Aécio é eleito novo presidente da Comissão de Relações Exteriores

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Foto : Fotos: Alexssandro Loyola - Liderança do PSDB na Câmara

“A política externa brasileira deve ter como foco o multilateralismo. Nosso relacionamento internacional há de ser amplo, universal, sem exclusões ou alinhamentos automáticos”, defende Aécio ao assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

O deputado federal Aécio Neves é o novo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Ele foi eleito na reunião de instalação da comissão realizada nesta sexta-feira (12/03), após ter seu nome indicado pela liderança da bancada do PSDB na Casa.

Desde 2019, Aécio integra a Comissão de Relações Exteriores (CREDN), que é responsável por conduzir e avaliar na Câmara dos Deputados leis e projetos relacionados à política externa, acordos comerciais e tratados internacionais e também as proposições relacionadas com a área de defesa nacional.

Na abertura da reunião de hoje, o deputado e ex-governador antecipou que trabalhará para que a comissão dirija sua atuação a ampliar parcerias e a cooperação entre o Brasil e as diversas regiões do mundo. Aécio destacou, em seu discurso, os princípios estabelecidos na Constituição Brasileira para as relações internacionais.

“A atuação do Brasil no mundo configura uma “política de Estado”. A expressão não é mero rótulo. Ela remete a um sentido que define nossa identidade em face dos demais países. É algo que ultrapassa os limites de uma única gestão governamental e está embasada na Constituição. No artigo 4º do título I, os princípios pelos quais a República se rege nas relações internacionais: independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”, destacou Aécio.

O deputado enfatizou a interdependência existente hoje entre os países e as economias do mundo, ao defender que a ação do Brasil deve se pautar pela transparência e segurança nas relações com as outras nações e pela ausência de restrições ideológicas ou partidárias.

“Devemos dizer claramente aos nossos interlocutores quem somos nós e que comportamento esperar do Brasil, seja nas relações diretas com outras nações ou em sua atuação nos organismos internacionais. A diplomacia brasileira tem longa tradição de respeito, tolerância e equilíbrio. Sua formulação precisa levar em conta análises rigorosas das oportunidades na conjuntura internacional para a promoção dos interesses nacionais e isenta de preconceitos ideológicos ou partidários”, afirmou.

Ele acrescentou que: “A política externa brasileira deve ter como foco o multilateralismo. Nosso relacionamento internacional há de ser amplo, universal, sem exclusões ou alinhamentos automáticos”.

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Parceiros comerciais

Aécio destacou ainda que defenderá durante os trabalhos na Câmara ações que fortaleçam as relações com as importantes economias mundiais.

“Precisamos de mais, e não menos, negócios com o resto do mundo, revertendo o isolamento que tem marcado nossa política exterior em boa parte deste século. Há questões já colocadas, como o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia, que devem merecer atenção especial dessa comissão. E também as já iniciadas negociações e acordos do Mercosul com o Canadá, a Coreia do Sul e Singapura, que precisam e devem ser aceleradas. O fortalecimento dos laços econômicos que nos unem a países da Aliança para o Pacífico, nossos vizinhos e, obviamente, garantindo também especial atenção às relações com os nossos principais parceiros econômicos: Estados Unidos e a China, além do fortalecimento da nossa presença estratégica no Brics”, afirmou

“Pandemia global

Ao assumir a presidência da CREDN, Aécio Neves reiterou a gravidade da pandemia da COVID-19 e a necessidade de integração do Brasil com o mundo no enfrentamento da crise sanitária e dos temas globais. Ele defendeu como prioridade a urgente vacinação dos brasileiros.

“O Brasil precisa, acredito eu, amplificar sua atuação nos grandes temas globais, inserindo-se em debates mais amplos, nos quais nossa contribuição como país é relevante. Especialmente em assuntos relacionados a direitos humanos, ao meio ambiente, à imigração e cooperação no combate internacional ao tráfico de pessoas, de armas e de drogas. É preciso enfatizar, nesse instante, o necessário e urgente enfrentamento à pandemia que assola o mundo e, de maneira especial, o Brasil. Isso passa obrigatoriamente por uma relação mais ampla com as diversas regiões do mundo em busca daquilo que é a grande urgência mundial e brasileira: a ampla e universal vacinação da nossa gente”, afirmou.

Defesa Nacional

O novo presidente da CREDN acumulará também o comando da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), comissão permanente do Congresso Nacional, responsável pelo controle e fiscalização externos das atividades de inteligência. A comissão é formada por parlamentares das duas Casas do Congresso.

Aécio assegurou que os trabalhos de ambas as comissões buscarão o debate em estreita sintonia com as autoridades responsáveis por definir as estratégias de defesa nacional.

“Devemos ampliar nossa interlocução com as Forças Armadas e a sociedade, na busca da definição de qual política de defesa o país necessita em tempos de tantos desafios. Devemos dar uma atenção especial à integração dessas discussões que envolvem, no Congresso Nacional, a Aeronáutica, Marinha e o Exército, para que possamos definir as prioridades e que sejam também aquelas do conjunto das forças de segurança, inclusive na discussão orçamentária”, afirmou o deputado.

Também foram eleitos hoje os 1º e 2º Vices-presidentes da CREDN, deputados federais Rubens Bueno e Coronel Armando.

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