Nota sobre o programa do PT

O programa que o PT levou ao ar nesta noite é a mais enganosa e fantasiosa peça de propaganda já produzida por um partido e evidencia a que ponto são capazes de chegar.

O PT escondeu a própria presidente da República, como se o partido não tivesse também a total responsabilidade pelos atos praticados pelo governo nos últimos 12 anos e que trouxeram o país e as famílias brasileiras à grave crise hoje enfrentada pela população.

Diz a propaganda que o PT está ao lado do trabalhador e que não permitirá que seus direitos sejam cortados. Exatamente no mesmo dia em que chegam à Câmara dos Deputados duas Medidas Provisórias assinadas pela presidente em que são claros os cortes de conquistas dos trabalhadores.

O programa chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros quando o presidente do partido afirma que o PT e o governo combatem a corrupção.

O PT promete a expulsão de quem for condenado por corrupção, mas não explica aos brasileiros por que mantém entre seus principais nomes os condenados do mensalão José Dirceu e José Genoíno, entre outros que permanecem com poder de mando sobre o partido e sendo saudados como heróis. O partido que mais recebeu dinheiro de empresas privadas agora diz defender sua proibição.

Os dez minutos de propaganda política do PT utilizaram a mesma estética e o mesmo discurso da campanha eleitoral mais desonesta da história. Mas os brasileiros, que já foram vítimas de um estelionato eleitoral sem precedentes, não vão se deixar enganar novamente.

O programa do PT zomba da inteligência e desrespeita milhões de trabalhadores e de famílias que conhecem bem a realidade em que vivem.

Aécio Neves – Entrevista Coletiva sobre o trabalho da oposição

O senador Aécio Neves, em entrevista coletiva, hoje (04/12), em Brasília, falou do encontro que teve com parlamentares do PPS. O presidente nacional do PSDB destacou a afinidade entre os dois partidos e declarou que os políticos precisam conversar entre si. Aécio Neves também comentou sobre a nova agenda do PSDB, eleições 2014 e a renúncia de José Genoíno.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre o encontro com parlamentares do PPS.

Faço uma visita a um grande amigo, líder político extraordinário que é o deputado Rubens Bueno, ao lado do meu conterrâneo, o deputado Humberto Souto, o deputado Jordi, do Pará, e conversamos um pouco sobre o quadro político.

Os políticos devem fazer isso, conversar. E tenho dito sempre que as afinidades entre o PSDB e o PPS são conhecidas e reconhecidas pelos brasileiros. Obviamente o PPS terá suas instâncias de decisão. Decisão que será sempre democrática em relação às futuras eleições. Mas não perdi a oportunidade de vir aqui dizer da importância de estarmos, mais uma vez, juntos.

Respeitarei qualquer que seja a decisão do PPS, mas é longa a tradição de caminharmos juntos, e ela faz bem ao Brasil, vem fazendo bem à democracia.

Portanto, deixei aqui a minha palavra de apreço aos companheiros da bancada do PPS.

 

Sobre a nova agenda.

Comuniquei ao líder Rubens Bueno e aos parlamentares que aqui estavam que o PSDB, nos próximos dias, apresenta à discussão da sociedade um conjunto de ações que consideramos essenciais para que o Brasil retome o crescimento sustentável, possa ter uma gestão do Estado mais eficiente do que a atual, restabeleça a credibilidade perdida dos investidores na nossa economia e permita políticas de superação da pobreza e não apenas de administração diária da pobreza, que me parece ser a prioridade daqueles que estão no governo.

Então, uma visita entre amigos e tenho muita esperança que nós, no que depender de mim logo, mas certamente, em algum momento vamos estar juntos para encerrarmos esse ciclo de governo do PT que tão mal vem fazendo ao Brasil, para podermos iniciar um outro onde ética e eficiência possam caminhar juntas. E ética e eficiência são as duas características que unem o PPS ao PSDB.

 

Sobre candidatura de governador Eduardo Campos nas eleições presidenciais.

Considero a presença do governador Eduardo Campos essencial a essa disputa. E não de agora, desde muito tempo. Tenho uma relação pessoal com o Eduardo que talvez ultrapasse mais de duas décadas, talvez chegando a três décadas. E acho que no momento em que figuras da expressão do Eduardo, da ex-ministra Marina, saem das hostes governistas e vêm militar no campo oposicionista, isso tem de ser saudado por nós como fortalecimento no campo oposicionista e uma sinalização clara de que este modelo de governo do PT, este ciclo de governo do PT está caminhando para seu final.

