Sobre PSDB
O Brasil está inundado de partidos pragmáticos que vivem a lógica de aumentar o fundo partidário, com isso aumentam suas bancadas, aumentam mais ainda os fundos partidários, para depois apoiar qualquer governo, seja de esquerda, seja de direita. O PSDB optou pelo caminho mais difícil, de construir um projeto para o Brasil. Então, isso faz com que, mesmo com menos parlamentares que nós já tivemos lá atrás, estejamos hoje muito mais Unidos.
Estamos recebendo adesões no Nordeste, no Centro-Oeste, na região Central, na região Sudeste e sairemos dessa janela fortalecidos. Mas vamos ultrapassar 30 parlamentares federais eleitos nas próximas eleições, alguns governadores, e queremos voltar a apresentar um projeto para o Brasil. Por isso, estou aqui muito feliz com o que estou vendo. Temos uma pré-candidatura colocada do prefeito Maranata, que tem muita determinação, tem uma administração muito bem avaliada no seu município e vai mostrar isso no estado do Rio Grande.
Muitos mandaram coroa de flores para o PSDB, acreditando nas nossas exéquias. Não. O PSDB volta forte porque o Brasil precisa do PSDB.
Qual a importâncias desse encontro no Rio Grande do Sul e também no restante do país. Qual é a importância de fazer esse tipo de reunião e qual a sua expectativa para as eleições desse ano?
Olha, o PSDB É um partido que o Brasil conhece. O PSDB não é uma novidade. O PSDB tem uma história, as principais transformações ocorridas no Brasil nas últimas décadas tiveram ali a ação do PSDB em todas as áreas, não apenas na economia, mas também nas áreas sociais.
E nós estamos nos reencontrando com quadros antigos que, de alguma forma, já tinham saído do partido, e estão voltando, acreditando nesse novo momento. Mas isso só acontece falando com as pessoas.
O prefeito Maranata, nosso pré-candidato a governador, tem uma agenda de encontros regionais no Estado, outros pré-candidatos nossos estão fazendo isso em outros Estados e nós, logo após o fechamento da janela partidária, faremos uma grande reunião em Brasília com os novos filiados, com as novas adesões, para aí sim, partirmos para a campanha eleitoral com o discurso na questão nacional unificado.
Obviamente, os discursos regionais sempre têm que ter o seu espaço, as questões locais são muito relevantes, cada estado vai tratar das suas questões, mas é importante que quando alguém votar no candidato do PSDB, saiba em quem está votando. É no partido que tem um projeto no Brasil. O Brasil é o partido da responsabilidade fiscal, é o partido do pragmatismo na política externa, é o partido do desenvolvimento econômico, da administração das desigualdades sociais, então é um partido que tem a cara do que o Brasil precisa.
Sobre a volta à presidência nacional do PSDB
Eu só voltei à presidência do partido porque acredito que vamos construir um novo projeto presidencial em pouco tempo.
Há algumas especulações sobre as candidaturas gaúchas ao Senado. O PSDB deve lançar algum candidato gaúcho ao Senado?
Nós temos hoje colocada a pré-candidatura do prefeito Maranata ao governo e várias candidaturas à Câmara e à Assembleia, em especial do deputado Daniel Trzeciak caberá à direção estadual, presidida pelo governador Moisés construir, a nossa chapa. Essa é uma autonomia que a direção nacional dá aos Estados. Então, essa construção da chapa majoritária caberá ao governador Maranata, caberá à Executiva estadual.
Com relação aos candidatos presidenciáveis, o PSDB já tem alguma definição de quem apoiará?
O PSDB é adversário histórico do PT. Nós nunca nos identificamos com o PT. Ao contrário, ao longo de 30 anos, combatemos o governo, como diz o Maranata, da gastança, da gestão pouco qualificada, que a meu ver vem atrasando o Brasil.
Queremos buscar um caminho ao centro. Nós não nos identificamos também com a pauta de costumes, de valores, de setores mais radicais do bolsonarismo, principalmente quando ameaçam a democracia. Então nós temos tempo ainda para tentar construir um caminho ao centro. Eu tenho conversado com diversas lideranças políticas, inclusive de outros partidos, e acho que ainda vai ter movimentação nesse quadro partidário. O PSDB quer caminhar ao centro apresentando um projeto longe dos extremos.
O que eu tenho dito, existe vida inteligente longe dos extremos e nós viemos aqui para provar isso.