Encontro com aliados

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves agradeceu os apoios que vem recebendo de todo o Brasil para o segundo turno. Ele pediu que os aliados e apoiadores mantenham a mobilização nesta etapa da campanha. Para Aécio, sua candidatura representa o sentimento de mudança que a população brasileira exige no país. O PSB, PV, PSC e PPS manifestaram apoio à campanha de Aécio Neves, no segundo turno. “Quero reiterar que estou extremamente feliz e honrado com os apoios que recebi até aqui, apoios de partidos que têm história na vida brasileira, partidos que disputaram a eleição como o PSB, em especial, como o PV como o PSC, apoio de partido que tem história como o PPS. Isso é uma demonstração clara de confiança no nosso projeto”, disse Aécio.

Aécio Neves visita UPP no Rio de Janeiro e afirma que iniciativa deve ser ampliada no país

O candidato à presidência da República pela Coligação Muda Brasil, senador Aécio Neves, reiterou a necessidade de se ampliar iniciativas que garantam mais segurança à população. Em visita à comunidade de Santa Marta, no Rio de Janeiro, o presidenciável visitou a Unidade de Polícia Pacificadora e elogiou o trabalho de policiamento na região. Santa Marta foi a primeira a receber uma UPP, em dezembro de 2008. Desde então, a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro não registrou homicídios. Aécio Neves destacou que vai utilizar o exemplo das UPPs em um plano de políticas de segurança para todo o País.

 

Sonora de Aécio Neves 

“Quero reiterar o meu compromisso de ampliar esse tipo de iniciativa para outras regiões metropolitanas do Brasil, outros aglomerados urbanos que vivem problemas de criminalidade, áreas controladas pelo tráfico, e isso em várias dessas comunidades deixou de acontecerMeu governo vai planejar e articular uma política nacional de segurança e vai aproveitar de forma muito positiva essa experiência das UPPs, conduzida pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.”

  

Aécio afirmou que é preciso levar o exemplo da UPP de Santa Marta para as regiões metropolitanas brasileiras e grandes aglomerados populacionais que sofrem com a violência. O candidato completa que, além do investimento em segurança pública, é preciso se fazer mais para se resolver o problema.

 

Sonora de Aécio Neves 

Emprego, saúde, educação de qualidade e cuidar das mulheres, pois elas são as mantenedoras da maioria das casas nessas comunidades. Elas precisam ter também oportunidade de geração de renda.”

 

Boletim

Aécio faz caminhada e conversa com a população em Vitória

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, senador Aécio Neves, fez nesta quinta-feira (10) uma caminhada pelas ruas do bairro Praia do Suá, em Vitória (ES). Pela manhã, Aécio participou de um encontro político na cidade vizinha de Vila Velha. Nas ruas da cidade, ele parou para conversar com simpatizantes, posou para fotos e ouviu pedidos e recomendações.

O senador tomou café em um bar, conversou com os moradores e detalhou algumas das propostas da coligação para o país. Durante a caminhada Aécio também ouviu queixas sobre a atuação do governo federal. Ao visitar as peixarias, comércios típicos da Praia do Suá, o tucano foi aplaudido pelos frequentadores.

A caminhada terminou no restaurante São Pedro – que, com 62 anos, é um dos mais tradicionais da cidade. O local é especializado na moqueca capixaba, um prato típico do Espírito Santo. A dona do restaurante São Pedro, Ruth Alves, deu a Aécio um livro de receitas do restaurante.

“Gosto muito do seu trabalho e da sua simpatia”, disse Ruth Alves informando que pretende votar em Aécio Neves para presidente em outubro.

Aécio estava acompanhado de lideranças como o candidato ao governo do Espírito, Paulo Hartung (PMDB), seu candidato a vice, o deputado federal César Colnago (PSDB), o coordenador da campanha da coligação Muda Brasil, senador José Agripino (DEM-RN), entre outros integrantes do PSDB e de partidos aliados.