Tenho certeza que vamos encontrar, durante a campanha, muitas afinidades no nosso discurso. A condenação ao aparelhamento irresponsável da máquina pública, ao sucateamento das nossas empresas entregues à sanha de um partido político que abriu mão de ter um projeto de país, transformador como dizia ter, para se contentar em ter exclusivamente um projeto de poder. Queremos transparência absoluta na gestão das nossas contas. Tolerância zero com inflação. Portanto, o retorno e o fortalecimento das agências reguladoras como instrumentos de Estado.

Teremos o tema da refundação da Federação com o fortalecimento dos municípios e dos estados. São temas que nos permitirão um debate mais profundo nesta campanha eleitoral. Ao PT interessa esta dicotomia, interessa apenas esta polarização, esse nós contra eles, como se todos que apoiassem o governo fossem a favor do Brasil, e nós que questionamos o governo, que alertamos para o desgoverno que tomou conta do Brasil, não fossemos tão brasileiros como eles. Ao contrário, estamos tendo a coragem de não aceitar este governismo de cooptação, não é de coalizão, mas de cooptação que tomou conta do Brasil.

 

Sobre a renúncia de José Genoíno. Haverá impactos nas eleições em 2014?

Não vejo que impacto isso possa ter. Acho que esta questão eleitoral no que diz respeito ao mensalão já está aí precificada. Nós sequer faremos a campanha em cima desta questão. O que houve, a meu ver, foi a finalização, que ainda terá algumas etapas, mas caminha-se para seu final e o julgamento foi feito com base nas leis, o que tem de ser respeitado.

Não torço e nem me traz nenhuma alegria ao coração ver pessoas presas. Penso sempre no sofrimento das famílias, enfim, deles próprios, mas o que existiu foram crimes, segundo o Supremo Tribunal Federal, cometidos, a partir de provas apresentadas. Alguns foram condenados. Aqueles sobre os quais as provas não eram contundentes ou claras foram absolvidos. Agora, a questão clara que temos de dizer é que no Brasil de hoje, felizmente, pela luta de tantos brasileiros que nos trouxeram a democracia, não temos presos políticos, temos políticos presos.

Aécio Neves – Entrevista Encontro Regional do PSDB do Centro-Oeste

O senador Aécio Neves concedeu entrevista coletiva, hoje (22/11), em Goiânia (GO), onde participou do Encontro Regional do PSDB – Centro-Oeste. Aécio comentou sobre as expectativas para o evento, a preparação da nova agenda que o partido está preparando, as eleições do próximo ano e a prisão dos dirigentes do PT.

 

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre o Encontro Regional do PSDB

Em primeiro lugar, quero dizer da minha alegria em estar mais uma vez em Goiás, mais uma vez em Goiânia, ao lado do meu companheiro, amigo Marconi Perillo, extraordinário governador que é. Ao lado de algumas das principais lideranças do PSDB do país, que aqui hoje nos acompanham.

E o que estamos fazendo é aquilo que nos propusemos a fazer lá atrás, conversando com os brasileiros. Conversando para quê? Para construir uma proposta alternativa a essa que está aí. Tenho dito sempre, e falo isso como presidente nacional do PSDB, que ao PSDB não é uma opção, uma possibilidade ter um projeto alternativo a esse. É uma obrigação, é a nossa responsabilidade. Apresentar ao Brasil um projeto mais generoso com os municípios e com os estados brasileiros. Um projeto mais ético, um projeto mais eficiente do ponto de vista da gestão pública e, sobretudo, um projeto onde a gestão da economia seja feita com eficiência, com tolerância zero com a inflação, com transparência nos dados fiscais. O Brasil precisa iniciar um novo ciclo, onde eficiência e ética possam caminhar juntas.

E venho a Goiás, um estado irmão do meu, Minas Gerais. Costumo dizer que não existe fronteira a separar Goiás e Minas Gerais. Seja na questão cultural, na questão econômica e, até mesmo, no sentimento de nacionalidade. Minas e Goiás estão no coração do Brasil. Têm uma expectativa do ponto de vista do seu desenvolvimento muito parecida, mas têm um sonho. O sonho de ver esse Brasil realmente um Brasil de todos os brasileiros. Não apenas na propaganda oficial, mas nas ações cotidianas do governo.

 

O senhor já fala como pré-candidato do partido ou vai ter prévias?

