Entrevista sobre Aloysio Numes na liderança do governo Temer

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira (31/05), em Brasília, sobre a confirmação do nome do senador Aloysio Nunes como líder do governo interino de Michel Temer no Senado.

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre Aloysio Nunes na liderança do governo.

Quero comunicar a vocês que ontem no final da tarde o presidente Michel Temer me convidou a ir ao Palácio do Jaburu, e eu lá estive, e ele fez o convite para que o senador Aloysio Nunes pudesse assumir a liderança do governo no Senado Federal, no momento decisivo para a vida do país. Hoje cedo, a bancada do PSDB se reuniu, sob o comando do líder Cássio Cunha Lima e o senador Aloysio aceitou essa convocação com o primeiro objetivo de aproximar o governo Michel Temer da agenda proposta pelo PSDB que fala da renovação dos métodos de se fazer política no país, fala por reformas estruturantes extremamente profundas, passa pela reforma política inclusive.

Hoje, portanto, o senador Aloysio deu o sim, a sua aceitação, para que pudesse participar agora de forma mais efetiva dessa grande missão de soerguer o país, de recuperar o Brasil, a sua credibilidade, a sua economia e, por consequência, melhorar a vida das pessoas. O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que nos conduzimos até aqui, com que votamos pelo impeachment da presidente da República a partir dos crimes por ela cometidos, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social.

Alguns tópicos da agenda proposta pelo PSDB deverão, a partir da chegada do senador Aloysio Nunes à liderança do governo, ser estimulados não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, eu destacaria a necessidade de rapidamente na Câmara votarmos dois projetos e disse isso ontem ao presidente Michel, que concordou com isso, e com o ministro Meirelles, que lá também estava. O projeto que passa pela nova governança das estatais e também uma nova governança dos fundos de pensão, acabando com a partidarização e com o aparelhamento, tanto das empresas estatais, quanto dos fundos de pensão que tanto prejuízo vêm causando ao Brasil. São propostas prontas para serem discutidas e votadas na Câmara dos Deputados e tenho certeza que o líder Aloysio, participando agora do núcleo decisório do governo, e isso é essencial para a participação do PSDB aqui no Senado Federal, o governo do Michel Temer ganha, a meu ver, um novo estímulo para cumprir com as expectativas que sobre ele recaem hoje. Um governo que saiba mudar o que precisa ser mudado, que tenha coragem para fazer diferente e que possa apresentar ao Brasil uma nova e ousada agenda de projetos. Portanto, a partir de hoje, e ele falará com vocês em seguida, em nome de todo o PSDB, o senador Aloysio Nunes assume a liderança do governo Michel Temer no Senado Federal.


Sobre o PSDB assumir a liderança do governo.

Não esperamos facilidades. Não estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o presidente Michel fez ao Senador Aloysio e fez ao PSDB, através do seu presidente, uma convocação para que nos unamos a ele para tirarmos o Brasil das gravíssimas dificuldades que o governo do PT nos mergulhou. Entre o caminho – talvez mais cômodo – da omissão, do lavar as mãos e o caminho da responsabilidade, que sempre foi uma marca do PSDB de conduzir aqui no Senado as reformas pelas quais o Brasil anseia e aguarda, tenho absoluta certeza que a sociedade compreenderá que o papel mais adequado ao PSDB é esse, de assumir responsabilidades. E não tenho dúvidas que a presença do senador Aloysio Nunes, agora no conjunto das forças que conduzem a agenda política e também participando das decisões sobre a área econômica, será uma oxigenação extremamente importante ao governo Michel Temer. Não esperamos aplausos fáceis. Vamos pelo caminho difícil, mas único, o caminho do enfrentamento, o caminho da imposição de uma agenda absolutamente inadiável para retirar o Brasil da crise.

Ouça trechos da entrevista do senador:

Aécio Neves – Entrevista sobre Aloysio Numes na liderança do governo Temer

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira (31/05), em Brasília, sobre a confirmação do nome do senador Aloysio Nunes como líder do governo interino de Michel Temer no Senado.

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre Aloysio Nunes na liderança do governo.

Quero comunicar a vocês que ontem no final da tarde o presidente Michel Temer me convidou a ir ao Palácio do Jaburu, e eu lá estive, e ele fez o convite para que o senador Aloysio Nunes pudesse assumir a liderança do governo no Senado Federal, no momento decisivo para a vida do país. Hoje cedo, a bancada do PSDB se reuniu, sob o comando do líder Cássio Cunha Lima e o senador Aloysio aceitou essa convocação com o primeiro objetivo de aproximar o governo Michel Temer da agenda proposta pelo PSDB que fala da renovação dos métodos de se fazer política no país, fala por reformas estruturantes extremamente profundas, passa pela reforma política inclusive.

