Aécio participa de anúncio de investimentos em saneamento e mobilidade em Contagem

Recursos foram liberados pelo Ministério das Cidades

O senador Aécio Neves participou, nesta quinta-feira (15/03), do anúncio de investimentos de R$ 350 milhões em Contagem, para obras de saneamento e infraestrutura. Os recursos do governo federal foram liberados após esforços do senador junto ao Ministério das Cidades e serão usados na extensão e drenagem da avenida Maracanã, uma antiga demanda do município.

Os recursos foram anunciados pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, ao lado do senador Aécio e do prefeito de Contagem, Alex Freitas, numa solenidade no Centro de Memória do Trabalhador.

“Essa é uma parceria com o município, com o prefeito Alex, que nos agrada muito. É resultado de um esforço que fizemos ao longo dos últimos anos e, felizmente, hoje se consagra com a assinatura da ordem de serviço por parte da prefeitura municipal”, disse o senador Aécio Neves.

Ele destacou que na primeira etapa do programa “Avançar Contagem” será feita a construção da extensão e drenagem da avenida, atendendo uma antiga demanda do município. A Prefeitura de Contagem dará contrapartida de R$ 58 milhões e não há recursos do governo do Estado.

“Estamos viabilizando um grande sonho de Contagem e da Região Metropolitana, com investimentos que vão desafogar o trânsito no centro da cidade e permitir o escoamento da produção que passa pela região de forma muito mais rápida e segura”, afirmou o senador.

Expansão do metrô

O senador por Minas Gerais também tem atuado junto ao governo federal para viabilizar a construção da estação Novo Eldorado do metrô e ampliação de 1,1 km da Linha 1 do Metrô-BH. A ampliação do metrô beneficiará mais de 150 mil pessoas.

Durante a solenidade em Contagem, o ministro Alexandre Baldy autorizou a criação de um grupo executivo para iniciar estudos de viabilidade para as obras do metrô. O grupo será formado por representantes da Prefeitura de Contagem e do Ministério das Cidades.

Eleições no Estado

Aécio Neves, em entrevista, falou que tem atuado para a construção de uma aliança que reúna forças em torno de uma candidatura que possa retomar o governo de Minas.

“Hoje a percepção geral é que em torno do senador Anastasia há uma possibilidade de uma aglutinação enorme. Não apenas de forças partidárias, mas de forças da sociedade que querem encerrar esse ciclo de governo do PT, que tão mal vem fazendo a Minas Gerais. Claro que a decisão final será do senador Anastasia, mas eu, como seu companheiro, como seu amigo, quero dizer que estou cada vez confiando que ele assumirá, com a responsabilidade que tem, a condução do nosso projeto como candidato a governador de Minas Gerais”, declarou.

Aécio obtém 3,4 milhões para obras de saneamento em São João Del Rei

O município mineiro de São João Del Rei será atendido com a liberação de R$ 3,4 milhões para obras de saneamento básico.

Os recursos foram autorizados hoje pelo Ministério das Cidades, atendendo ao pedido feito pelo senador Aécio Neves, que defendeu junto ao governo federal a importância das obras para a cidade, que abriga um dos mais importantes patrimônios históricos do país.

O prefeito Nivaldo Andrade foi comunicado da autorização dos recursos federais pelo ministro Bruno Araújo, em reunião nesta terça-feira (28), em Brasília. Nivaldo agradeceu o empenho e o trabalho do senador Aécio Neves em favor do município.

“Essa verba já tem três anos que foram lá fazer campanha com esse recurso, chamaram ministros, mais de 100 deputados, chamaram todo mundo, numa mentira tremenda. E agora o senador Aécio Neves ligou para o ministro e junto com o ministro liberou. Estou muito feliz e acho que amanhã São João del Rei vai amanhecer muito mais feliz”, afirmou o prefeito.

O senador Aécio Neves destacou a autorização dos recursos que deverão agora ter liberação imediata.

“São João não tem partido, São João está acima de tudo, das disputas políticas eleitorais, que são saudáveis e parte da democracia. Da mesma forma que o ministro Bruno agora libera esses recursos que a presidente Dilma havia prometido, antes das eleições, e na verdade não entregou, eu quero que essa parceria possa se estender por outras áreas do governo que interessam a nossa gente”, destacou Aécio Neves após encontro com o prefeito.

Aécio obtém 3,4 milhões para obras de saneamento em São João Del Rei

O município mineiro de São João Del Rei será atendido com a liberação de R$ 3,4 milhões para obras de saneamento básico.

Os recursos foram autorizados hoje pelo Ministério das Cidades, atendendo ao pedido feito pelo senador Aécio Neves, que defendeu junto ao governo federal a importância das obras para a cidade, que abriga um dos mais importantes patrimônios históricos do país.

