Coletiva de Imprensa

“A primeira redução da taxa de juros em quatro anos é um indicador de que a economia começa a caminhar de volta para a normalidade de onde os governos do PT a retiraram. Todavia, o risco de inflação legado pela ex-presidente impõe cautela nos futuros cortes. A desejável política de descontração monetária, de baixa continuada dos juros, também exige, como contrapartida, rígido controle dos gastos públicos, para o que a aprovação pelo Congresso da PEC do teto dos gastos mostra-se absolutamente imprescindível”, afirmou Aécio Neves, nesta quarta-feira (19).

Aécio Neves Entrevista Coletiva

Foto: George Gianni

Real, 22 anos

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 04/07/2016

Não é a primeira vez que me refiro, neste espaço, ao advento do Real, que está completando 22 anos.

Faço isso como reconhecimento a um esforço que reuniu coragem, responsabilidade e compromisso com o país e acabou por se transformar em um ponto fora da curva na história da administração pública brasileira, refém, tantas vezes, da passividade e de interesses que não os coletivos.

Desse ponto de vista, a estabilidade monetária foi uma das maiores conquistas da sociedade brasileira nos anos recentes, após inúmeras tentativas de derrotar a doença crônica da inflação, que roubava os salários dos trabalhadores muito antes de cada mês terminar.

A atuação decidida dos governos dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso venceu resistências e superou expectativas. Naquele percurso, foram sempre fundamentais a confiança e a adesão da população, bases sobre a quais se estabeleceram no país, legitimamente, as novas regras para o funcionamento da economia.

Tombada a inflação, o passo seguinte foi a busca do controle dos gastos públicos, uma tarefa tão difícil quanto a primeira, na medida em que o desafio era enfrentar com determinação um regime de descontroles incrustado anos a fio no corpo do Estado brasileiro.

Se avançamos com a edição de uma lei de responsabilidade fiscal, a obra, contudo, ficou incompleta.

Os governos que se sucederam transformaram o controle da inflação e o respeito ao dinheiro público em temas de menor importância. Os 13 anos de gestão petista reavivaram a carestia e tornaram letra morta a responsabilidade fiscal.

É por essa razão que vem em boa hora a manifestação explícita do Banco Central de que buscará, sem subterfúgios, atingir a meta de inflação, tornada miragem nos últimos anos. A autoridade monetária visa a normalidade institucional que no passado se tornara regra, mas que a leniência petista desvirtuou.

Será, contudo, sempre mais difícil alcançar esse objetivo se a política monetária não estiver ancorada em rigorosa sobriedade fiscal. É crucial fechar a torneira da farra dos gastos públicos, prática ainda não inteiramente assumida pelo novo governo. Alguns sinais dados nas últimas semanas não contribuíram para fortalecer a ideia de que realmente entramos em um outro momento.

O Brasil só conseguirá vislumbrar perspectiva melhor, real, se a transparência e a responsabilidade ancorarem as decisões de governo, demonstrando à população o tamanho do desafio em curso e os sacrifícios que serão exigidos de todos. Sem exceção.

O caminho é árduo, mas precisa ser trilhado. Assim como foi no passado, na vitória de todos contra a inflação. Sem concessões a quem quer que seja.

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Um Debate Inédito

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 20/06/2016

Estamos diante de um momento decisivo da vida nacional. A proposta do governo de fixar um teto para os gastos públicos vai muito além de uma decisão econômica inevitável, frente ao rombo fiscal do país. A iniciativa, na verdade, coloca o debate sobre o orçamento público em um novo patamar. Chegou a hora de se discutir, pra valer, como construir uma perspectiva sólida de futuro para o Brasil.

O reequilíbrio das contas públicas é essencial para voltar a se pensar em crescimento. Desde pelo menos o início dos governos do PT, as despesas públicas crescem mais que a inflação e que as receitas, dentro de um percurso de irresponsabilidade que arruinou o país. Com a dívida pública quase insustentável e uma recessão já instaurada, o Brasil perdeu o fôlego, a confiança e um lugar de protagonismo no mundo. O ajuste duro na economia é apenas o ponto de partida para o longo e penoso percurso de recuperação.

Chega de ilusões. Qualquer debate sério exigirá um trabalho dentro das metas e recursos possíveis e bem definidos. O Brasil tem de caber dentro do Brasil. E o ajuste em termos reais das despesas públicas imporá sacrifícios que precisam ser pactuados com toda a sociedade.

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Aécio diz que líder do governo Temer no Senado trabalhará para articular aprovação de propostas que retirem país da crise

Ao confirmar, nesta terça-feira, o nome do senador Aloysio Nunes como novo líder do governo no Senado, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, destacou o comprometimento da legenda para aprovar propostas e promover reformas estruturantes que retirem o país da atual crise. Entre os projetos defendidos pelo senador mineiro está o projeto que regulamenta a Lei de Responsabilidade das Estatais e a proposta que define novas regras na gestão dos fundos de pensão.

Sonora do senador Aécio Neves

“Alguns tópicos da agenda proposta pelo PSDB deverão, a partir da chegada do senador Aloysio Nunes à liderança do governo, ser estimulados não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, eu destacaria a necessidade de rapidamente na Câmara votarmos dois projetos e disse isso ontem ao presidente Michel, que concordou com isso, e com o ministro Meirelles, que lá também estava. O projeto que passa pela nova governança das estatais e também uma nova governança dos fundos de pensão, acabando com a partidarização e com o aparelhamento, tanto das empresas estatais, quanto dos fundos de pensão que tanto prejuízo vêm causando ao Brasil.”

Em entrevista, Aécio Neves elogiou o senador Aloysio Nunes e disse ter ciência das dificuldades que serão enfrentadas a partir desse momento. O presidente tucano garantiu que o PSDB vai enfrentar o desafio com coragem e responsabilidade para melhorar a vida dos brasileiros.

Sonora do senador Aécio Neves

“O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que nos conduzimos até aqui, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social.”

Na eleição presidencial de 2014, Aloysio Nunes concorreu a vice-presidente na chapa encabeçada por Aécio Neves. Cabe aos líderes do governo na Câmara e no Senado fazer a interlocução entre o Planalto e os parlamentares. Os líderes também são responsáveis pela articulação, dentro do Legislativo, com a base aliada. De Brasília, Shirley Loiola.

Boletim

Entrevista sobre Aloysio Numes na liderança do governo Temer

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira (31/05), em Brasília, sobre a confirmação do nome do senador Aloysio Nunes como líder do governo interino de Michel Temer no Senado.

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre Aloysio Nunes na liderança do governo.

Quero comunicar a vocês que ontem no final da tarde o presidente Michel Temer me convidou a ir ao Palácio do Jaburu, e eu lá estive, e ele fez o convite para que o senador Aloysio Nunes pudesse assumir a liderança do governo no Senado Federal, no momento decisivo para a vida do país. Hoje cedo, a bancada do PSDB se reuniu, sob o comando do líder Cássio Cunha Lima e o senador Aloysio aceitou essa convocação com o primeiro objetivo de aproximar o governo Michel Temer da agenda proposta pelo PSDB que fala da renovação dos métodos de se fazer política no país, fala por reformas estruturantes extremamente profundas, passa pela reforma política inclusive.

Hoje, portanto, o senador Aloysio deu o sim, a sua aceitação, para que pudesse participar agora de forma mais efetiva dessa grande missão de soerguer o país, de recuperar o Brasil, a sua credibilidade, a sua economia e, por consequência, melhorar a vida das pessoas. O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que nos conduzimos até aqui, com que votamos pelo impeachment da presidente da República a partir dos crimes por ela cometidos, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social.

Alguns tópicos da agenda proposta pelo PSDB deverão, a partir da chegada do senador Aloysio Nunes à liderança do governo, ser estimulados não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, eu destacaria a necessidade de rapidamente na Câmara votarmos dois projetos e disse isso ontem ao presidente Michel, que concordou com isso, e com o ministro Meirelles, que lá também estava. O projeto que passa pela nova governança das estatais e também uma nova governança dos fundos de pensão, acabando com a partidarização e com o aparelhamento, tanto das empresas estatais, quanto dos fundos de pensão que tanto prejuízo vêm causando ao Brasil. São propostas prontas para serem discutidas e votadas na Câmara dos Deputados e tenho certeza que o líder Aloysio, participando agora do núcleo decisório do governo, e isso é essencial para a participação do PSDB aqui no Senado Federal, o governo do Michel Temer ganha, a meu ver, um novo estímulo para cumprir com as expectativas que sobre ele recaem hoje. Um governo que saiba mudar o que precisa ser mudado, que tenha coragem para fazer diferente e que possa apresentar ao Brasil uma nova e ousada agenda de projetos. Portanto, a partir de hoje, e ele falará com vocês em seguida, em nome de todo o PSDB, o senador Aloysio Nunes assume a liderança do governo Michel Temer no Senado Federal.


Sobre o PSDB assumir a liderança do governo.