Hoje, portanto, o senador Aloysio deu o sim, a sua aceitação, para que pudesse participar agora de forma mais efetiva dessa grande missão de soerguer o país, de recuperar o Brasil, a sua credibilidade, a sua economia e, por consequência, melhorar a vida das pessoas. O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que nos conduzimos até aqui, com que votamos pelo impeachment da presidente da República a partir dos crimes por ela cometidos, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social.

Alguns tópicos da agenda proposta pelo PSDB deverão, a partir da chegada do senador Aloysio Nunes à liderança do governo, ser estimulados não apenas no Senado, mas na Câmara Federal, eu destacaria a necessidade de rapidamente na Câmara votarmos dois projetos e disse isso ontem ao presidente Michel, que concordou com isso, e com o ministro Meirelles, que lá também estava. O projeto que passa pela nova governança das estatais e também uma nova governança dos fundos de pensão, acabando com a partidarização e com o aparelhamento, tanto das empresas estatais, quanto dos fundos de pensão que tanto prejuízo vêm causando ao Brasil. São propostas prontas para serem discutidas e votadas na Câmara dos Deputados e tenho certeza que o líder Aloysio, participando agora do núcleo decisório do governo, e isso é essencial para a participação do PSDB aqui no Senado Federal, o governo do Michel Temer ganha, a meu ver, um novo estímulo para cumprir com as expectativas que sobre ele recaem hoje. Um governo que saiba mudar o que precisa ser mudado, que tenha coragem para fazer diferente e que possa apresentar ao Brasil uma nova e ousada agenda de projetos. Portanto, a partir de hoje, e ele falará com vocês em seguida, em nome de todo o PSDB, o senador Aloysio Nunes assume a liderança do governo Michel Temer no Senado Federal.


Sobre o PSDB assumir a liderança do governo.

Não esperamos facilidades. Não estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o presidente Michel fez ao Senador Aloysio e fez ao PSDB, através do seu presidente, uma convocação para que nos unamos a ele para tirarmos o Brasil das gravíssimas dificuldades que o governo do PT nos mergulhou. Entre o caminho – talvez mais cômodo – da omissão, do lavar as mãos e o caminho da responsabilidade, que sempre foi uma marca do PSDB de conduzir aqui no Senado as reformas pelas quais o Brasil anseia e aguarda, tenho absoluta certeza que a sociedade compreenderá que o papel mais adequado ao PSDB é esse, de assumir responsabilidades. E não tenho dúvidas que a presença do senador Aloysio Nunes, agora no conjunto das forças que conduzem a agenda política e também participando das decisões sobre a área econômica, será uma oxigenação extremamente importante ao governo Michel Temer. Não esperamos aplausos fáceis. Vamos pelo caminho difícil, mas único, o caminho do enfrentamento, o caminho da imposição de uma agenda absolutamente inadiável para retirar o Brasil da crise.

Aloysio Nunes na liderança do governo no Senado reforça compromisso do PSDB com o país, ressalta Aécio Neves

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, destacou, nesta terça-feira (31/05), que a definição pelo nome do senador Aloysio Nunes Ferreira para liderança do governo Temer no Senado reafirma o compromisso do partido com uma pauta de projetos que permita ao país reencontrar o caminho do desenvolvimento econômico e social. Em entrevista à imprensa no Senado, Aécio afirmou que a função aumenta a responsabilidade do partido em um momento de grave crise.

“O PSDB sabe da dimensão desse desafio. Não será um desafio simples, mas com a mesma responsabilidade com que conduzimos até aqui, com que votamos pelo impeachment da presidente da República a partir dos crimes por ela cometidos, o PSDB dará a sua contribuição efetiva agora, no Senado Federal, a partir da liderança do governo, exercida, sem dúvida alguma, por um dos mais respeitados e talentosos homens públicos brasileiros, o senador Aloysio Nunes, para que o Brasil encontre um novo caminho de crescimento e de desenvolvimento econômico e social”, ressaltou o senador Aécio Neves.

A indicação de Aloysio Nunes para assumir a liderança do governo no Senado foi feita pelo presidente em exercício Michel Temer ao presidente do PSDB no Palácio do Jaburu, na segunda-feira (30/05). Aécio Neves ressaltou que o partido sabe das dificuldades que terá pela frente, mas, entre ser omisso e ajudar o Brasil, o partido ficou com a segunda opção.