O prefeito Nivaldo Andrade foi comunicado da autorização dos recursos federais pelo ministro Bruno Araújo, em reunião nesta terça-feira (28), em Brasília. Nivaldo agradeceu o empenho e o trabalho do senador Aécio Neves em favor do município.

“Essa verba já tem três anos que foram lá fazer campanha com esse recurso, chamaram ministros, mais de 100 deputados, chamaram todo mundo, numa mentira tremenda. E agora o senador Aécio Neves ligou para o ministro e junto com o ministro liberou. Estou muito feliz e acho que amanhã São João del Rei vai amanhecer muito mais feliz”, afirmou o prefeito.

O senador Aécio Neves destacou a autorização dos recursos que deverão agora ter liberação imediata.

“São João não tem partido, São João está acima de tudo, das disputas políticas eleitorais, que são saudáveis e parte da democracia. Da mesma forma que o ministro Bruno agora libera esses recursos que a presidente Dilma havia prometido, antes das eleições, e na verdade não entregou, eu quero que essa parceria possa se estender por outras áreas do governo que interessam a nossa gente”, destacou Aécio Neves após encontro com o prefeito.

Meirinha nos lembra que o país continua pobre, desigual, atrasado

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 12/12/2016

Em um ambiente tomado por crises agudas, como o que vivemos, a tendência é sempre tentar dimensionar o tamanho dos problemas por meio das estatísticas. Acabamos aprisionados em um cipoal de dados e números que relatam vários desastres anunciados, em aflitiva busca por saídas, perdendo de vista o país real, aquele que sobrevive às mazelas de diferentes governos e resiste. Muitas vezes, milagrosamente.

A Folha publicou, no sábado (10), a história de Rosimere Amorim da Costa, a Meirinha, síntese desse Brasil marcado pelas imensas falhas do Estado nacional em melhorar, de fato, a vida das pessoas.

Se é exemplo da incompetência do poder público, Meirinha é também referência do que temos de melhor para superar os desafios à frente: o nosso povo. De criança desnutrida, que impressionou o país ao ser apresentada pela TV no início dos anos 1990, ela se tornou mãe de família e, hoje, ainda com muita dificuldade, cria três de seus cinco filhos em Fortaleza.

Quem vê sua fotografia, 26 anos atrás, não imagina que uma criança naquelas condições pudesse ter forças para sobreviver. Mas sobreviveu. Superou. Construiu sua vida. Quantas, contudo, ficaram e ainda ficam pelo caminho?
Este é o Brasil que nos desafia e precisa mudar. Meirinha nos lembra que, ao contrário do que nos disseram nestes últimos anos, o país continua pobre, desigual, atrasado. Injusto. Parcela importante do nosso povo continua vivendo mal, sem saúde, sem saneamento, sem moradia. Sem quase nada.

Durante anos, números contraditórios que não resistem a nenhuma análise nos foram repetidamente apresentados como prova de que a miséria havia acabado no Brasil. Sabemos que isso nunca foi verdade.

A verdade é que o governo se dedicou a fazer a gestão diária da pobreza em vez de buscar a sua superação.

Políticas emancipatórias, que poderiam abrir melhores perspectivas de vida e oportunidades para novas gerações, foram relegadas.

Vivendo uma profunda e disseminada crise, o país permanece em dívida com todas as Meirinhas, reféns da ausência de oportunidades. Elas são o retrato real que desnuda a fantasia de que o Brasil foi vítima nos últimos longos anos.

É por causa de pessoas como Rosimere que precisamos empreender uma vigorosa agenda de mudanças que combatam privilégios, enfrentem corporações e democratizem o acesso à riqueza que o país pode produzir.

Pessoas como Meirinha dificilmente serão ouvidas em Brasília a cada embate por um novo Brasil. O grito mais alto será sempre dos mais organizados na defesa de seus interesses, justos ou não. Que o silêncio de milhões de Meirinhas ecoe com mais força do que todos eles junto ao governo e ao Congresso Nacional.

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Exercício de Cidadania

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 01/08/2016

O país começa a viver o clima das eleições municipais com a realização das convenções partidárias dos últimos dias. Por várias razões, os pleitos de outubro prometem emoções novas.

De um lado, mudaram as regras de financiamento de campanha, juntamente com o tempo mais reduzido para sua realização. Por outro, esse será o primeiro grande teste das urnas após a grave crise política e econômica que alcançou o Brasil nos últimos dois anos. Tudo converge para uma eleição diferente de qualquer outra.

Nunca foi tão importante tratar das cidades. Cerca de 85% dos brasileiros vivem nelas. Há muitos problemas comuns a todas elas, como habitação, saneamento, coleta de lixo, segurança, saúde pública e, especialmente nas capitais, a questão da mobilidade e do transporte coletivo (o estopim das manifestações de 2013).

São esses desafios do cotidiano que ganham relevância nos debates municipais. O cidadão eleitor quer ver o seu voto transformado em serviços públicos de maior qualidade.

