deputados, uma proposta que é do PSDB, assinada pelo grande senador Ricardo Ferraço e por mim, que cria um instrumento que racionalizará o quadro político-partidário brasileiro. Aprovamos a PEC 36 que acaba com as coligações proporcionais e estabelece uma cláusula de desempenho mínima, mínima mesmo, de 2% agora em 2018 e de 3% em 2022.

E a coisa é muito simples, ou aprovamos isso companheiro ministro José Serra, ou em 2018, já está quase aparecendo ali na esquina, já estamos entrando em 2017 – teremos, anotem isso, além dos 35 partidos que já estão registrados, e que já disputaram essas eleições, mais 31 que estão em processo de regularização junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Serão mais de 60 partidos políticos, imaginem, disputando as eleições, dividindo entre seus dirigentes o Fundo Partidário e negociando a sua fração de tempo de televisão durante o processo eleitoral.

O PSDB tem que ter a coragem para dizer: chega! Basta! Vamos sim aprovar a cláusula de desempenho e é a população brasileira que vai dizer quais os partidos políticos que terão funcionamento parlamentar e, portanto, acesso a esses benefícios da lei. Não preciso dizer que estamos em processo final na votação da PEC do Teto, que sinaliza, ela não resolve, mas sinaliza, de forma positiva, pra esse ajuste fiscal ao qual eu me referia.

Outras reformas terão que vir, teremos que enfrentar a questão previdenciária, não por compromisso programático ou não por uma decisão solitária de algum sábio, mas pela simples razão de que se não fizermos isso até o ano de 2030 e, talvez até antes disso, o Brasil estará arrecadando única e exclusivamente para pagar a folha dos seus servidores e aposentadoria dos inativos.

Isso significa esquecer qualquer outra ação, qualquer outra, na saúde, na educação, na mobilidade. Então conduzir essa reforma é um ato de responsabilidade e não há outro partido político no Brasil em condições de fazer isso, de liderar esse processo, que não o PSDB.

Quero aqui dizer a vocês, já terminando para passar a palavra ao presidente Fernando Henrique, somos conhecidos como bons gestores, pelas grandes administrações que os governadores que aqui estão, ex-governadores e inúmeros prefeitos já fizeram. Pelo o que significou as duas gestões do presidente Fernando Henrique. Mas não podemos esquecer e devemos ficar roucos de dizer que o êxito das nossas gestões não é uma coisa eminentemente econômica ou fiscalista. Ao contrário, foram as nossas gestões responsáveis que melhoraram a vida das pessoas.

Quero dizer isso porque nós temos que ter um cuidado enorme, a partir de agora, nesse momento de dureza que nós vamos enfrentar para que a questão social esteja permanentemente nas nossas preocupações e nos nossos discursos. Uma rede de proteção social nos municípios, principalmente, para os mais pobres é essencial para que nós possamos fazer a travessia que precisamos fazer.

Falarei algo aqui que possa parecer extremamente superficial, mas ouso dizer. Se os senhores conseguirem fazer obras, e acredito que conseguirão fazer algumas, façam a obra do posto de saúde na região mais pobre no município de vocês. Construam a melhor escolar na região mais pobre no município de vocês. Façam os melhores investimentos de maior mobilidade aonde estão as populações mais pobres. Não há outro caminho para administrar se não esse. E resistam, resistam às pressões, o tempo é outro.

As pessoas, e eu peço licença ao governador Alckmin mais uma vez para citar Mário Covas, elas estão preparadas para ouvir um não, quando esse não precisa ser dito. Melhor do que aquele sim falso que o tempo leva, como leva as palavras que não se podem cumprir. O tempo é de dureza, respeitados e exitosos serão os prefeitos que agirem com firmeza, que enxugarem a máquina administrativa. Que façam o processo, inclusive, de desinvestimento. Se existirem no município dos senhores e das senhoras atividades ou órgãos que não são essenciais, façam como já anunciou o governador, o prefeito João Dória, Nelson (Marchezan) e tantos outros. Vamos privatizar, vamos fazer concessões, vamos trazer parcerias do setor privado e vamos concentrar os nossos esforços naquilo que melhora efetivamente a vida das pessoas. Esse é o PSDB do nosso tempo, da responsabilidade fiscal e da sensibilidade social.

