Poupança para Estudantes
Em Minas Gerais, Aécio Neves criou o programa “Poupança Jovem”, para apoiar alunos da rede pública estadual com uma poupança no valor de R$3 mil para quem concluísse o Ensino Médio com boas notas. A poupança funcionou como incentivo para o ingresso na faculdade ou abertura de negócios próprios. O programa atingiu antecipadamente a meta de atender 10% dos alunos nas áreas de maior evasão escolar.
Brasil Real Tarifaço
No Facebook, Aécio comenta discurso de Dilma na Reunião Ministerial
COMENTÁRIOS SOBRE TRECHOS DO DISCURSO DA PRESIDENTE DILMA – REUNIÃO MINISTERIAL
“Nossa meta será continuar o projeto iniciado em 2003”, afirmou a presidente na abertura da reunião. A presidente explicou ainda que os ajustes econômicos são necessários e que irão “ampliar o projeto vitorioso nas urnas”. “Os ajustes que estamos fazendo são necessários para manter o rumo, preservando as prioridades sociais que iniciamos há 12 anos. As medidas que iniciamos e consolidaremos vão continuar um projeto vitorioso nas urnas”, continuou a presidente.
COMENTÁRIO:
O projeto que venceu nas urnas foi diferente daquele que a presidente está implementando. A presidente prometeu uma coisa e está agora fazendo algo completamente diferente, que ela não discutiu ao longo da campanha. E sabemos, hoje, que o estelionato eleitoral foi duplo – o governo já vinha estudando nas mudanças no seguro desemprego, abono salarial e pensões antes das eleições, mas não apenas negava a necessidade de mudanças como atacava quem falava na necessidade de alguns ajustes. Foi um estelionato eleitoral premeditado.
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A presidente destacou as iniciativas no campo tributário e afirmou que vai apresentar um plano nacional de exportações. Em seu discurso, falou que é preciso tentar manter o desenvolvimento econômico do país, apesar do cenário internacional, e defendeu que haja “continuidade” em seu governo, com mudanças. “Precisamos de reequilíbrio fiscal para recuperar o crescimento da economia […] garantindo a continuidade da criação de emprego e da renda”, afirmou.
COMENTÁRIO:
A presidente Dilma e o seu governo estão perdidos. O melhor plano para aumentar as exportações é o crescimento da produtividade, uma taxa de câmbio mais desvalorizada e acordos comerciais que não foram prioridades no governo Dilma e no governo do PT, que priorizou uma abordagem ideológica na nossa política comercial. E hoje o equilíbrio fiscal é necessário devido à política fiscal irresponsável do governo Dilma, que nos levou de um superávit primário de 3% do PIB para um situação de déficit primário.
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“Em nenhum momento do primeiro mandato descuidei da inflação”, assinalou a presidente.
COMENTÁRIO:
A inflação média no governo Dilma foi de 6,2% ao ano, acumulando uma inflação de 27% em quatro anos. Hoje, em um mundo de inflação baixa e próxima de zero na Europa, temos um país com uma inflação e elevada e que, este ano, corre o risco de passar de 7% e estourar o teto da meta. A presidente não apenas “descuidou da inflação” como segurou preços da gasolina e da energia, que serão reajustados agora. Em 2015, teremos um tarifaço, graças à política artificial da presidente Dilma de controlar a inflação, que foi um desastre duplo: não reduziu a inflação e deixou um prejuízo monumental para a Petrobras e Eletrobras.
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Dilma prometeu ainda a desburocratização. “Vamos fazer mais, gastando menos”, afirmou. A presidente anunciou o lançamento de um programa de desburocratização das relações das empresas e de cidadãos com estados, visando ao aumento de competitividade nas empresas. Ela também afirmou que o governo está preparando a reforma do PIS/Cofins e que deverá apresentar um Plano Nacional de Exportações, para estimular o comércio exterior.
COMENTÁRIO:
Por que o governo não fez isso até agora? Como um governo que promete reforma do PIS/Cofins acabou de aumentar esse tributo sobre importações e combustíveis? A única reforma que foi feita até agora foi o aumento da carga tributária, na semana passada, em mais de R$ 20 bilhões, em um contexto de PIB estagnado.
