Publicado em 10 de setembro de 2026

Aécio recebe o apoio do prefeito de Betim e de lideranças políticas do município

O candidato ao Senado, deputado federal Aécio Neves participa, recebeu nesta quinta-feira (10/09), o apoio do prefeito de Betim, Heron Guimarães, e de lideranças políticas do município. Durante o encontro, em um auditório lotado, Aécio ouviu as demandas da população e falou sobre as suas propostas de trabalho para o Senado. O prefeito Heron Guimarães destacou as transformações realizadas pelo ex-governador em Betim e as parcerias do deputado com o município no Congresso Nacional.

Leia a entrevista coletiva de Aécio Neves em Betim

Por que o sr. decidiu se candidatar?

Para resgatar a força política de Minas. Minas deixou de ser influente nas decisões nacionais. Nós temos perdido muito em relação a isso. Eu já estive no Senado. Como senador, construí ali uma candidatura presidencial que por muito pouco não foi vitoriosa. E eu já estou articulando com outras bancadas, de outros estados, a renegociação da nossa dívida. O Propag foi muito importante, mas ele é insuficiente para os próximos anos. Então, renegociar as nossas dívidas em melhores condições significa mais dinheiro para a saúde pública, mais dinheiro para a educação, mais dinheiro para investimentos e segurança. A gravíssima situação por que passa Minas Gerais foi a razão maior para que eu me colocasse novamente como candidato ao Senado Federal. Porque, além da renegociação da dívida, é no Senado que se discute a demanda de mais do orçamento. Os recursos que geram investimentos, infraestrutura, a melhoria da qualidade de vida das pessoas, em boa parte são definidos no Senado. E eu acho que com a minha trajetória, pelo fato de presidir um partido nacional que vai crescer muito e será, enfim, necessário para a sustentabilidade de qualquer governo, eu acho que eu terei forças e condições de fazer a diferença em favor dos mineiros. Repito, nunca foi tão relevante para Minas Gerais as eleições ao Senado Federal. Eu não estou me colocando como candidato de um espectro político, nem à esquerda, nem à direita, nem de um ex-presidente, nem do atual presidente. Eu sou candidato a ser o senador de Minas Gerais. Qualquer que seja o próximo presidente da República, ele vai encontrar lá com força, com articulação política, para defender os nossos interesses.

O prefeito Heron apresentou algumas demandas da cidade…

Eu andava com o Betim, eu me lembrava muito das parcerias que fiz com o Carlaile, na Avenida Sanitária, inúmeros investimentos do Pro-Hosp, inúmeros investimentos em infraestrutura nos bairros, e nós revivíamos um pouco isso vindo para cá. O prefeito Heron me mostrou hoje os seus projetos na área da saúde, a necessidade de influenciarmos na questão do rodoanel que dependerá do governo federal e é algo vital aqui para Betim. A ligação até o aeroporto também estratégica para atrairmos mais investimentos para Betim. Eu serei um parceiro do prefeito Heron. Esse apoio me honra muito, assim como os seus companheiros, vereadores e outras lideranças políticas de Betim. Eu começo a minha campanha oficialmente, hoje, em Betim, para demonstrar o meu respeito à administração do Heron, o meu respeito ao futuro deputado estadual Vitório Medioli, um visionário que fez muito por Betim e fará ainda mais. Eu quero ser um parceiro do Heron, do Vitório, de todos aqueles que querem trabalhar pro Betim.

Sobre o Rodoanel, o que o sr. defende?

Já houve uma evolução, desde a primeira iniciativa até a última. Eu já acertei com o prefeito Heron de fazermos uma reunião ampla a partir do resultado das eleições, se eu tiver a ventura de ser eleito, para ter uma posição consensual. Eu sei que o deputado Vitório tem as suas ideias, ele conhece também muito a região. O que eu defendo é que haja uma convergência para que eu possa, em Brasília, ajudar a construir um projeto que resolva o essencial. É natural que existam povos de vistas diferentes, né? Eu tenho o dever de ouvir as lideranças da região de defender um projeto que seja consensual. Repito, vou colocar a minha força política para garantir os recursos orçamentários necessários à construção do rodoanel. E também, sem força política, não adianta ter aqui apenas boa vontade, porque ele vai continuar apenas um projeto.

Qual é a sua prioridade no Senado?

Olha, a primeira delas, renegociar a nossa dívida para rapidamente abrir espaço fiscal para Minas investir no que realmente importa, voltar a investir em segurança pública, como eu fiz na época do meu governo, enfim, em todas as áreas, como educação, como a saúde, infraestrutura, recuperar as nossas estradas. Eu apresentarei, como eu disse hoje o Prefeito Heron, logo no início do próximo mandato, se tiver a ventura de ser eleito, uma PEC que permite que a União volte a aumentar a sua participação no financiamento da saúde. Em 1990, a União participava dos 74% de tudo que era investido em saúde pública no Brasil. E os outros 26% eram divididos entre estados e municípios. Os municípios pagavam 11%. Hoje, pagam em média 35%. O que impede que os municípios façam outros tipos de investimentos. A minha proposta de emenda constitucional garante que todo aumento de arrecadação do governo federal que vem ocorrendo a cada ano, seja revertido em um aumento de 0,5% a cada ano na participação da União no financiamento da saúde. Significa o quê? O município vai poder investir mais em outras áreas ou na própria saúde se quiser.

Essa é uma proposta. Eu fui o relator da CFEM, que quase que triplicou os recursos que chegavam às nossas cidades mineradoras e a todas aquelas que participavam da cadeia do minério. Mas já precisamos aumentar novamente a CFEM. Acho que existe clima político para isso. Eu vou organizar a bancada dos estados devedores. Eu comecei, inclusive, a conversar com os senadores e com a nossa união, com a nossa articulação política, porque isso deixou de existir em Minas Gerais, nós vamos impor a qualquer governo uma condição para avançar nos projetos que sejam de interesse dele. Renegociar nossa dívida, garantir a valorização dos nossos ativos que estão hoje entregues ao governo federal, porque se não fizermos nada dentro de quatro ou cinco anos, Minas talvez não tenha condições de pagar salários dos servidores.

As polícias têm uma gratidão muito grande ao senhor. O que deve fazer pela segurança estando novamente no Senado?

Eu sempre fui um parceiro da área de segurança. Eu tenho uma visão de que segurança pública, além de proteger as pessoas, ela é indutor de desenvolvimento. Ninguém investe no Estado quando haja uma enorme insegurança. Por exemplo, a Bahia está perdendo investimentos, as empresas estão saindo de lá, as indústrias estão indo para outros lugares, por quê? Porque a criminalidade tomou conta. Minas Gerais tem as melhores polícias do país. Eu recebi, dois dias atrás, um apoio que, para mim foi muito expressivo, de todas as principais associações que representam, sobretudo, a Polícia Militar, de oficiais, de praças, que lembravam o que ocorria no nosso tempo: 14º salário, reajuste real dos salários, equipamento, renovação de troca, promoções automáticas.

Agora há pouco, aqui em Betim, me abraçava um capitão pra dizer: eu sou capitão por sua causa, eu sou capitão pelo que você fez na segurança pública. Isso me dá mais energia para continuar fazendo, da mesma forma como lá atrás.

Fotos: Uarlen Valerio

Aécio recebe o apoio do prefeito de Betim, Heron Guimarães, à sua candidatura ao Senado

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