“Não estamos aqui recebendo uma homenagem, mas o presidente Michel fez ao Senador Aloysio e fez ao PSDB, através do seu presidente, uma convocação para que nos unamos a ele para tirarmos o Brasil das gravíssimas dificuldades que o governo do PT nos mergulhou. Entre o caminho – talvez mais cômodo – da omissão, do lavar as mãos e o caminho da responsabilidade, que sempre foi uma marca do PSDB, tenho absoluta certeza que a sociedade compreenderá que o papel mais adequado ao PSDB é esse, de assumir responsabilidades”, afirmou.


Pautas prioritárias

Aécio Neves afirmou também que a presença do PSDB na liderança do governo no Senado abre oportunidade para a discussão, no Congresso, das propostas contidas no documento “Princípios e valores para um novo Brasil”, entregue a Michel Temer no início de maio.

O conjunto de propostas, aprovado pela Executiva Nacional do PSDB e por todos os governadores tucanos, contém 15 pontos que o partido considera fundamentais para ajudar o Brasil a superar a grave crise econômica, social e ética. O documento elege como prioridades o combate irrestrito à corrupção e a reforma política com redução do número de partidos; o controle da inflação e a geração de empregos; reformas na educação e saúde; e a profissionalização da administração pública, entre outros pontos.

O presidente do PSDB defendeu como prioridade a votação de dois projetos, o que cria um novo marco para gestão de empresas estatais e o que profissionaliza os fundos de pensão. “São propostas prontas para serem discutidas e votadas na Câmara dos Deputados e tenho certeza que o líder Aloysio, participando agora do núcleo decisório do governo, e isso é essencial para a participação do PSDB aqui no Senado Federal, o governo do Michel Temer ganha, a meu ver, um novo estímulo para cumprir com as expectativas que sobre ele recaem hoje”, disse o senador Aécio Neves.

Reunião com vice-presidente Michel Temer

“É preciso que logo na largada, não apenas na constituição do governo, mas também das propostas que o vice-presidente deverá apresentar ao país, é importante que elas gerem esperança, o otimismo que vem faltando ao Brasil para superar esta crise”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, em entrevista, hoje (03/05), após entregar a Michel Temer a “Carta de Princípios e Valores para um novo Brasil”, elaborada pelo PSDB com contribuições ao novo governo, se confirmado impeachment de Dilma Rousseff.

Aécio destacou que o PSDB cumpre seu papel institucional ao apresentar propostas e compromissos que devem ser assumidos pela nova equipe de governo e ressaltou que o partido decidiu em reunião com governadores e líderes não indicar nomes para ministérios e cargos.

“Nosso apoio congressual será absoluto, mas o vice-presidente não precisa do ponto de vista de ocupação de cargos se preocupar com o PSDB”, afirmou.

Aécio e líderes tucanos entregam a Temer propostas para ajudar país a superar crise

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e os líderes do partido no Senado, Cássio Cunha Lima, e na Câmara, Antonio Imbassahy, entregaram, nesta terça-feira (03/05), ao vice-presidente da República, Michel Temer, um conjunto de propostas que deverá nortear o apoio do partido ao novo governo, se confirmado o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O documento “Princípios e valores para um novo Brasil” contém 15 propostas e contribuições do PSDB e foi aprovado pelos governadores tucanos e pela Executiva Nacional do partido, em reunião esta manhã, em Brasília.

“Apresentamos a ele o documento que é a síntese do que o PSDB pensa em relação a princípios e valores. Propostas para um governo de emergência nacional, como temos chamado o futuro governo de Michel Temer. São questões que começam pela reforma política, passam pela área econômica e chegam à área social. É um belo roteiro, emergencial para com as dificuldades que vive o Brasil”, afirmou o senador Aécio Neves, em entrevista, após entregar o documento nas mãos de Michel Temer, na residência oficial da vice-presidência da República.

A carta de Princípios e Valores contém pontos que o PSDB considera fundamentais para o Brasil na superação da grave crise econômica, política e ética. Entre eles, o combate irrestrito à corrupção e a reforma política com redução do número de partidos; o controle da inflação e a geração de empregos; reformas na educação e saúde; e a profissionalização da administração pública.


