Aécio e Paulo Abi-Ackel apresentam projeto de lei que garante auxílio emergencial a atingidos pelas chuvas

População de Juiz de Fora e região atingida pelas enchentes poderão receber auxílio emergencial por seis meses. Foto: Corpo de Bombeiros de MG

Os deputados federais Aécio Neves e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) apresentaram hoje (26/02), na Câmara dos Deputados, dois projetos de lei que beneficiam as famílias e as empresas da Zona da Mata mineira afetadas duramente pelas recentes chuvas na região de Juiz de Fora e Ubá, e pediram urgência para a votação.

Aprovadas as duas propostas, as famílias poderão receber auxílio emergencial de R$ 600,00 por seis meses. Já as empresas afetadas receberão benefícios fiscais e apoio de programas específicos para o setor produtivo.

“Infelizmente, dezenas de vidas se perderam. Essa tragédia não há como reparar. Mas é preciso que o poder público possibilite, com urgência, através de medidas práticas, que as pessoas, as famílias afetadas econômica e, socialmente, tenham condições mínimas de se reerguerem. Muitas estão sem casas, impossibilitadas de assegurar até alimentos para seus filhos”, disse Aécio Neves.

E acrescentou: “Sobre as empresas que tiveram suspensas suas atividades pelos danos causados pelas chuvas, o objetivo dos projetos é garantir apoio rápido aos afetados para que possam ter minimamente condições de se recuperarem o mais rápido possível”.

O primeiro projeto determina que, durante o período de 6 (seis) meses, a contar da publicação da Lei, será concedido auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 mensais aos residentes em cidades da Zona da Mata mineira que sejam maiores de 18 anos de idade (salvo no caso de mães adolescentes) e tenham, comprovadamente, perdido suas moradias em decorrência da catástrofe ambiental.

O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família. No caso de pessoa provedora de família monoparental, essa receberá duas cotas do auxílio emergencial, independentemente do sexo.

O projeto também especifica que, para aqueles que já tenham BPC e a auxílio-doença, seja feito um adiantamento do pagamento desses benefícios.

Empresas e microempresas afetadas

O segundo projeto prevê isenção de tributos federais (PIS/PASEP, Cofins, CSLL e IRPJ) por 12 meses para as empresas situadas nos municípios atingidos e comprovadamente afetadas.

A proposta determina ainda a previsão de que as microempresas e empresas de pequeno porte que se enquadrem no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) sejam contempladas em subprograma específico. E que seja instituído um Programa de Garantia aos Setores Críticos destinado a empresas de direito privado, a associações, a fundações de direito privado e a sociedades cooperativas, excetuadas as sociedades de crédito, sem distinção em relação ao porte do beneficiário.

“Tenho certeza de que deputados de todos os estados e partidos compreenderão que o projeto deva ser aprovado rapidamente, para se buscar ao menos minimizar a dificílima situação em que se encontram cidadãos da Zona da Mata mineira, sobretudo Juiz de Fora e Ubá, duas das cidades mais atingidas. Já entrei em contato com o presidente Hugo Motta, pedindo a necessário urgência e prioridade para os dois projetos”, informou Aécio Neves, presidente do PSDB.

Conheça o projeto que beneficia a população atingida pelas enchentes

Conheça o projeto que beneficia o setor produtivo da Zona da Mata

Aécio: “Voltei à presidência do PSDB porque acredito que vamos construir um novo projeto presidencial em pouco tempo”

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, deu início hoje (05/02), em Porto Alegre (RS), a encontros regionais que o partido fará no país como preparação de pré-candidaturas para as eleições deste ano.
Aécio foi recebido pelo novo presidente do PSDB no estado, vereador Moisés Barboza, presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo prefeito de Guaíba e pré-candidato a governador, Marcelo Maranata, e pelo deputado federal Daniel Trzeciak. O encontro reuniu dezenas de lideranças.