Escola virtual

E, ao final, quero anunciar de forma proposital, sequer consultei e menos ainda comuniquei ao presidente Fernando Henrique, mas falo em meu nome e do presidente do ITV, José Aníbal, a quem mais uma vez agradeço pelo empenho, pela dedicação na condução do Instituto e pela organização deste evento, nós estaremos criando, já a partir de 1° de janeiro, para que esta questão da preocupação com a área social saia das palavras e se transforme em ações, em projetos.

Estaremos criando uma escola virtual, a partir do ITV, que será acessada livremente por todos os nossos prefeitos. A Escola Social Ruth Cardoso. Que estará todas as semanas apresentando projetos exitosos, colhidos nas administrações de vocês, para que possam ser compartilhados com outras administrações. E, pelo menos dois dias por semana, técnicos altamente qualificados estarão à disposição online, na sede do partido, respondendo aos questionamentos dos seus secretários e dos seus assessores.

Vamos fazer diferente, vamos fazer o que ninguém jamais fez neste país. Vamos mostrar que a nossa vitória não foi apenas o extraordinário número de prefeituras ou os 49 milhões de cidadãos que o PSDB irá administrar. A nossa vitória será mostrada lá na frente, com o êxito, com os resultados diferenciados das administrações do PSDB. É nisso que eu acredito e, nesse momento de tanto descrédito em relação à atividade política, o nosso papel é ainda mais relevante.

Repito aquilo que disse agora há pouco, não há, isso não é demérito pra ninguém, mas é a mais pura, a mais cristalina verdade. Não há nenhum partido político no Brasil em condições de fazer o que precisa ser feito melhor do que o PSDB, com os quadros do PSDB, com a história do PSDB. Porque nós podemos, presidente Fernando Henrique, senador Tasso, olhar no retrovisor da história e nos orgulharmos de cada passo, de cada caminho que percorremos. Tropeçamos algumas vezes, quem não tropeçou na vida? Mas podemos olhar com muito orgulho tudo aquilo que nós construímos, ao lado dos cidadãos brasileiros.

Quero saudar, ao final, as mulheres do PSDB Solange (Jurema), pelo trabalho extraordinário que vocês vêm fazendo. A Juventude do PSDB, o PSDB Sindical, o Tucanafro, o PSDB Diversidade e todos os segmentos que vêm aproximando nosso partido cada vez mais do coração das pessoas.

Portanto, meus amigos e minhas amigas, a responsabilidade de vocês e de cada um de nós não é pequena, mas estaremos prontos, com responsabilidade e com desprendimento, para apoiar o atual governo nessa passagem, nessa transição a que se refere ao presidente Fernando Henrique ao momento de maior solidez e de alguma recuperação da nossa economia.

Nós estamos, a partir de 1° de janeiro, com a posse dos novos prefeitos e com a nossa atuação no Congresso Nacional nos preparando para fazer aquilo que é necessário para o Brasil: vencer as eleições e governar o Brasil com decência, com ética e com eficiência.

Viva o PSDB e a vitória dos nossos prefeitos em todo o Brasil.

Aécio reúne pré-candidatos em Minas e defende campanha da verdade

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comandou nesta sexta-feira (1º de julho), em Belo Horizonte, encontro com lideranças políticas e pré-candidatos a prefeito e vereador que vão disputar as eleições deste ano. Em discurso para cerca de 2 mil pessoas, na capital mineira, Aécio lembrou o legado das gestões do PSDB em Minas e no país e estimulou os pré-candidatos a fazerem uma campanha sem falsas promessas aos eleitores.

“Mario Covas costumava dizer que as pessoas estão preparadas para ouvir a verdade, para ouvir um não quando este não for necessário. Melhor um não do que um sim falso, que vai apenas iludi-las. Digam a verdade a sua gente. Digam o que é possível fazer e o que não é possível, e o porquê não é possível. É isso que vai nos diferenciar. É isso que vai demarcar o nosso campo”, afirmou o senador Aécio Neves.

O encontro organizado pelo PSDB-MG e pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV) reuniu várias lideranças tucanas, entre elas o ex-governador de Minas Gerais e senador Antonio Anastasia, o presidente do partido no Estado, deputado federal Domingos Sávio, o presidente do ITV, senador José Aníbal, e deputados federais e estaduais, além de prefeitos e vereadores.


Nova página

O presidente do PSDB reafirmou que o desempenho do partido nas urnas, em outubro, será decisivo para construção de uma nova página na história brasileira.