Apoio no Congresso, mas sem cargos

O presidente do PSDB reiterou que as medidas apresentadas terão apoio das bancadas do partido no Congresso Nacional. Ele ressaltou que, para isso, o partido não fará exigência de cargos ou indicações de ministérios, ao contrário da prática exercida pelo governo do PT.

“Reiteramos ao vice-presidente da República, a partir da reunião que tivemos hoje com todos os governadores do PSDB, sem exceção, e depois, com toda a Executiva Nacional, que o PSDB não tem interesse e disposição neste instante em indicar nomes para o governo. Nos sentimos mais confortáveis em dar esta contribuição, desta forma, para que ele possa ter a absoluta liberdade de montar um governo no nível das expectativas da sociedade brasileira”, afirmou Aécio.


Críticas ao fisiologismo

Na coletiva, Aécio Neves defendeu que o eventual novo governo tenha uma equipe ministerial à altura dos desafios brasileiros. O senador fez um alerta de que Temer deve sinalizar para a sociedade que não compactua com as mesmas práticas políticas do governo atual.

“Não cabe a nós determinarmos quem serão os ministros ou condenarmos essa ou aquela nomeação. Cabe a nós alertarmos, como parceiros que queremos ser dessa fase da vida nacional, para a necessidade de que o futuro ministério atenda minimamente às expectativas do país. Não pode ser uma simples baldeação de um governo que finda para um que inicia. O vice-presidente não tem tempo para errar. É importante que ele próprio compreenda que é preciso que, nessa largada, ele mostre ao Brasil que também as práticas políticas mudaram”, destacou Aécio Neves.


Princípios e valores para um novo Brasil

PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira

Brasília, 3 de maio de 2016

1. Combate irrestrito à corrupção
É imperativo que o novo governo assegure expressamente que todas as investigações em curso – em especial as empreendidas no âmbito da Operação Lava Jato com foco no combate à corrupção – terão continuidade, sem serem submetidas a constrangimentos de quaisquer naturezas. Também estará garantida a independência funcional dos órgãos de controle externo e interno, como CGU e TCU, e de investigação e persecução criminais, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

2. Reforma política imediata
Defendemos a realização de uma imediata reforma política que busque garantir máxima legitimidade e representatividade aos eleitos, que tenha como uma das prioridades a imposição de cláusula de desempenho eleitoral mínimo para o funcionamento dos partidos políticos, além da adoção do voto distrital misto e do fim das coligações proporcionais. Defendemos também mais rigor da Lei das Inelegibilidades e da Lei da Ficha Limpa. Devemos criar as bases de um novo sistema político para que possamos voltar a discutir a implementação do parlamentarismo no Brasil.

3. Renovação das práticas políticas e profissionalização do Estado
O novo governo deve estar comprometido com o combate incessante ao fisiologismo e à ocupação do Estado por pessoas sem critérios de competência. Ministérios e cargos comissionados devem ser expressivamente reduzidos. Por outro lado, as carreiras típicas de Estado e os gestores públicos devem ser valorizados. Os cargos na administração devem ser preenchidos com base na estrita observância à qualificação técnica do indicado, tendo sempre como norma a busca pela maior eficiência no uso do recurso público e a promoção da meritocracia na administração pública, inclusive em empresas estatais, agências reguladoras e fundos de pensão. As ações do Estado devem ganhar transparência e sujeitarem-se ao escrutínio e à fiscalização da sociedade.

4. Manutenção e qualificação dos programas sociais, com redução da desigualdade e promoção de oportunidades
Numa situação de crise aguda como a atual, deve estar garantida a manutenção e a ampliação dos programas sociais que se direcionam para os segmentos mais vulneráveis e de menor renda da população, em especial o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronatec, o Fies e o Prouni. Adicionalmente, os programas sociais precisam ter como foco a melhoria da educação e a promoção de oportunidades iguais para todos os cidadãos, com vistas a diminuir sua dependência em relação ao Estado. Neste sentido, especial atenção deve ser dedicada às mulheres, aos jovens e às pessoas com deficiência. Nenhum resultado, porém, será satisfatório sem que o país obtenha a retomada do crescimento econômico, com ênfase na geração de empregos.

5. Revisão dos subsídios fiscais para fomentar o crescimento
É necessária a reformulação da política de subsídios, renúncias fiscais e financiamentos patrocinada por bancos públicos e agências de fomento. Os subsídios financeiros e creditícios precisam passar por rigorosa revisão e as linhas de crédito de bancos públicos, em especial do BNDES, devem ser conduzidas com absoluta transparência. A prioridade deve ser dada a projetos de elevado retorno social, em especial projetos com maior capacidade de geração de empregos nas seguintes áreas: saúde, educação, saneamento, segurança, mobilidade urbana e tecnologia.

