Aécio recebe o apoio do prefeito de Betim e de lideranças políticas do município

O candidato ao Senado, deputado federal Aécio Neves participa, recebeu nesta quinta-feira (10/09), o apoio do prefeito de Betim, Heron Guimarães, e de lideranças políticas do município. Durante o encontro, em um auditório lotado, Aécio ouviu as demandas da população e falou sobre as suas propostas de trabalho para o Senado. O prefeito Heron Guimarães destacou as transformações realizadas pelo ex-governador em Betim e as parcerias do deputado com o município no Congresso Nacional.

Leia a entrevista coletiva de Aécio Neves em Betim

Por que o sr. decidiu se candidatar?

Para resgatar a força política de Minas. Minas deixou de ser influente nas decisões nacionais. Nós temos perdido muito em relação a isso. Eu já estive no Senado. Como senador, construí ali uma candidatura presidencial que por muito pouco não foi vitoriosa. E eu já estou articulando com outras bancadas, de outros estados, a renegociação da nossa dívida. O Propag foi muito importante, mas ele é insuficiente para os próximos anos. Então, renegociar as nossas dívidas em melhores condições significa mais dinheiro para a saúde pública, mais dinheiro para a educação, mais dinheiro para investimentos e segurança. A gravíssima situação por que passa Minas Gerais foi a razão maior para que eu me colocasse novamente como candidato ao Senado Federal. Porque, além da renegociação da dívida, é no Senado que se discute a demanda de mais do orçamento. Os recursos que geram investimentos, infraestrutura, a melhoria da qualidade de vida das pessoas, em boa parte são definidos no Senado. E eu acho que com a minha trajetória, pelo fato de presidir um partido nacional que vai crescer muito e será, enfim, necessário para a sustentabilidade de qualquer governo, eu acho que eu terei forças e condições de fazer a diferença em favor dos mineiros. Repito, nunca foi tão relevante para Minas Gerais as eleições ao Senado Federal. Eu não estou me colocando como candidato de um espectro político, nem à esquerda, nem à direita, nem de um ex-presidente, nem do atual presidente. Eu sou candidato a ser o senador de Minas Gerais. Qualquer que seja o próximo presidente da República, ele vai encontrar lá com força, com articulação política, para defender os nossos interesses.

O prefeito Heron apresentou algumas demandas da cidade…

Eu andava com o Betim, eu me lembrava muito das parcerias que fiz com o Carlaile, na Avenida Sanitária, inúmeros investimentos do Pro-Hosp, inúmeros investimentos em infraestrutura nos bairros, e nós revivíamos um pouco isso vindo para cá. O prefeito Heron me mostrou hoje os seus projetos na área da saúde, a necessidade de influenciarmos na questão do rodoanel que dependerá do governo federal e é algo vital aqui para Betim. A ligação até o aeroporto também estratégica para atrairmos mais investimentos para Betim. Eu serei um parceiro do prefeito Heron. Esse apoio me honra muito, assim como os seus companheiros, vereadores e outras lideranças políticas de Betim. Eu começo a minha campanha oficialmente, hoje, em Betim, para demonstrar o meu respeito à administração do Heron, o meu respeito ao futuro deputado estadual Vitório Medioli, um visionário que fez muito por Betim e fará ainda mais. Eu quero ser um parceiro do Heron, do Vitório, de todos aqueles que querem trabalhar pro Betim.

Sobre o Rodoanel, o que o sr. defende?

Já houve uma evolução, desde a primeira iniciativa até a última. Eu já acertei com o prefeito Heron de fazermos uma reunião ampla a partir do resultado das eleições, se eu tiver a ventura de ser eleito, para ter uma posição consensual. Eu sei que o deputado Vitório tem as suas ideias, ele conhece também muito a região. O que eu defendo é que haja uma convergência para que eu possa, em Brasília, ajudar a construir um projeto que resolva o essencial. É natural que existam povos de vistas diferentes, né? Eu tenho o dever de ouvir as lideranças da região de defender um projeto que seja consensual. Repito, vou colocar a minha força política para garantir os recursos orçamentários necessários à construção do rodoanel. E também, sem força política, não adianta ter aqui apenas boa vontade, porque ele vai continuar apenas um projeto.