Aécio Neves – Entrevista sobre o encontro com empresários no Lide

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta segunda-feira (31/03), em São Paulo (SP), após encontro com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE). Aécio Neves falou sobre a participação no evento, sobre eleições 2014, CPI da Petrobras e a crise na economia brasileira.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador Aécio Neves:

Sobre a definição do candidato a vice na coligação do PSDB na campanha presidencial deste ano

Não é uma indicação do eventual candidato. Veja bem, não sou ainda oficializado como candidato do PSDB. Mas, o sentimento é de que, ao lado dos partidos que hoje se manifestaram à disposição de caminhar ao nosso lado, como o Democratas e o Solidariedade, obviamente ouvindo figuras de liderança expressiva do nosso campo, o próprio ex-presidente Fernando Henrique, vamos chegar a um nome que seja consensual.

Qual é o foco, o objetivo? Um nome que amplie a penetração das nossas propostas, tenha sintonia com o pensamento que defendemos hoje em relação ao Brasil, à gestão pública, à inserção no mundo e seja alguém disposto a enfrentar uma luta. Uma luta árdua.

 

Sobre indicação de SP e reunião do partido dia 22

São Paulo sempre será relevante, independente da questão do vice haverá sim uma dedicação específica da nossa campanha ao estado de São Paulo, seja pela força do PSDB em São Paulo, pela força do governador Geraldo Alckmin, das nossas bancadas federal e estadual. Vamos ter uma campanha muito sólida do ponto de vista da apresentação das nossas propostas em São Paulo. E eu tenho uma enorme expectativa em relação ao resultado em São Paulo, nas últimas pesquisas isso já vem aparecendo, um crescimento sólido da nossa candidatura. Essa é uma decisão que espero poder estar anunciando entre a última semana de maio e a primeira semana de junho.

No dia 22, o PSDB faz uma reunião da sua Executiva Nacional com a participação de todos os presidentes estaduais, os 27 presidentes estaduais, para definir já a data da convenção, obviamente será em junho, mas vamos definir no dia 22 a data da convenção, e faremos uma última avaliação dos arranjos estaduais, das coligações estaduais. No próximo dia 22 de abril.

 

Sobre a tentativa do governo federal de incluir novos temas no âmbito da CPI da Petrobras

O que não aceitamos é que o PT zombe com os brasileiros. As investigações em relação à Petrobras vão ocorrer. Vão ocorrer porque existe um fato determinante e existe uma expectativa da sociedade brasileira que chega à indignação, em relação a tudo que ocorreu na empresa. O governo tem maioria, o governo pode apresentar requerimentos de CPI sobre qualquer assunto. Que faça. Que faça as investigações. Não tememos nenhum tipo de investigação. Mas querer amordaçar a CPI da Petrobras, para que ela não investigue nada, com esse tipo de ameaça, não cederemos a esse tipo de chantagem.

Repito. O PT, os setores do PT zombam da sociedade brasileira e dos brasileiros ao quererem manipular ou impedir essas investigações. Repito: façam investigações sobre quaisquer temas onde haja fato determinante, que cumpra a Constituição e que achem relevante. Queremos, neste momento, é que tudo isso que vem ocorrendo na Petrobras – que não se resume à Pasadena, chega a refinarias como Abreu e Lima, passa pelas denúncias em relação à empresa holandesa que eventualmente teria pago propina a funcionários da Petrobras, passa pelas plataformas que estão sendo colocadas no mar sem os devidos componentes de segurança. Portanto, existe um fato determinante, e é isso que precisa ser apurado.