“Em 2016, começaremos a construir a história da recuperação do governo federal. Ao ver aqui, candidatos e candidatas de absolutamente todas as regiões do nosso Estado, eu renovo minha fé, minha confiança e a minha crença de que estamos no caminho certo”, destacou Aécio.

O senador por Minas Gerais disse ainda que o PSDB disputará as eleições com representantes de vários segmentos da sociedade em seus quadros.

“A política, na dimensão maior do que essa palavra possa significar, é a abdicação dos seus próprios interesses em favor dos interesses da coletividade. E é exatamente nessa hora que tenho certeza que vamos resgatar a política a partir dos nossos movimentos, a partir das mulheres tucanas, a partir do Tucanafro, a partir do nosso PSDB Sindical, e dos Jovens tucanos”, disse.


Prefeitura de Belo Horizonte

No encontro, o PSDB lançou o deputado estadual João Leite como pré-candidato à prefeitura de Belo Horizonte. Aécio Neves afirmou que o parlamentar, que foi secretário estadual de Desenvolvimento Social em seu governo, em Minas, reúne competência de gestão e capacidade de aglutinar forças políticas em torno de um projeto à altura dos desafios da capital mineira.

“Não fazemos política com ódio no coração. Fazemos política com amor buscando a convergência, buscando atender o próximo e foi exatamente esse sentimento que permitiu que o PSDB e vários outros partidos aliados aqui em Belo Horizonte, a nossa capital e coração do nosso Estado, indicasse o nome íntegro e honrado de João Leite como nosso pré-candidato à prefeitura da cidade. Não tenho dúvidas de que ele construirá uma grande aliança em Belo Horizonte, como construirão nossos companheiros em várias outras cidades da Região Metropolitana e em todas as outras regiões do Estado”, afirmou Aécio Neves.

Aécio Neves participa de encontro com lideranças em Belo Horizonte

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comandou nesta sexta-feira (1º de julho), em Belo Horizonte, encontro que reuniu os pré-candidatos tucanos a prefeito e a vereador nas próximas eleições em Minas Gerais.

Acompanhado pelos principais líderes do partido no Estado, Aécio destacou que o PSDB disputará as eleições municipais pautado pela verdade e pelo compromisso com a população.

O presidente nacional do partido defendeu reformas necessárias ao país e disse que os tucanos devem ir às ruas com a cabeça erguida em razão do legado que representam. Aécio Neves lembrou o aniversário de 22 anos do Plano Real e os alertas feitos ao Brasil sobre os erros e as mentiras do governo do PT e que levaram o país à maior recessão econômica da história.

“Mário Covas costumava dizer que as pessoas estão preparadas para ouvir a verdade, para ouvir um não quando este for necessário. Melhor um não do que um sim falso, que vai apenas iludi-las. Digam a verdade ao seu povo e a sua gente. Digam o que é possível fazer e o que não é possível. É isso que vai nos diferenciar, é isso que vai demarcar o nosso campo”, afirmou Aécio.


Leia os principais trechos do pronunciamento:

Vocês não podem imaginar como este encontro é importante para o PSDB, para os pré-candidatos, para as lideranças que aqui estão. Tenham certeza de que esse encontro, nesse momento, é para mim extraordinário. Extraordinário porque a política é feita, muitas vezes, de mais desencontros do que de encontros. Mas aqui, para nós de Minas Gerais, para nós do PSDB, de todas as regiões do estado, a política tem sido um permanente reencontro, reencontro na fé, reencontro na confiança, reencontro na solidariedade, mas principalmente de um encontro da vontade de resgatar Minas Gerais e dar novamente ao nosso estado um governo honrado, eficiente e que dê resposta às demandas, aos anseios, às angústias da nossa gente.

Como é bom poder, mais uma vez, me reunir com cada uma e com cada um de vocês, de olhar para o lado e reencontrar tantos rostos conhecidos, tantos olhares de confiança e tantas lideranças que têm como a principal marca da sua trajetória a honradez e a dignidade.

Que bom, senador Antonio Anastasia, ver hoje que o Brasil inteiro o reverencia como uma das mais expressivas lideranças políticas, fazendo o que é certo com competência e, sobretudo, com coragem. Essa tem sido a condução dada pelo senador Anastasia na Comissão do Impeachment. Mas é bom que comecemos a lembrar para que possamos lembrar aos eleitores de todos os cantos de Minas Gerais que nós conseguimos tirar do governo brasileiro a irresponsabilidade manifestada e representada pelo governo do PT.