Qual é a sua prioridade no Senado?

Olha, a primeira delas, renegociar a nossa dívida para rapidamente abrir espaço fiscal para Minas investir no que realmente importa, voltar a investir em segurança pública, como eu fiz na época do meu governo, enfim, em todas as áreas, como educação, como a saúde, infraestrutura, recuperar as nossas estradas. Eu apresentarei, como eu disse hoje o Prefeito Heron, logo no início do próximo mandato, se tiver a ventura de ser eleito, uma PEC que permite que a União volte a aumentar a sua participação no financiamento da saúde. Em 1990, a União participava dos 74% de tudo que era investido em saúde pública no Brasil. E os outros 26% eram divididos entre estados e municípios. Os municípios pagavam 11%. Hoje, pagam em média 35%. O que impede que os municípios façam outros tipos de investimentos. A minha proposta de emenda constitucional garante que todo aumento de arrecadação do governo federal que vem ocorrendo a cada ano, seja revertido em um aumento de 0,5% a cada ano na participação da União no financiamento da saúde. Significa o quê? O município vai poder investir mais em outras áreas ou na própria saúde se quiser.

Essa é uma proposta. Eu fui o relator da CFEM, que quase que triplicou os recursos que chegavam às nossas cidades mineradoras e a todas aquelas que participavam da cadeia do minério. Mas já precisamos aumentar novamente a CFEM. Acho que existe clima político para isso. Eu vou organizar a bancada dos estados devedores. Eu comecei, inclusive, a conversar com os senadores e com a nossa união, com a nossa articulação política, porque isso deixou de existir em Minas Gerais, nós vamos impor a qualquer governo uma condição para avançar nos projetos que sejam de interesse dele. Renegociar nossa dívida, garantir a valorização dos nossos ativos que estão hoje entregues ao governo federal, porque se não fizermos nada dentro de quatro ou cinco anos, Minas talvez não tenha condições de pagar salários dos servidores.

As polícias têm uma gratidão muito grande ao senhor. O que deve fazer pela segurança estando novamente no Senado?

Eu sempre fui um parceiro da área de segurança. Eu tenho uma visão de que segurança pública, além de proteger as pessoas, ela é indutor de desenvolvimento. Ninguém investe no Estado quando haja uma enorme insegurança. Por exemplo, a Bahia está perdendo investimentos, as empresas estão saindo de lá, as indústrias estão indo para outros lugares, por quê? Porque a criminalidade tomou conta. Minas Gerais tem as melhores polícias do país. Eu recebi, dois dias atrás, um apoio que, para mim foi muito expressivo, de todas as principais associações que representam, sobretudo, a Polícia Militar, de oficiais, de praças, que lembravam o que ocorria no nosso tempo: 14º salário, reajuste real dos salários, equipamento, renovação de troca, promoções automáticas.

Agora há pouco, aqui em Betim, me abraçava um capitão pra dizer: eu sou capitão por sua causa, eu sou capitão pelo que você fez na segurança pública. Isso me dá mais energia para continuar fazendo, da mesma forma como lá atrás.

Fotos: Uarlen Valerio

Aécio recebe o apoio do prefeito de Betim, Heron Guimarães, à sua candidatura ao Senado

Aécio Neves ouve demandas de militares e relembra avanços na segurança em Minas

Encontro reuniu dirigentes de entidades que destacaram a relação construída com Aécio ao longo de seus governos

O candidato ao Senado por Minas Gerais Aécio Neves se reuniu, nesta terça-feira (8), com lideranças da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (AOPMBM/MG) e de outras entidades representativas dos militares do Estado. O encontro tratou das demandas da categoria.

No encontro, Aécio relembrou a prioridade dada à segurança pública durante seus governos e afirmou que pretende levar as demandas apresentadas para sua atuação política no Senado Federal.

“Eu assumi o governo de Minas com enormes dificuldades e disse desde o primeiro momento que a área de segurança pública valorizada, os profissionais de segurança pública valorizados, era o caminho para a retomada, inclusive do crescimento econômico de Minas Gerais.” E acrescentou: “Eu vim aqui pessoalmente para receber, das mãos do Coronel Cirilo, uma pauta de reivindicações que, na verdade, mais uma vez, se transformarão na minha pauta.”