O momento não poderia ser pior para a municipalidade. Com a bancarrota econômica promovida pelo petismo, as prefeituras faliram, milhares de pequenos e médios negócios, no comércio e indústria, fecharam suas portas e pararam de pagar impostos.

Estudo recente da Firjan aponta que apenas 42 dos 5.568 municípios do Brasil arrecadam o suficiente para pagar o funcionalismo. O país quebrou e levou para as cordas também as contas públicas municipais.

Frente a esse cenário complexo, as cidades precisam ser repensadas de forma inovadora, a partir de gestões transparentes, responsáveis e comprometidas com resultados.

Sem o financiamento empresarial para as campanhas e, portanto, sem recursos para um marketing mais oneroso, os candidatos terão de se aproximar mais dos eleitores.

É importante ter um histórico de credibilidade nas relações com a comunidade, de forma a entender as prioridades de cada região, de cada grupo social. E propostas claras, apresentadas sem o artifício de grandes tecnologias midiáticas. Sai na frente quem tem conteúdo, de fato.

Tudo isso é fundamental para dialogar com uma população não só castigada pela crise econômica e social mas também descrente da política.

Restaurar a confiança na representação partidária implica reconhecer a importância do pacto democrático que a sociedade brasileira vem construindo, com tanto esforço.

Isso só será alcançado com a emergência de um discurso político renovado, capaz de compreender as transformações ocorridas no país e de assimilar as expectativas de uma opinião pública atenta e crítica.

É hora de recomeçar pela base e mostrar que é possível fazer diferente.

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Pampulha, legado e responsabilidade

Aécio Neves – Jornal Estado de Minas – 23/07/2016

Foi um feito notável. Há uma semana, ao conquistar o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, o conjunto moderno da Pampulha se inscreveu em uma seleta lista de monumentos que, em todo o Brasil, soma apenas 20 nomes. Minas é o estado que reúne o maior número de bens inscritos, o que é revelador da nossa capacidade de fazer história e de gerar uma produção cultural relevante.

A Pampulha merece todos os louros que lhe são conferidos. Com ela nasce a moderna produção arquitetônica e urbanística brasileira, um território vasto de experimentações estéticas e estruturais cheias de vigor, técnica, beleza e conhecimento. Não à toa, ela continua a nos encantar 75 anos depois de vir ao mundo. Ainda hoje, é impossível não se emocionar com aquele conjunto de edificações sinuosas, em diálogo com o espelho d’água: a Igrejinha da Pampulha, o Iate Tênis Clube, o Cassino transformado em Museu de Arte, a Casa do Baile.

Esta explosão de modernidade se deve ao encontro histórico de duas almas destinadas à eterna juventude de espírito: Juscelino Kubitschek, o então jovem prefeito da acanhada Belo Horizonte, e Oscar Niemeyer, o jovem arquiteto carioca que entendeu como nenhum outro o potencial daquela encomenda para a jovem capital mineira. Os dois enxergaram longe. Era preciso romper com o convencional e fazer o que nunca havia sido feito, sem esquecer os ensinamentos de rebeldia que Minas já dera ao país. Anos depois a dupla repetiria o feito em Brasília, plantando uma colossal obra futurista no coração do país.

A Pampulha foi uma aventura, me disse o saudoso Oscar Niemeyer em uma de suas visitas às obras da Cidade Administrativa, um de seus últimos projetos a se concretizar. Era impossível não se apaixonar pelo que ele dizia: “A arquitetura tem de ser bonita, tem de criar surpresa e emocionar”. O mestre se projetou em Minas, fincou aqui uma série de realizações. Entendo que o reconhecimento da Pampulha como patrimônio mundial é também um tributo à dimensão ética e humanista presente na vida e obra de Niemeyer.

Por tudo o que representa como bem arquitetônico e paisagístico, a Pampulha é um legado de inestimável valor para cidadãos de todo o mundo. Para nós, mineiros e belo-horizontinos, este reconhecimento nos enche de orgulho, ao mesmo tempo em que amplia, em muito, a responsabilidade que nos cabe como guardiões desse tesouro.

A conquista do honroso título de patrimônio da humanidade foi fruto de uma mobilização intensa do poder público, em seus vários níveis, e da sociedade civil, que abraçou a causa com fervor. A prefeitura de Belo Horizonte, o governo do estado em várias gestões, o Ministério da Cultura por meio do Iphan, todos deram enorme contribuição para que a Pampulha se qualificasse a um reconhecimento internacional.

Agora, é preciso mais. É preciso conservar, promover e valorizar a Pampulha. Para isso, precisamos falar de meio ambiente, saneamento, urbanismo, cultura e de muitas outras questões que impactam a vida nas grandes cidades. Ao falar da Pampulha, estamos falando de compromissos com o futuro. E a esse legado de responsabilidade não podemos – nenhum de nós –, faltar.