O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, fez, durante o final de semana, nova rodada de encontros com lideranças políticas e empresariais de São Paulo. Aécio conversou com prefeitos, vereadores e empresários da indústria e do agronegócio em Campinas e Sorocaba. Os encontros reuniram cerca de 100 municípios paulistas.
Aécio Neves – Entrevista Coletiva em Sorocaba
O senador Aécio Neves concedeu entrevista coletiva, neste sábado (07/12), em Sorocaba (SP), onde participou de encontro com líderes, prefeitos, vereadores e militantes tucanos. Aécio Neves falou sobre a situação econômica do país, alertando que o Brasil, esse ano, irá crescer apenas mais que a Venezuela na América do Sul.
Leia a transcrição da entrevista do senador:
Sobre a situação econômica do país.
Esse ano vamos crescer mais apenas que a Venezuela na América do Sul. E isso tem efeito na economia, nos empregos a serem gerados. Vamos aqui ouvir os companheiros da região, mas o PSDB tem a obrigação de apresentar ao Brasil uma nova alternativa, onde ética e eficiência possam caminhar juntas.
Qual a avaliação sobre as explicações dadas pelo ministro da Justiça.
As bancadas têm que fazer essa avaliação. O que tenho dito como presidente do PSDB é que quaisquer denúncias, venham elas de onde vierem, têm que ser investigadas. Investigadas em profundidade. E se houver comprovação de algum ilícito, esse ilícito tem que ser punido e punido exemplarmente, independente da origem, da filiação daquele que eventualmente o tenha cometido.
O que alertamos, e é inadmissível em uma democracia, é a utilização de estruturas de Estado para perseguir adversários políticos. Isso não faz bem à democracia e não faz bem àqueles que estão hoje no governo. O que alertamos era para sucessivos vazamentos, documentos que não correspondiam, a cópia não correspondia ao original. Acho que serviu o alerta para que o governo fique mais atento. Queremos que as investigações ocorram no Brasil inteiro, onde houver denúncias. Mas não podemos aceitar a utilização do Estado em benefício de um projeto de poder de um partido político.
Sobre a Polícia Federal querer levar as investigações para Brasília.
Não conheço exatamente as razões. Não importa, seja aqui ou seja lá. É importante que as investigações ocorram, mas que elas não sejam seletivas, que elas sejam investigações efetivas e amplas, doam a quem doer.
Sobre unidade do PSDB.
O PSDB vai estar unido, para desalento e dissabor dos nossos adversários. No momento certo, o PSDB se apresentará unido, porque é a nossa unidade o instrumento mais vigoroso que temos para enfrentar e vencer as eleições. Estou muito confiante de que vamos chegar no ano que vem em condições de irmos para o segundo turno, e, indo para o segundo turno, vamos vencer as eleições. Porque o Brasil está cansado de tanta incompetência e de tantos desvios éticos.
Sobre negociações com o PSB.
Tenho uma relação antiga e pessoal com o presidente do PSB, o governador Eduardo Campos. O PSB tem uma candidatura colocada e essa candidatura faz bem à democracia. O PT é que quis ganhar por WO. Espero por outras candidaturas, seja de Eduardo, de Marina. Para nós, outras candidaturas aprofundam o debate e aprimoram a democracia. Mas quem vai para o segundo turno é o PSDB, que vai vencer as eleições.
Sobre as propostas do partido.
Vamos vencer as eleições no Brasil. E para o Brasil é muito importante iniciarmos um novo ciclo de governo, como eu disse, valorizando os municípios e os estados, com mais solidariedade com os investimentos na saúde. O governo do PT,quando iniciou em 2003 o seu primeiro mandato, o governo federal investia 56% de tudo o que se gastava em saúde pública. Dez anos se passaram e o governo federal participa com apenas 45%. O restante da conta fica sob a responsabilidade de estados e municípios. Na segurança pública, esta tragédia agora agravada pelo crack, por esta epidemia danosa e devastadora do crack, o governo federal, que deveria cuidar das nossas fronteiras, responsável pelo tráfico de drogas e pelo tráfico de armas, participa com apenas 13% do conjunto de investimentos. 87% de tudo o que se investe em segurança pública no Brasil vêm dos estados e dos municípios. O atual governo, governo do PT, é pouco generoso com os municípios e com os estados. O PSDB vai querer refundar a Federação no Brasil.
“O sentimento no Brasil é de mudança”, diz Aécio Neves em Sorocaba (SP)
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e líderes tucanos de São Paulo foram recebidos com festa no encontro que reuniu prefeitos, vereadores e militantes de cerca de 80 municípios em Sorocaba (SP), neste sábado (07/12). O senador cumprimentou a cada um dos prefeitos presentes e enfatizou a importância de o partido mobilizar todas as regiões do país.
Aécio Neves afirmou que a população brasileira deve se unir em torno de um objetivo comum: encerrar o ciclo de governo do PT, iniciado onze anos atrás.
“O sentimento no Brasil é de mudança. As pessoas querem olhar e enxergar algo novo, uma visão moderna de mundo que integre o país. E isso somos nós que temos. O PSDB está preparado para o debate”, afirmou Aécio.
O encontro de tucanos reuniu prefeito de Sorocaba, Antonio Carlos Pannunzio, o ex-prefeito Vitor Lippi, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Samuel Moreira, o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, e a deputada estadual Maria Lúcia Amary, além de Ricardo Montoro, filho do fundador do PSDB e ex-governador Franco Montoro.
“Estamos nos reencontrando com a nossa própria história, com as razões para a própria criação do PSDB há 25 anos. Avanços que o Brasil veio vivendo ao longo das últimas décadas – a Lei de Responsabilidade Fiscal, internacionalização da economia, resgate da credibilidade, estabilidade da moeda – estão sendo perdidos”, disse Aécio.
Incapacidade federal
O presidente nacional do PSDB destacou também a incapacidade do governo do PT em atender às principais demandas do cidadão em áreas como educação, segurança pública e na economia.
“Essa equação de crescimento pífio e ridículo é a herança maldita que o governo do PT legará aos brasileiros. É o retrato do futuro que nos espera, se não houver uma ruptura desse governo, já que a ausência de renda significa ausência de oportunidades para empresas, de renda e emprego”, alertou.
Aécio Neves falou ainda sobre a forte interferência do governo em áreas estratégicas do Estado brasileiro, como agências reguladoras e estatais, que acabam servindo a propósitos partidários. “O PT transformou a Petrobras na empresa não financeira mais endividada do mundo”, disse.
Unidade de São Paulo
Ao lado das lideranças políticas da região, Aécio Neves caminhou pelo centro comercial de Sorocaba após o ato político. Na próxima semana, o presidente do PSDB irá visitar São José dos Campos (13) e Santos (14), no fim da série de encontros que reuniu municípios paulistas.
“São Paulo sempre foi e continuará sendo o mais importante instrumento de desenvolvimento do Brasil. Temos em São Paulo atividades econômicas que, infelizmente, não alcançamos, nesse nível, em outras regiões do país. Mas quando vemos o processo de desindustrialização se agravar no Brasil, quando vemos o agronegócio ser privado de infraestrutura para escoamento da sua produção, perdemos competitividade junto a outros países. Uma gestão econômica que resgate a credibilidade do Brasil e nos permita a retomada do crescimento é algo que interessa a São Paulo, para que São Paulo continue crescendo e gerando emprego cada vez de maior qualidade”, disse Aécio.