Ao final da reunião, Coronel Cirilo destacou a trajetória de Aécio e a expectativa em relação à sua atuação no Senado.

“Pela musculatura política que ele tem, a história e o legado deixado aqui em Minas Gerais, não só em Minas Gerais, também no Congresso Nacional, vai representar Minas Gerais à altura.” Segundo ele, “com certeza a gente vai torcer para que o resultado seja o melhor para Minas Gerais”.

Também presente no encontro, Sargento Bahia afirmou ter acompanhado de perto as mudanças vividas pela categoria ao longo dos anos.

“Eu sou prova disso, eu estou há quase 30 anos na associação e acompanhei de perto a evolução que nós tivemos.” E acrescentou: “Sem sombra de dúvida, os nossos policiais militares são muito gratos ao que o senhor fez e ao que o senhor pode fazer ainda para Minas Gerais. Muito obrigado. Muito honrado.”

Principais ações de Aécio em favor dos profissionais da segurança pública:


Reajuste salarial escalonado que chegou a mais de 111% em 2015

14º salário e férias de 25 dias úteis

Adicional de 10% para quem completou 30 anos de serviço

Licença-maternidade de 180 dias e abono fardamento

Criação do Auxílio Invalidez

Criação do Fundo de Apoio Habitacional aos Militares

Redução da jornada para responsáveis por pessoas com deficiência

Convocação para Curso de Formação de Sargentos

Promoção automática por tempo de serviço a cabos

Sancionou a Lei nº 14.695 que criou aSuperintendência de Coordenação da Guarda Penitenciária e da Carreira de Agente Penitenciário.

Sancionou a lei nº 74/2004que estabeleceu a promoção por tempo de serviço (10 anos) para soldados e cabos, beneficiando cerca de 40 mil militares.

Criou a carreira de agente de polícia, novos cargos na Polícia Civil e promoção por tempo de serviço.

Sancionou a Lei nº 15.432/2005 que instituiu oSistema de Comunicação e Cadastro de Pessoas Desaparecidas, com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos de busca de desaparecidos em Minas.

Aprovou a Lei 16.076, de 2006, que reestruturou a remuneração das polícias, concedendo o abono fardamento para policiais militares, civis, bombeiros, agentes de segurança penitenciária e socioeducativo.

Sancionou a Lei Complementar nº 95 foi desvinculando os militares da classe dos servidores públicos

Criou o Fundo de Apoio Habitacional aos Militares do Estado, garantindo financiamento habitacional a cerca de 6 mil policiais e bombeiros militares.

Sancionou a Lei Complementar 109, que alterou o Estatuto dos Militares trazendo benefícios aos militares

Sancionou a Lei 18.185 permitiu a contratação de agentes penitenciários e socioeducativos por tempo determinado, por interesse público.

Sancionou a Lei 18.015, que entrou em vigor em 2010, tornando obrigatório a garantia pelo Estado de equipamentos de proteção individual aos policiais civil e militares e ao agente de segurança e bombeiros. 

“Continuaremos juntos com coragem, coerência e desprendimento, sempre por Minas e pelo Brasil”

MENSAGEM DO PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, AÉCIO NEVES

Minhas amigas, meus amigos, companheiras e companheiros de caminhada,

Ao longo de toda a minha vida pública, aprendi que a política exige de nós coragem, coerência e desprendimento.

Coragem para tomar decisões difíceis, coerência para manter lealdade às nossas convicções e desprendimento para colocar o interesse coletivo acima de soluções individuais.

Foi com esses sentimentos que completei, nesse ano de 2026, 40 anos de mandatos consecutivos. Fui Deputado Federal por vários mandatos, líder do Governo FHC, presidente da Câmara do Deputados, governador de Minas Gerais por dois mandatos, eleito sempre em primeiro turno, quando transformamos a realidade de Minas, e ainda elegemos nosso sucessor, também em primeiro turno. Fui Senador da República eleito com a maior votação da história do nosso estado, quando construímos nossa candidatura presidencial que, em 2014, por muito pouco não foi vitoriosa e, acreditem, nós teríamos mudado de verdade o país. 

Mas a política, como a vida, é feita de acertos e desacertos, de vitórias e derrotas. E é construída também pelas circunstâncias e pelas prioridades que escolhemos.