Você sabe que venho de Minas Gerais. Em Minas, assim como em Goiás também, a gente nunca coloca o carro na frente dos bois. Estou aqui como presidente nacional do partido, mas com responsabilidade, sim, de dizer o que pensamos.

Absolutamente injusto e inaceitável que o governo do PT, que há dez anos, quando assumiu o governo, via o governo federal participar com 56% de tudo que se gastava com saúde pública, hoje participar apenas com 45%. Acho inaceitável que na questão da criminalidade, que é hoje uma chega a corroer todas as regiões do Brasil, o governo federal, que é responsável pelo controle das nossas fronteiras, pelo tráfico de armas e drogas, participar apenas com 13% do conjunto de investimentos. 87% de tudo que se gasta em segurança pública vêm dos cofres estaduais e municipais.

Precisamos de um governo generoso, que cuide das pessoas, que se preocupe menos com a propaganda partidária, menos com as eleições, e mais em governar. Infelizmente, não temos hoje, me permitam dizer, uma presidente da República full time, temos uma candidata a presidente da República, trabalhando única e exclusivamente pela sua eleição, enquanto o Brasil perde credibilidade, os indicadores econômicos são terríveis, temos um crescimento extremamente baixo, vamos crescer apenas mais que a Venezuela esse ano, e inflação alta.

O Brasil perde credibilidade junto ao conjunto de nações que buscam investimentos. Do ponto de vista da gestão, a grande mãe do PAC deixou de existir. Aliás, filho feio não tem pai nem mãe. Ninguém ouve mais falar na mãe do PAC. Por quê? Porque o Brasil é um cemitério de obras inacabadas. Aqui na região, vocês sabem disso. Sabem como anda a Norte-Sul, prometida com seus trechos todos prontos. As hidrovias.

Você anda pelo Brasil, vai encontrar a transposição do rio São Francisco, que ia ser inaugurada em 2010, ia gastar R$ 3,5 bilhões, já gastou mais de R$ 4 bilhões e não sabe quando vai ficar pronta. O Brasil tem uma refinaria sendo construída hoje, em Pernambuco, a Abreu e Lima, orçada em R$ 4 bilhões. Já gastaram R$ 17 bilhões, não fica pronta por menos de R$ 30 bilhões. Posso ficar dias falando para vocês. A Transnordestina, a mesma coisa. O dobro do orçado já foi gasto, não se sabe quando vai ficar pronta. Isso não é normal.

O governo do PT quer fazer parecer que isso é do dia a dia da administração pública. Não é. O Brasil precisa iniciar rapidamente um novo ciclo, com as pessoas ocupando cargos públicos pela qualificação, não pela filiação partidária. Portanto, esta é a responsabilidade do PSDB. E estou absolutamente convencido de que vamos para o segundo turno, e quem for para o segundo turno vai vencer as eleições.

 

O presidente do PSDB-GO, Paulo de Jesus, disse que houve consenso já das 27 federações. E que seu nome foi escolhido. Está certo?

Tenho recebido manifestações de muito entusiasmo por onde ando. O próprio governador Marconi talvez tenha sido a primeira das mais expressivas lideranças do PSDB a, de forma muito clara, sinalizar nessa direção. Mas temos ainda conversas a fazer dentro do partido e o essencial é que o PSDB apresente ao Brasil as suas ideias, pelo menos as suas ideias-força, não um programa ainda acabado, isso será construído ao longo do processo eleitoral, para que no momento em que surgir, for oficializada a candidatura, as pessoas olhem para esse candidato e percebam que ali vai haver alguém ético, alguém que compreenda, como disse, a necessidade de fortalecermos municípios e estados.

Alguém que vai cuidar da segurança pública para fazer, com planejamento – aliás, essa palavra inexiste no governo do PT.  Enfim, o que precisamos agora é detalhar essas que são as nossas primeiras grandes prioridades do PSDB. Anuncio aqui hoje em Goiânia que no próximo dia 10 de dezembro – anunciando pela primeira vez essa como a data oficial – ao lado do governador Marconi Perillo, que espero possa estar conosco, das principais lideranças nossas de Goiás e do Centro-Oeste, o PSDB vai lançar o seu decálogo.

O PSDB vai lançar a nova agenda, a agenda que precisamos enfrentar com urgência para que as conquistas que tivemos nos últimos anos, desde o governo do presidente Fernando Henrique, não se percam, porque muitas delas estão em risco. A grande verdade é que a agenda que superamos lá atrás, a agenda da inflação alta, da retomada da credibilidade do país, da modernização da economia voltou a ser a agenda de hoje.  Infelizmente, o longo aprendizado do PT no governo tem custado muito caro ao Brasil.