6. Responsabilidade fiscal
Um governo comprometido em cuidar bem do dinheiro dos contribuintes não pode gastar mais do que arrecada e deve ter compromisso com o equilíbrio das contas públicas. O Executivo deverá apresentar, em no máximo 30 dias, um conjunto de medidas para a recuperação do equilíbrio das contas públicas que sinalize o controle do crescimento da dívida pública até 2018. É, também, imprescindível a promoção de reformas que garantam a sustentabilidade do nosso sistema de previdência social.

7. Combate rigoroso à inflação, preservando o poder de compra dos salários
A inflação deve ser tratada com tolerância zero, para o que é fundamental o auxílio da política fiscal (controle de gastos públicos), de forma a reduzir o papel das taxas de juros no controle da inflação.

8. Simplificar o sistema tributário, torná-lo mais justo e progressivo
Deve-se buscar a unificação de tributos e a redistribuição mais justa da carga. O Executivo deve apresentar uma proposta de simplificação radical da carga tributária e iniciativas para aumentar a progressividade e a justiça tributária na cobrança de impostos. Qualquer medida nesta área deve ser a mais horizontal e equilibrada possível.

9. Reformas para a produtividade
É imperativo que o novo governo proponha, em regime de urgência, uma agenda de reformas estruturais que criem condições para que o Brasil volte a ser um país competitivo, com melhores condições de gerar emprego, renda e bem-estar para as pessoas, e com equilíbrio nas contas públicas. E, ainda, recupere as agências regulatórias por meio de gestão profissional que busque de forma equilibrada o interesse da sociedade e o aumento significativo do investimento em infraestrutura, baseado num programa consistente de privatizações, concessões e PPPs. Estes serão os motores para a retomada do crescimento, para o fortalecimento da indústria, da agricultura, dos serviços e do comércio, as premissas para a melhoria das condições de vida e o aumento da produtividade no país.

10. Maior abertura e integração do Brasil com o mundo
Para recuperar seu papel no concerto das nações, o país precisa reorientar sua política externa e comercial de maneira enérgica para que possa se reintegrar à economia global e ampliar as oportunidades de empresas e de cidadãos brasileiros. Nossa diplomacia deve se guiar pelo interesse nacional e não por ideologias.

11. Sustentabilidade em prática
O Brasil tem condições de liderar a agenda global da sustentabilidade, começando por ampliar e inserir mecanismos de adaptação e mitigação aos efeitos da mudança climática em todas as políticas públicas. É imperativo também que o país acelere a consecução das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas no Acordo de Paris.

12. Reformulação das políticas de segurança pública
A segurança pública deve ser objeto de trabalho integrado das polícias, de modernização das formas de combate ao crime organizado, de uma política adequada de enfrentamento à questão das drogas e de maior proteção de nossas fronteiras, com vistas a reprimir o tráfico de armas e entorpecentes, capitaneados pelo governo federal.

13. Educação para a cidadania
Os recursos disponíveis precisam ser mais bem aplicados, a começar pelo apoio a estados e municípios que cumprirem metas rigorosas de cobertura e melhoria da qualidade e equidade nos sistemas de ensino, associado a um amplo programa de formação e valorização de professores, com ênfase na meritocracia. Uma das primeiras tarefas do novo governo é redefinir as novas bases curriculares, para que realcem a cidadania e efetivamente contemplem saberes que abram portas para crianças e jovens. A educação deve estar voltada ao desenvolvimento humano e ao trabalho.

14. Mais saúde para salvar vidas
A atuação do Estado na saúde deve estar voltada a salvar e melhorar a vida dos brasileiros, e não a remediar arranjos político-partidários. É preciso aumentar a eficiência e a sustentabilidade financeira do sistema, que hoje desperdiça recursos. Com sua base de financiamento cada vez mais reduzida, o sistema público tem que dar prioridade aos mais pobres. O primeiro passo deve ser ampliar a atenção básica com medidas estruturantes.

15. Nação solidária: mais autonomia para estados e municípios
Defendemos que a relação entre União, estados e municípios seja mais equilibrada, pondo fim a uma política marcada pela subserviência e pela troca de favores. É urgente a definição de um novo pacto federativo que fortaleça e aumente a autonomia de estados e municípios, para que possam gerir melhor os bens públicos, aplicar melhor os recursos e, desta maneira, fazer aquilo que de fato devem fazer: cuidar melhor das pessoas. É imperativo que o governo federal lidere este pacto, inclusive para superar impasses como os que hoje se encontram pendentes de decisão do Supremo Tribunal Federal.