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A presidente prometeu continuar com concessões de rodovias, ampliar concessões de aeroportos e também realizar concessões para hidrovias.
COMENTÁRIO:
Ao longo do governo Dilma, apesar do crescimento do gasto público em mais de R$ 200 bilhões, o investimento do Ministério dos Transportes caiu em mais de 20% e a taxa de investimento da economia brasileira, hoje, é menor do que em 2010. O plano de investimento foi tímido e o investimento público em infraestrutura foi reduzido.
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“O Brasil continua sendo uma economia continental, diversificada, um grande mercado interno com empresas e trabalhadores habilidosos e versáteis”, continua a presidente, que passa a citar números da economia brasileira
COMENTÁRIO:
De acordo com as projeções do mercado, o crescimento médio do Brasil nos próximos quatro anos será por volta de 1,5% ao ano e a taxa de juros do mercado ficará acima de 10% ao ano. Tivemos, no ano passado, um buraco grande nas contas externas – déficit em conta corrente de 4,2% do PIB – com queda do investimento, a inflação está em alta e a geração de emprego formais em 2014 foi a pior desde 1999. O Brasil está pagando um preço muito alto pela incompetência e amadorismo da política econômica do primeiro governo Dilma.
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A presidente se dirigiu às ministras e lembrou que o País é o maior consumidor de cosméticos do mundo.
COMENTÁRIO:
Mas o governo acabou de aumentar os impostos sobre a produção de cosméticos e a taxa de juros sobre operações de empréstimo. Isso significa que mesmo o que ia bem o governo agora tenta piorar, sugando recursos para financiar seus 39 ministérios.
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Durante seu discurso, Dilma também recomendou que os ministros reajam ao que ela chamou de “boatos”. “Devemos enfrentar o desconhecimento, a desinformação, sempre e permanentemente. Nós não podemos permitir que a falsa versão se crie e se alastre, reajam aos boatos […]. Por exemplo, quando disserem que vamos acabar com os direitos trabalhistas, respondam em alto e bom som: “não é verdade”.”Reajam aos boatos, travem a batalha da comunicação, levem a posição do governo à opinião pública”, afirmou a presidente aos ministros.
COMENTÁRIO:
Na verdade, a grande fábrica de boatos foi o PT, a candidata Dilma e seu marqueteiro na campanha de 2014. O que está acontecendo agora não é boato. A presidente já editou de forma autoritária Medidas Provisórias retirando direitos dos trabalhadores e pensionistas. Hoje, pela proposta do governo, quem trabalhou menos de seis meses com carteira assinada deixa de ter direito ao abono salarial. Novos pensionistas perderão 40% do seu benefício e o os jovens no primeiro emprego perderão direito ao seguro desemprego se não tiverem carteira de trabalho assinada por pelo menos 18 meses, antes 6 meses pela regra antiga. O governo está tirando direito dos trabalhadores.
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“Estamos tomando todas as medidas cabíveis para garantir o abastecimento de energia elétrica”.
COMENTÁRIO:
A presidente falta com a verdade. Não houve uma única propaganda para que a população economizasse água e energia e, atualmente, os reservatórios do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste estão com menos da metade da capacidade do início de 2014. Termos um aumento de mais de 30% na conta de luz e ainda assim é alto o risco de racionamento, porque o governo não adotou medidas preventivas, pois, ano passado, estava mais preocupado com as eleições.
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“Vou chegar ao final deste mandato podendo dizer o que disse no final do primeiro: nunca um governo combateu com tamanha obstinação e honestidade a corrupção”.
A presidente Dilma também usou a reunião para reafirmar o que ela chamou de “compromisso da lisura com o dinheiro público”, com autonomia dos órgãos de investigação. E comentou as investigações feitas na Petrobras: “Temos que, principalmente, criar mecanismos que evitem que episódios como este voltem a ocorrer. Temos que saber apurar, temos que saber punir. Isso tudo sem diminuir a Petrobras”.