É com esse espírito que eu compartilho com vocês a decisão de, após todos esses anos, não ser candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026.

Essa decisão foi especialmente difícil.

Principalmente porque, mais uma vez, chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado. Essa nova e reiterada demonstração de confiança dos mineiros me toca de forma especial, e a ela serei eternamente grato.

Essa decisão não significa, no entanto, uma despedida da vida pública, das futuras disputas eleitorais e, muito menos, um distanciamento das causas que sempre defendi e continuarei defendendo.

Acredito que, nesse momento, serei mais útil a Minas e ao país que buscamos, me dedicando ao fortalecimento do centro democrático no nosso Brasil.

Tenho consciência da enorme dificuldade dessa tarefa, mas assim nascem os projetos realmente transformadores.

A minha prioridade, a partir de agora, é liderar, como Presidente Nacional do PSDB, função que continuarei exercendo, ao lado de tantos brasileiros que pensam como eu, um novo e vigoroso projeto de Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo.

Quero contribuir para nos libertarmos da ruína e do martírio da polarização e ajudar a pôr fim à guerra fratricida, alimentada pelo extremismo e pela disputa do poder pelo poder. Vou trabalhar diuturnamente para vencermos a intolerância e a irracionalidade que sequestraram o debate democrático e nos dividiram de forma jamais vista.

Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil.

Amigos e amigas, tem sido uma longa jornada até aqui, construída em parceria com milhões de mineiros e brasileiros. Tenho imenso orgulho de tudo que construímos juntos. E tenho também imensa gratidão a todos os companheiros e companheiras pelo apoio e pela confiança que, durante décadas, nunca me faltaram.

Continuaremos juntos com coragem, coerência e desprendimento.

Sempre por Minas e pelo Brasil.

PSDB de Minas Gerais reúne Aécio e lideranças em convenção

“Saio da convenção de hoje muito otimista em relação à nossa possibilidade de ampliar a nossa bancada na Câmara Federal e ampliarmos a nossa bancada na Assembleia Legislativa”, diz Aécio

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, conduziu, nesta terça-feira (28/07), em Belo Horizonte, a convenção em Minas Gerais da Federação PSDB/Cidadania que homologou as candidaturas que serão apresentadas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Estado.

Ao lado do presidente do PSDB em MG, deputado federal Paulo Abi-Ackel, que presidiu a reunião, Aécio disse que o PSDB trabalha este ano para importantes disputas nos estados e para triplicar a bancada federal com o objetivo de construir um projeto nacional para as eleições presidenciais de 2030.

“O PSDB passa por um processo de reconstrução em todo o Brasil. Sairemos muito fortes dessas eleições com seis ou sete candidaturas a governos estaduais, vamos triplicar a nossa bancada na Câmara e voltar ao protagonismo da política nacional. O que queremos é ser a alternativa a esses polos que hoje radicalizam e fazem muito mal à política brasileira. O PSDB se prepara para construir um projeto para o Brasil nas eleições de 2030, e isso passa pelas eleições nos Estados”, declarou em entrevista.

Líder nas pesquisas eleitorais na disputa pelo Senado em Minas Gerais, Aécio disse que as conversas com outros partidos sobre as candidaturas majoritárias no estado prosseguem até o próximo dia 5.

“Hoje consagramos a nossa chapa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, e, até o dia 5, a Executiva da Federação do PSDB-Cidadania vai definir o seu posicionamento em relação às candidaturas ao governo do Estado. Temos conversas com várias correntes políticas de Minas Gerais, mas é preciso que o quadro se consolide para que nós tomemos uma decisão. As conversas estão a cargo do presidente estadual do partido, deputado Paulo Abi-Ackel”, afirmou.

Agradecimento aos mineiros

O ex-governador agradeceu aos eleitores mineiros a ampla maioria das intenções de voto para o Senado, liderança apontada em todas as pesquisas realizadas este ano.

