Projeto de lei de Aécio e Abi-Ackel torna automática e aumenta transferências dos fundos de segurança para estados e municípios

Entrega de viaturas para Polícia Militar pelo governo de Minas Gerais.

O Projeto de Lei 235/2025 apresentado pelos deputados federais Aécio Neves e Paulo Abi-Ackel torna automática e aumenta a transferência obrigatória para os estados e municípios dos recursos que compõem o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Nacional Penitenciário (FNP).

O objetivo da nova proposta é dar maior autonomia e garantia de recursos aos estados e municípios para ações e projetos de segurança pública, em modelo semelhante ao que já ocorre nas áreas da saúde e da educação.

Desde 2018, foi criado o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), definido na Lei nº 13.675. Nele, União, estados e municípios têm responsabilidades compartilhadas nas ações de segurança e devem atender às regras do Plano Nacional de Segurança Pública.

A proposta de Aécio e Abi-Ackel mantém os critérios já estabelecidos na lei do SUSP, mas prevê a transferência regular e automática de 70% dos recursos do FNSP para estados e municípios. Desse total, 40% distribuídos de forma igualitária, 30% de acordo com os indicadores de criminalidade e os outros 30% a União aplica ou repassa por meio de convênios.

Para o FNP, serão repassados de forma regular e automática – independentemente de celebração de convênio – o mínimo de 60% da dotação orçamentária. Esse percentual não incluirá despesas de custeio. O repasse atual é de 40%.

Sem burocracia

Atualmente, a liberação dos recursos dos dois fundos é centralizada no Ministério da Justiça e depende da prévia aprovação de projetos em Brasília. O resultado são ações de segurança pública paralisadas ou interrompidas pela burocracia.

“A distância da realidade vivida pela população de cada estado e município soma-se à morosidade da administração federal para avaliar os projetos. Estados e prefeituras ficam sem condições financeiras para executar as ações de combate ao crime e às organizações criminosas, manutenção das unidades prisionais e sequer para os programas básicos de prevenção e de proteção das comunidades”, diz o ex-governador Aécio Neves.

Engessada pela burocracia, a execução orçamentária do Fundo Penitenciário Nacional tem sido baixíssima: em quase três anos, foi de apenas 36,2%, ou R$ 565 milhões de R$ 1,6 bilhões previstos. Os dados foram levantados pelo Instituto Teotônio Vilela, do PSDB. O gasto efetivo dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, infelizmente, não diferiu muito, foi de 63% do previsto (R$ 4,6 bilhões de R$ 7,3 bilhões).

Pela proposta dos deputados, a fiscalização sobre o uso e a correta aplicação dos repasses feitos diretamente fundo a fundo, a exemplo do já acontece na saúde e na educação, é dos Tribunais de Contas da União e dos estados e dos órgãos públicos competentes, como o Ministério Público.

Penitenciária implantada em Parceria Público Privada (PPP), em Ribeirão das Neves (MG), no governo Aécio. Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

Conheça o Projeto de Lei 235/2025 que prevê transferência automática de recursos dos Fundos de Segurança para estados e municípios

FUNDO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA (FNSP)

Garante recursos para atividades, projetos e ações nas áreas de segurança pública e de prevenção à violência.

Pelo projeto de lei, 70% dos recursos do FNSP deverão ser transferidos pela União. Desse total, 40% distribuídos de forma igualitária e 30% de acordo com os indicadores de criminalidade. Os outros 30% a União aplica ou pode repassar por meio de convênios.

Os indicadores de criminalidade do estado e do município são definidos no Sistema de Dados Nacionais de Segurança Pública.

Será vedado o contingenciamento dos recursos do FNSP e o uso deles para pagamento de salários, despesas e encargos sociais de qualquer natureza.

São receitas que compõem o FNSP: Arrecadações decorrentes de loterias, recursos orçamentários, fianças, bens móveis e imóveis decorrentes de atividades criminosas (exceto tráfico de drogas), doações e auxílios de pessoas jurídicas, públicas ou privadas, convênios, contratos ou acordos firmados com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, e rendimentos de qualquer natureza decorrentes de aplicação do patrimônio.

