Governo Dilma tenta intimidar TCU porque não tem como justificar as pedaladas fiscais, afirma Aécio

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, classificou nesta terça-feira (6/10) de vil e grosseira a tentativa do governo federal de intimidar o Tribunal de Contas da União (TCU), na véspera do julgamento das chamadas “pedaladas fiscais”, manobra usada pela presidente Dilma Rousseff para esconder o rombo nas contas públicas em 2014.

Aécio e os principais líderes da oposição no Congresso se reuniram com o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, para manifestar solidariedade e rechaçar a pressão política contra o tribunal, comandada pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Nelson Barbosa, e pelo Advogado-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams.

“Hoje os presidentes e líderes dos principais partidos de oposição fazem uma visita em defesa do Tribunal de Contas da União, que vem sendo atacado de forma vil e até mesmo grosseira pelo poder Executivo. O que estamos assistindo é uma tentativa de intimidação de uma Corte que tem uma função constitucional e, entre elas, a de julgar as contas da presidente da República. Na ausência de argumentos técnicos aceitáveis, o governo parte para a intimidação”, afirmou o senador Aécio Neves, em entrevista à imprensa após a reunião.

Aécio foi ao TCU acompanhado dos líderes do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, e na Câmara, Carlos Sampaio; e dos presidentes do PPS, Roberto Freire; do DEM, Agripino Maia; do Solidariedade, Paulinho da Força; dos líderes do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, e na Câmara, Mendonça Filho; do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno; do senador tucano Álvaro Dias; e do deputado federal Arthur Maia, do Solidariedade.


Maquiagem fiscal

A investida contra o TCU começou no domingo, quando os ministros e o advogado-geral da União, ligado à presidente da República, pediram o afastamento do ministro Augusto Nardes, relator das contas do governo no tribunal. Apesar da manobra, o presidente do TCU manteve o julgamento marcado para esta quarta-feira (07/10).

“Esse governo do PT não satisfeito em destruir a economia do país, não satisfeito em mergulhar-nos em uma das mais graves crises sociais da nossa história contemporânea, agora pretende solapar as nossas instituições com as ameaças que faz ao Tribunal de Contas. Não permitiremos que isso ocorra”, defendeu Aécio.

O presidente nacional do PSDB afirmou ainda que o advogado-geral da União lidera a operação de intimidação contra o TCU e tem se notabilizado pela defesa de ilegalidades cometidas pelo governo federal, agindo como um advogado da presidente Dilma Rousseff. Aécio criticou o governo petista por politizar um julgamento de natureza técnica.

“A politização veio exatamente do governo federal, da AGU. O advogado-geral há muito deixou de ser advogado-geral para ser um assessor político da presidente da República, inclusive atacando a oposição. Estamos assistindo talvez à mais triste página na história da Advocacia-Geral da União. O advogado-geral deve tradicionalmente aconselhar o presidente da República para que os seus atos tenham a garantia da legalidade. O que estamos assistindo é o advogado-geral defender, de forma permanente e reiterada, ilegalidades”, afirmou o senador.

Papel das oposições

Aécio ressaltou que o papel das oposições neste momento é garantir a independência do TCU e de outras instituições que investigam casos de corrupção no governo federal e na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. O TSE decide hoje a abertura de investigações sobre os recursos usados na campanha eleitoral da presidente Dilma. O pedido de investigação foi feito pelo PSDB à Justiça eleitoral.

“O nosso papel é blindar as nossas instituições. Seja o Tribunal de Contas, seja o Tribunal Superior Eleitoral que, hoje à noite, deve retomar o julgamento de uma ação investigativa em relação às contas da presidente da República. Nós, da oposição, não vamos definir qual será o desfecho dessa crise, mas o nosso papel é garantir que as nossas instituições funcionem na sua plenitude, que ajam com independência, que ajam com a coragem que têm agido até agora”, ressaltou.

Visita ao TCU

Os senadores tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes participaram, nesta terça-feira (16/06), de visita ao presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e ao ministro Augusto Nardes, relator da prestação de contas do governo federal. A visita de parlamentares da oposição ao TCU foi em desagravo às pressões que o órgão tem sofrido por parte do governo em razão das irregularidades (pedaladas) verificadas na prestação de contas de 2014.

Pronunciamento sobre as Pedaladas Fiscais

“A lei no Brasil tem que valer para todos”, declarou Aécio Neves em pronunciamento hoje (16/06) na tribuna do Senado, ao destacar a importância do julgamento das contas do governo federal marcado para amanhã, pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). Aécio voltou a protestar contra a gravidade das manobras fiscais realizadas pelo governo na prestação de contas de 2014, quando usou indevidamente recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para pagar despesas próprias.

