Hoje é o início do fim deste governo

Hoje é o início do fim de um governo que, na sua arrogância, na sua prepotência e na sua irresponsabilidade, violou as leis e mergulhou o Brasil na mais profunda crise econômica e social da nossa história”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na manha de hoje (25/08), quando o Senado iniciou a sessão de julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O PSDB apoia um projeto de reformas para o país

“Ao final desse processo constitucional, vamos olhar para trás e perceber que fizemos o que deveríamos ter feito”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na manha de hoje (25/08), quando o Senado iniciou a sessão de julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista coletiva, Aécio disse que os graves crimes fiscais identificados na gestão das contas públicas pelo governo do PT, nos últimos dois anos, foram a causa principal da grave recessão que o país atravessa com 12 milhões de desempregados.

Aécio Neves falou também sobre a defesa que o PSDB tem feito junto ao governo Temer pelo controle dos gastos e a favor das reformas estruturantes fundamentais para o país.

“Hoje é início do fim de um governo que mergulhou o Brasil na mais profunda crise”, diz Aécio sobre julgamento de Dilma

REPÓRTER:

Começou, nesta quinta-feira, no Senado, a sessão do julgamento final do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. A estratégia da base que apoia o afastamento definitivo da petista é que apenas os líderes das legendas façam perguntas. A ordem também é evitar repetições e buscar respostas mais objetivas. Em entrevista coletiva, minutos antes da abertura da sessão, o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, ressaltou que o Brasil assistirá, ao longo destes dias do julgamento, o fim de um governo que provocou a grave crise econômica e social vivida pela população.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES

“Hoje é início do fim de um governo que, na sua arrogância, na sua prepotência e na sua irresponsabilidade violou as leis e mergulhou o Brasil na mais profunda crise econômica e social da sua História. Ao final desse processo legal, constitucional, vamos olhar para trás e perceber que fizemos o que deveríamos ter feito, demonstrando ao Brasil que a lei neste país é para ser cumprida por todos, em especial pelo presidente da República.”

REPÓRTER:

Aécio Neves também destacou que a partir da próxima semana o país deve olhar para o futuro e garantiu que o PSDB irá continuar na defesa de uma nova agenda de reformas estruturantes para o Brasil.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES

“E será a hora, a partir de terça-feira, de olharmos para o futuro e implementarmos o mais rapidamente possível, a partir do Congresso Nacional, uma profunda agenda de reformas que resgate o equilíbrio das contas públicas, a confiança dos investidores e, principalmente, o emprego. Porque a grande vítima de tudo isso está longe de ser a senhora presidente da República. A grande vítima desses governos do PT, ou desses desgovernos do PT, é a população brasileira, são os 12 milhões de desempregados, são aqueles que menos têm.”

REPÓRTER:

O julgamento será comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. As primeiras testemunhas a serem ouvidas nesta quinta são as de acusação. Os autores da denúncia – os juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo – selecionaram o procurador Júlio Marcello de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU); e o auditor de fiscalização do TCU Antônio Carlos Costa D’ávila. Eles serão ouvidos nessa ordem.

De Brasília, Shirley Loiola.

Entrevista sobre o impeachment da presidente Dilma

Brasília – 25/08/2016

Sobre processo de impeachment

Não vejo mais espaço para nenhum fato novo. Este processo foi discutido como determina a Constituição com amplo espaço para as manifestações tanto da defesa quanto da acusação. E hoje é o início do fim de um governo. Um governo que na sua arrogância, na sua prepotência e na sua irresponsabilidade desprezou a lei e hoje responde por isso. E a maior vítima está longe de ser a presidente da República. A maior vítima de tudo isso é o povo brasileiro. São os 12 milhões de desempregados, são os vários setores da nossa economia que vem perdendo capacidade competitiva ao longo de todos os últimos anos.

O Congresso Nacional, e é óbvio que é um momento histórico, vive talvez um dos mais graves momentos da nossa história democrática, mas ao final de tudo isso vamos poder olhar para trás e dizer cumprimos a Constituição, afastamos uma presidente da República que cometeu crime de responsabilidade que violou a lei orçamentária e o Brasil dá a si próprio uma nova chance. Acho que ao final disso tudo, temos que pacificar o país e empreender, implementar aqui no Congresso Nacional uma agenda profunda, ousada, corajosa de reformas. O meu olhar não está mais no retrovisor. O meu olhar agora está no para-brisa, está na frente. Temos de construir ao longo desses próximos meses uma profunda agenda que retire o Brasil da crise e volte a dar esperança aos brasileiros, principalmente aos 12 milhões de desempregados.

