Aécio defende apoio das bancadas tucanas às reformas e à renovação das bandeiras do partido

O senador e presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves, defendeu, nesta quarta-feira (09/08), a renovação do programa partidário da legenda e a manutenção do apoio às reformas estruturantes em discussão no Congresso Nacional.

Em entrevista coletiva em Brasília, onde participou da reunião da Executiva Nacional que marcou o início da transição da direção da legenda, Aécio Neves afirmou que é preciso ajustar as bandeiras e propostas do PSDB à nova realidade brasileira.

“Essa reunião tem o objetivo de iniciar uma transição extremamente harmoniosa no PSDB. Indiquei o senador Tasso como presidente interino do partido nesta transição e o objetivo é que iniciemos, imediatamente, através do ITV e de outros organismos internos do PSDB, principalmente os nossos movimentos setoriais, uma ampla discussão de renovação do nosso programa. É uma necessidade urgente já que o programa do PSDB remonta os tempos da sua fundação e o Brasil mudou, o mundo mudou de lá para cá”, afirmou o senador Aécio Neves.

A reunião da Executiva Nacional foi convocada e comandada pelo presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para deliberar sobre a convocação de um congresso nacional e convenções partidárias em todos os níveis, com fixação de calendário eleitoral, revisão e atualização do programa e estatuto partidários.

“A nossa proposta, que será debatida ainda na reunião de hoje e em outras reuniões de bancadas, culminaria no mês de dezembro, não apenas com o congresso e a convenção nacional do partido, mas também, essa é a minha proposta, com a indicação do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, para que ele possa a partir dessa indicação, iniciar também conversas com outros setores da sociedade e com outros partidos políticos”, disse Aécio Neves.

Apoio a reformas

O senador também defendeu que o PSDB mantenha o apoio às reformas em tramitação no Congresso Nacional, como a da Previdência, a do sistema tributário e a Política.

“A minha fala inicial foi chamando a unidade do partido em torno da reforma política, em torno da reforma previdenciária, em torno da simplificação do sistema tributário. Essa é a agenda possível e necessária ao país. Em relação ao presidente Temer, existem sim divergências, mas são absolutamente naturais, porque essa não é uma questão programática”, destacou.

Aécio Neves ressaltou que o apoio do partido à agenda de reformas não depende da permanência ou não dos quadros da legenda nos ministérios do governo Temer. Ele destacou que, diferentemente do PT, que sempre colocou seus interesses acima dos interesses do Brasil, o compromisso do PSDB é com os brasileiros.

“O que nos leva a apoiar o governo é essa agenda. Estamos apoiando uma agenda de reformas no Congresso Nacional e nosso apoio independe de participação no governo. Se você me perguntar se o PSDB no governo faz bem ao governo, eu diria que sim, faz bem ao governo pela qualidade dos quadros que nós temos. Essa discussão se sai ou não do governo, a meu ver, está superada”, concluiu.

Aécio e bancada do PSDB renovam apoio a medidas do governo de estímulo à economia

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e a bancada do partido no Senado reuniram-se, nesta quarta-feira (14/12), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para tratar das medidas de estímulo à economia, a serem anunciadas pelo governo.

Na reunião, o ministro da Fazenda apresentou aos senadores as propostas em estudo e recebeu sugestões da bancada. Uma das propostas em estudo será a permissão para o trabalhador sacar parcela do FGTS para quitar dívidas.

“O PSDB não só apoia as medidas que estão em tramitação no Congresso Nacional, como vem apresentando sugestões. Na questão microeconômica e também caminhos que possam possibilitar as empresas e as famílias brasileiras recuperarem o crédito e a capacidade de consumo”, destacou o senador Aécio.

O senador ressaltou que a bancada do PSDB votou a favor da PEC do Teto dos Gastos, aprovada ontem, em segundo turno, pelo Senado, e manterá o apoio às medidas apresentadas ao Congresso pelo governo em razão da gravidade da crise econômica e social. Além da bancada tucana, participaram da reunião os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Cristovam Buarque (PPS-DF).

“O compromisso do PSDB é inabalável com essa agenda na qual acreditamos e, obviamente, garantindo espaço para sugestões, o que o ministro fez aqui de forma extremamente ampla e aberta. O PSDB será até o final dessa travessia o principal parceiro deste governo”, garantiu.

PSDB reforça apoio a medidas contra a crise

“Aprovar as reformas estruturais e apoiar o conjunto de medidas microeconômicas é o melhor que o PSDB pode fazer para o país neste momento. O PSDB será até o final dessa travessia o principal parceiro desse governo”, declarou o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, nesta quarta-feira (14), após reunião da bancada de senadores tucanos com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Aécio ressaltou que o PSDB votou a favor da PEC do Teto dos Gastos, aprovada ontem, em segundo turno, pelo Senado, e manterá o apoio às medidas apresentadas pelo governo em razão da gravidade da crise econômica e social.