“Eu tenho que agradecer aos mineiros essa demonstração de apreço, de carinho em todas as pesquisas, me colocando como um candidato muito competitivo. Eu já estive no Senado, foi onde construí minha candidatura à presidência da República, que, digo isso com absoluta franqueza e sem falsa modéstia, infelizmente para o Brasil não foi vitoriosa porque teria transformado para muito melhor o nosso país. Tenho conversado com meus companheiros, recebo estímulos por onde ando e seria uma forma de reposicionar Minas no plano nacional. Estou avaliando a possibilidade dessa candidatura com enorme seriedade e devo tomar essa decisão de forma amadurecida até o próximo dia 5”, disse Aécio.

Entrevista do deputado federal Aécio Neves

Convenção Estadual PSDB/Cidadania – Belo Horizonte – 28-07-26

Deputado fala pra gente o que foi discutido na convenção e as expectativas do partido para as próximas eleições.

O PSDB passa por um processo de reconstrução em todo o Brasil. Sairemos muito fortes dessas eleições com seis ou sete candidaturas a governos estaduais, vamos triplicar a nossa bancada na Câmara e voltar ao protagonismo da política nacional. O que queremos é ser a alternativa a esses polos que hoje radicalizam e fazem muito mal à política brasileira. O PSDB, portanto, se prepara para construir um projeto alternativo para o Brasil nas eleições de 2030, mas isso passa pelas eleições também nos estados.

Hoje, consagramos a nossa chapa, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa e, até o dia 5, a Executiva da Federação, o PSDB-Cidadania, vai definir o seu posicionamento em relação às candidaturas ao governo do Estado. 

Temos conversas com várias correntes políticas de Minas Gerais, mas é preciso que o quadro se consolide para que tomemos uma decisão e as conversas estão a cargo do presidente estadual do partido, o deputado Paulo Abi-Ackel.  Mas eu saio da convenção hoje muito otimista em relação à nossa possibilidade de ampliar nossa bancada na Câmara Federal e, também, ampliarmos bem a nossa bancada na Assembleia Legislativa.

Na pesquisa Quaest que saiu hoje, o senhor aparece na segunda colocação como candidato ao Senado.  Qual foi a expectativa do senhor para essa disputa? 

Em primeiro lugar, eu tenho que agradecer aos mineiros essa demonstração de apreço, de carinho em todas as pesquisas, me colocando realmente como um candidato muito competitivo.  Já estive no Senado, como vocês se lembram, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República que, infelizmente, não foi vitoriosa e eu acho que nos trouxe para esse momento que estamos vivendo hoje de imenso radicalismo na política.

Tenho conversado com meus companheiros, recebo estímulos por onde ando a essa candidatura, que seria uma forma de reposicionar Minas também no plano nacional, já que nesse último período de governo perdemos qualquer influência nas discussões relevantes para o Brasil. Estou avaliando a possibilidade dessa candidatura com enorme seriedade, mas devo tomar essa decisão de forma amadurecida até o próximo dia 5 de agosto. 

Deputado, a expectativa do senhor para poder fazer deputados estaduais e deputados federais com o PSDB já trabalhou com todo mundo? 

Eu, como presidente nacional do PSDB, asseguro que seremos talvez o partido que mais venha a crescer nessas eleições, com candidaturas competitivas a vários governos do Estado e com a possibilidade de triplicarmos a nossa bancada na Câmara Federal, o que significa que o PSDB, após essas eleições, se colocará em condições de liderar um novo projeto de Brasil longe dos extremos, com a coragem de fazer as mudanças que o país aguarda. Esse é o meu papel. E em relação a Minas Gerais, vamos aguardar até a semana que vem para que o quadro das candidaturas ao governo se consolide, se defina, para definirmos a posição que tomaremos.

Fico muito honrado com as manifestações que recebo, inclusive as pesquisas eleitorais, que colocam o meu nome como muito competitivo para o Senado, como você se lembra, eu já estive lá, foi onde eu construí uma candidatura à Presidência da República, que infelizmente, digo com absoluta franqueza, sem falsa modéstia, infelizmente para o Brasil não foi vitoriosa, porque teria transformado para muito melhor o nosso país, mas eu percebo que há, por parte dos mineiros, um sentimento de retomada do nosso protagonismo também a nível nacional, que a realidade é que perdemos esse protagonismo ao longo dos últimos anos. Estou avaliando com os nossos companheiros e recebo estímulos de toda parte, por onde eu ando, para que disputem essas eleições e essa decisão virá na semana que vem, a partir da consolidação do quadro para o governo do Estado.  