Sobre a abertura da etapa final do processo de impeachment

Hoje é início do fim de um governo que, na sua arrogância, na sua prepotência e na sua irresponsabilidade, violou as leis e mergulhou o Brasil na mais profunda crise econômica e social da sua História. Ao final desse processo legal, constitucional, vamos olhar para trás e perceber que fizemos o que deveríamos ter feito, demonstrando ao Brasil que a lei neste país é para ser cumprida por todos, em especial pelo presidente da República.

E será a hora, a partir de terça-feira, de olharmos para o futuro e implementarmos o mais rapidamente possível, a partir do Congresso Nacional, uma profunda agenda de reformas que resgate o equilíbrio das contas públicas, a confiança dos investidores e, principalmente, o emprego. Porque a grande vítima de tudo isso está longe de ser a senhora presidente da República. A grande vítima desses governos do PT, ou desses desgovernos do PT, é a população brasileira, são os 12 milhões de desempregados, são aqueles que menos têm.

Portanto, o PSDB está absolutamente tranquilo de ter feito a sua parte, liderado o processo de afastamento da presidente da República e, hoje, dando apoio a essa ousada agenda de reformas que o governo Michel tem a necessidade, a obrigação de liderar.

Sobre relação com o governo Temer

O PSDB sempre deixou claro que o seu apoio não é um projeto eleitoral do PMDB. Seu apoio é um projeto de reformas no Brasil e o presidente Michel tem a consciência clara de que seu governo, para se viabilizar, depende dessas reformas. A maior ajuda que o PSDB dá ao governo é atuando para inibir gastos que não são prioritários e, obviamente, garantir o equilíbrio das contas públicas que é um fator inexorável, fundamental e indissociável da retomada da confiança e do crescimento.

Queremos recuperar o emprego e a confiança no Brasil, e para isso, vamos atuar ao lado do governo para que essas reformas venham, ao mesmo tempo inibir gastos como temos tentado fazer, que não são prioritários e vem na contramão daquilo que se espera do governo interino. Esse não é um governo do PSDB. É o governo de transição, é um governo constitucional, assume o vice conforme determina a Constituição quando afastada a presidente da República. E estaremos sempre ao lado daquilo que acreditamos. Um Brasil com governo meritocrático, enxuto, ousado e que não faça como fez o governo passado adiando sucessivamente as medidas necessárias por mais duras que elas sejam.

Qual a posição do PSDB sobre contas da presidente em análise pelo TSE? Devem ser analisadas em separado das contas do presidente?

O PSDB fez a sua parte. O PSDB no momento em que recebeu denúncias gravíssimas de condutas ilegais durante o processo eleitoral, e grande parte delas se confirmam hoje a partir das provas colhidas pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral. Aguardo agora o julgamento das contas. Não cabe a nós, não é o papel do PSDB decidir qual jurisprudência seguirá o Tribunal Superior Eleitoral.

Fizemos a nossa parte como qualquer partido responsável deve fazer. Denunciamos a lavagem de dinheiro através de empresas que atuaram na campanha da presidente da República e aqueles que foram responsáveis por esses atos deverão responder criminalmente por eles.

Aécio Neves – Entrevista Coletiva

“Os partidos de oposição se reuniram hoje para enfrentar a narrativa do PT e da própria presidente da República de que o Brasil está prestes a sofrer um golpe. Não existe golpe quando se cumpre a Constituição. Não existe golpe quando o Supremo Tribunal Federal avaliza, determina o rito a ser seguido. Não existe golpe quando os parlamentares eleitos pela sociedade brasileira é que definirão o que vai acontecer com o país. O golpe foi dado sim, foi dado com o estelionato eleitoral de 2014, com as mentiras sucessivas, com a burla da Lei de Responsabilidade Fiscal, com a utilização de dinheiro da propina na campanha eleitoral. Este foi o grande golpe”, afirmou o senador Aécio Neves após entrevista de líderes da oposição com correspondentes de jornais e agências de notícias estrangeiros em Brasília, nesta terça-feira (29/03).

Foto: George Gianni

Foto: George Gianni

Entrevista sobre aumento de tributo

“É inconstitucional o aumento de tributos que não seja a partir de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional. É mais uma demonstração de desespero de um governo que, mesmo com a gravidade da crise, não consegue apontar um rumo para o país, que não seja de um lado supressão de direitos, e de outro aumento de tributos”, afirmou o senador Aécio Neves, em entrevista nesta terça-feira (08), em Brasília, sobre a possibilidade de aumento de impostos por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff.

O presidente do PSDB disse que as oposições trabalharão para impedir a criação de novos impostos.