Os recursos transferidos, como já definido em lei atual, devem ser aplicados em:

Construção, reforma, ampliação e modernização de unidades policiais, de corpos de bombeiros militares e de guardas municipais.

Aquisição de materiais, de equipamentos e de veículos da segurança pública.

Uso de tecnologia e integração de sistemas de informações, base de dados, monitoramento e estatísticas de segurança pública.

Ações de inteligência, investigação, perícia e policiamento.

Programas e atividades de prevenção ao crime e à violência. No mínimo 5% dos recursos do FNSP devem ser destinados a ações de enfrentamento da violência contra a mulher.

Serviço de recebimento de denúncias e pagamento de recompensas.

Capacitação de profissionais da segurança pública e de perícia técnico-científica.

Programas habitacionais de profissionais da segurança pública; e de melhoria da qualidade de vida.

Os projetos habilitados a receber recursos do FNSP, por meio de convênios ou contratos de repasse, não poderão ter prazo superior a dois anos, admitida uma prorrogação por até igual período.

São obrigações dos estados e municípios:

Estados e Municípios deverão constituir seus respectivos Conselhos de Segurança Pública e de Defesa Social para acompanhamento da execução das ações e da aplicação financeira dos recursos transferidos, bem como da prestação de contas ao TCU e TCEs, e demais órgãos públicos de fiscalização.

O Conselho – previsto pelo Sistema Único de Segurança – deverá ser formado por representantes de cada órgão de Segurança Pública do estado ou do município, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da OAB, Defensoria Pública, entidades organizadas de profissionais de segurança pública e da sociedade civil. O mandato de cada representante será de dois anos, permitida apenas uma recondução.

Deverá instituir um Fundo de Segurança Pública, cuja gestão e movimentação financeira ocorrerão por meio de conta específica, mantida em banco público federal.

Um Plano de Segurança Pública e Defesa Social, aprovado pelo respectivo Conselho de Segurança Pública e Defesa Social.

Integrar os sistemas nacionais de dados e atualizar informações de segurança pública junto ao órgão competente do Poder Executivo federal.

Ter um Plano de Combate à Violência contra a Mulher devidamente implementado, com tratamentos específicos para as mulheres indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais.

Definir os critérios para a promoção e a progressão funcional, por antiguidade e merecimento, de policiais civis e militares, peritos e de integrantes dos corpos de bombeiros militares.

Sobre controle financeiro dos recursos

Estados e Municípios prestarão contas à União e darão publicidade e transparência durante o período de aplicação dos recursos e enviarão, anualmente, relatório de gestão sobre à aplicação feita.

A instituição financeira pública federal (banco) disponibilizará as informações sobre as movimentações financeiras ao órgão competente do Poder Executivo federal por meio de aplicativo que identifique o estado ou município que recebeu o recurso.

Os recursos repassados não poderão ser transferidos para outras contas bancárias enquanto não for identificada para qual finalidade será usada.

A conta corrente recebedora dos recursos só poderá será movimentada por meio eletrônico.

A União fica autorizada a realizar o bloqueio dos recursos repassados quando identificada a ocorrência de desvio ou de irregularidade. Já a não utilização no prazo definido implicará na devolução do saldo atualizado.

Os recursos que permanecerem no fundo serão automaticamente aplicados em títulos públicos federais de curto prazo. Os rendimentos das aplicações serão obrigatoriamente destinados às ações de segurança pública, observadas as finalidades, as regras e as condições de prestação de contas exigida.

FUNDO PENITENCIÁRIO NACIONAL (FUNPEN)

Gerido pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Tem a finalidade de financiar com recursos atividades e os programas de modernização e aprimoramento do sistema penitenciário nacional.

