Nota sobre o programa do PT

O programa que o PT levou ao ar nesta noite é a mais enganosa e fantasiosa peça de propaganda já produzida por um partido e evidencia a que ponto são capazes de chegar.

O PT escondeu a própria presidente da República, como se o partido não tivesse também a total responsabilidade pelos atos praticados pelo governo nos últimos 12 anos e que trouxeram o país e as famílias brasileiras à grave crise hoje enfrentada pela população.

Diz a propaganda que o PT está ao lado do trabalhador e que não permitirá que seus direitos sejam cortados. Exatamente no mesmo dia em que chegam à Câmara dos Deputados duas Medidas Provisórias assinadas pela presidente em que são claros os cortes de conquistas dos trabalhadores.

O programa chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros quando o presidente do partido afirma que o PT e o governo combatem a corrupção.

O PT promete a expulsão de quem for condenado por corrupção, mas não explica aos brasileiros por que mantém entre seus principais nomes os condenados do mensalão José Dirceu e José Genoíno, entre outros que permanecem com poder de mando sobre o partido e sendo saudados como heróis. O partido que mais recebeu dinheiro de empresas privadas agora diz defender sua proibição.

Os dez minutos de propaganda política do PT utilizaram a mesma estética e o mesmo discurso da campanha eleitoral mais desonesta da história. Mas os brasileiros, que já foram vítimas de um estelionato eleitoral sem precedentes, não vão se deixar enganar novamente.

O programa do PT zomba da inteligência e desrespeita milhões de trabalhadores e de famílias que conhecem bem a realidade em que vivem.

Legitimidade das manifestações sociais

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, visitou a sede do partido em Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (10/04), onde reuniu-se com parlamentares mineiros. Aécio afirmou que quanto mais da sociedade forem as manifestações, mais legítimas e fortes elas serão.
“Por mais que no início alguns petistas quisessem dizer que aquilo foi uma armação, uma construção das oposições, ficou muito claro que era uma construção da sociedade. Mas nós somos parte dessa sociedade”, afirmou Aécio, ao comentar sobre a manifestação do dia 15 de março.

 

Estelionato eleitoral cometido pelo PT

O senador Aécio Neves afirmou, nesta sexta-feira (10/04),que o governo da presidente Dilma Rousseff foi o que mais cometeu estelionato eleitoral, em toda a história do País.
“Jamais um governo trouxe tantos prejuízos ao Brasil quanto o governo do PT. As conquistas que vieram dos governos anteriores, como a estabilidade da moeda, a credibilidade do Brasil interna e externamente foram jogadas fora por um governo e por um partido político que abdicaram de um projeto de país para se contentar, única e exclusivamente, com um projeto de poder”, declarou Aécio.

 

Análise dos 100 dias do segundo mandato da presidente

O senador Aécio Neves declarou, nesta sexta-feira (10/04), que o momento político atual é o mais triste em toda a história brasileira e que cabe à oposição continuar o que tem feito, denunciando, investigando e cobrando do governo federal os compromissos que assumiu com os brasileiros.

 

 

Aécio Neves – Entrevista sobre o Governo Dilma

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta quinta-feira (09/04), onde reiterou que a presidente Dilma Rousseff fez uma “renúncia branca”. Aécio também comentou sobre Michel Temer estar à frente da articulação política do governo no Congresso, estelionato eleitoral e declarações do ministro Nelson Barbosa.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre renúncia branca da presidente Dilma.

Disse ontem e reitero que a presidente fez uma renúncia branca, o que eu quero dizer de forma muito clara é o seguinte: ela não renunciou ao cargo, mas renunciou ao governo. Esse é o fato concreto. Nós vamos ter que viver a partir de agora essa nova experiência: do presidencialismo sem presidente.

 

Sobre Michel Temer à frente da articulação política do governo no Congresso e o estelionato eleitoral.

Para o PSDB não muda nada. Nós somos contra esse modelo que está aí. Eu respeito pessoalmente o Temer, eu o sucedi na presidência da Câmara dos Deputados e tenho uma relação cordial com ele, mas ele representa hoje o governo que nós, o PSDB, combatemos. É o mesmo governo, é o mesmo estelionato que está aí a cada dia se apresentando de forma mais vigorosa. Os índices de inflação de março, por exemplo, que nós alertamos lá atrás que estavam por vir, o governo omitia.

O que é mais grave quando nós falamos de estelionato não é apenas o fato da mentira, que por si só já é gravíssimo. Foi o governo sabendo da necessidade de tomar determinadas medidas corretivas, não as ter tomado no tempo certo. Esse talvez tenha seja o maior crime de responsabilidade cometido por esse governo porque poderia ter tomado há dois anos, um ano atrás, medidas corretivas que agora busca tomar a um custo muito menor para a população.

Mas o governo não se importou que a inflação saísse de controle, que a perda de credibilidade fosse crescente, que o crescimento do PIB fosse negativo porque isso interessava ao projeto de poder dele, interessava ao projeto eleitoral. Então, entre o interesse da população e o interesse eleitoral do PT prevaleceu mais uma vez o interesse eleitoral do PT.

 

Sobre as declarações do ministro Nelson Barbosa em defesa dos ajustes para manutenção de programas sociais.

Não se mantém os programas sociais se o país não cresce. Se não se mantém os empregos, o país não cresce. Os dados do IBGE hoje mostram o desemprego crescendo. Tudo o que foi anunciado na campanha eleitoral e combatido com ferocidade pelo PT já era de conhecimento deles. Eles não souberam disso agora. Acho que esta indignação crescente da sociedade brasileira com o PT e com a presidente da República é fruto exatamente da consciência que, agora, as pessoas vão tendo de que foram lesadas. Foram privadas da verdade e, mais grave ainda, das providências necessárias para enfrentar a realidade que já existia, que não começou agora.

 

Sobre tesoureiro do PT (Vaccari) ter dito que o PSDB recebeu doações de empresas envolvidas na Operação Lava-Jato.

O PT passou boa parte da sua existência querendo provar que era diferente dos outros. Hoje, faz um esforço enorme para se mostrar igual aos outros. Mas não somos iguais ao PT. Não recebemos financiamento em troca de superfaturamento de obras, de desvio de recursos públicos, como aconteceu com o PT segundo as inúmeras delações premiadas feitas. Acho triste o partido que, em tão pouco tempo, pela segunda vez, vê o responsável pelas suas finanças sofrer os constrangimentos que sofreu hoje o sr. Vaccari. O simples fato de ele ir ao Supremo Tribunal Federal, lá em suma, em última instância, estar liberado de dizer a verdade, é para mim uma absoluta e definitiva confissão de culpa.

 

A falta de confiança

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 06/04/2015

 

Muita gente tem se perguntado qual é a crise mais grave, a econômica ou a política?

Do meu ponto de vista, a que agrava todas as demais é a crise de confiança que se instalou entre a população e o governo. Ela é tão perceptível que não é preciso sequer esperar pelos resultados das pesquisas para constatá-la.

Ao contrário do que muitos pensam, confiança não é apenas um valor simbólico. É elemento concreto, matéria prima essencial aos governos, especialmente em época de crise. Quando a população confia em um governo, acredita nos seus diagnósticos e compromissos. Quando confiam em um governo, setores produtivos investem sem medo.

 

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