COMENTÁRIO:
Quem combateu a corrupção não foi o governo, mas sim a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal. O que o governo fez foi possibilitar a corrupção com o aparelhamento político das estatais para viabilizar um projeto de poder.
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Dilma promete colocar em debate, no primeiro semestre, a reforma política e cita, como pontos a serem debatidos, o financiamento de campanha e a participação da sociedade na política.
COMENTÁRIO:
Sempre que o governo se vê em um mar de denúncias, cita a reforma eleitoral. O governo não tem proposta de reforma eleitoral, não tem proposta de reforma tributária e não tem proposta de coisas alguma. Até a política econômica foi agora terceirizada para um economista de fora do PT, porque o governo não sabe o que fazer para solucionar os problemas que ele próprio criou. A presidente Dilma não se preparou para um segundo mandato.
Confira também a postagem no Facebook de Aécio Neves
Aécio Neves – Entrevista sobre o apoio do Solidariedade
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, concedeu entrevista, nesta terça-feira (13/05), em Brasília (DF), sobre o apoio do Solidariedade à pré-candidatura do senador à Presidência da República.
Leia a transcrição da entrevista do senador:
Sobre formalização de apoio do Solidariedade à pré-candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República.
O Solidariedade é o primeiro partido que formalmente se manifesta em favor do nosso projeto. O Solidariedade foi criado recentemente e foi criado, diferente da maioria dos partidos, no campo oposicionista. Isso é extremamente relevante. E tem uma agenda para o Brasil. Participação, ao nosso lado, da formulação da nossa proposta de governo. Alguns compromissos – o Paulinho já teve a oportunidade de externar – manteremos durante a campanha, durante o governo.
É uma caminhada que começa de forma adequada, discutindo o Brasil, apontando os equívocos do atual governo, que nos legará uma herança maldita de inflação alta, crescimento baixo e uma perda crescente da nossa credibilidade, que afeta os investimentos, e, obviamente, por consequência, renda e empregos no Brasil. Um governo que falhou na construção da nossa infraestrutura, que hoje capenga e que hoje é o impeditivo de uma maior competitividade de vários setores da nossa economia.
E falhou nos nossos indicadores sociais. Na educação pontuamos os últimos lugares em todos os rankings internacionais. Na saúde, a omissão do governo é crescente. O governo federal gasta hoje cerca de 10% a menos do que gastava quando iniciou o governo. E, na segurança pública, essa omissão chega a ser criminosa, porque 87% dos recursos investidos em segurança pública vêm dos estados e municípios e não da União, que investe apenas 13%.
Estou extremamente feliz com o início desta caminhada, que terá a orientá-la, a emoldurá-la, um compromisso com algo que, para mim, é essencial à vida pública: ética, seriedade, decência no manuseio do dinheiro público. Não podemos assistir passivamente o que está acontecendo com as nossas empresas, e a Petrobras é o mais eloquente exemplo do mal que o aparelhamento da máquina pública e o governo que se submete ao interesse de um grupo político podem fazer. Os fundos de pensão estão aí com denúncias sucessivas também de aparelhamento. A Eletrobras foi outra empresa que perdeu grande parte do seu valor. Isso não pode continuar. E a nossa aliança, ao lado de outros partidos que se somarão a nós, em especial o Democratas, vai impedir mais quatro anos de um governo que tem feito tão mal ao Brasil.
Sobre nome indicado pelo Solidariedade (Miguel Torres) como sugestão para candidato a vice.
É um nome extremamente qualificado. É o presidente da Força Sindical, a maior das centrais do Brasil, e será avaliado pelo conjunto dos partidos que fazem parte dessa aliança. Essa decisão será tomada no mês de junho, antes, obviamente, da nossa convenção marcada para o dia 14. Mas recebo o nome do companheiro Miguel como uma contribuição extremamente positiva, que mostra o engajamento, não apenas a solidariedade, da própria Força nesse projeto. É um nome muito qualificado, representa o sentimento dos trabalhadores brasileiros e fico muito honrado de ter mais esse nome a ser avaliado pelo conjunto dos partidos.
