Trabalhadores pagam pela irresponsabilidade do PT, afirma Aécio Neves no 1º de Maio da Força Sindical

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta sexta-feira (1º/05), que os trabalhadores brasileiros estão sendo penalizados pela irresponsabilidade do governo Dilma Rousseff na condução do País. Em evento em homenagem ao Dia do Trabalhador, organizado pela Força Sindical em São Paulo, Aécio Neves disse que a petista entrega aos brasileiros um quadro de recessão na economia, com desemprego e inflação crescentes.

“Este primeiro de maio vai ficar lembrado como o dia da vergonha. O dia em que a presidente da República se acovardou e não teve a coragem de dizer aos trabalhadores brasileiros porque eles que vão pagar o preço mais duro deste ajuste. Mas se ela não diz, eu digo: pela irresponsabilidade do governo do PT que tem a entregar como legado aos trabalhadores brasileiros inflação alta, desemprego crescendo e a economia lá em baixo”, afirmou Aécio Neves em entrevista à imprensa.

O presidente nacional do PSDB também criticou a presidente Dilma Rousseff por não discursar em rede nacional de rádio e TV neste 1º de Maio. Para Aécio, Dilma não teve coragem de olhar para os trabalhadores brasileiros e explicar os motivos que colocaram o Brasil na pior crise em mais de 20 anos, conforme apontou relatório recente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Infelizmente, este é o legado que o Partido dos Trabalhadores tem a entregar aos trabalhadores brasileiros. Por isso, é que a presidente da República se esconde hoje daqueles que vêm sustentando este Brasil. Repito: a irresponsabilidade do governo do PT faz com que neste 1° de maio os trabalhadores não tenham absolutamente nada a celebrar”, afirmou o presidente nacional do PSDB.

 

Terceirização

Aécio Neves adiantou aos jornalistas que o partido deve propor mudanças no projeto sobre a terceirização das atividades trabalhistas. O projeto, aprovado na Câmara, será discutido agora no Senado.

“Vamos, no Senado Federal, discutir a terceirização com enorme responsabilidade. De um lado, vamos garantir a regulamentação para aqueles que são terceirizados. Mas vamos propor também um limite para que as empresas possam terceirizar alguma das suas atividades. Portanto, acho que o Senado Federal vai aprimorar o projeto votado na Câmara dos Deputados”, anunciou.

 

Convocação de Bendine

Durante a entrevista, o senador Aécio Neves também considerou gravíssima a revelação de que a Petrobras destruiu gravações de reuniões do Conselho de Administração que aprovou a compra da refinaria de Pasadena. Na época, Dilma Rousseff era presidente do conselho e aprovou a compra, que causou um prejuízo bilionário aos cofres da empresa.

O presidente do PSDB disse que o partido vai solicitar, na semana que vem, na CPI da Petrobras, a convocação do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, para que ele explique os motivos e quem foram os responsáveis pela destruição das gravações.

“Isso é algo extremamente grave. A CPI solicitou à Petrobras os áudios, as gravações das reuniões do Conselho de Administração para que os brasileiros possam entender quem foram realmente os responsáveis por aquele crime cometido com a companhia em uma operação que lesou a Petrobras em mais de US$ 1 bilhão (compra da refinaria de Pasadena). Se isso se confirma, realmente teremos que proceder do ponto de vista judicial para punir aqueles que cometeram esse delito”, anunciou o presidente do PSDB.

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Recessão prevista pelo FMI para o Brasil é dramática, diz Aécio Neves

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta terça-feira (14/04), que a queda de 1% do PIB brasileiro prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2015 comprova o fracasso da política econômica do governo Dilma Rousseff.

“Nossa situação é dramática. Pela irresponsabilidade do atual governo, temos um cenário único no mundo, que é de crescimento nulo – esse ano, inclusive, o crescimento é negativo – e inflação alta. Estamos puxando o crescimento da América Latina para baixo. Brasil, Venezuela e Argentina serão, na região, os países que menos vão crescer”, afirmou Aécio Neves.

Os números divulgados pelo FMI mostram que o Brasil está na contramão da economia mundial. Enquanto os países emergentes crescem em média 4,3%, o país caminha para ter crescimento negativo, consequência dos erros cometidos pelo governo federal nos últimos anos.

“No momento em que o mundo acena para um crescimento acima de 3,5%, cresceremos, durante o período do segundo mandato da atual presidente, zero. Essa é a média que os analistas fazem. Fruto do quê? De crise internacional que já não existe? Fruto da seca? Não, fruto da irresponsabilidade de um governo, que, mesmo sabendo dos equívocos que havia cometido, não corrigiu os rumos quando precisava corrigi-los. E, hoje, o custo será pago principalmente pelos brasileiros que menos têm”, afirmou o senador Aécio Neves.

 

Pacote econômico

O presidente nacional do PSDB voltou a criticar o ajuste fiscal proposto pelo governo federal. Segundo Aécio, o pacote é extremamente rudimentar, pois consiste no aumento de tributos e no corte de direitos trabalhistas.

“Quem pagará a conta é quem não deveria pagá-la, porque 85% do custo do ajuste recairão sobre a classe trabalhadora brasileira. E esse governo não tem sequer a responsabilidade, a humildade de dizer: errei, me equivoquei. Não, simplesmente ele diz que, agora, precisamos de uma nova política econômica. Precisamos sim, em razão do desastre, da irresponsabilidade que foi a política econômica desses últimos anos, agravada pela utilização sem limite do Estado para um projeto político”, criticou Aécio Neves.

Consenso

Mais uma vez não foi diferente. O governo federal reagiu com desdém aos relatórios divulgados na última semana pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), carregados de advertências sobre a equivocada condução da política econômica em vigência no país, como já vinham apontando as agências internacionais de risco.

Essas análises, delineando um cenário de dificuldades e incertezas à frente, apenas reproduzem os alertas de muitos brasileiros – e não apenas das oposições. Sem respostas para os problemas, a estratégia oficial é a de sempre: desqualificar a crítica e o interlocutor, como se estivesse em curso um verdadeiro complô contra o governo.

 

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