Isso se deu não de um momento de arroubo do Congresso Nacional. Isso se deu porque o PSDB quase solitariamente, lá atrás, na campanha de 2014, começava a denunciar a apropriação do Estado brasileiro por um grupo político para nele se perenizar. Foi o PSDB, em nome de cada um de vocês, que denunciou ao Brasil inteiro a corrupção na Petrobras, as pedaladas fiscais, o descompromisso com a ética e com o que tem de maior na sociedade brasileira. Pois bem, o processo avançou, a presidente Dilma foi temporariamente afastada, o Brasil se deu uma nova chance.

O PSDB em todos os momentos da sua história, sem nenhuma exceção, colocou sempre os interesses do Brasil acima dos seus próprios interesses exatamente o contrário do que fazia o governo do PT, que quando tinha que opinar entre o PT e o Brasil, ficava com o PT como aconteceu em inúmeras vezes ao longo da sua história. E é exatamente a nossa responsabilidade para com o Brasil que faz com que o PSDB apoie hoje o governo de transição de Michel Temer para que ele possa impor ao Brasil medidas que permitam a retomada da confiança, a retomada dos investimentos e, por consequência, a retomada dos empregos. Mas eu afirmo, como presidente nacional do PSDB, como companheiro de cada uma e de cada um dos que estão aqui, como o companheiro Paulo Abi-Ackel, como o companheiro Rodrigo de Castro, Marcus Pestana, Domingos Sávio, João Leite, todos os parlamentares e prefeitos que aqui estão, o PSDB estará pronto para disputar a Presidência da República pelo voto direto dos brasileiros no ano de 2018. Até lá, vamos sim correr riscos, mas vamos impor também ao governo Michel Temer uma ousada agenda de reformas por que clama o país.

O nosso sonho não se perdeu no tempo, quase vencemos as eleições, mas não perdemos a nossa fé e não perdemos a nossa capacidade de falar aos brasileiros e aos mineiros olhando nos olhos de cada um. Não, a nossa história é o nosso passaporte para o futuro, a honradez de nossos governos são o nosso cartão de visita, mas a nossa ousadia, a nossa coragem para transformar o Brasil, como transformamos Minas, haverá de ser reconhecida pelo conjunto da sociedade brasileira dentro de muito pouco tempo. Mas será agora, nas eleições que se avizinham, nas eleições municipais de 2016, que nós estaremos percorrendo cada canto do Brasil para dizer de forma muito clara, no momento em que busca-se uma certa demonização da política, a negação da política como instrumento de transformação das vidas das pessoas, e nós temos que resistir a essa tentação, porque só não existe política onde não existe democracia. O que nós temos é que dividir, os corruptos não, jamais, mas os homens de bem têm que estar na política disputando o voto do povo para representá-lo e para atender aos seus interesses. E é esse o papel do PSDB.

Mais do que nunca, em todos os nossos anos de história, o PSDB não foi tão necessário ao Brasil como será agora em 2016. É o PSDB da coragem, é o PSDB e essa data de hoje comemoramos 22 anos, exatos 22 anos em que passou a circular a primeira moeda do Real no Brasil, trazendo estabilidade às famílias brasileiras e capacidade de voltarem a planejar o seu futuro. É o PSDB da Lei de Responsabilidade Fiscal, é o PSDB das principais transformações na gestão pública nesse país em governos extremamente exitosos por toda a parte. É esse PSDB que haverá de percorrer as ruas deste país, de cabeça erguida, porque nós não temos absolutamente nada do que nos envergonhar, agimos sempre com responsabilidade, agimos sempre com seriedade e a cada ataque que recebemos vamos responder com a nossa história e com a nossa coragem.

Ao ver, aqui, candidatas e candidatos de absolutamente todas as regiões do nosso Estado, renovo a minha fé, a minha confiança e a minha crença de que nós estamos no caminho certo. Não fazemos política com ódio no coração. Fazemos política com amor buscando a convergência, buscando atender o próximo e foi exatamente esse sentimento que permitiu que o PSDB e vários outros partidos aliados aqui em Belo Horizonte, a nossa capital e coração do nosso Estado, indicasse o nome íntegro e honrado de João Leite como nosso pré-candidato à prefeitura da cidade. Conte com seus companheiros João!