O documento foi assinado pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e pelos governadores Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO), Geraldo Alckmin (SP), Pedro Taques (MT), Reinaldo Azambuja (MS) e Simão Jatene (PA). Clique AQUI para ver a íntegra do texto, com a assinatura dos tucanos.

Aécio Neves – Entrevista coletiva sobre a reunião com o vice-presidente Michel Temer

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, concedeu entrevista coletiva após a reunião com o vice-presidente Michel Temer, nesta terça-feira (03/05).

Leia trechos da entrevista do senador:

Como foi a conversa?

O vice-presidente nos convidou para um almoço, a mim e aos líderes Cássio Cunha Lima (Senado) e Antônio Imbassahy (Câmara). Apresentamos a ele o documento que é a síntese do que o PSDB pensa em relação a princípios e a valores e a propostas para um governo de emergência nacional, como temos chamado o futuro governo de Michel Temer. São questões que começam pela reforma política, passam pelas questões na área econômica, chega a questões na área social. Portanto, acho que é um belo roteiro, emergencial para com as dificuldades que vive o Brasil. Reiteramos ao vice-presidente da República a partir da reunião que tivemos hoje com todos os governadores do PSDB, sem exceção, e depois, com toda a Executiva Nacional, que o PSDB não tem interesse e disposição neste instante em indicar nomes para o governo.

Nos sentimos mais confortáveis em dar esta contribuição, desta forma, para que ele possa ter a absoluta liberdade de montar um governo no nível das expectativas da sociedade brasileira. Disse ao presidente Michel Temer que, no caso dele e do seu governo, a primeira impressão é a única que existe. É preciso que logo na largada, não apenas na constituição do governo, mas também das propostas que ele deverá apresentar ao país, é importante que elas gerem esperança, o otimismo que vem faltando ao Brasil para superar esta crise. Fizemos, portanto, nosso papel institucionalmente. O documento foi entregue. O nosso apoio congressual será absoluto, mas ele não precisa do ponto de vista de ocupação de cargos se preocupar com o PSDB.


Se ele escolher alguns nomes do PSDB, os senhores vão se opor?

Não vamos criar dificuldades ao vice-presidente Michel Temer. Cabe ao presidente da República, em um regime presidencialista, montar seu governo. Ele deverá buscar, na nossa avaliação, na palavra que ele deu ao líder Cássio Cunha Lima e ao líder Imbassahy, que busque fazer o melhor. Sabemos que existem amarras, que existem também comprometimentos partidários, mas é muito importante que nesse momento esta lógica se altere um pouco, para que ele possa buscar os melhores dentro de partidos. Não é impossível que ele os encontre, mas fora de partidos também. Não há necessidade, na nossa avaliação, de seguir-se aquela lógica de compartimentalização de ministérios a partir do conjunto de partidos que o apoiam. O essencial é que ele consiga constituir o apoio congressual para que essa agenda seja aprovada. Não há tempo a perder. O vice-presidente Michel Temer, em assumindo a presidência da República, a meu ver, deve assumir já com um conjunto de medidas a serem propostas ao Congresso Nacional logo no primeiro dia.


A primeira impressão é de fisiologismo? É essa a reclamação do PSDB?

Não cabe a nós determinarmos quem serão os ministros ou condenarmos essa ou aquela nomeação. Cabe a nós alertarmos, como parceiros que queremos ser dessa fase da vida nacional, para a necessidade de que o futuro ministério atenda minimamente às expectativas do país. Não pode ser uma simples baldeação de um governo que finda para um que inicia. O vice-presidente não tem tempo para errar. Viemos aqui como brasileiros, de forma absolutamente desprendida, nós sabemos que qualquer apoio gerará desgastes, estamos absolutamente prontos para ele porque, por outro lado, seria impensável e injustificável que nós simplesmente virássemos as costas para um governo eventual, circunstancial, em um momento de crise como esse. Não vamos. A bancada na Câmara está aqui para dizer que apoiará integralmente esse conjunto de medidas, a bancada do Senado da mesma forma e a direção nacional do partido também. Mas é importante que ele próprio compreenda que é preciso que, nessa largada, ele mostre ao Brasil que também as práticas políticas mudaram.