               

Sobre redução da maioridade penal

Defendo a proposta do senador Aloysio, inspirada inclusive na proposta do governador Geraldo Alckmin. Não há a redução automática da maioridade para todos. Existe o seguinte: em caso de reincidência de crimes violentos, vamos nos referir aqui aos “Chambinhos”, aos crimes violentos, reincidentes. Nesses casos, ouvir do Ministério Público da Criança e do Adolescente, o juiz, em razão da periculosidade daquele jovem acima de 16 anos, poder determinar naquele caso especificamente o fim da menoridade, podendo ele ser condenado pelo Código Penal. Cumpriria essa pena em um estabelecimento diferente do estabelecimento prisional. Mas não se restringiria a pena aos três anos que hoje é o limite máximo para que o jovem possa estar retido ou estar nessas casas-albergues. É uma discussão que precisamos enfrentar. Mas essa proposta especificamente, que permite em determinados casos, em razão da gravidade e da reincidência, e há a relação dos casos em que seria possível, é uma proposta que eu defenderei na campanha.

 

Sobre redução do número de ministérios

Existe um estudo na Universidade de Cornell, nos EUA, feito em mais de 120 países do mundo, que considerou mais eficiente – por mais que, para alguns, isso possa ter mais relevo e para outros menos – apresentou um estudo onde os países que têm entre 22 e 24 ministérios apresentam melhores resultados. Acho que um número em torno disso é um número razoável. Na verdade, é aquilo que aconteceu no governo do presidente Fernando Henrique  Quando ele deixou o governo, tinha mais ou menos isso, 22 ou 23 ministérios. Seria algo, a meu ver, muito próximo a isso.

O governador Anastasia, com uma equipe extraordinária de técnicos, inclusive da administração pública federal, está desenhando para me apresentar, e à nossa equipe, a proposta que chegaria a esse número. Nós pretendemos fazer isso durante a campanha eleitoral. Obviamente, alguns seriam fundidos, outras funções não seriam ocupadas por ministros, mas por secretários. Até porque grande parte desses ministérios que foram aí criados estão servindo para acomodação política, disso que o ex-presidente Fernando Henrique tem repetido, e eu já tinha dito também há algum tempo atrás, de governismo de cooptação. Amanhã, se houver mais algum partido nanico com três segundos na televisão, é capaz de criarem mais um ministério para colocá-lo para dentro.

A sinalização tem que ser o seguinte: os ministérios são aqueles necessários para que administração pública funcione, até para que o presidente da República possa saber quem são cada um dos seus ministros e cobrar deles respostas. Vocês são jornalistas, têm muito mais capacidade do que eu de averiguar isso. Existem Ministros do Estado que é há um ano não conversa com a presidente da República. A última instância do presidencialismo acima do ministro de estado é o presidente. Presta contas a quem? Não sei.

               

Sobre o controle de preços por parte do governo federal

Qualquer governo minimamente responsável , claro que isso você não vai fazer de um dia para o outro, vai ter que tirar essa tampa da panela de pressão. O governo federal acha que o melhor momento é depois das eleições. Talvez se não estivesse em um ano eleitoral, tomaria as medidas, no caso da energia, agora. No caso da gasolina, também. Temos efeitos colaterais no setor sucroenergético extremamente graves, para não falar no próprio caixa da empresa. Então, acho que necessariamente essa política de trazermos a inflação, hoje controlada, para a inflação real é necessária.

 

Sobre o ex-presidente Lula ter comparado a presidente Dilma ao técnico Tite. E o senhor, qual técnico seria?

Do ponto de vista do técnico, não sei. Não vou aqui no lugar comum, até porque não ousaria dizer que serei um Felipão. Mas existia um técnico antigo, que vocês logo se lembrarão, lá do meu estado de Minas Gerais, mas uma figura nacional, que sabia escolher como nenhum outro. Chamava-se Telê Santana, sabia fazer o time jogar. E jogar muito bem.