Cada mineiro que aqui está do rincão mais distante do Estado, do nosso extremo Norte ao nosso extremo Sul, de Leste a Oeste, tem aqui amigos, familiares em Belo Horizonte, que abraçarão a sua causa, porque a sua causa é a nossa causa, é a causa do bem, é a causa da transformação. Não tenho dúvidas que você construirá uma grande aliança em Belo Horizonte, como construirão nossos companheiros em várias outras cidades da Região Metropolitana e em todas as outras regiões do Estado. Esse encontro, minhas amigas e meus amigos, é o encontro da renovação da fé, da crença na atividade que escolhemos para fazer a nossa vida. Na missão que decidimos cumprir. A vida pública feita com responsabilidade, com seriedade, é a mais digna das atividades que um ser humano possa desenvolver no seio de uma sociedade. A política, na dimensão maior do que essa palavra possa significar, é a abdicação dos seus próprios interesses em favor dos interesses da coletividade.

É exatamente nessa hora que, tenho certeza, vamos resgatar a política a partir dos nossos movimentos, a partir das mulheres tucanas, a partir do Tucanafro, a partir do nosso PSDB Sindical e dos jovens tucanos, que se reunirão amanhã, em Brasília. E para lá sigo daqui a pouco. Tucanos de todo o Brasil vão dar um grande brado em favor da renovação da política com os valores, com os princípios e com os pilares que aqui já revelei.

Não vamos perder a fé, vamos ter coragem para fazer o que é certo. José Aníbal, o presidente o ITV, lembrava agora há pouco o Mario Covas. Mario Covas idealizador e fundador do PSDB. E eu me lembro que Mario Covas costumava dizer que as pessoas estão preparadas para ouvir a verdade, para ouvir um não quando este for necessário. Melhor um não do que um sim falso, que vai apenas iludi-las. É com essa mensagem que me despeço de vocês. Digam a verdade ao seu povo e a sua gente. Digam o que é possível fazer e o que não é possível. É isso que vai nos diferenciar, é isso que vai demarcar o nosso campo.

Cada um de vocês, repito, vai caminhar de cabeça erguida em cada canto do nosso Estado, por cada uma das cidades em que vivem. Vocês representam um público político que tem um projeto para os municípios, para os estados e para o país. E, para encerrar: nunca, em nenhum outro tempo da nossa história, foi tão necessária a vitória do PSDB. Vamos vencer em Belo Horizonte com o João Leite, vamos vencer em grande parte dos municípios do Estado. E, em 2018, vamos vencer em Minas e vamos vencer no Brasil.

Parabéns tucanos e tucanas. É a vitória da decência. É a vitória do PSDB.

Aécio Neves participa de encontro com lideranças em Belo Horizonte

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comandou nesta sexta-feira (1º de julho), em Belo Horizonte, encontro que reuniu os pré-candidatos tucanos a prefeito e a vereador nas próximas eleições em Minas Gerais.

Acompanhado pelos principais líderes do partido no Estado, Aécio destacou que o PSDB disputará as eleições municipais pautado pela verdade e pelo compromisso com a população.

O presidente nacional do partido defendeu reformas necessárias ao país e disse que os tucanos devem ir às ruas com a cabeça erguida em razão do legado que representam. Aécio Neves lembrou o aniversário de 22 anos do Plano Real e os alertas feitos ao Brasil sobre os erros e as mentiras do governo do PT e que levaram o país à maior recessão econômica da história.

“Mário Covas costumava dizer que as pessoas estão preparadas para ouvir a verdade, para ouvir um não quando este for necessário. Melhor um não do que um sim falso, que vai apenas iludi-las. Digam a verdade ao seu povo e a sua gente. Digam o que é possível fazer e o que não é possível. É isso que vai nos diferenciar, é isso que vai demarcar o nosso campo”, afirmou Aécio.


Leia os principais trechos do pronunciamento:

Vocês não podem imaginar como este encontro é importante para o PSDB, para os pré-candidatos, para as lideranças que aqui estão. Tenham certeza de que esse encontro, nesse momento, é para mim extraordinário. Extraordinário porque a política é feita, muitas vezes, de mais desencontros do que de encontros. Mas aqui, para nós de Minas Gerais, para nós do PSDB, de todas as regiões do estado, a política tem sido um permanente reencontro, reencontro na fé, reencontro na confiança, reencontro na solidariedade, mas principalmente de um encontro da vontade de resgatar Minas Gerais e dar novamente ao nosso estado um governo honrado, eficiente e que dê resposta às demandas, aos anseios, às angústias da nossa gente.