Constituem recursos do FUNPEN: dotações orçamentárias da União; fianças, doações ou contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis por parte de organismos ou entidades nacionais ou estrangeiras, bem como de pessoas físicas e jurídicas, recursos provenientes de convênios, contratos ou acordos firmados, recursos confiscados ou provenientes da alienação dos bens perdidos em favor da União, além de multas decorrentes de sentenças penais condenatórias.

Repartição dos recursos:

Pelo Projeto de lei, a União deverá repassar aos Estados e Municípios, de forma regular e automática, independentemente de celebração de convênio, o mínimo de 60% da dotação orçamentária do Fundo. Esse percentual não incluirá despesas de custeio e de investimento do Depen.

Do total do FUNPEN, 90% dos recursos serão destinados aos fundos penitenciários dos Estados da seguinte forma: 30% distribuídos conforme as regras do FPE; 30% distribuídos de forma igualitária; 30% respectivos à população carcerária; e 10% destinados aos fundos dos Municípios que tenham instaladas unidades penais.

Até 20% do total poderão ser repassados mediante convênio, acordos ou ajustes que se enquadrem nas atividades previstas.

É vedado o contingenciamento desses recursos.

Os recursos transferidos, como já definido em lei atual, devem ser aplicados em:

Construção, reforma, ampliação e aprimoramento de estabelecimentos penais; manutenção dos serviços e realização de investimentos penitenciários, inclusive em informação e segurança; formação, aperfeiçoamento e especialização do serviço penitenciário; aquisição de material permanente, equipamentos e veículos especializados de uso das unidades penais; implantação de medidas pedagógicas e de trabalho profissionalizante do preso, formação educacional e cultural do preso, execução de projetos destinados à reinserção social de presos, internados e egressos; programas de assistência jurídica aos presos e internados carentes; e programas de assistência às vítimas de crime.

Também podem ser gastos em programas de pesquisa científica na área penal, penitenciária ou criminológica, financiamento e apoio de atividades de inteligência policial, ações de assistência a familiares e dependentes de presos, manutenção de casas de abrigo para vítimas de violência doméstica; implantação e manutenção de berçário, creche e unidades destinadas à gestantes nos estabelecimentos penais, programas de penas alternativas para cumprimento de sentenças e de prestação de serviços à comunidade, e custos de sua própria gestão, exceto despesas de pessoal ou pagamento de salários a servidores públicos.

Fica autorizada a transferência de recursos do FUNPEN à organização civil que administre por meio de Parceria Público Privada (PPP) estabelecimento penal destinado a condenados – mediante apresentação de projeto aprovado pelo Tribunal de Justiça do estado, existência de cadastro no Depen e no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) do governo federal.

São obrigações dos estados e municípios:

Existência de um Fundo Penitenciário, no caso dos Estados, e de um fundo próprio no município para transferência dos recursos, cujas gestão e movimentação financeiras ocorrerão por meio de conta bancária específica em banco público federal.

Existência de órgão ou de entidade específica responsável pela gestão do fundo.

Existência de conselho estadual ou distrital penitenciários, de Segurança Pública e Defesa Social, para apoio, controle e fiscalização da aplicação de recursos do fundo.

Definição de metas e resultados a serem alcançados e o cumprimento das metas e resultados no exercício anterior.

Aprovação de relatório anual de gestão, o qual conterá dados sobre a quantidade de presos, com classificação por sexo, etnia, faixa etária, escolaridade, exercício de atividade de trabalho, estabelecimento penal, motivo, regime e duração da prisão.

Estado ou município integrante do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp) que deixar de atualizar seus dados não poderão mais receber recursos. A população carcerária de cada ente federativo será apurada anualmente pelo órgão competente do Poder Executivo federal.

Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver ações em conjunto, desde que a administração seja única.

Sobre controle financeiro dos recursos:

Ato do Conselho Nacional de Segurança Pública definirá os critérios para a utilização dos recursos transferidos; os prazos para apresentação de relatórios com os resultados; e os prazos para prestação de contas sobre o uso dos recursos.

A instituição pública federal (banco) disponibilizará informações sobre as movimentações financeiras ao órgão competente do Poder Executivo federal por meio de aplicativo que identifique o estado ou município que recebeu o recurso.

