Aécio apoia devolução de MP que aumentava impostos e critica falta de diálogo do governo com o Congresso

O senador Aécio Neves criticou, nesta terça-feira (03/03), a decisão do governo da presidente Dilma Rousseff de aumentar a carga tributária sobre a folha de pagamento das empresas por meio de Medida Provisória, sem discussão prévia com o Congresso Nacional.

“Costumo dizer que temos hoje no país um presidencialismo quase que imperial. Aumentar impostos através de medida provisória talvez seja, do ponto de vista simbólico, a mais grave interferência de um poder sobre o outro. E é isso que vinha fazendo em outros momentos o governo federal, e que busca fazer agora”, disse Aécio Neves em discurso no plenário.

A declaração foi dada após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolver à Presidência da República a MP 669/2015, que aumentava as alíquotas da contribuição previdenciária para vários setores da economia. Publicada na última sexta-feira (27), a MP ampliava em até 150% o percentual pago pelas empresas.

Para Aécio, a decisão do presidente do Senado foi acertada e fortalece o papel do Congresso Nacional.

“Uma decisão absolutamente acertada e pedagógica e recoloca o Congresso Nacional no lugar em que ele deve estar, como parceiro de decisões econômicas desta gravidade. Uma das principais razões do descontrole absoluto da economia, hoje no Brasil, é exatamente este viés autoritário do governo que toma medidas unilaterais sem ouvir ninguém. O que faz hoje o presidente do Senado, e eu devo reconhecer isso, é algo que restabelece as prerrogativas do Congresso Nacional, equilibra a discussão entre os poderes e quem ganha é a sociedade brasileira”, afirmou Aécio em entrevista à imprensa.

O presidente do PSDB criticou os parlamentares petistas que defenderam o aumento de impostos por meio de MP em razão de o Brasil passar por uma crise econômica.

“Chama atenção certamente não apenas dos parlamentares que aqui estão, mas do povo brasileiro, lideranças do PT falarem agora da gravidade da situação econômica do Brasil. Esses mesmos parlamentares que, há poucos meses atrás, pintavam de cor de rosa o cenário da economia brasileira. Sim, a situação é grave, porque o governo federal agiu sempre de forma absolutamente autoritária e submeteu essa casa às suas vontades”, criticou Aécio Neves.

Aécio Neves afirma que PT tem medo do sentimento por mudança dos brasileiros

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em São Paulo, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou a propaganda partidária do PT que foi ao ar na última quinta-feira. Para Aécio, o programa veiculado expõe o medo dos petistas de uma derrota nas eleições deste ano.

 

Sonora de Aécio Neves 

“O PT hoje está aflito com o que está havendo no Brasil, com o sentimento hoje da maioria dos brasileiros por mudança. E tenta vender uma falsa ideia de que os brasileiros estão com medo. Não. Quem está com medo hoje são os petistas de perderem a eleição. Os brasileiros se tem algum medo hoje é do PT continuar no governo. O PT hoje é um partido em busca de um discurso. E é muito frágil esse discurso de um partido que depois de 12 anos no poder tem oferecido aos brasileiros desesperança, o medo”.

 

O tucano participou de uma reunião com cerca de 300 lideranças do Partido Democratas, que reforçou o apoio à pré-candidatura do PSDB para as eleições presidenciais. Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também contrapôs a atual estratégia usada pelo PT e afirmou que Aécio sinaliza a esperança de dias melhores para os brasileiros.

 

Sonora de Geraldo Alckmin

“Os nossos adversários, o PT estão fazendo a política do medo. É a antítese da politica. Porque politica é esperança. E nós estamos aqui com a esperança do Brasil poder avançar melhor. Com alguém que se preparou. Chegou a ideia, a proposta da honestidade, da honradez, do desenvolvimento, de qualidade de vida do futuro do Brasil. É tempo de Aécio Neves”.

 

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