Como é bom poder, mais uma vez, me reunir com cada uma e com cada um de vocês, de olhar para o lado e reencontrar tantos rostos conhecidos, tantos olhares de confiança e tantas lideranças que têm como a principal marca da sua trajetória a honradez e a dignidade.

Que bom, senador Antonio Anastasia, ver hoje que o Brasil inteiro o reverencia como uma das mais expressivas lideranças políticas, fazendo o que é certo com competência e, sobretudo, com coragem. Essa tem sido a condução dada pelo senador Anastasia na Comissão do Impeachment. Mas é bom que comecemos a lembrar para que possamos lembrar aos eleitores de todos os cantos de Minas Gerais que nós conseguimos tirar do governo brasileiro a irresponsabilidade manifestada e representada pelo governo do PT.

Isso se deu não de um momento de arroubo do Congresso Nacional. Isso se deu porque o PSDB quase solitariamente, lá atrás, na campanha de 2014, começava a denunciar a apropriação do Estado brasileiro por um grupo político para nele se perenizar. Foi o PSDB, em nome de cada um de vocês, que denunciou ao Brasil inteiro a corrupção na Petrobras, as pedaladas fiscais, o descompromisso com a ética e com o que tem de maior na sociedade brasileira. Pois bem, o processo avançou, a presidente Dilma foi temporariamente afastada, o Brasil se deu uma nova chance.

O PSDB em todos os momentos da sua história, sem nenhuma exceção, colocou sempre os interesses do Brasil acima dos seus próprios interesses exatamente o contrário do que fazia o governo do PT, que quando tinha que opinar entre o PT e o Brasil, ficava com o PT como aconteceu em inúmeras vezes ao longo da sua história. E é exatamente a nossa responsabilidade para com o Brasil que faz com que o PSDB apoie hoje o governo de transição de Michel Temer para que ele possa impor ao Brasil medidas que permitam a retomada da confiança, a retomada dos investimentos e, por consequência, a retomada dos empregos. Mas eu afirmo, como presidente nacional do PSDB, como companheiro de cada uma e de cada um dos que estão aqui, como o companheiro Paulo Abi-Ackel, como o companheiro Rodrigo de Castro, Marcus Pestana, Domingos Sávio, João Leite, todos os parlamentares e prefeitos que aqui estão, o PSDB estará pronto para disputar a Presidência da República pelo voto direto dos brasileiros no ano de 2018. Até lá, vamos sim correr riscos, mas vamos impor também ao governo Michel Temer uma ousada agenda de reformas por que clama o país.

O nosso sonho não se perdeu no tempo, quase vencemos as eleições, mas não perdemos a nossa fé e não perdemos a nossa capacidade de falar aos brasileiros e aos mineiros olhando nos olhos de cada um. Não, a nossa história é o nosso passaporte para o futuro, a honradez de nossos governos são o nosso cartão de visita, mas a nossa ousadia, a nossa coragem para transformar o Brasil, como transformamos Minas, haverá de ser reconhecida pelo conjunto da sociedade brasileira dentro de muito pouco tempo. Mas será agora, nas eleições que se avizinham, nas eleições municipais de 2016, que nós estaremos percorrendo cada canto do Brasil para dizer de forma muito clara, no momento em que busca-se uma certa demonização da política, a negação da política como instrumento de transformação das vidas das pessoas, e nós temos que resistir a essa tentação, porque só não existe política onde não existe democracia. O que nós temos é que dividir, os corruptos não, jamais, mas os homens de bem têm que estar na política disputando o voto do povo para representá-lo e para atender aos seus interesses. E é esse o papel do PSDB.

Mais do que nunca, em todos os nossos anos de história, o PSDB não foi tão necessário ao Brasil como será agora em 2016. É o PSDB da coragem, é o PSDB e essa data de hoje comemoramos 22 anos, exatos 22 anos em que passou a circular a primeira moeda do Real no Brasil, trazendo estabilidade às famílias brasileiras e capacidade de voltarem a planejar o seu futuro. É o PSDB da Lei de Responsabilidade Fiscal, é o PSDB das principais transformações na gestão pública nesse país em governos extremamente exitosos por toda a parte. É esse PSDB que haverá de percorrer as ruas deste país, de cabeça erguida, porque nós não temos absolutamente nada do que nos envergonhar, agimos sempre com responsabilidade, agimos sempre com seriedade e a cada ataque que recebemos vamos responder com a nossa história e com a nossa coragem.