Os recursos repassados não poderão ser transferidos para outras contas bancárias enquanto não for identificada para qual finalidade será usada.

A conta corrente recebedora dos recursos só poderá será movimentada por meio eletrônico.

A União fica autorizada a realizar o bloqueio dos recursos repassados quando identificada a ocorrência de desvio ou de irregularidade.

Os recursos que permanecerem no fundo serão automaticamente aplicados em títulos públicos federais de curto prazo. Os rendimentos das aplicações serão obrigatoriamente destinados às ações de segurança pública, observadas as finalidades, as regras e as condições de prestação de contas exigida.

A não utilização dos recursos transferidos, nos prazos definidos, obrigará à devolução do saldo devidamente atualizado.

Câmara aprova avanços na licença e no salário-paternidade

O pagamento de um salário-paternidade a segurados do INSS e a ampliação do período de licença-paternidade são dois avanços aprovados pela Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (04/11).

O conjunto de novas medidas traz ainda uma outra importante conquista proposta pelo deputado federal Aécio Neves: a garantia de pagamento do salário-maternidade ao pai nos casos em que ocorrer o falecimento da mãe durante o parto da criança ou nos meses em que ela tem direito ao benefício pago pela Previdência Social.

A proposta de Aécio já havia sido aprovada pelo Senado Federal e passou a tramitar na Câmara em conjunto aos projetos agora aprovados e que estendem aos pais as mesmas garantias já estabelecidas às mães seguradas pelo INSS.

“Faço uma referência ao deputado Aécio Neves, que é autor da proposição que garante exatamente essa equiparação da licença-paternidade à licença-maternidade nos casos trágicos de falecimento da mãe durante o parto”, destacou o deputado Pedro Campos, relator do texto final aprovado.

A Constituição Federal já previa a criação de um salário-paternidade, mas o pagamento do benefício depende de uma lei específica para ser regulamentada. As medidas agora votadas na Câmara fazem essa regulamentação, mas dependem ainda de aprovação pelo Senado e da sanção da presidência da República.

Maior proteção na adoção de filho, uma garantia já assegurada em lei proposta por Aécio

Duas emendas de Aécio já estão em vigor garantidas pela Lei 12.873-2013. São as emendas A e B feitas ao artigo 71 da legislação trabalhista estendendo o pagamento de salário por 120 dias à mãe ou pai solteiro que adota uma criança ou adolescente.

Essas duas importantes conquistas estão mantidas na nova legislação, que prevê o pagamento do salário-paternidade.

“Todos sabemos da importância dos vínculos que devem ser construídos com os filhos desde o nascimento e, na adoção, essa necessidade de intensa convivência e de proteção ao filho ou filha é a mesma. Por isso são avanços que atendem a uma nova realidade da sociedade”, defende Aécio.

Se sancionado, o novo texto ampliará a licença-paternidade para 20 dias, de forma gradual até 2027.

Aécio critica omissão de Lula ao não reconhecer Nobel da Paz concedido à venezuelana María Corina Machado

Nota à imprensa

O silêncio do presidente Lula e de seu governo diante do Prêmio Nobel da Paz 2025, concedido a María Corina Machado, é incompreensível. Ao não reconhecer a honraria a uma líder venezuelana que luta incansavelmente contra a opressão do regime de Nicolás Maduro, o governo brasileiro prioriza alianças ideológicas em detrimento da defesa da democracia e dos direitos humanos.

O Nobel da Paz a María Corina reacende a urgência de discutirmos o fim do regime autoritário na Venezuela, um debate que o Brasil, como nação vizinha, não pode ignorar. A omissão do presidente Lula contrasta com a coragem dessa líder, cuja trajetória inspira a América Latina a manter viva a luta pela liberdade.

Que este reconhecimento internacional fortaleça a batalha pela democracia na Venezuela e em toda a nossa região, onde a chama da liberdade deve prevalecer.