 

Sobre a probabilidade de o PT indicar o ex-presidente Lula para a eleição presidencial deste ano

Não sou a figura mais adequada para dizer se está mais para cá ou mais para lá. Mas a gente ouve isso o dia inteiro. Tem gente dentro do PT que estimula, que não tem constrangimento em abertamente defender isso. Quero repetir que nossa disputa não é pessoal. Não é com a presidente da República ou com o ex-presidente da República, é contra este modelo que está aí. E vou dizer de forma muito clara: não temo essa eleição qualquer que seja o nosso adversário. E quando permitimos que o monólogo que hoje conduz as discussões políticas – porque hoje fala para a grande massa da população apenas o governo, através da propaganda institucional, cadeia de rádio e de televisão, e é natural a mídia espontânea que a presidente tem – no momento em que houver espaço para a discussão, para o debate, para o contraditório, não tenho dúvidas de que esta será uma eleição onde o governo estará na defensiva.

O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia, os riscos são iminentes, nos deixa uma equação perversa de crescimento baixo e inflação alta, descontrole das contas públicas, perda crescente da credibilidade. Fracassou na construção da infraestrutura necessária a aumentar a competitividade do Brasil. O Brasil é um cemitério de obras inacabadas, com sobrepreços, está aí a Transposição do São Francisco, Transnordertina, Abreu e Lima, um cardápio enorme. Porque demonizaram durante dez anos as parcerias com o setor privado. Isso atrasou em dez anos o Brasil. Inclusive o setor do petróleo. Dos cinco anos que ficamos absolutamente sem leiloar absolutamente nenhuma área, foram US$ 300 bilhões que o setor petroleiro investiu no mundo. Zero no Brasil. E, agora, quando vem o pré-sal, já não era o mesmo momento. O Golfo do México, a costa africana descobriram também nas suas petrolíferas importantes. Então, perdemos um momento que não recuperamos mais.

E nas questões sociais o governo está paralisado. Estamos vendo os riscos de analfabetismo recrudescerem no Brasil. Na educação, você olha o Pisa e é vergonhosa a posição em que o Brasil está. A saúde pública é dramática e o governo gasta hoje 7 %, 8% a menos do que gastava há dez anos o governo federal. E na segurança pública não precisa nem dizer: a omissão do governo federal é quase criminosa. Não temos até hoje uma política nacional de segurança. Não dá mais para terceirizar. Não dá mais para jogar na herança passada. Tudo isso é responsabilidade do atual governo. Na hora em que este debate for iniciado, vamos estar prontos para ele qualquer que seja o adversário.

 

Aécio Neves – Entrevista sobre alianças regionais

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista, nesta terça-feira (18/03), em Brasília (DF). Aécio Neves falou sobre as alianças regionais do partido, em destaque a coligação do Rio Grande do Sul – formada com o DEM e Solidariedade. O senador també comentou sobre a crise no setor de energia e o Marco Civil da Internet.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre alianças no Rio Grande do Sul

Estamos acertando os palanques regionais e agora é o momento, como dizia lá atrás, cada coisa a seu tempo, das costuras dos palanques regionais. Estamos fazendo isso de forma extremamente harmoniosa. Acho que não há nenhuma questão insolúvel hoje. Ao contrário, selamos uma aliança no Sul e isso é extremamente importante porque nos reposiciona no quadro do Rio Grande do Sul. PSDB, Democratas e Solidariedade, que juntos representam, além de uma chapa forte, têm cerca de 5 minutos de tempo de televisão, somados. Vamos negociar agora conjuntamente, visando o atendimento do interesse nacional da coligação.

 

Em torno de quem?

Lá não temos candidato majoritário. Fizemos aliança proporcional o que vai nos permitir avaliar o quadro, porque dentro desta aliança têm setores que preferem aliança com PMDB, outros com PDT, e até com o PP. O que era importante era consolidarmos a nossa aliança, porque o nosso papel passa a ser um papel mais relevante na negociação política. Estamos falando de partidos que representam 5 minutos e outros quatro ou cinco partidos menores que podem se somar a esee grupo.

Essa aliança proporcional atende aos interesses de ambos os partidos nos posiciona como agora um interlocutor mais estruturado no Rio Grande, que era uma preocupação que tínhamos.

 

O candidato não será de nenhum dos três partidos?

É provável que não. Hoje você tem lá três forças políticas constituindo candidaturas majoritárias. O PMDB, o PDT e o PP. Vamos ver onde está uma afinidade maior deste grupo.

