Aécio destaca fim do contingenciamento dos recursos da segurança e defende repasses mensais aos estados

O senador Aécio Neves destacou ontem, (10/04), a aprovação do projeto de lei de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB) que proíbe o contingenciamento de recursos federais para a área de segurança pública em todo o país. Com o PLS 90/2007, aprovado por unanimidade no Senado, todo recurso do Orçamento da União destinado a projetos de segurança deverá ser integralmente repassado aos estados.

Na ampla discussão ocorrida no plenário do Senado, Aécio fez a defesa do projeto de sua autoria (PLS 698/2011) que torna obrigatória a transferência mensal da União aos estados dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNS) e do Fundo Penitenciário (Funpen).

“Nada adianta não contingenciar esses recursos no Orçamento se deixarmos que apenas em dezembro, último mês do ano, eles sejam transferidos aos estados, porque não haverá o planejamento necessário, não haverá as condições adequadas de esses recursos serem bem gastos. Por isso defendo que os repasses sejam garantidos mensalmente a cada estado. E que, no início do ano, cada estado saiba como se dará a repartição definida no Orçamento do ano anterior”, afirmou o senador.

Aécio Neves afirmou que a transferência mensal dos recursos da segurança permitirá o planejamento das ações de combate à violência e os investimentos em inteligência, em equipamentos para as forças de polícia e também na manutenção e modernização do sistema prisional, e na política salarial dos servidores.

“Todos sabem a importância de receber mensalmente da União os recursos a que têm direito tanto do Fundo Penitenciário, quanto do Fundo Nacional de Segurança. Não há nada mais em falta e mais urgente hoje nas administrações do que o planejamento. E só no momento em que você souber como vai ser a repartição desses recursos entre os entes federados, que os governadores terão as condições de fazer seu planejamento de investimentos, seja na melhoria das condições salariais dos servidores da segurança, seja em equipamentos e inteligência”, disse.

Indicadores definirão repasses

O senador explicou que, em razão da importância da atual discussão em torno de mais recursos federais para a segurança pública, ele irá aprimorar o debate com outro projeto de lei estabelecendo critérios para a repartição dos fundos. Entre eles estão os indicadores de violência de cada estado, o percentual dos alunos matriculados na educação básica, o nível de aparelhamento das forças de segurança, o efetivo policial e a remuneração dos servidores das polícias.

Esses critérios foram amplamente debatidos por Aécio Neves durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 24/2012), de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP), que instituiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública. Relatada por Aécio, a PEC 24 foi aprovada pelo Senado Federal em dezembro do ano passado e o texto já enviado à Câmara dos Deputados.

“A próxima proposta que trarei para essa ação levará em conta análise de questões relativas à população, aos índices de criminalidade em cada um dos estados”, explicou.

Reunião com ministros

O senador Aécio Neves defendeu hoje preservar as despesas com educação no orçamento federal de 2017. Ele se reuniu em Brasília, nesta segunda-feira (21/11), com os ministros da Educação, Mendonça Filho, e das Cidades, Bruno Araújo, e com o relator da Proposta de Orçamento, senador Eduardo Braga (PMDB-PA). O relatório da peça orçamentária será apresentado nesta terça-feira.

Reunião Aécio com ministros

Foto: George Gianni

Uma Prioridade Ética

Aécio Neves – Jornal Estado de Minas – 21/05/2016

Decorridos apenas cinco dias do afastamento da presidente Dilma, o país foi sacudido por uma informação estarrecedora: o déficit das contas públicas já superava os R$ 150 bilhões, valor bem maior do que o informado pelo governo até então. Esta semana, após novas análises, o valor estimado era ainda maior. O que já era muito ruim ficou dramático.

O que ainda virá dos subterrâneos das finanças públicas? A transparência não era, definitivamente, uma marca do governo anterior. A aposta em uma nova matriz econômica, eivada de equívocos e artifícios pouco ortodoxos, não apenas demoliu a solidez fiscal que ancorava a credibilidade da política econômica junto aos mercados, empresários e consumidores como levou o país a uma das piores recessões de sua história. A herança recebida do governo petista ainda está por ser conhecida em sua real dimensão.

Já se sabe, no entanto, que o quadro fiscal é calamitoso e requer reação imediata. A equipe econômica escalada pelo presidente Michel Temer se mostra à altura do desafio a ser enfrentado. O grupo reúne executivos e economistas experientes, de sólida formação acadêmica e com bons serviços prestados à administração pública. Não se pode dizer que não conhecem as entranhas da burocracia e das finanças públicas.

O que mais se espera desta equipe é que seja capaz de restaurar a confiança no país. Há uma longa batalha pela frente até que o país possa se recuperar dos atropelos cometidos por uma gestão credora de ideias ultrapassadas e letais aos fundamentos de uma economia moderna e globalizada. O Brasil saiu dos trilhos de forma vergonhosa, perdeu protagonismo no mundo e se viu rebaixado pelas principais agências de classificação de risco.