“Estamos recebendo adesões no Nordeste do país, no Centro-Oeste, na região Central, na região Sudeste e sairemos fortalecidos das próximas eleições. Vamos ultrapassar 30 parlamentares federais eleitos, alguns governadores, e queremos voltar a apresentar um projeto para o Brasil. Por isso, estou aqui muito feliz com o que estou vendo. Temos uma pré-candidatura colocada do prefeito Maranata, que tem muita determinação, tem uma administração muito bem avaliada no seu município, e vai mostrar isso no estado do Rio Grande”, disse Aécio.

Em seu discurso, Aécio destacou o papel histórico do PSDB na condução do país na economia, nos programas sociais e nos avanços mais importantes ocorridos após a redemocratização.

“O PSDB é um partido que o Brasil conhece, não é uma novidade. O PSDB é responsável pelas principais transformações ocorridas no Brasil nas últimas décadas, em todas as áreas. O nosso projeto está vivo e, na política, o caminho mais fácil não é o que nos leva mais longe. Vamos sair fortalecidos das eleições e aqueles que hoje chegam, acreditando nesse novo momento, sabem que vale a pena lutar para reconstruir o PSDB”, afirmou.

E acrescentou:

“Aqueles que estão hoje ajudando na reconstrução do nosso partido sabem que vamos reassumir novamente, em pouco tempo, o papel que nos cabe na política nacional: o de apontar caminhos para o Brasil”.

Ao avaliar o atual quadro partidário, Aécio reafirmou sua defesa pelo centro democrático em lugar da atual polarização entre direita e esquerda e criticou a negociação de apoios pelo governo federal.

“O Brasil precisa hoje, mais do que nunca, de partidos políticos que não se curvem às facilidades. O Brasil está inundado de partidos pragmáticos que vivem a lógica de aumentar o fundo partidário, aumentam suas bancadas e, com isso, aumentam mais ainda os fundos, para depois apoiar qualquer governo, seja de esquerda, seja de direita. O PSDB optou pelo caminho mais difícil, de construir um projeto ao centro para o Brasil. Então, isso faz com que, mesmo com menos parlamentares, estejamos hoje muito mais unidos”, disse.

Ao final, Aécio anunciou que os encontros darão origem a uma agenda de reuniões no Rio Grande do Sul e nos demais estados.

“O prefeito Maranata, nosso pré-candidato a governador, tem uma agenda de encontros no Estado, outros pré-candidatos nossos estão fazendo isso em outros estados e, logo após o fechamento da janela partidária, faremos uma grande reunião em Brasília com os novos filiados, com as novas adesões, para aí sim, partirmos para a campanha eleitoral com o discurso na questão nacional unificado”, concluiu.

Aécio se reúne com lideranças durante encontro do Diretório do PSDB-RS em Porto Alegre

Aécio assume mais uma vez a presidência nacional do PSDB

“Volto com a mesma disposição de dizer ao Brasil que existe um caminho fora dos extremos”, diz o deputado

Aécio entrega publicação sobre o legado do PSDB produzida em sua gestão no Instituto Teotônio Vilela

Com a presença dos principais nomes do PP, Republicanos, PL, Podemos, MDB, Cidadania e do PSB, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Aécio Neves reuniu tucanos, em Brasília, nesta quinta-feira (27/11), para dar início a um novo ciclo do partido.

Aécio falou para um auditório lotado, e na presença das lideranças dos sete outros partidos que compareceram à reunião do diretório nacional do PSDB, contra o que chamou de “um trecho estranho e obscuro da história nacional”, ao se referir ao atual quadro de polarização política no país.

Em seu pronunciamento, ao lado do ex-presidente do PSDB, Marconi Perillo, Aécio homenageou especialmente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, e lembrou a trajetória do partido desde a fundação em 1988.

Mário Covas, Franco Montoro, Euclides Scalco, Tasso Jereisatti, Pimenta da Veiga e outros fundadores do PSDB também foram destacados durante seu pronunciamento, além de Ulysses Guimaraes e do presidente Tancredo Neves.

“Fomos todos atropelados pela tragédia da polarização ideológica, que sequestrou de forma impiedosa a racionalidade e o equilíbrio nas discussões sobre o país”, disse Aécio, sob aplausos.