 

A senadora Ana Amélia (PP) é a mais próxima?

Tem de estar mais próximos a eles lá. Não descarto nenhuma das alternativas. O PMDB tomou uma decisão neste sábado importante, que estamos aguardando, que é a definição por uma candidatura contra o governo nacional do PT, que é a candidatura do (José Ivo) Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul.  O PMDB tomou o caminho numa disputa por uma candidatura, que de um outro lado representava o apoio ao governo federal, contra o governo federal. Então, abre-se mais uma alternativa de negociação. Um desses três será o palanque da nossa coligação no Rio Grande do Sul. Estamos conversando sobre isso hoje.

 

Sobre a crise no setor de energia

Uma percepção generalizada da gravidade da situação econômica do país, esta situação de energia que alertávamos lá atrás, extremamente trágica. Os interlocutores com os quais temos conversado, falam que este custo chegará a R$ 30 bilhões. O governo acenou em uma medida extremamente populista por um lado, não mediu as conseqüências dessa medida e, agora, são os cidadãos brasileiros, as empresas brasileiras que vão pagar o custo desta medida absolutamente desastrada, provisória.

Nós que botamos a cara, fomos acusados de sermos contra a baixar a tarifa. Na verdade, indiretamente, o custo já chega ao trabalhador. E, irresponsavelmente, estamos assistindo o governo adiar isso para 2015, o que só vai agravar a situação. O governo tem receio sequer, isso mostra o nível de fragilidade do governo, de alertar as pessoas com alguma campanha de contenção, pelo menos com informações. Até uma decisão da Aneel, absolutamente correta, de que as pessoas devam ser alertadas para o período do dia onde a energia é mais cara, definindo e fazendo escalas durante o dia, o governo federal vetou essa proposta porque achava que isso poderia sinalizar racionamento.

Isso é uma irresponsabilidade, porque a conta vai vir, vai vir alta, e esse adiamento só agrava a questão porque não há nenhuma orientação do ponto de vista de você ter uma utilização mais racional da energia. Então é isso é o governo. É um governo que só tem como objetivo a reeleição. Não se administra mais o Brasil. Esse ministério, nunca houve antes na história do Brasil um ministério de tão pouca expressão como esse. Acho que a própria presidente da República terá uma dificuldade enorme de lembrar o nome sequer desses ministros que ela nomeou ontem.

Isso apequena a República, apequena a própria presidente da República. Virou o samba do crioulo doido. Se você admite que apoia o governo, leva um ministério. Se não, leva uma Chesf. Nunca a ação política foi tão mercantilizada como estamos assistindo hoje no Brasil, nos estertores desse governo. Não se tem mais constrangimento desses entendimentos à luz do dia. E enganam-se aqueles que acham que essa desqualificação do governo não tem efeito na vida das pessoas. Tem sim. Tem nas ações da saúde, da educação, da infraestrutura, e de todas as outras áreas.

 

Sobre o Marco Civil da Internet, o governador Eduardo Campos disse que a Dilma errou ao colocar o assunto em pauta em ano eleitoral. Qual a avaliação que o senhor faz?

A nossa posição tem sido essa já na Câmara, onde o assunto está sendo discutido. Nós somos a favor da neutralidade, mas achamos que esse projeto traz uma possibilidade de um intervencionismo inadequado do governo. Através de um decreto a presidente pode fazer uma intervenção que consideramos perigosa. Principalmente vindo de um governo que, volta e meia, apresenta o seu perfil intervencionista, inclusive em relação à mídia. Então, não acredito que esta matéria esteja madura para ser votada imediatamente. A posição do PSDB é de aguardar que essa negociação possa avançar e esse viés intervencionista que traz o projeto possa ser revisto. O PSDB não está confortável.

 

Aguardar até o ano que vem se for necessário?