Então, por enquanto, nenhuma informação em relação a visto, por exemplo, de Kalil pelo PDT, alguma coisa sobre o nome dele? 

Temos conversado com várias forças políticas, com vários pré-candidatos e reconheço que existem conversas avançadas com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mas a decisão do PSDB em relação a participar de qualquer chapa ocorrerá até o final do prazo, no dia 5. 

Portanto, política é assim mesmo. Eu brinco sempre que política é a arte de administrar o tempo e nessas últimas horas, nesses últimos dias, é que as decisões serão tomadas com maturidade e com muita serenidade, pensando naquilo que é melhor para Minas Gerais.

E para finalizar, e o peso de Minas Gerais no cenário nacional?

Temos que resgatar esse papel. Eu governei Minas por oito anos, onde Minas era uma voz muito ativa em todas as questões que diziam respeito à vida dos brasileiros, na questão tributária, na questão previdenciária, nas questões econômicas em geral, na questão da responsabilidade fiscal.

Infelizmente, Minas veio perdendo essa relevância. Portanto, o que hoje me estimula a discutir a possibilidade de uma candidatura, depois de 40 anos de mandatos consecutivos que eu exerço, acho que não existe hoje no Brasil ninguém com um número tão expressivo de mandatos consecutivos, o que me anima é realmente poder contribuir para que Minas volte a ser uma voz de equilíbrio num Brasil tão radicalizado, onde a discussão política se empobreceu tanto.  Mas, repito, essa decisão será tomada com muita calma, com muita serenidade e ouvindo, claro, os meus companheiros de Minas Gerais.

Projeto de lei de Aécio Neves barra propaganda de bets na TV, rádio e redes sociais

Proposta restringe publicidade a jogos e equipes patrocinadas

Aécio Neves entrega ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ao lado do líder do PSDB na Câmara, Adolfo Viana, projeto de lei que proíbe a publicidade de bets e apostas esportivas.


Projeto de lei do deputado federal Aécio Neves (PL 3545/2026) proíbe a propaganda de apostas online (bets) em todos os veículos de comunicação em massa no país, incluídos portais de notícias, rádios, redes de televisão, revistas, jornais, serviços de streaming, redes sociais e outdoors, entre outros.

O deputado Aécio reuniu-se, nessa quarta-feira, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a quem detalhou o projeto, defendendo que ele seja votado em regime de urgência .

Fica vedada a propaganda em todos os formatos, incluindo publicidade e patrocínios de produtos ou na grade de programação dos veículos.

Proíbe também a contratação de artistas, celebridades, influencers ou de qualquer pessoa para divulgação de bets.

A proposta apresentada na Câmara dos Deputados altera a Lei nº 14.790, de dezembro de 2023. Se aprovada, a única exceção para propaganda será em eventos esportivos patrocinados oficialmente.

As empresas de apostas online terão sua divulgação autorizada desde que sejam patrocinadoras da arena ou do estádio, da competição, equipes ou dos times participantes.

As ações de comunicação das apostas ficarão restritas aos sites e aplicativos próprios das empresas, nas modalidades de jogos ofertadas.

“Mesmo operando há não muito tempo no Brasil, os serviços de apostas online se tornaram uma ameaça para a economia popular e um problema de saúde pública de grandes proporções para as famílias. Hoje são 187 bets legalizadas no Brasil. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, somente em agosto de 2024, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em plataformas digitais de apostas, montante que corresponde a 21% do valor repassado às famílias no país”, adverte o deputado na justificação do projeto.

A proposta de Aécio torna lei federal norma que veda também a aceitação de dinheiro em espécie, boletos de pagamento, cheques, ativos virtuais ou outros tipos de criptoativos, pagamentos ou transferências provenientes de contas que não tenham sido previamente cadastradas pelo apostador.

E ainda pagamentos ou transferências provenientes de terceiros, cartão de crédito ou quaisquer outros instrumentos de pagamento pós-pagos que não permita a identificação do apostador.

Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, entre os apostadores entrevistados, 63% tiveram sua renda comprometida por conta do consumo dos serviços de apostas. Além disso, quase um quarto afirma ter deixado de comprar roupas, e 9% reduziram despesas no supermercado.

​“Nosso projeto busca regular a ampla publicidade das bets feita hoje nos meios de comunicação de massa, sem grandes restrições. Isso será feito sem a retirada repentina desses recursos dos patrocínios do futebol brasileiro, de equipes e de outras modalidades esportivas hoje patrocinadas oficialmente”, explica Aécio.

​Pelo projeto, os espaços autorizados para publicidade de bets devem exibir avisos sobre os riscos para os apostadores das modalidades ofertadas e advertências sobre eventuais malefícios, como transtornos psicológicos.

A publicidade com restrições já se aplica no país na venda de cigarros e bebidas alcoólicas. Há exatos 30 anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei Nº 9.294 que vedou os comerciais de cigarros em todo o território nacional.

CONHEÇA O PROJETO

O que diz o Projeto de Lei de Aécio Neves que bane a livre publicidade das Bets:

Impede a publicidade e propaganda de jogos de apostas online em todos os meios de comunicação em massa: rádio, TV, sites, serviços de streaming, redes sociais e provedores de internet, revistas e outdoors, entre outros.

Proíbe ações de comunicação, de marketing, de merchandising e de patrocínio durante a grade de programação de TVs e a contratação de artistas, influencers e qualquer tipo de pessoa para divulgação de apostas.

Autoriza a publicidade exclusivamente em estádios, arenas, competições e times durante eventos patrocinados oficialmente pelas empresas operadoras. É obrigatório que o agente operador seja o patrocinador do espaço físico, da prova em curso ou da equipe ou time participante.

Regras para venda e promoção de jogos nos sites, aplicativos e plataformas eletrônicas das operadoras:

As ações de comunicação devem conter de forma clara para os apostadores as regras e riscos do jogo.

São obrigatórias a informação sobre a venda exclusiva para maiores de 18 anos de idade e sobre a classificação da faixa etária, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069).

Devem conter aviso e advertências sobre malefícios causados e mensagens informativas sobre prevenção de transtornos do jogo patológico.

É vedada a associação de ganhos financeiros dos jogos com emprego, fonte de renda, investimento ou solução de problemas financeiros.

É proibido o uso de dados sobre probabilidades de ganhos ou chances de vantagens financeiras.

É proibida a associação do jogo com êxito pessoal ou social.

É vedada a aceitação de dinheiro em espécie, boletos de pagamento, cheques, ativos virtuais ou outros tipos de pagamentos ou transferências provenientes de conta que não tenha sido previamente cadastrada pelo apostador.

São vedados pagamentos ou transferências de terceiros, cartão de crédito ou quaisquer outros modos pagamento pós pago que não permita a identificação do apostador.

Em entrevista ao Canal Livre, Aécio Neves defende uma “nova via” para o Brasil

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, concedeu entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (07/06), e abordou temas centrais do cenário político nacional, incluindo eleições de 2026, necessidade de uma alternativa de centro para o país, economia, segurança pública, reforma dos poderes e desafios enfrentados pela democracia brasileira.

Assista aqui a íntegra da entrevista

Aécio Neves é entrevistado pelos jornalistas Fernando Mitre, Sheila Magalhães, Rodolfo Schneider e o cientista político Fernando Schüler, no programa Canal Livre (Band).

Leia os principais trechos:

Centro democrático e eleições de 2026

Ao comentar a possibilidade de disputar a Presidência da República, Aécio afirmou que qualquer candidatura de centro precisa ser consequência de um movimento mais amplo da sociedade e não apenas de uma decisão partidária. “Nós temos que despertar o centro brasileiro, aqueles que hoje votam no Lula porque dizem não ao Bolsonaro, ou votam no Bolsonaro porque dizem não ao Lula. Mas nós temos que dar a essas pessoas a oportunidade de votar sim. Sim para um novo projeto de pacificação, de união nacional”, afirmou.

O presidente do PSDB destacou que existe espaço para uma alternativa que represente os brasileiros que não se identificam com os extremos e afirmou que seguirá trabalhando para fortalecer esse campo político.

O papel histórico do PSDB

Durante a entrevista, Aécio relembrou o papel desempenhado pelo PSDB ao longo das últimas décadas e defendeu a importância da legenda para a construção de um projeto nacional. “O PSDB é maior do que o número de deputados, de governadores ou de prefeitos que possa ter. O PSDB é um projeto de país, é um projeto transformador de país”, declarou.

Segundo ele, o partido foi o único que não aderiu nem ao bolsonarismo nem ao lulopetismo, preservando sua independência e coerência programática.

Economia, responsabilidade fiscal e crescimento

Ao analisar a situação econômica do país, Aécio criticou o aumento dos gastos públicos e afirmou que o governo federal repete erros que já produziram graves consequências para a economia brasileira. “Eu faço um paralelo com esse Lula 3 muito próximo do que foi o Dilma 1 do ponto de vista da gastança desenfreada”, disse.

Para o presidente tucano, a retomada do crescimento passa necessariamente por responsabilidade fiscal, controle dos gastos públicos e estímulo ao investimento privado. “Nós temos que ter uma política fiscal responsável, rígida, retomar o caminho das privatizações, discutirmos uma nova reforma na Previdência Social e, principalmente, é preciso que haja um governo que dialogue”, defendeu.

Aécio também defendeu a reforma administrativa como uma das medidas prioritárias para reorganizar as contas públicas e modernizar o Estado brasileiro.

Programas sociais e superação da pobreza

Questionado sobre políticas sociais, Aécio afirmou que o Brasil precisa avançar da simples transferência de renda para políticas que promovam autonomia e geração de oportunidades. “O governo do PT, na minha opinião, se aprofundou, se especializou na administração da pobreza, não na sua superação”, avaliou.

Ele voltou a defender a criação de mecanismos que incentivem a qualificação profissional e a inserção produtiva dos beneficiários dos programas sociais. “Nós precisamos construir portas de saída”, afirmou.

Segundo Aécio, o objetivo deve ser garantir que os programas sociais sejam instrumentos de emancipação econômica e não apenas de assistência permanente.

Reforma dos poderes e Supremo Tribunal Federal

Outro tema abordado foi a necessidade de uma ampla reforma institucional. Aécio defendeu a abertura de um debate nacional sobre o funcionamento dos poderes da República. “O próximo Presidente da República deve ter uma missão primária antes de todas as outras, que é propor uma reforma dos poderes, liderar esse diálogo nacional”, disse.

Entre as propostas apresentadas, destacou a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. “Eu acho que nós devemos fazer como fizeram na Alemanha, mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal”, propôs. Segundo ele, a medida contribuiria para fortalecer o equilíbrio institucional e reduzir tensões recorrentes entre os poderes.

Congresso Nacional e reforma política

Aécio também criticou o atual modelo de funcionamento do sistema político e defendeu a implantação do voto distrital misto. “Eu só vejo a inversão dessa lógica para um Congresso mais qualificado se nós tivermos o distrital misto”, afirmou. Para ele, o modelo permitiria maior proximidade entre eleitores e representantes, além de fortalecer a qualidade da representação política.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Ao tratar da segurança pública, o presidente tucano afirmou que o tema foi negligenciado pelo governo federal e defendeu uma atuação mais firme no combate às organizações criminosas. “O governo do PT, durante todos esses anos, foi leniente no combate à criminalidade, na agenda de segurança pública”, disse.

Ele relembrou propostas apresentadas pelo PSDB em eleições anteriores, como o fortalecimento da proteção das fronteiras, a criação de estruturas nacionais de coordenação da segurança e a execução integral dos recursos dos fundos destinados ao setor.

Caso Banco Master e delação de Daniel Vorcaro

Questionado sobre as investigações envolvendo o Banco Master e a possível delação de Daniel Vorcaro, Aécio afirmou que os desdobramentos podem produzir impactos relevantes no cenário político nacional. “Eu ainda acho que vai mexer muito e ninguém vai ficar imune a isso”, disse. Segundo ele, eventuais apurações devem atingir todos os envolvidos, independentemente de posição política, e precisam ser conduzidas pelas instituições competentes.

Pacificação nacional

Ao encerrar a entrevista, Aécio voltou a defender a construção de um projeto nacional capaz de reunir diferentes setores da sociedade em torno de objetivos comuns. “Eu não gosto de ‘terceira via’. Eu acho que é uma nova via que o Brasil precisa”, afirmou. E concluiu: “Existe vida inteligente entre os extremos.”