Ao ver, aqui, candidatas e candidatos de absolutamente todas as regiões do nosso Estado, renovo a minha fé, a minha confiança e a minha crença de que nós estamos no caminho certo. Não fazemos política com ódio no coração. Fazemos política com amor buscando a convergência, buscando atender o próximo e foi exatamente esse sentimento que permitiu que o PSDB e vários outros partidos aliados aqui em Belo Horizonte, a nossa capital e coração do nosso Estado, indicasse o nome íntegro e honrado de João Leite como nosso pré-candidato à prefeitura da cidade. Conte com seus companheiros João!

Cada mineiro que aqui está do rincão mais distante do Estado, do nosso extremo Norte ao nosso extremo Sul, de Leste a Oeste, tem aqui amigos, familiares em Belo Horizonte, que abraçarão a sua causa, porque a sua causa é a nossa causa, é a causa do bem, é a causa da transformação. Não tenho dúvidas que você construirá uma grande aliança em Belo Horizonte, como construirão nossos companheiros em várias outras cidades da Região Metropolitana e em todas as outras regiões do Estado. Esse encontro, minhas amigas e meus amigos, é o encontro da renovação da fé, da crença na atividade que escolhemos para fazer a nossa vida. Na missão que decidimos cumprir. A vida pública feita com responsabilidade, com seriedade, é a mais digna das atividades que um ser humano possa desenvolver no seio de uma sociedade. A política, na dimensão maior do que essa palavra possa significar, é a abdicação dos seus próprios interesses em favor dos interesses da coletividade.

É exatamente nessa hora que, tenho certeza, vamos resgatar a política a partir dos nossos movimentos, a partir das mulheres tucanas, a partir do Tucanafro, a partir do nosso PSDB Sindical e dos jovens tucanos, que se reunirão amanhã, em Brasília. E para lá sigo daqui a pouco. Tucanos de todo o Brasil vão dar um grande brado em favor da renovação da política com os valores, com os princípios e com os pilares que aqui já revelei.

Não vamos perder a fé, vamos ter coragem para fazer o que é certo. José Aníbal, o presidente o ITV, lembrava agora há pouco o Mario Covas. Mario Covas idealizador e fundador do PSDB. E eu me lembro que Mario Covas costumava dizer que as pessoas estão preparadas para ouvir a verdade, para ouvir um não quando este for necessário. Melhor um não do que um sim falso, que vai apenas iludi-las. É com essa mensagem que me despeço de vocês. Digam a verdade ao seu povo e a sua gente. Digam o que é possível fazer e o que não é possível. É isso que vai nos diferenciar, é isso que vai demarcar o nosso campo.

Cada um de vocês, repito, vai caminhar de cabeça erguida em cada canto do nosso Estado, por cada uma das cidades em que vivem. Vocês representam um público político que tem um projeto para os municípios, para os estados e para o país. E, para encerrar: nunca, em nenhum outro tempo da nossa história, foi tão necessária a vitória do PSDB. Vamos vencer em Belo Horizonte com o João Leite, vamos vencer em grande parte dos municípios do Estado. E, em 2018, vamos vencer em Minas e vamos vencer no Brasil.

Parabéns tucanos e tucanas. É a vitória da decência. É a vitória do PSDB.

Aécio Neves – Trechos do discurso durante convenção do PSDB de São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, participou, neste domingo (29/06), em São Paulo, da convenção do PSDB-SP, ao lado de lideranças tucanas.

 

Leia abaixo trechos do discurso do senador:

Meus amigos, minhas amigas do estado de São Paulo, não apenas tucanos e tucanas, mas companheiros e companheiras dos diversos partidos aliados que se somam hoje à candidatura de Geraldo Alckmin.

Os olhos da nação inteira, neste instante, estão postos sobre esta convenção, sobre este encontro político porque sabem, os brasileiros, simpáticos a nós ou não, que aqui está se decidindo não apenas o futuro de São Paulo, mas também o futuro do Brasil. É daqui de São Paulo, do vigor do trabalhador paulista, dos exemplos de administrações sérias e respeitáveis, como foram a de Franco Montoro, de Mário Covas, de José Serra e é de Geraldo Alckmin, que políticos de todo o Brasil hão de se inspirar para resgatar a relação perdida hoje entre representante e representando.