Se for necessário. Vai ter um grande encontro internacional sobre essa questão. Quem sabe dali não se possa tirar experiências que possam permitir um amadurecimento desse projeto. Vejo uma ansiedade muito grande do governo nessa votação. E a nossa posição sempre foi pela neutralidade, mas contra esse intervencionismo ou essa possibilidade de intervencionismo do governo federal.

 

Sobre apoio do PSDB no Rio de Janeiro

Estamos conversando com o César. A decisão que o PSDB tomará no Rio de Janeiro será em conjunto com o Democratas, no que depender do PSDB. Temos lá manifestações de apoio de partidos importantes, que têm uma outra opção para o governo do estado, como o Solidariedade,  PSD e parcelas do próprio PMDB, mas vamos buscar construir uma candidatura ao governo, uma candidatura própria ao governo, com os nossos aliados, em especial o Democratas e o PPS, que têm conversado permanentemente no Rio de Janeiro. Tudo a seu tempo.

 

Sobre participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na chapa do partido

Seria uma honra para qualquer pessoa, qualquer candidato ter o Fernando Henrique como companheiro. Mas isso jamais foi cogitado. Nem por nós e nem por ele.  O fato concreto é que Fernando Henrique é, hoje, uma figura pública extremamente respeitada no Brasil. E, acho, influente também no processo eleitoral. O que saiu é real: as pesquisas qualitativas, todas elas, mostram que há hoje uma compreensão mais ampla da sociedade brasileira, independente de renda, de nível social, da importância da figura do Fernando Henrique, da importância do governo do presidente Fernando Henrique, para que nós chegássemos até aqui. Então há, sim, uma intenção de tê-lo cada vez mais presente – como ele tem estado nas negociações. Tivemos nessa sexta-feira um dia inteiro de reuniões – que essas vocês não identificaram – desde as 9 da manhã até às 18 horas. Várias reuniões setoriais, com gente que está conduzindo o programa de governo, alguns políticos, empresários. Então, há um engajamento dele cada vez maior nesse projeto. Mas não se cogita essa questão da composição da chapa. Pelo menos por enquanto.

 

Sobre o candidato a vice na chapa do partido

Tudo na hora certa.

 

Pode ser do DEM?  

É uma possibilidade concreta, tem que ser avaliada. Temos uma aliança hoje muito avançada com o Democratas, com o Solidariedade, e temos nomes do próprio partido, que serão avaliados. Nós não temos pressa pra isso. Nós vamos definir essa questão no final do mês de maio. É o nosso time.

 

Sobre matéria que diz que o lançamento da pré-candidatura do partido foi adiado 

Não tem nada. Eu vi isso, mas não sei de onde surgiu. Na verdade, não estava nada marcado. Existia uma proposta de eventualmente fazer alguma coisa em São Paulo, e eu vou estar em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin no sábado, no Congresso Paulista de Municípios, em uma cidade inclusive governada pelo PSDB. Vamos estar juntos e vamos conversar um pouco sobre isso. Mas não há uma previsão de lançamento. Não tem a necessidade de fazer isso.

Nosso esforço agora é esse, ao qual estou me dedicando: finalizar a construção dos palanques regionais e, de forma cada vez mais clara, mostrar que já deu. Acho que o termo é esse. Acho que o sentimento que nós colhemos, inclusive, nessas avaliações, nas viagens que fazemos, nas próprias pesquisas. Já deu em relação a isso que está aí. O absurdo da continuidade da maquiagem fiscal, aliada à incapacidade de se construir um governo minimamente eficiente, e à perda de rumos.

Nós vemos aqui um governo que virou uma biruta de aeroporto, não sabe para que lado aponta. Esse é o retrato, hoje, que talvez melhor reflita um sentimento que não é meu não, é da própria base. Não se sabe o que o governo quer aprovar, não se sabe quem fala pelo governo aqui ou na Câmara Federal. As figuras amanhecem ministros e dormem fora, e vice-versa, sem que seja dada importância maior a isso.