Temos hoje no país um governo que demonizou, por exemplo, as concessões, as privatizações durante 10 anos, agora as faz de forma atabalhoada, improvisada. Na verdade o que a gente tem hoje, falando algo que as pessoas vão entender sobretudos os mais jovens vão entender, tem um software pirata em execução no Brasil.

Queremos recuperar o software original. Queremos eficiência na gestão pública, parceria com o setor privado e, sobretudo, um governo mais generoso com as pessoas, que cuide da saúde, que cuide da segurança, que melhore a educação. E ninguém tem melhores condições de fazer isso que o PSDB com suas experiências. Inclusive a experiência de Goiás que é pioneiro em inúmeras ações que hoje existem no governo federal e existem em outros governos estaduais.

 

Sobre importância do agronegócio no país

Estive recentemente no Mato Grosso, estive recentemente em Sorriso (MT) e você sai encantado ao ver a força do  produtor rural. Temos de dar é muito apoio e um agradecimento público a quem trabalha no campo. A quem tem ajudado o Brasil a superar indicadores terríveis. Se não fosse o agronegócio, a agropecuária, estaríamos talvez com um crescimento negativo.

Portanto, temos de tratar o produtor rural com decência e com muito respeito. E é isso o que o PSDB sempre fez e vai continuar fazendo. O Brasil, sobretudo esta região, o Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, da porteira para dentro somos os mais produtivos do mundo. Inovamos, temos hoje uma preocupação já cultural do produtor rural, em relação à necessidade da preservação ambiental, mas o problema é da porteira para fora. Da porteira para fora falta tudo.

Não tem estrada, não tem ferrovia, não tem portos. Por quê? Porque o governo federal não planejou. O governo federal improvisou. Por isso, tenho sentimento, por onde tenho andado, nos últimos meses andei por praticamente todo o Brasil, falando e ouvindo, portanto, conversando, na verdade eu venho hoje conversar com os companheiros do Centro-Oeste, porque eu percebo que este ciclo de governo do PT está no fim, em benefício do Brasil.

 

Sobre a prisão de dirigentes do PT

Havia uma expectativa da sociedade brasileira para o desfecho deste processo. Esta é a grande realidade. Nunca apontei este deveria ser condenado, aquele não. O que eu sempre disse, como presidente do PSDB, repito aqui, aqueles que, na visão do Supremo Tribunal Federal, eram culpados, sobre quem as provas eram contundentes, deveriam ser punidos. E aqueles que sobre quem as provas não eram claras, deveriam ser absolvidos. Mas precisava haver um desfecho. E este desfecho ocorreu. Isso reduz um pouco o sentimento dos brasileiros. A sensação de impunidade à qual quase que nos acostumávamos, mesmo que indignados a conviver ultimamente. Portanto, foi o desfecho. É preciso que se respeite a decisão do Supremo. Não há nada de política nessa decisão. Falamos da Suprema Corte brasileira composta em três quartos nos governos do PT e esta decisão ser respeitada. E, ao mesmo tempo, eu disse ontem e quero repetir aqui, respeito a decisão do ministro Joaquim Barbosa que achou correto, a partir de uma avaliação dos médicos, sobre a necessidade do deputado José Genuíno cumprir a prisão domiciliar ou hospitalar. Se houver a confirmação desta necessidade, essa facilidade, essa benevolência deve ser dada até porque ela respeita aquilo que a lei prevê hoje no Brasil. Mas objetivamente, o Supremo fez a sua parte e acho que esta era a expectativa da população.

 

Aécio Neves apoia decisão do STF em autorizar tratamento hospitalar a José Genoíno

O senador Aécio Neves apoiou a decisão do Supremo Tribunal Federal em autorizar o tratamento hospitalar para o deputado federal licenciado José Genoíno, do PT. O deputado estava preso, desde a última sexta-feira, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

 

Declaração do senador Aécio Neves:

“Parece-me adequada a concessão do privilégio de prisão domiciliar ou hospitalar ao deputado José Genoíno, deferida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Numa questão dessa complexidade e dessa gravidade não se pode colocar a questão política acima da questão humanitária. Se há, como parece haver, o agravamento da saúde do deputado José Genoíno, que ele possa se recuperar, seja no hospital seja na prisão domiciliar. Me parece, portanto, uma decisão correta que merece todo o nosso respeito.”

 

Sonora