Este profundo divórcio que afasta hoje os cidadãos da política só pode ser efetivamente reduzido, quando tivermos cada vez mais no Brasil administrações como a de Geraldo Alckmin, honradas e eficientes, corajosas na busca da superação das enormes dificuldades que certamente se colocam à frente dos grandes governantes. Não pode haver para um candidato à Presidência da República, honra e orgulho maior do que caminhar ao lado de Geraldo Alckmin, da sua história, da sua honradez e da sua dignidade.

Ao ver, mais uma vez, reunidos aqui, algumas das mais expressivas lideranças políticas desse país, é preciso que se faça um alerta, um alerta claro em relação àqueles que se apresentam a cada instante com posições diferentes. Não mudamos de lado. Estamos aqui para reafirmar nossa crença na boa política e administração séria, administração competente e que apresenta resultados tem que continuar e é por isso que São Paulo dará mais quatro anos de mandato à Geraldo Alckmin.

Da mesma forma, aqueles que frustraram a confiança, aqueles, como ocorre hoje no plano federal, que abdicaram, que abriram mão de um projeto transformador de país para se contentar única e exclusivamente com um projeto de poder vão colher nas urnas, daqui a três meses, aquilo que plantaram, a repulsa da população brasileira, porque estamos nos preparando para dar início a um novo ciclo no Brasil. O ciclo onde a decência e a eficiência, quase que como irmãs siamesas, possam novamente caminhar juntas também no Brasil, como ocorre no estado de São Paulo.

Queremos resgatar, no plano federal, a capacidade de construirmos um novo projeto. Generoso com a Federação, permitindo que volte a haver financiamento adequado à saúde pública, que vem diminuindo nesses 11 anos de PT. Que possamos estabelecer no Brasil uma efetiva política nacional de segurança em lugar da criminosa omissão que hoje conduz as ações do governo federal, nesse tema tão urgente a todos os brasileiros.

Queremos resgatar não apenas na saúde, mas na educação também, a eficiência perdida. Hoje, pontuamos nos últimos lugares nos principais rankings de educação em todo o Brasil. E, como disse o senador Aloysio, ninguém como nós pode falar da questão ambiental e da questão da sustentabilidade.

Desde a Assembleia Nacional Constituinte, sob a liderança de Fábio Feldmann, organizamos e escrevemos um dos mais avançados capítulos do meio ambiente de todas as constituições do mundo. Aqui, na Serra do Mar, o governo de Serra e Geraldo Alckmin dão um exemplo a todo o país, como demos em Minas nas nossas bacias hidrográficas.

É preciso sim, que enfrentemos, com a nossa história de vida, com a qualidade dos nossos companheiros já testados em inúmeras ocasiões, esse dramático quadro de “estaginflação” que tomou conta do Brasil. Paramos de crescer e a inflação insiste em continuar crescendo pela leniência de um governo que não se mostra preparado para a complexidade dos desafios do Brasil. O aprendizado do PT no governo federal custou e vem custando muito à sociedade brasileira.

Nesse momento em que o Brasil olha mais uma vez para São Paulo, São Paulo, de forma extremamente generosa, oferece aos brasileiros, o mais qualificado governador da nossa história recente, homem público absolutamente exemplar, cuja liderança e apoio à nossa candidatura, incontestável em todas as suas manifestações, haverá de inspirar os paulistas, mas haverá também de orientar o apoio de inúmeros brasileiros.

Somos a partir de agora, um só corpo, uma só alma e uma só voz pela de decência e honradez na vida pública, pela continuidade do que deu certo em São Paulo e pelo fim daquilo que vem infelicitando os brasileiros nas ações do governo federal.

Disse e repito aos companheiros e companheiras que estão aqui a todos aqueles que comparecem a essa convenção:

É tão grandiosa a tarefa que temos pela frente, mas é tão urgente e tão necessária ao Brasil, que encerro essas palavras dizendo aqui a todos que se reúnem nessa extraordinária convenção:

Me dêem a eleição em São Paulo que darei a vocês uma nova Presidência da República. Digna e honrada para orgulho dos paulistas e de todos os brasileiros, com a vitória de Geraldo governador. Um grande abraço e até 5 de outubro.