Eu achei um quadro preocupante a imagem, a foto, de ilustres desconhecidos assumindo – com todo respeito pessoal que todos mereçam ter –, sem a dimensão, a experiência para ocupar cargo de ministros de Estado. Na verdade, esse é o retrato do governo da presidente Dilma.

 

Sobre o PMDB-RJ.

Tenho recebido manifestações de setores do PMDB, que recebo com muita satisfação. Mas o PSDB, ao lado do Democratas, ao lado do PPS, está construindo uma alternativa, um palanque, uma candidatura no Rio. Obviamente, se houver setores que hoje apoiam o governador Sérgio Cabral, como, por exemplo, já manifestou o Solidariedade, que hoje participa do governo, o PSD, que também participa do governo, e setores do PMDB, de uma simpatia, um eventual apoio a nossa candidatura, isso é bem vindo. Mas isso é uma manifestação que vem deles. O governador Sérgio tem reiterado o seu compromisso com a presidente da República e eu respeito.

É o que eu estou vendo. Isso não impede que forças que estão hoje na base de sustentação dele estejam nos apoiando. Mas nós vamos apresentar, nosso esforço é para apresentar uma alternativa para o Rio de Janeiro. Sem pressa nenhuma, na hora certa. Estamos construindo isso.

 

Existe preferência pela chapa puro sangue no PSDB Nacional?

Não existe. Agora vamos viver a época das especulações. As pessoas ouvem muitas coisas aí, não sei onde, e transformam em opinião minha. Essa construção da chapa será a partir de um entendimento, do qual participará, especialmente, o presidente José Agripino, do Democratas. Essa é a minha palavra, de forma cabal em relação a isso. É até bom que eu diga. Essa decisão será tomada no final de maio, num entendimento que passará pelo presidente José Agripino Maia, do Democratas, e pelo presidente do Solidariedade, Paulinho da Força. São os partidos que já se manifestaram publicamente em favor da nossa candidatura. Então, a partir daí qualquer coisa é possível. E temos boas alternativas que eu não vou especular porque senão vira fato. Mas o prazo é esse. Até porque não nos interessa antecipar isso. Não será tomada uma decisão distante ou alheia à vontade do Democratas e do Solidariedade.

 

O senhor esteve hoje com o governador Geraldo Alckmin?

Não. Falei com ele pelo telefone e combinamos essa agenda de sábado agora. É um tema que me agrada muito, porque é a questão dos municípios. Grande parte deles em insolvência em razão do abandono da agenda federativa por parte do governo. Tudo que o governo se comprometeu a fazer, do ponto de vista federativo, não fez. Falhou. Faltou com a verdade nos acordos que fixou aqui no Congresso Nacional. E o próprio ministro teve que aqui, de forma vergonhosa, desfazer um entendimento que seria muito importante para os estados. Vamos falar disso tudo. Vamos falar do mal que esse governo faz também para a Federação. Esse vai ser um encontro emblemático porque nós vamos externar algumas das propostas que nós temos para a questão municipalista, para os municípios e para os estados.

DEM, Solidariedade e PSDB formam coligação para as eleições de 2014

Os presidentes nacionais do Democratas, Solidariedade e PSDB, ao lado de dirigentes regionais dos partidos no Rio Grande do Sul, definiram, nesta terça-feira (18/03), a formação de uma coligação para as eleições proporcionais em 2014.

A partir de agora, representantes das três legendas atuarão conjuntamente, em articulação com outras forças políticas estaduais, para a definição de uma coligação majoritária, levando em consideração o apoio à candidatura nacional dessa coligação.

Presentes à reunião, os presidentes nacionais do DEM, senador Agripino Maia; do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva; e do PSDB, senador Aécio Neves; além do deputado estadual Adilson Troca, presidente estadual do PSDB-RS; do secretário-geral do PSDB-RS, Jorge Alberto Hias; dos deputados federais Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Onyx Lorenzoni (DEM); e do secretário geral do Solidariedade no Rio Grande do Sul, Fabrício Dutra.