‘Jeitinho’

O governo federal fez uma grave opção política ao abandonar a referência da legitimidade para atuar nas brechas da legalidade, onde vale tudo o que não é expressamente proibido.

Com isso, veste com nova roupagem aquele velho “jeitinho” do brasileiro que gosta de levar vantagem em tudo, imagem injustamente alardeada sobre a nossa gente que traduz um comportamento baseado na esperteza e nas artimanhas, quase sempre relacionado à burla das regras e das leis.

 

Leia mais: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2014/02/1406550-jeitinho.shtml.

Declaração do senador Aécio Neves sobre pronunciamento da presidente da República em cadeia de rádio e TV

O senador Aécio Neves divulgou uma declaração, em sua página do Facebook, neste domingo (29/12), sobre o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em rede nacional de rádio e televisão.

 

Confira a declaração do senador:

“Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral.

Lamentavelmente, a oposição não pode pedir direito de resposta.

Nenhuma palavra sobre as famílias vítimas das chuvas e as obras prometidas e não realizadas. Nenhuma menção à situação das empresas públicas, à inflação acima do centro da meta, ao pífio crescimento da economia. Nenhuma menção à situação das estradas, à crise da segurança e à epidemia do crack que estraçalha vidas.

Apenas como exemplo, na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez, a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada.

Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário: o analfabetismo parou de cair e, das 6 mil creches prometidas por ela em 2010, apenas 120 haviam sido entregues até outubro.

Essa nova e abusiva convocação de rede de rádio e televisão é mais uma demonstração da falta de limites de um governo que acredita que a propaganda e o ilusionismo podem demonstrar força, enquanto, na verdade, só acentuam a sua fraqueza.”

Aécio Neves saúda aprovação da emenda que proíbe uso de rede nacional de TV e rádio para propaganda eleitoral

O senador Aécio Neves saudou, hoje (17/09), a aprovação pelo Senado da emenda que proíbe o uso da rede nacional de televisão e rádio pela Presidência da República para fazer ataques contra partidos ou integrantes da oposição. A emenda do senador Aécio Neves limitava o uso da chamada cadeia de rádio e TV apenas para assuntos de utilidade pública, de segurança e paz social.

O texto, aprovado parcialmente na votação de ontem à noite, manteve a proibição de uso da cadeia nacional para objetivos meramente políticos e eleitorais. “Conseguimos aprovar no plenário do Senado ontem uma emenda de minha autoria que cria limites à convocação de cadeia de rádio e televisão por parte do presidente da República e dos presidentes dos demais poderes”, disse Aécio Neves.

O senador destacou que a cadeia de rádio e televisão é uma previsão constitucional e que deve ser utilizada em momentos específicos e para comunicados absolutamente inadiáveis à população. “Infelizmente, no governo do PT a convocação de cadeia de rádio e televisão com dinheiro público passou a ser uma peça de marketing, de propaganda do governo, das suas ações e de críticas aos adversários. Com a aprovação dessa emenda, pelo menos alguns limites vamos ter, já que quem deveria dar o exemplo e estabelecer ela própria esses limites, que é a Presidência da República, não tem feito isso. Fica pela via que não era necessária lá atrás, mas se tornou imprescindível agora, pela via congressual, o cerceamento da utilização das cadeias de rádio e televisão para objetivos políticos”, declarou Aécio.

Aécio Neves comenta uso da rede nacional de TV e rádio pela presidente

Declaração do senador Aécio Neves sobre uso da rede nacional de TV e rádio.

“O Brasil assistiu ontem a mais um exemplo inaceitável de como o PT usa, sem constrangimentos, estruturas de Estado para alcançar seus objetivos políticos. Sem razão que justificasse a formação de uma rede nacional obrigatória, vimos a apropriação de um instrumento de Estado para fins político-partidários. Falou à Nação não a presidente da República, mas um partido político, evidenciando, como nunca antes neste país, a mistura entre o público e o particular; o institucional e o partidário.

O PSDB manifestou-se em nota reiterando seu compromisso e responsabilidade com o país. Como senador da República, registro meu pesar por este triste marco de quebra do princípio da impessoalidade no exercício da Presidência da República”.