Agora, não há truque de marketing capaz de adoçar a realidade. A recente estimativa de déficit nas contas públicas faz antever novos cortes e ajustes de orçamento. Como a nova equipe é muito focada na questão fiscal – e certamente não poderia ser diferente, dado o emaranhado de problemas a enfrentar –, cabe aqui um alerta: tudo o que vier a ser feito deve respeitar a população, especialmente as classes mais pobres.

Os brasileiros já estão por demais sacrificados. Nada menos que 60 milhões de pessoas estão com ficha suja na praça, segundo entidades lojistas. O atraso no pagamento de contas de água e luz bateu recorde em março. Inadimplência, perda do poder de compra, desemprego, são esses os verdadeiros frutos do laboratório petista, finalmente desvestidos do marketing que os apresentava como o mais ambicioso projeto social já implantado no país. A ilusão está desfeita, mas o preço é alto.

No necessário enfrentamento das calamidades que agrediram a nossa economia há que se considerar, como prioridade, a questão da preservação de programas sociais que atendem as populações carentes. Áreas ligadas a serviços essenciais de saúde, segurança e assistência social não podem ser paralisadas. Acima de tudo, cuidar deste Brasil desprotegido deve ser um imperativo ético para o novo governo. Uma prioridade ética.

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Aécio: Dilma segue ignorando gravidade da crise e erra ao atacar oposições

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou, nesta terça-feira (15/09), que a presidente Dilma Rousseff continua a ignorar a gravidade da crise na qual seu governo mergulhou o Brasil. O senador disse que a presidente erra, mais uma vez, ao atacar as oposições no momento em que o governo busca apoio no Congresso para aprovar o pacote de medidas que prevê cortes bilionários no Orçamento de 2016 e a volta da CPMF.

Em entrevista à imprensa no Senado, Aécio afirmou que o PSDB e os governadores tucanos já se declararam contrários ao retorno da cobrança do chamado imposto do cheque e de qualquer aumento de tributo.

“A presidente sequer tem a coragem de apresentar ao Congresso uma alíquota que eventualmente pudesse ser compartilhada pelos governadores. Faz o inverso: apresenta uma proposta de aumento de CPMF de 0,2% e diz aos governadores, vamos lá no Congresso Nacional para que o Congresso dobre esta alíquota”, disse Aécio Neves.

O senador também criticou a presidente Dilma Rousseff por atacar novamente as oposições.

“No momento em que a presidente da República deveria demonstrar humildade e pedir apoio ao país para minimizar os danos do seu desastroso governo, ela não consegue convencer a sua própria base e ataca as oposições. Nos chama de pessimistas de plantão”, afirmou.

O senador ressaltou que o PSDB está avaliando as medidas anunciadas pelo governo petista e disse que a volta da CPMF ou de qualquer outro tributo penalizará a sociedade e agravará o quadro de recessão econômica.


Medidas no improviso

O presidente nacional do PSDB afirmou também que o governo federal anunciou as medidas contra a crise no improviso, sem discuti-las sequer com sua própria base no Congresso.

“A presidente da República deveria, antes do anúncio midiático dessas medidas, conversar com a sua base e apresentar ao Congresso uma proposta que seja do conjunto daqueles que lhe apoiam. O que estamos assistindo aqui é um conjunto de ideias montadas de forma absolutamente açodada. Imaginem vocês que em um final de semana, alguns ministros se reúnem no Palácio da Alvorada e saem de lá com cortes de bilhões. Como se isso fosse exequível. Porque se é exequível, a irresponsabilidade foi não ter feito isso lá atrás. Isso não é uma brincadeira”, criticou Aécio Neves.

Para o senador tucano, a presidente manipula o Orçamento de forma irresponsável, o que deve inviabilizar a aprovação das medidas.

“Infelizmente a presidente da República manipula o Orçamento ao prazer das circunstâncias, premida pelas circunstâncias e pelas pressões que vem sofrendo. E a absoluta falta de credibilidade da presidente e do seu governo, a meu ver, levará que muitas medidas que dependem de aprovação do Congresso Nacional não sejam aprovadas”, avaliou o senador.

Entrevista sobre os cortes no orçamento

Durante entrevista coletiva, em Brasília, nesta quarta-feira (15/09), Aécio Neves disse que no momento em que a presidente Dilma deveria demonstrar humildade e pedir apoio ao país para minimizar os danos do seu desastroso governo, ela volta a atacar as oposições.

Entrevista sobre a CPMF e as propostas do governo

“No momento em que deveria demonstrar humildade, pedindo apoio ao país para minimizar os danos do seu desastroso governo, a presidente Dilma ataca as oposições”, diz Aécio Neves ao repetir hoje que o PSDB e os governadores tucanos não apoiarão a cobrança da CPMF.

George Gianni

George Gianni