Não esperamos facilidades. Não estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o presidente Michel fez ao Senador Aloysio e fez ao PSDB, através do seu presidente, uma convocação para que nos unamos a ele para tirarmos o Brasil das gravíssimas dificuldades que o governo do PT nos mergulhou. Entre o caminho – talvez mais cômodo – da omissão, do lavar as mãos e o caminho da responsabilidade, que sempre foi uma marca do PSDB de conduzir aqui no Senado as reformas pelas quais o Brasil anseia e aguarda, tenho absoluta certeza que a sociedade compreenderá que o papel mais adequado ao PSDB é esse, de assumir responsabilidades. E não tenho dúvidas que a presença do senador Aloysio Nunes, agora no conjunto das forças que conduzem a agenda política e também participando das decisões sobre a área econômica, será uma oxigenação extremamente importante ao governo Michel Temer. Não esperamos aplausos fáceis. Vamos pelo caminho difícil, mas único, o caminho do enfrentamento, o caminho da imposição de uma agenda absolutamente inadiável para retirar o Brasil da crise.

Ouça trechos da entrevista do senador:

Aécio Neves – Entrevista sobre Aloysio Numes na liderança do governo Temer

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira (31/05), em Brasília, sobre a confirmação do nome do senador Aloysio Nunes como líder do governo interino de Michel Temer no Senado.

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre Aloysio Nunes na liderança do governo.

Quero comunicar a vocês que ontem no final da tarde o presidente Michel Temer me convidou a ir ao Palácio do Jaburu, e eu lá estive, e ele fez o convite para que o senador Aloysio Nunes pudesse assumir a liderança do governo no Senado Federal, no momento decisivo para a vida do país. Hoje cedo, a bancada do PSDB se reuniu, sob o comando do líder Cássio Cunha Lima e o senador Aloysio aceitou essa convocação com o primeiro objetivo de aproximar o governo Michel Temer da agenda proposta pelo PSDB que fala da renovação dos métodos de se fazer política no país, fala por reformas estruturantes extremamente profundas, passa pela reforma política inclusive.

Hoje, portanto, o senador Aloysio deu o sim, a sua aceitação, para que pudesse participar agora de forma mais efetiva dessa grande missão de soerguer o país, de recuperar o Brasil, a sua credibilidade, a sua economia e, por consequência, melhorar a vida das pessoas. O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que nos conduzimos até aqui, com que votamos pelo impeachment da presidente da República a partir dos crimes por ela cometidos, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social.

Alguns tópicos da agenda proposta pelo PSDB deverão, a partir da chegada do senador Aloysio Nunes à liderança do governo, ser estimulados não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, eu destacaria a necessidade de rapidamente na Câmara votarmos dois projetos e disse isso ontem ao presidente Michel, que concordou com isso, e com o ministro Meirelles, que lá também estava. O projeto que passa pela nova governança das estatais e também uma nova governança dos fundos de pensão, acabando com a partidarização e com o aparelhamento, tanto das empresas estatais, quanto dos fundos de pensão que tanto prejuízo vêm causando ao Brasil. São propostas prontas para serem discutidas e votadas na Câmara dos Deputados e tenho certeza que o líder Aloysio, participando agora do núcleo decisório do governo, e isso é essencial para a participação do PSDB aqui no Senado Federal, o governo do Michel Temer ganha, a meu ver, um novo estímulo para cumprir com as expectativas que sobre ele recaem hoje. Um governo que saiba mudar o que precisa ser mudado, que tenha coragem para fazer diferente e que possa apresentar ao Brasil uma nova e ousada agenda de projetos. Portanto, a partir de hoje, e ele falará com vocês em seguida, em nome de todo o PSDB, o senador Aloysio Nunes assume a liderança do governo Michel Temer no Senado Federal.


Sobre o PSDB assumir a liderança do governo.

Não esperamos facilidades. Não estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o presidente Michel fez ao Senador Aloysio e fez ao PSDB, através do seu presidente, uma convocação para que nos unamos a ele para tirarmos o Brasil das gravíssimas dificuldades que o governo do PT nos mergulhou. Entre o caminho – talvez mais cômodo – da omissão, do lavar as mãos e o caminho da responsabilidade, que sempre foi uma marca do PSDB de conduzir aqui no Senado as reformas pelas quais o Brasil anseia e aguarda, tenho absoluta certeza que a sociedade compreenderá que o papel mais adequado ao PSDB é esse, de assumir responsabilidades. E não tenho dúvidas que a presença do senador Aloysio Nunes, agora no conjunto das forças que conduzem a agenda política e também participando das decisões sobre a área econômica, será uma oxigenação extremamente importante ao governo Michel Temer. Não esperamos aplausos fáceis. Vamos pelo caminho difícil, mas único, o caminho do enfrentamento, o caminho da imposição de uma agenda absolutamente inadiável para retirar o Brasil da crise.