Publicado em 28 de julho de 2026

Entrevista durante Convenção Estadual PSDB/Cidadania – BH – 28-07-26

Convenção Estadual PSDB/Cidadania – Belo Horizonte – 28-07-26

Deputado fala pra gente o que foi discutido na convenção e as expectativas do partido para as próximas eleições.

O PSDB passa por um processo de reconstrução em todo o Brasil. Sairemos muito fortes dessas eleições com seis ou sete candidaturas a governos estaduais, vamos triplicar a nossa bancada na Câmara e voltar ao protagonismo da política nacional. O que queremos é ser a alternativa a esses polos que hoje radicalizam e fazem muito mal à política brasileira. O PSDB, portanto, se prepara para construir um projeto alternativo para o Brasil nas eleições de 2030, mas isso passa pelas eleições também nos estados.

Hoje, consagramos a nossa chapa, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa e, até o dia 5, a Executiva da Federação, o PSDB-Cidadania, vai definir o seu posicionamento em relação às candidaturas ao governo do Estado. 

Temos conversas com várias correntes políticas de Minas Gerais, mas é preciso que o quadro se consolide para que tomemos uma decisão e as conversas estão a cargo do presidente estadual do partido, o deputado Paulo Abi-Ackel.  Mas eu saio da convenção hoje muito otimista em relação à nossa possibilidade de ampliar nossa bancada na Câmara Federal e, também, ampliarmos bem a nossa bancada na Assembleia Legislativa.

Na pesquisa Quaest que saiu hoje, o senhor aparece na segunda colocação como candidato ao Senado.  Qual foi a expectativa do senhor para essa disputa? 

Em primeiro lugar, eu tenho que agradecer aos mineiros essa demonstração de apreço, de carinho em todas as pesquisas, me colocando realmente como um candidato muito competitivo.  Já estive no Senado, como vocês se lembram, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República que, infelizmente, não foi vitoriosa e eu acho que nos trouxe para esse momento que estamos vivendo hoje de imenso radicalismo na política.

Tenho conversado com meus companheiros, recebo estímulos por onde ando a essa candidatura, que seria uma forma de reposicionar Minas também no plano nacional, já que nesse último período de governo perdemos qualquer influência nas discussões relevantes para o Brasil. Estou avaliando a possibilidade dessa candidatura com enorme seriedade, mas devo tomar essa decisão de forma amadurecida até o próximo dia 5 de agosto. 

Deputado, a expectativa do senhor para poder fazer deputados estaduais e deputados federais com o PSDB já trabalhou com todo mundo? 

Eu, como presidente nacional do PSDB, asseguro que seremos talvez o partido que mais venha a crescer nessas eleições, com candidaturas competitivas a vários governos do Estado e com a possibilidade de triplicarmos a nossa bancada na Câmara Federal, o que significa que o PSDB, após essas eleições, se colocará em condições de liderar um novo projeto de Brasil longe dos extremos, com a coragem de fazer as mudanças que o país aguarda. Esse é o meu papel. E em relação a Minas Gerais, vamos aguardar até a semana que vem para que o quadro das candidaturas ao governo se consolide, se defina, para definirmos a posição que tomaremos.

Fico muito honrado com as manifestações que recebo, inclusive as pesquisas eleitorais, que colocam o meu nome como muito competitivo para o Senado, como você se lembra, eu já estive lá, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República, que infelizmente, digo com absoluta franqueza, sem falsa modéstia, infelizmente para o Brasil não foi vitoriosa, porque teria transformado para muito melhor o nosso país, mas eu percebo que há, por parte dos mineiros, um sentimento de retomada do nosso protagonismo também a nível nacional, que a realidade é que perdemos esse protagonismo ao longo dos últimos anos. Estou avaliando com os nossos companheiros e recebo estímulos de toda parte, por onde eu ando, para que disputem essas eleições e essa decisão virá na semana que vem, a partir da consolidação do quadro para o governo do Estado.  

Então, por enquanto, nenhuma informação em relação a visto, por exemplo, de Kalil pelo PDT, alguma coisa sobre o nome dele? 

Temos conversado com várias forças políticas, com vários pré-candidatos e reconheço que existem conversas avançadas com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mas a decisão do PSDB em relação a participar de qualquer chapa ocorrerá até o final do prazo, no dia 5. 

Portanto, política é assim mesmo. Eu brinco sempre que política é a arte de administrar o tempo e nessas últimas horas, nesses últimos dias, é que as decisões serão tomadas com maturidade e com muita serenidade, pensando naquilo que é melhor para Minas Gerais.

E para finalizar, e o peso de Minas Gerais no cenário nacional?

Temos que resgatar esse papel. Eu governei Minas por oito anos, onde Minas era uma voz muito ativa em todas as questões que diziam respeito à vida dos brasileiros, na questão tributária, na questão previdenciária, nas questões econômicas em geral, na questão da responsabilidade fiscal.

Infelizmente, Minas veio perdendo essa relevância. Portanto, o que hoje me estimula a discutir a possibilidade de uma candidatura, depois de 40 anos de mandatos consecutivos que eu exerço, acho que não existe hoje no Brasil ninguém com um número tão expressivo de mandatos consecutivos, o que me anima é realmente poder contribuir para que Minas volte a ser uma voz de equilíbrio num Brasil tão radicalizado, onde a discussão política se empobreceu tanto.  Mas, repito, essa decisão será tomada com muita calma, com muita serenidade e ouvindo, claro, os meus companheiros de Minas Gerais.

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