“Esse orçamento paralelo movimentou ao longo do ano passado cerca de R$ 135 bilhões”, afirmou.

 

Pronunciamento no Senado

“A lei no Brasil tem que valer para todos”, declarou Aécio Neves em pronunciamento hoje (16/06) na tribuna do Senado, ao destacar a importância do julgamento das contas do governo federal marcado para amanhã, pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). Aécio voltou a protestar contra a gravidade das manobras fiscais realizadas pelo governo na prestação de contas de 2014, quando usou indevidamente recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para pagar despesas próprias.

“Esse orçamento paralelo movimentou ao longo do ano passado cerca de R$ 135 bilhões”, afirmou.

 

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George Gianni

 

Oposição visita TCU em desagravo à pressão do governo na véspera da análise das contas de 2014

O senador Aécio Neves e lideranças da oposição visitaram nesta terça-feira (16/06) ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para fazer um desagravo diante da pressão que órgão tem sofrido por parte do governo Dilma Rousseff, às vésperas do julgamento das contas federais de 2014.

Os senadores do PSDB Aécio Neves e Aloysio Nunes, Ana Amélia (PP), Agripino Maia (DEM), Ronaldo Caiado (DEM) e Eduardo Amorim (PSC) reuniram-se com o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, e com o relator da prestação de contas, ministro Augusto Nardes. O julgamento da prestação de contas acontece nesta quarta-feira, após técnicos do tribunal e o Ministério Público Federal terem constatado graves irregularidades, as chamadas pedaladas fiscais e o uso de bancos públicos no financiamento de gastos do governo.

“Assistimos uma pressão desmedida do governo federal, do advogado-geral da União, de ministro de Estado sobre Tribunal de Contas. Viemos aqui apenas para prestar a nossa solidariedade a este tribunal, pela forma exemplar como vem conduzindo o seu trabalho. Esperamos, obviamente, que o relatório possa ser votado e aquilo que foi feito, o crime de responsabilidade cometido seja aqui atestado, para que em última instância o Congresso Nacional possa deliberar sobre ele”, afirmou Aécio Neves em entrevista à imprensa.

O senador ressaltou ainda que o TCU já considerou como graves as manobras contábeis feitas pelo governo federal ano passado, quando o governo violou a legislação e usou recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para pagamento de despesas. Prática que é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O governo do PT, o governo da presidente da República Dilma Rousseff desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal. As pedaladas fiscais estão caracterizadas de forma comprovada. Foram inclusive objeto de uma ação criminal que as oposições já impetraram junto à Procuradoria-Geral da República contra a presidente da República. Vamos aguardar essa decisão do Tribunal de Contas que pode ter consequências graves para o futuro”, afirmou Aécio.

Durante a visita, os senadores reiteraram que confiam na isenção do TCU no julgamento técnico da prestação de contas.

“O que nos pareceu é que o relator fez uma análise muito profunda e muito técnica de todos os aspectos das contas da presidente da República. O que salta aos olhos é o financiamento por instituições públicas, além da Caixa e do Banco do Brasil, mas também pelo BNDES, de responsabilidades que seriam do Tesouro. E isso vem acontecendo de forma sucessiva ao longo dos últimos anos”, afirmou.

 

Alerta na campanha

Aécio Neves lembrou que a presidente Dilma Rousseff foi advertida durante a campanha eleitoral sobre o uso dos bancos públicos no pagamento de despesas do governo.

“Em um dos debates, alertei a presidente da República, cobrei dela explicações em relação à Caixa Econômica Federal estar financiando o Bolsa Família sem o repasse do Tesouro, ou do Banco do Brasil financiando o Crédito Rural sem o repasse devido do Tesouro. A presidente não respondeu. Portanto, não há como dizer que ela não sabia do que estava acontecendo”, afirmou o presidente do PSDB.

Aécio Neves: Pronunciamento no Senado

“A lei no Brasil tem que valer para todos”, declarou Aécio Neves em pronunciamento hoje (16/06) na tribuna do Senado, ao destacar a importância do julgamento das contas do governo federal marcado para amanhã, pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). Aécio voltou a protestar contra a gravidade das manobras fiscais realizadas pelo governo na prestação de contas de 2014, quando usou indevidamente recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para pagar despesas próprias.

“Esse orçamento paralelo movimentou ao longo do ano passado cerca de R$ 135 bilhões”, afirmou.

 

Ouça o pronunciamento do senador: