Fernando Henrique defende revolução na educação brasileira em ciclo de debates promovido pelo PSDB-MG

“Temos que preparar o Brasil para um enorme impulso tecnológico. Nosso grande projeto tem que ser educação de base, tecnológica, com uma revolução efetiva da educação, e mais ainda, empregos de boa qualidade”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves abriram, na noite desta segunda-feira (25/02), em Belo Horizonte, o ciclo de debates “Minas Pensa o Brasil”, que vai reunir, ao longo de 2013, especialistas de diversas áreas para discutir uma nova agenda para o Brasil. O encontro reuniu cerca de 2.500 pessoas e contou com a presença do governador Antonio Anastasia, do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, além de parlamentares de Minas e de outros estados.

Fernando Henrique defendeu que o projeto do Brasil do futuro seja baseado em uma revolução da educação. O ex-presidente ressaltou a necessidade de o país se preparar para um mundo pós-crise econômica.

“Temos que ter um projeto de futuro. Os projetos que eram nossos foram usurpados pelo PT, mas o mundo mudou de novo depois dessa última crise. E os que governam hoje não entenderam a natureza dessa crise e a utilizam como pretexto para uma volta atrás, com mais intervencionismo. Temos que preparar o Brasil para o pós-crise, que começa a se desenhar com a revolução de energia feita pelos Estados Unidos. Isso vai dar uma nova dinâmica no mundo e estamos fora dela. Não estamos percebendo que o mundo começa a organizar de forma diferente. Temos que preparar o Brasil para um enorme impulso tecnológico. Nosso grande projeto tem que ser educação de base, tecnológica, com uma revolução efetiva da educação, e mais ainda, empregos de boa qualidade”, afirmou o ex-presidente em entrevista coletiva concedida antes da palestra.

Ao abrir o debate, o senador Aécio Neves destacou que o governo do PT foi incapaz de apresentar uma nova agenda para o Brasil. Segundo ele, cabe ao PSDB propor soluções para os novos desafios enfrentados pelo Brasil.

“Nossa responsabilidade é apresentar ao Brasil a nova agenda. A agenda do desenvolvimento sustentável, dos empregos de qualidade, que possibilitará ao país dar um grande salto não apenas na comunicação, como ocorre hoje, mas nas estruturas do Brasil. A agenda que está em curso é aquela proposta lá atrás pelo PSDB. Da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da modernização da economia com as privatizações de setores muito importantes para alavancar o bem estar das pessoas. Já que os que estão no poder não souberam ou não quiseram fazer, é hora de o PSDB voltar a refletir sobre o Brasil dos próximos 20 anos”, afirmou o senador Aécio.

Passo para o futuro

O presidente do PSDB-MG, deputado Marcus Pestana afirmou que Minas Gerais, ao reunir especialistas para pensar soluções às dificuldades que o Brasil enfrenta, dá um grande passo para a construção do futuro do país. O próximo debate promovido pelo PSDB-MG terá a participação do governador do Pará, Simão Jatene, que falará sobre o desenvolvimento regional e sustentabilidade.

“Hoje o PSDB de Minas Gerais dá um passo decisivo na construção do futuro abrindo o ciclo de debates. É uma contribuição mineira para o Brasil na formulação de um projeto grandioso, ousado e corajoso. Serão atividades mensais com palestrantes de todo o Brasil que discutirão temas de interesse da população brasileira ao longo deste ano. E abrir com o ex-presidente Fernando Henrique é sinal do orgulho do patrimônio da herança que ele deixou para o país. Ele é o melhor intérprete do Brasil contemporâneo e vai nos ajudar a enxergar os novos desafios e necessidades da população”, afirmou Marcus Pestana.

Aécio Neves sobre apoio a Pedro Taques no Senado: PSDB tomou a posição correta

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) avaliou como positiva a decisão da bancada do PSDB de apoiar a renovação da presidência do Senado Federal, com a candidatura do senador Pedro Taques (PDT/MT). Taques perdeu a eleição para o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), que retornará como presidente da Casa cinco anos depois de ter renunciado ao cargo, denunciado por corrupção. Ele foi eleito, nesta sexta-feira, com 56 votos dos senadores do PT e da base do governo federal.

“O PSDB tomou a posição correta. O PSDB foi no caminho da preservação da instituição. Não podemos ter o Poder Legislativo, em especial o Senado da República, sob questionamentos, seja do ponto de vista ético ou também da subordinação excessiva que temos tido em relação ao Poder Executivo. Por isso, optamos pela candidatura do senador Pedro Taques”, disse.

O senador Aécio Neves lamentou a derrota sofrida na votação, mas disse que a união de importantes líderes em favor de Taques representará uma nova composição de forças no Senado. Também apoiaram a candidatura Taques os senadores Pedro Simon (PMDB/RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) e Cristovam Buarque (PDT/DF).

“Perdemos a eleição, mas sinalizamos de forma muito clara que existe aqui um grupo de senadores que se preocupa com a imagem do Senado, que quer ver o Senado cada vez mais sintonizado com o sentimento da população. Quem sabe estejamos iniciando aqui um núcleo reativo que permita ao Senado da República superar esse papel de homologador. Ao longo desses últimos anos o que tivermos foi um Congresso Nacional submisso, um Congresso agachado perante as imposições do Poder Executivo”, afirmou Aécio.

