Chance à verdade

Aécio Neves – Folha de São Paulo – 17/04/2017.

Marcelo Odebrecht, em depoimento de 12/12/2016, diz: “Ele (Aécio) nunca teve uma conversa para mim de pedir nada vinculado a nada.”

Benedito Jr., em depoimento prestado em 14/12/2016, diz: “Nós dissemos que poderíamos pagar lá fora, que não tínhamos como pagar no Brasil e lá fora eles (minha campanha de 2014) não quiseram receber”.

Falo sobre isso em meu artigo de hoje para a Folha de S.Paulo.

Pampulha, legado e responsabilidade

Aécio Neves – Jornal Estado de Minas – 23/07/2016

Foi um feito notável. Há uma semana, ao conquistar o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, o conjunto moderno da Pampulha se inscreveu em uma seleta lista de monumentos que, em todo o Brasil, soma apenas 20 nomes. Minas é o estado que reúne o maior número de bens inscritos, o que é revelador da nossa capacidade de fazer história e de gerar uma produção cultural relevante.

A Pampulha merece todos os louros que lhe são conferidos. Com ela nasce a moderna produção arquitetônica e urbanística brasileira, um território vasto de experimentações estéticas e estruturais cheias de vigor, técnica, beleza e conhecimento. Não à toa, ela continua a nos encantar 75 anos depois de vir ao mundo. Ainda hoje, é impossível não se emocionar com aquele conjunto de edificações sinuosas, em diálogo com o espelho d’água: a Igrejinha da Pampulha, o Iate Tênis Clube, o Cassino transformado em Museu de Arte, a Casa do Baile.

Esta explosão de modernidade se deve ao encontro histórico de duas almas destinadas à eterna juventude de espírito: Juscelino Kubitschek, o então jovem prefeito da acanhada Belo Horizonte, e Oscar Niemeyer, o jovem arquiteto carioca que entendeu como nenhum outro o potencial daquela encomenda para a jovem capital mineira. Os dois enxergaram longe. Era preciso romper com o convencional e fazer o que nunca havia sido feito, sem esquecer os ensinamentos de rebeldia que Minas já dera ao país. Anos depois a dupla repetiria o feito em Brasília, plantando uma colossal obra futurista no coração do país.

A Pampulha foi uma aventura, me disse o saudoso Oscar Niemeyer em uma de suas visitas às obras da Cidade Administrativa, um de seus últimos projetos a se concretizar. Era impossível não se apaixonar pelo que ele dizia: “A arquitetura tem de ser bonita, tem de criar surpresa e emocionar”. O mestre se projetou em Minas, fincou aqui uma série de realizações. Entendo que o reconhecimento da Pampulha como patrimônio mundial é também um tributo à dimensão ética e humanista presente na vida e obra de Niemeyer.

Por tudo o que representa como bem arquitetônico e paisagístico, a Pampulha é um legado de inestimável valor para cidadãos de todo o mundo. Para nós, mineiros e belo-horizontinos, este reconhecimento nos enche de orgulho, ao mesmo tempo em que amplia, em muito, a responsabilidade que nos cabe como guardiões desse tesouro.

A conquista do honroso título de patrimônio da humanidade foi fruto de uma mobilização intensa do poder público, em seus vários níveis, e da sociedade civil, que abraçou a causa com fervor. A prefeitura de Belo Horizonte, o governo do estado em várias gestões, o Ministério da Cultura por meio do Iphan, todos deram enorme contribuição para que a Pampulha se qualificasse a um reconhecimento internacional.

Agora, é preciso mais. É preciso conservar, promover e valorizar a Pampulha. Para isso, precisamos falar de meio ambiente, saneamento, urbanismo, cultura e de muitas outras questões que impactam a vida nas grandes cidades. Ao falar da Pampulha, estamos falando de compromissos com o futuro. E a esse legado de responsabilidade não podemos – nenhum de nós –, faltar.

Cidade Administrativa Tancredo Neves

Aécio Neves desenvolveu, com recursos da Codemig e projeto de Oscar Niemeyer, um dos mais importantes centros administrativos da América Latina. Unificando a estrutura do Estado, foi possível integrar serviços, reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade dos servidores e promover o desenvolvimento da região norte da capital. Em apenas 4 anos, economizou mais de 400 milhões de reais aos cofres públicos.

Uma cidade em transformação

Nasci em Belo Horizonte e morei na Praça Diogo de Vasconcelos, nº 40, numa casa que não existe mais. Lembro-me bem, e com muitas saudades, das caminhadas que fazia com minha família. Primeiras idas ao colégio, ao cine Pathé, os sorvetes no supermercado Servebem, álbum de figurinhas na banca em frente à padaria Savassi.

Belo Horizonte sempre fez parte da minha vida. Sinto-me especialmente feliz em poder ter contribuído, com o nosso governo, para as transformações importantes que vêm ocorrendo aqui.

Ver, nos fins de semana, tantas famílias visitando o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, tendo acesso aos prédios históricos, maravilhosos, antes só disponíveis aos olhos de alguns privilegiados e que hoje abrigam museus e espaços culturais, me dá muita alegria.

A Linha Verde, obra esperada durante tanto tempo, o Boulevard Arrudas, a restauração da Praça Rui Barbosa, o início da duplicação da av. Antônio Carlos. São intervenções que mudaram a vida dos belo-horizontinos.

A Cidade Administrativa, supreendendo com a rapidez com que está cumprindo o seu papel de levar desenvolvimento ao Vetor Norte da capital, criando um novo eixo de crescimento para toda a região.

É difícil acreditar que tantas mudanças ocorreram em tão pouco tempo. Tudo isso só foi possível com muito trabalho e compromisso com a população de BH, com as parcerias com empresas, governos, entidades e cidadãos.

Como não poderia deixar de ser, nossa cidade enfrenta os desafios comuns a todo grande centro urbano e merece trabalho e atenção de todos nós. Meus compromissos com a cidade são permanentes.

A BH do futuro tem raízes nas nossas lembranças do passado e nas grandes transformações do presente que, juntos, realizamos. Por isso será sempre um lugar tão especial para nós e nossas famílias.

Aécio Neves reúne-se com o governador Antonio Anastasia

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) tem reunião agendada com o governador Antonio Anastasia, nesta segunda-feira (06/02), às 10 horas.

O encontro ocorrerá no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa.

Niemeyer

Tenho o privilégio de conhecer Oscar Niemeyer e tive a felicidade de, quando governador, levar de volta a Belo Horizonte seu legendário traço e seu extraordinário talento, eternizados na realidade que é hoje a Cidade Administrativa, sede do governo de Minas, onde trabalham 16 mil servidores do Estado.

O reencontro de Niemeyer com Belo Horizonte teve, para muitos de nós, o sentido de um reatamento amoroso. E daqueles que valem a pena. Foi na ainda acanhada capital mineira dos anos 40 que o jovem arquiteto começou a dar vazão ao seu potencial de artista muito à frente de seu tempo.

Leia mais:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/15748-niemeyer.shtml