Aécio Neves e María Corina Machado na Comissão de Relações Exteriores do Senado em 2014 – Foto: Senado Federal

Em abril de 2014, Aécio recebeu a visita da deputada venezuelana Maria Corina Machado, cassada pelo governo de Nicolás Maduro, na comissão de Relações Exteriores do Senado. Neste dia, Aécio criticou a falta de resposta da diplomacia brasileira e da presidente Dilma Rousseff à crise política que levou milhares de manifestantes às ruas na Venezuela. Aécio também manifestou solidariedade à parlamentar e repudiou a privação de direitos a que o governo submete a população.

Em junho de 2015, Aécio e uma comitiva de parlamentares do Senado viajaram até Caracas, capital da Venezuela, e foram impedidos de se deslocar até o presídio onde líderes da oposição do país estavam mantidos presos pelo regime de Nicolás Maduro. Aécio criticou a decisão do governo da presidente Dilma ao determinar que o embaixador do país na Venezuela deixasse de acompanhar a delegação dos senadores.

Os senadores Aécio Neves e Ronaldo Caiado ao lado das ativistas venezuelanas Lílian Tintori e María Corina Machado. Foto: Fabiola Ferrero

PSDB lança propagandas com críticas à gestão de Romeu Zema

Nos filmes, Aécio reforça legado tucano, expõe perda de relevância do Estado e denuncia sucateamento de estatais

O PSDB de Minas Gerais estreia, a partir desta segunda-feira (15/9), uma nova série de inserções partidárias na televisão e no rádio, com foco em recolocar o protagonismo de Minas no centro do debate público. As peças fazem um contraponto entre resultados obtidos em gestões tucanas e o cenário atual, marcado por perda de relevância do Estado, paralisação de investimentos e tentativa de venda de estatais estratégicas.

A campanha reúne quatro filmes. Em dois deles, o ex-governador Aécio Neves questiona a estagnação de Minas e defende o patrimônio público. “Minas parou”, diz Aécio, ao cobrar retomada da capacidade de investir em educação, saúde, segurança e infraestrutura, reforçando que “o PSDB já mostrou que sabe fazer”. Em outra inserção, ele reage à agenda de privatizações: “Quando eu fui governador, a Cemig, a Copasa e a Codemig eram motivo de orgulho dos mineiros. (…) Hoje, estão sucateando as nossas empresas para entregá-las na bacia das almas. Minas merece respeito e gestão responsável” .

O presidente do PSDB-MG, deputado federal Paulo Abi-Ackel, apresenta a mensagem propositiva da série, ao afirmar que “Minas, que já foi referência nacional, hoje virou piada e perdeu relevância” e que é hora de “recolocar Minas no topo, com muitas obras e o fortalecimento dos municípios” . A quarta peça traz vozes femininas do partido — Cinthia Ribeiro (presidente do PSDB-Mulher), Glória da Aposentadoria (vereadora em Contagem)  Karla do Fabiano (prefeita de Mathias Lobato) — com ênfase no centro democrático e na expansão da liderança das mulheres: “Somos mineiras. Somos PSDB. Unidas para cuidar de Minas com seriedade, respeito e resultado”.

Mídias e transcrições:

Aécio Neves – Minas Pode Mais
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Narrador: Minas já foi exemplo para o Brasil. Mas quando foi a última vez que você viu uma manchete assim?

Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais: A verdade é que Minas parou. A verdade é que nós não participamos mais de nenhuma das grandes discussões nacionais e perdemos o essencial nossa capacidade de investir em educação, saúde, segurança pública e infraestrutura. De investir em você. Isso tem que mudar rápido. O PSDB, você se lembra, já mostrou que sabe fazer. E quem já fez pode fazer de novo.

Aécio Neves – Minas não está à venda Assista ao vídeo

Narrador: Querem vender as empresas de Minas Gerais. Será que é uma boa ideia?

Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais: Quando eu fui governador, a Cemig, a Copasa e a Codemig eram motivo de orgulho dos mineiros. Nós tínhamos resultados extraordinários e esses resultados eram investidos em programas como Proacesso, como Luz para Todos. Hoje, estão sucateando as nossas empresas para entregá-las na bacia das almas. Minas merece respeito e gestão responsável. E o PSDB está aqui para defender o patrimônio dos mineiros.