Oposição ao PT

Em sua fala, também reiterou a oposição do PSDB ao governo do PT, desde a fundação do partido, e lamentou a saída de governadores eleitos pelos tucanos.

“Ver companheiros valorosos fazendo hoje o caminho inverso nos entristece, mas não nos esmorece”, disse.

Ao concluir o discurso, ao lado de Hugo Motta, Aécio assumiu como primeiros compromissos para reconstrução da legenda a definição das bandeiras que nortearão os trabalhos das bancadas e lideranças tucanas nos estados e nas próximas eleições, e a busca por maior diálogo com outros partidos dentro do Congresso Nacional.

Leia a íntegra do discurso de Aécio Neves

“É hora de trocar o que nos distancia e separa pelo que nos aproxima e nos une, tendo como condicionantes as causas reais dos brasileiros. Relembro as sábias palavras de Tancredo: Pátria é tarefa coletiva e diária. Ninguém fará por nós o que é nosso dever fazer”, afirmou.

Participaram da posse de Aécio como presidente nacional do PSDB, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos); a líder do Podemos na Casa, Renata Abreu; o líder do PL, Sóstenes Cavalcante; o líder do PP, Aguinaldo Soares; o líder do MDB, Isnaldo Bulhões; o líder do PSB, Pedro Campos; os deputados Altineu Côrtes (PL) e  Márcio Alvino (PL); a deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania); além de lideranças políticas do PSDB, como o líder Adolfo Viana, os deputados Paulo Abi-Ackel, Beto Pereira, o senador Plínio Valério, líder do PSDB no Senado; o ex-prefeito Paulo Serra; o ex-deputado Bruno Araújo; o ex-governador Eduardo Azeredo, o ex-deputado João Leite, ex-secretário de Governo de MG, Danilo de Castro, entre outros.

Leia a entrevista concedida após a reunião da Executiva do PSDB

Aécio discursa ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Lideranças políticas de todo o Brasil participaram da Reunião da Executiva do PSDB que elegeu Aécio o novo presidente.

Aécio e ex-governadores de MG condenam em carta conjunta aluguel do Palácio da Liberdade

Foto: Jomar Bragança

Aécio Neves e os ex-governadores de Minas Gerais Antonio Anastasia, Eduardo Azeredo e Fernando Pimentel assinaram uma carta ao governador Romeu Zema manifestando-se contrários à decisão do uso do Palácio da Liberdade, sede oficial do Governo do Estado, para festas e eventos pagos.

A locação das salas e jardins do monumento foi autorizada por meio de um decreto de Zema. Os quatro ex-governadores condenaram a medida pela importância histórica e pelo significado que o Palácio e seu conjunto arquitetônico têm para os mineiros.

 “Tal deliberação macula as mais legítimas tradições de nossa história política, pois o símbolo máximo do Poder Público do Estado deixa a sua função essencial e se transforma em cenário de exibição de interesses privados. É fato que o Palácio da Liberdade já serviu de palco para diversas manifestações culturais, sociais e gastronômicas, mas todas elas de iniciativa oficial e com reconhecido caráter de interesse público”, escrevem na carta.

O decreto – por ora cancelado pelo governo do Estado – autoriza o aluguel de espaços como o hall de entrada e o alpendre do Palácio, a escadaria principal, os jardins e parte das salas do casarão para realização de casamentos, festas particulares e eventos de empresas.

“Ao permitir a locação particular, destinada a pessoas abastadas, que possam arcar com os seus custos, seremos testemunhas da banalização do edifício sede da identidade de Minas Gerais!, diz trecho da carta.

Desenhado pelo arquiteto José de Magalhães, no projeto da nova capital de Minas Gerais, o Palácio data de 1895 e foi tombado como Patrimônio Histórico há 50 anos.

