Aécio Neves – Estratégia de Lula para tentar incriminar opositores

“Não é demonizando adversários e protegendo aliados que vamos dar ao Brasil e aos brasileiros, tão desgastados com a política ou tão distanciadas da representação política, um pouco mais de esperança. Em uma dessas degravações algo surpreendente aconteceu porque explicita, de forma clara, qual é uma de tantas estratégias daqueles que buscam se sustentar no cargo. O que ficou muito claro nessa degravação em que se solicita ao deputado que intervenha, que crie junto à imprensa constrangimentos ao procurador, é que se estabeleceu, de um lado, uma indústria das citações”, afirmou o senador Aécio Neves sobre revelações feitas pelo ex-presidente Lula em conversa interceptada com o ex-deputado Sigmaringa Seixas na tentativa de incriminar opositores na rede de escândalos protagonizada pelo PT.

Aécio Neves – Encontro com Representantes de Movimentos Sociais

O senador Aécio Neves recebeu, nesta terça-feira (01/03), no Senado, em Brasília, representantes dos movimentos sociais que organizam novas manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff, no próximo dia 13 de março. Ao lado das principais lideranças da oposição, o senador afirmou que as manifestações, lideradas por movimentos legítimos da sociedade, mostram a indignação dos brasileiros à sucessão de escândalos do governo do PT e à falta de esperança na retomada do crescimento do país.

Foto: George Gianni

Foto: George Gianni

A hora das Instituições

Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 09/03/2015

A crise é inegável e ganha proporções, até pouco tempo atrás, inimagináveis.

A crise é econômica porque a economia patina, adernada em erros cometidos e não reconhecidos e na perda de credibilidade; é de gestão porque os problemas se perpetuam, intocados; a crise é política porque não há um projeto de país capaz de gerar confiança e solidariedade, e sim um projeto de poder regido pelos interesses e conveniências de plantão.

E é, especialmente, uma crise de valores, descortinada por escândalos em série, que alimentam o descrédito da classe política junto à população.

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Aécio Neves cobra do governo esclarecimentos sobre escândalos de corrupção

“O governo da presidente Dilma, que apresentou o país a grande marca da faxina, não tem primado por uma preocupação em dar exemplo da punição”, diz Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) lamentou, nesta quarta-feira (28/11), que a base governista no Congresso esteja atuando para impedir que envolvidos no novo escândalo de corrupção no governo federal prestem esclarecimentos aos parlamentares. Segundo o senador, o governo federal deveria agir para esclarecer e punir desvios, e não para abafar denúncias.

“O governo da presidente Dilma Rousseff, que apresentou o país a grande marca da faxina, não tem primado por uma preocupação em dar exemplo da punição daqueles que agiram de forma irregular nos cargos públicos. É muito pouco o que foi feito. A demissão é natural, é óbvia. Mas a investigação para que possamos compreender quais os danos ao Erário, se eles ocorreram, é uma obrigação do governo em primeiro lugar”, afirmou.

O senador destacou que as oposições conseguiram aprovar, na Comissão de Infraestrutura do Senado, convite para ouvir apenas o diretor afastado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Vieira, mas não a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, denunciada pela Polícia Federal por corrupção e tráfico de influência.

Aécio Neves considerou insuficiente a demissão da Rosemary. A ex-chefe do escritório e ex- secretária do ex-ministro Jose Dirceu tem ligação histórica com o PT. Em 2008, as oposições tentaram, sem sucesso, convocá-la para prestar esclarecimentos sobre o uso irregular de cartões corporativos na Presidência da República, em Brasília. A base do governo impediu.

“Já houve uma tentativa, no passado, para que a senhora Rosemary estivesse aqui no Congresso prestando depoimentos. Talvez se tivesse vindo há dois anos teria se evitado esse tráfico de influência, que não é uma denúncia da oposição, é uma denúncia da Polícia Federal. O que queremos é que todos os esclarecimentos sejam dados”, afirmou o senador Aécio.

Mais investigações são necessárias

Aécio Neves lamentou que o governo federal considere a demissão dos suspeitos de corrupção como suficiente para a opinião pública, sem que as denúncias sejam investigadas a fundo. Para o senador, a falta de punição para os frequentes desvios denunciados pela imprensa e pela Polícia Federal incentivam a prática de corrupção no governo.

“A ação do governo não tem sido pedagógica. O simples afastamento do titular de determinado cargo não sana o problema, ao contrário. O que me parece é que a falta de punição a esses acusados é que tem levado ao estímulo, a que outros possam cometer irregularidades”, disse.

Falta de critério

Aécio Neves voltou a criticar a falta de critérios de qualificação para as indicações políticas feitas no governo da presidente Dilma e a ausência de fiscalização e de controle interno nos órgãos federais.

“Infelizmente, a presidente Dilma aceitou sem muitos critérios indicações ou nomeações feitas pelo governo anterior e apenas age no momento em que a denúncia ocorre. Não há uma preocupação do governo de, ele próprio, buscar através dos órgãos de controle, investigar os eventuais desvios ocorridos dentro da máquina pública”, afirmou Aécio Neves.