Paulo Abi-Ackel – Vamos recolocar Minas no topo Assista ao vídeo

Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB de Minas Gerais: Minas, que já foi referência nacional, hoje virou piada e perdeu relevância. Quando competência, diálogo e boa gestão governaram, a realidade era outra. Os tempos do PSDB marcaram história e jamais poderão ser esquecidos. Com serenidade e trabalho, vamos ocupar esse espaço e recolocar Minas no topo, com muitas obras e o fortalecimento dos municípios. Venha com a gente. Venha com o PSDB.

PSDB-MG Mulher – A força das mulheres no PSDB Assista ao vídeo

Karla do Fabiano, prefeita de Mathias Lobato: Minas já provou que a boa gestão transforma. Agora ampliamos o jeito PSDB de trabalhar com mais mulheres no comando. 

Glória da Aposentadoria, vereadora de Contagem: Longe dos extremos e da radicalização que paralisam o Brasil.

Cinthia Ribeiro, presidente do PSDB-Mulher: O que queremos é um Brasil unido, com oportunidades para todos, especialmente para as mulheres.

Karla: Somos mineiras. Somos PSDB. Unidas para cuidar de Minas com seriedade, respeito e resultado. 

Glória: Venha para o PSDB.

Aécio rebate declaração de Haddad sobre PSDB

O deputado Aécio Neves, presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de formação política do PSDB, rebate declaração do ministro Fernando Haddad sobre PSDB em entrevista ontem ao UOL.

Assista aqui ao vídeo com a fala de Aécio

Abaixo a transcrição da fala do deputado Aécio Neves no vídeo anexo:

“Ministro Haddad, o senhor declarou ontem que a parte boa do PSDB que sobrou, está apoiando o governo Lula. Nada mais falso, nada mais oportunista.

Apenas para refrescar sua seletiva memória, nós do PSDB combatemos o PT desde o seu nascedouro, muito antes do Bolsonarismo existir.

Combatemos o PT primeiro para defender a democracia quando o PT decidiu irresponsavelmente negar o seu voto a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, quando, sem a ajuda do PT, colocamos fim a 21 anos de ditadura no Brasil.

Combatemos o PT quando vocês votaram contra a Constituição de 88, que vem sendo a guardiã da nossa democracia, combatemos o PT quando, por mero oportunismo eleitoral, vocês votaram contra o Plano Real que colocou fim à inflação no Brasil.

Fizemos oposição ao PT quando vocês lutaram de todas as formas para derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impôs limites aos gastos públicos.

Combatemos duramente o PT quando o dinheiro dos brasileiros foi financiar obras em ditaduras amigas como o porto de Mariel em Cuba cujo enormes prejuízos seu governo esconde até hoje.

Nós do PSDB, Sr. Ministro, combatemos com vigor a malfadada nova matriz econômica lançada pelo PT e que, com seu apoio no Governo Dilma, levou o Brasil a 3 anos consecutivos de recessão e à criação de um exército de 11 milhões de desempregados. O senhor se lembra disso, não?

Poderia, Sr. Ministro, estar listando aqui inúmeros outros males que o PT trouxe ao Brasil incluindo aí os seus mensalões e petrolões.

Mas vou ficar por enquanto por aqui apenas lembrando que o Brasil não tem apenas 2 campos políticos, como sempre apregoou o oportunista discurso petista que o ministro da Fazenda parece querer resgatar.
O “nós contra eles”, criação genuína do petismo, só fez mal ao Brasil e continua fazendo.

E quero dizer ainda que ser, por convicção, opositor do PT e de suas práticas, não nos torna aliados da direita radical, cuja agenda também vem fazendo muito mal ao país. Existe vida inteligente entre os extremos e a saída para o impasse que vivemos hoje será sempre pelo centro. Com responsabilidade e equilíbrio.