“O PSDB não só apoia as medidas que estão em tramitação no Congresso Nacional, como vem apresentando sugestões. Seja na questão microeconômica seja em caminhos que possam possibilitar as empresas e também as famílias brasileiras recuperarem o crédito e sua capacidade de consumo”, afirmou em entrevista coletiva.

PT é um partido sem causa

“As reformas que estão em curso não são uma opção que temos hoje, não é uma decisão programática do PSDB e dos partidos aliados. É uma necessidade imperativa. Ou fazemos ou não temos um Brasil amanhã. Ou esses 12 milhões de desempregados vão se transformar em 15, 20 milhões. A irresponsabilidade do PT levou a maior crise dos últimos 120 anos, essa é a grande verdade”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, ao criticar as ações feitas pela bancada federal do PT contra as reformas propostas pelo governo.

Em coletiva nesta sexta-feira (25/11), em Brasília, durante o Encontro Nacional de Prefeitos eleitos pelo PSDB, Aécio disse que os erros cometidos pelos governos do PT e as investigações de corrupção que envolvem ex-ministros e principais dirigentes do partido impedem cobranças por parte de petistas.

“Não vejo qualquer autoridade em qualquer membro do PT para cobrar desse governo o que quer que seja em qualquer campo, seja administrativo, seja moral”, disse.

Entrevista sobre o pedido de demissão de ministro

“É uma decisão que contribui para o governo, que permite que aquilo que é essencial tenha prioridade. O que é essencial? Que o Brasil faça as reformas, que o Brasil volte a crescer, que o Brasil volte a gerar empregos. Vamos sair dessa agenda lateral e nos concentrarmos na agenda que interessa a quem está desempregado, a aqueles que estão perdendo seus ganhos sociais, a quem está tendo perda de renda. O ministro Geddel se afastou do governo, o que me parece uma decisão sensata e que protege o governo”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, sobre o pedido de demissão da Secretaria de Governo apresentado, nesta sexta-feira (25/11), pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Aécio Neves Entrevista

Foto: George Gianni

Aécio Neves: “A questão da reforma política passa a ser prioridade absoluta”

REPÓRTER:

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, se reuniu com líderes de partidos e com os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Rodrigo Maia, nesta quarta-feira, em Brasília, para discutir a reforma política que está em tramitação no Congresso Nacional. Aécio anunciou que ficou acertado para 9 de novembro a votação em primeiro turno da PEC 36, de sua autoria e do senador Ricardo Ferraço, do PSDB do Espirito Santo, e que estabelece a cláusula de desempenho, o fim das coligações proporcionais e cria o sistema de federação de partidos para as legendas que não alcançarem o percentual mínimo de votos no país. A PEC é um consenso entre os senadores e deputados.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES

“A questão da reforma política passa a ser prioridade absoluta e não há um cidadão brasileiro sequer que não compreenda que o nosso sistema político precisa ser alterado. Os partidos políticos têm de ter seu número diminuído. Eles têm que ser instrumentos de vocalização de pensamentos de setores da sociedade, e não instrumentos de interesses particulares como tem sido hoje. Eu saio extremamente feliz porque nós vamos dar um passo concreto no dia 9 de novembro, aprovando essa proposta no Senado e a enviando à Câmara dos Deputados. Isso, por si só, se aprovado, depois do Senado, na Câmara dos Deputados, é uma grande reforma política.”

REPÓRTER:

Sobre outras mudanças que os parlamentares pretendem fazer nas regras políticas e eleitorais do país, como o financiamento de campanha, Aécio defendeu que sejam apreciadas separadamente. A ideia é que outros projetos sobre reforma política sejam debatidos, inicialmente na Câmara, enquanto o Senado prioriza a votação do fim das coligações proporcionais a partir de 2020, e uma cláusula de barreira, que pode diminuir pela metade, já a partir de 2018, a grande quantidade de partidos hoje existente no Congresso.

SONORA DO SENADOR AÉCIO NEVES

“Reforma política é algo muito amplo. Eu defendo que ela seja votada de forma fatiada. Porque se você coloca cinco, seis temas numa mesma proposta, a oposição de um grupo de parlamentares a um determinado tema significa a inviabilização de todos os outros. Então é uma questão de racionalidade.”

REPÓRTER:

A expectativa é que a PEC 36 seja votada no Senado, em dois turnos, até o dia 10 de novembro e, em seguida, apreciada na Câmara. Aécio destacou que o importante é que a proposta seja aprovada ainda este ano.

De Brasília, Shirley Loiola.