Aécio Neves: candidatura de Pedro Taques representa um Senado independente

“Não podemos permitir que o Senado seja uma extensão do Palácio do Planalto”, diz Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, nesta quinta-feira (31/01), que a candidatura do senador Pedro Taques (PDT-MT) atende às expectativas de um Senado Federal independente, focado nos interesses da sociedade. No início da noite de hoje, o senador anunciou oficialmente o apoio de toda bancada do PSDB a Taques na eleição que acontece às 10 horas desta sexta-feira. Aécio Neves disse que a candidatura simboliza também um necessário processo de renovação do Congresso Nacional.

“O PSDB se reuniu e considerou que, nesse momento, a candidatura de Pedro Taques atende à necessidade de renovação do Congresso Nacional. Atende melhor à necessidade de que tenhamos uma Casa independente, pautada não apenas pelas vontades do Executivo, mas pelos interesses da sociedade. Foi uma ampla discussão interna, mas consensualmente o PSDB optou por votar na candidatura do senador Pedro Taques”, disse o senador.

Aécio Neves anunciou que o partido irá entregar ainda na noite desta quinta-feira um conjunto de compromissos ao senador Pedro Taques, para que ele possa incorporá-los às suas propostas de campanha. A principal delas, de acordo com o senador, é que o Legislativo não se comporte mais como um poder subalterno perante o Executivo. A bancada do PT e a maioria da base do governo apoiam a candidatura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Não podemos permitir que o Senado seja uma extensão do Palácio do Planalto. É preciso que tenha uma pauta própria, que prestigie todos os senadores de forma isonômica, independente de serem da base ou não. Todos estão aqui porque representam igualmente seus estados, mas isso não vem acontecendo até aqui. O senador Pedro Taques tem esses compromissos e o PSDB está encaminhando a ele até hoje à noite um conjunto de sugestões para que ele possa incorporar já no dia de amanhã, no seu pronunciamento, a sua proposta eleitoral. Essa decisão é a que me parece mais adequada para um partido como o PSDB”, afirmou Aécio, em entrevista.

Aécio Neves defende imposto zero para cesta básica

Senador cobra da presidente Dilma Rousseff sanção da emenda que isenta de impostos federais alimentos básicos para população

O senador Aécio Neves defendeu, nesta terça-feira (07/08), no plenário do Senado Federal, a proposta do PSDB que estabelece imposto zero no país para os alimentos da cesta básica. O senador destacou que a medida tem grande impacto para as famílias de baixa renda e fez um apelo à presidente da República, Dilma Rousseff, para que ela não vete a emenda. A presidente poderá sancionar ou vetar a emenda.

“Não há nenhuma medida nesse momento de maior alcance social do que a redução dos custos da cesta básica. Estamos falando de uma redução em torno de 15% de dois terços da receita das famílias de mais baixa renda. A partir de hoje, estaremos, permanentemente, fazendo um apelo à senhora presidente da República e à coerência do Partido dos Trabalhadores para que não cometam essa injustiça com as famílias de mais baixa renda do Brasil, vetando a emenda”, afirmou o senador.

A proposta aprovada hoje, no Senado, estabelece isenção total de impostos federais (IPI e PIS/Cofins) para carne, leite, arroz, feijão, batata, farinha, pão, café, óleo, açúcar, manteiga, tomate e banana. A emenda foi incluída na Medida Provisória (MP) 536, que trata da desoneração fiscal de produtos e da folha de pagamentos de determinados setores da economia, por iniciativa do líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo.

Em Minas Gerais, como governador do Estado, Aécio Neves determinou a redução a zero das alíquotas de ICMS de produtos da cesta básica, de material de construção, de higiene e material escolar. O senador destacou que a medida no âmbito nacional chega com atraso.

“Vários estados  brasileiros, assim como fizemos em Minas, reduziram o ICMS  de vários produtos cesta básica. Feijão em Minas Gerais tem zero de ICMS, leite tem zero de ICMS, farinha de mandioca tem zero, e vários produtos da cesta básica tiveram o ICMS, o único imposto estadual, essencial à sobrevivência dos estados, reduzidos em pelo menos um terço. Isso significa que essa medida já vem com muito atraso”, destacou Aécio Neves.

Custo de vida

O senador apresentou, em seu discurso no Senado, dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta segunda-feira, que mostram que a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais do país. Como nas famílias pobres a parcela de gastos com alimentação é maior, a tributação excessiva dos alimentos acaba prejudicando a distribuição de renda e contribuindo para manter um maior número de pessoas abaixo da linha da pobreza. Nesta população, o gasto com alimentação representa mais de dois terços da renda familiar.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que carga fiscal média sobre os alimentos é de 14,1% nas grandes regiões urbanas do país.

O senador Aécio Neves destacou que outra consequência da alíquota zero para alimentos da cesta básica será o incentivo à produção de alimentos, principalmente os pequenos produtores.

A proposta do deputado Bruno Araújo foi baseada em um projeto apresentado anteriormente por um grupo de parlamentares do PT. Não havia, entretanto, previsão para que o projeto fosse votado.