Ministro Haddad, realmente alguns tucanos deixaram as fileiras do PSDB e se alinharam a outras correntes políticas e alguns ao próprio PT. Respeito suas decisões, mas lamento por eles, porque na política, como na vida, o caminho mais fácil nem sempre é aquele que nos leva mais longe.

Mas nós do PSDB de verdade, independentemente de momentos de maior ou menor força, continuaremos firmes na defesa dos nossos valores e dos nossos princípios. Princípios que nos fizeram ser o único partido nacional que não se curvou no passado ao governo Bolsonaro e tampouco se curva agora ao governo Lula.

Sr. Ministro, enquanto o PT se alimenta do confronto com o Bolsonarismo, os brasileiros sofrem com a carestia e com os aumentos incontroláveis de taxas e impostos.

É hora de o ministro da Fazenda trabalhar mais e fazer menos política. O Brasil não aguenta mais esperar.
Quanto a nós do PSDB, fique tranquilo, continuaremos onde sempre estivemos, defendendo o Brasil do atraso e dos extremos.

Como já tive oportunidade de lhe dizer uma vez, vou repetir algo que aprendemos muito cedo aqui em Minas: um pouco de humildade e caldo de galinha não faz mal a ninguém.

Aécio vê com preocupação fim do foro privilegiado

O deputado Aécio Neves manifestou-se, nesta terça-feira (12/08), contrário ao fim do foro privilegiado para parlamentares e autoridades, previsto na Proposta de Emenda à Constituição PEC 333/2017.

Como presidente da Câmara dos Deputados, em 2001, Aécio Neves aprovou o fim da imunidade parlamentar para crimes comuns além de outras medidas que integraram à época o chamado Pacote Ético.

Leia a declaração do deputado Aécio Neves:

A definição do foro por prerrogativa de função e o conceito de imunidade parlamentar foram estabelecidos em 2001, a partir de articulação que conduzi como presidente da Câmara dos Deputados à época.
Vieram com um conjunto de medidas que foi denominado “Pacote ético” e foi, sem dúvida, um grande avanço que fortaleceu o Parlamento, vigorando até hoje.

A mudança teve o objetivo de colocar limites à imunidade parlamentar, criando um equilíbrio entre a liberdade de expressão, representada pelo voto e opinião dos parlamentares que devem ser protegidos, e a necessidade de responsabilizar parlamentares por atos eventualmente praticados que não tenham relação com o exercício do mandato, os chamados crimes comuns.

Vejo com grande preocupação a articulação em curso para alterar mais uma vez a Constituição no calor das emoções e motivada por questões circunstanciais.

Essa proposta de 2001 foi construída após um grande e amplo debate nacional, que buscou dar à necessária imunidade parlamentar os contornos e limites que ela tem hoje.

Até então, para se processar um deputado ou senador por atos alheios ao exercício do mandato, era necessária a autorização do Congresso Nacional, o que, na prática inviabilizava o início de qualquer processo.

Isso depunha contra o próprio Congresso Nacional. Foi para corrigir isso que nós estabelecemos esses limites.

A partir da emenda constitucional 35 de 2001 passa a não ser mais necessária a autorização do Congresso e determina-se que cabe apenas ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade de processar parlamentares quando acusados ou investigados por crimes comuns, preservando-se a imunidade para atos que tenham relação com o exercício do mandato. Com isso, acabou-se também com a possibilidade de certos casuísmos e de que questões políticas locais interferissem contra ou a favor do andamento de determinado processo em instâncias inferiores.

Nesses 24 anos, considero que essa proposta se mostrou eficaz. O Congresso, muito fragilizado naquele período, recuperou credibilidade, o que foi fundamental para outros avanços que vieram depois, como a limitação para edição de medidas provisórias dentre outros.

Não vejo, portanto, razões objetivas que justifiquem a volta ao passado.

Ao contrário do que podem pensar alguns, o atual texto protege o exercício do mandato e fortalece o Parlamento.

Imunidade e impunidade são coisas diferentes e não devem ser confundidas.