Sobre posse do ministro Dias Toffoli na Presidência do TSE e declarações recentes do ex-presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello.
Respeito o ministro Toffoli, ele sabe a grandeza e a dimensão do cargo que vem a ocupar. Estou absolutamente sereno em relação à sua conduta. O que acho, e aí concordo com o ministro Marco Aurélio, é que nós não podemos afrouxar as regras, em razão, sobretudo, de termos na disputa um governo que mostrou muito pouco respeito a elas, seja na convocação de cadeia de rádio e televisão para fazer propaganda eleitoral, seja na utilização de estruturas de governo quase que diariamente também para fazer campanha eleitoral, seja com a propaganda bilionária de empresas, de bancos públicos, em especial, que não focam o objetivo do banco, mas sim o interesse do partido que está no poder. Eu acho que toda vigilância é necessária e é bem-vinda, mas tenho confiança que o ministro Toffoli saberá conduzir com a dimensão pública que tem, de forma isenta e equilibrada, as próximas eleições.
Sobre pauta trabalhista.
Eu convidei o companheiro, me permita chamá-lo assim, João Feio, é assim que ele é conhecido e não há porquê não chamá-lo assim, apesar de ser uma injustiça, para participar da coordenação do nosso programa de governo. E, obviamente, todos esses temas serão debatidos. Vamos fazer aquilo que é possível e necessário para o Brasil voltar a crescer, para controlarmos a inflação, para permitirmos que a indústria encontre o caminho de competitividade que ela vem perdendo ao longo dos últimos anos, principalmente nesse governo. Obviamente, esses assuntos estarão sobre a mesa, mas eu estou aqui assumindo os compromissos sobre aqueles que eu acredito que seja possível de imediato assumir.
Aécio Neves divulgou nota à imprensa sobre os resultados do PIB
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, divulgou nota à imprensa, nesta quinta-feira (27/02), sobre o resultado do PIB, divulgado pelo IBGE. Aécio Neves destacou que, nos últimos três anos, o desempenho da economia brasileira ficou abaixo do esperado por especialistas na área.
Leia a nota:
Apesar de um desempenho geral um pouco melhor do que o projetado pelos analistas (2,3% contra 2,1% das estimativas), o comportamento do PIB nacional medido pelo IBGE não representa uma efetiva recuperação ou retomada do crescimento da economia brasileira e continua sendo, no acumulado dos últimos três anos, o menor entre as principais economias emergentes.
Ao contrário do que acusa o governo, os analistas sempre foram menos pessimistas do que os fatos. Ou seja, nos últimos três anos, o desempenho da economia esteve sempre abaixo do desempenho esperado pelos diagnósticos dos especialistas, no início do ano ou no final do ano anterior.
Mesmo com uma queda menor da indústria no período, esse número mal compensou a queda de 8% do PIB industrial de 2012. O quadro geral é de estabilidade, em um patamar muito aquém do que o país poderia e deveria estar.
O mesmo acontece com o crescimento dos investimentos – em 6,3%, que quase não contrabalança a queda de 4% registrada em 2012. É ainda importante destacar que, quando se olha os números trimestrais, o crescimento do investimento se concentrou na primeira metade de 2013 e já perdeu fôlego no segundo semestre do ano. A taxa de investimento, de 18,4% do PIB, continua abaixo para o padrão latino-americano, de mais de 20%.
O consumo das famílias cresce a uma taxa inferior e a tendência é de que o crescimento da renda este ano seja menor e as novas concessões de crédito também, o que não nos permite conclusões muito otimistas.
Do ponto de vista geral, o potencial de crescimento da economia reduziu-se efetivamente, fenômeno que não pode ser mais “terceirizado” e debitado na conta da crise internacional ou de outros acasos.
Representa queda estrutural do potencial de nossa economia em produzir um futuro melhor para os brasileiros, em função dos erros de política econômica que se acumulam nos últimos anos.
Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 27 de fevereiro de 2014