Leia abaixo a íntegra da carta:

Foto: Omar Freire/Imprensa MG

Aécio: Dentro de pouco tempo os brasileiros não serão mais reféns da polarização Lula x Bolsonaro

Encontro Estadual do PSDB reúne em Belo Horizonte, presidente nacional do partido, Marconi Perillo, e lideranças de todas as regiões de Minas

O deputado Aécio Neves afirmou que o PSDB tem a responsabilidade de apresentar uma proposta alternativa ao quadro polarizado que está instalado hoje na política brasileira. Durante o encontro estadual do partido, realizado nesta quinta-feira (21/03), em Belo Horizonte, com a presença do presidente nacional, Marconi Perillo, Aécio disse que dentro de muito pouco tempo os brasileiros deixarão de ser reféns dessa polarização.

“O PSDB tem a responsabilidade de apresentar ao Brasil uma proposta alternativa ao lulopetismo e ao bolsonarismo. Vamos apresentar uma proposta de centro, democrática, responsável, liberal na economia, mas inclusiva do ponto de vista social. Essa é a construção hoje liderada por Marconi Perillo e adianto que Minas Gerais vai contribuir para isso com o maior número de eleições para as prefeituras municipais. Dentro de muito pouco tempo, boa parte dos brasileiros vai olhar e vai dizer: não somos mais reféns dessa polarização, afirmou Aécio Neves.

Ao lado do presidente estadual do PSDB, deputado Paulo Abi-Ackel e de lideranças políticas como o ex-deputados João Leite, Eduardo Azeredo, Carlos Mosconi, Maria Clara Marra, Leonídio Bouças de prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de várias regiões do Estado, Aécio assinou a ficha de filiação de 40 novas lideranças ao partido, entre elas, o prefeito de São João del-Rey, Nivaldo Andrade, o ex-prefeito de Ouro Preto, José Leandro, e o empresário Dimas Abraão, pré-candidato à prefeitura de Três Corações.

Em seu pronunciamento, Aécio afirmou que o encontro mostra a força que o PSDB tem em Minas.

“Ainda somos um dos principais partidos, se não o maior em Minas Gerais em número de prefeituras e de vereadores. Vamos avançar nessas eleições com candidaturas nas principais cidades. Este encontro mostra a pujança do PSDB no estado. Falo sempre que a política é feita de muitos encontros e desencontros. Mas quando vejo tantas filiações tenho que dizer que o mais valioso da política são os reencontros. Estamos vendo lideranças de todas as regiões do estado se reencontrando com o que mudou em Minas. Foi a nossa gestão responsável do ponto de vista fiscal que permitiu a Minas avançar socialmente e na infraestrutura”, disse o ex-governador de Minas.

Aécio: “O PSDB tem a responsabilidade de apresentar ao Brasil uma proposta alternativa ao lulopetismo e ao bolsonarismo”. Fotos: Rafa Aguiar

Renegociação da dívida de Minas

Durante o encontro do PSDB, Aécio destacou o projeto de lei de sua autoria, apresentado esta semana na Câmara dos Deputados, que pode resolver o impasse da dívida de Minas com a União. O deputado ressaltou que é contra a federalização das estatais mineiras Cemig, Copasa e Codemig

“É um crime de lesa-pátria a proposta de federalização, o que significa para traduzir para as pessoas que não estão acompanhando de perto essa questão, transferir para a União o controle das principais empresas de Minas Gerais. Transferir esse patrimônio para a União significa fragilizar eternamente, definitivamente, o papel de Minas Gerais como estado federado, altivo em condições de enfrentar as suas próprias dificuldades”, disse.

Aécio afirmou que a União hoje age como instituição financeira punindo os estados com a cobrança excessiva de juros. O deputado explicou a sua proposta:

“A minha proposta impede a transferência do controle para União. As empresas teriam de utilizar, através dos seus dividendos, como garantia para o pagamento da dívida que se daria de forma flexibilizada, se daria em outras condições, com alargamento do tempo de pagamento que diminuiria as parcelas; o IPCA mais 4% de juros cobrados hoje cairia para 2% e depois para zero. A União age hoje como instituição financeira, como agiota, punindo os estados e punindo de forma vigorosa”, completou.

Leia a entrevista de Aécio durante o encontro do PSDB-MG

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ouro Preto, José Leandro, assina ficha de filiação ao PSDB