Aécio Neves destaca trajetória política do senador Pedro Simon

O senador Aécio Neves destacou, nesta quarta-feira (10/12), no Senado, a trajetória política do senador Pedro Simon (PMDB-RS) durante quase seis décadas, sendo 32 anos deste período como senador. Durante sessão deliberativa em homenagem ao senador gaúcho, que se despede do Senado em 31 de janeiro, Aécio Neves destacou o compromisso de Simon com a sociedade e lembrou que há exatos 32 anos, Tancredo Neves também se despedia do Senado Federal.

 

Leia abaixo íntegra do pronunciamento do senador Aécio Neves:

 

“Ilustre senador Pedro Simon, é com uma alegria muito grande que dirijo a Vossa Excelência algumas palavras que vêm do local mais profundo do meu coração e da minha alma. Ouvia com atenção o pronunciamento de despedida de Vossa Excelência dessa casa. Não havia como deixar de lembrar de uma outra despedida, ocorrida nesta casa, na tribuna à nossa direita.

Há 32 anos, quando esse seu dileto e querido amigo Tancredo Neves se despedia também do Senado Federal para enfrentar um outro desafio: a partir do governo de Minas, com a sua participação e de outros ilustres brasileiros, entre eles Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela e tantos outros, construir o caminho do reencontro do Brasil com a democracia e com a liberdade. Ouvi aqui, naquela tribuna à direita, depoimentos de aliados e de adversários, que registravam a dimensão do homem público que deixava essa casa.

Vejo um enorme paralelo, senador Pedro Simon, da trajetória de Tancredo e a vossa trajetória. Talvez por isso, durante tantas décadas, militaram juntos, sempre compreendendo que a vida pública, na dimensão maior do que essa expressão possa significar, é a mais digna das atividades que um cidadão possa exercer no seio de uma sociedade. Vossa Excelência, com mandato desde o ano de 1959, é hoje entre nós o mais bem-acabado exemplo de que a vida pública e a honradez, a vida pública e a ética, a vida pública e o compromisso com aqueles que mais precisam são absolutamente indissociáveis.

Vossa Excelência deixará o Senado dentro de algumas semanas, mas estou certo de que não deixará a vida pública. Porque os brasileiros continuarão a ter em Vossa Excelência uma das mais importantes referências da ética na vida pública. E sobretudo nesse quadro, de tamanho divórcio entre parcela expressiva da sociedade e seus representantes, pelos desatinos sucessivos com que são confrontados, a palavra de vossa excelência será sempre uma palavra referencial.

E Vossa Excelência, senador Pedro Simon, é um dos poucos homens públicos que não necessita de um cargo, de mandato, para exercer a sua liderança, mas, em especial, para ter a sua voz acatada e respeitada por todos os brasileiros. A minha geração de homens públicos continuará a ter em vossa excelência, a partir de primeiro de fevereiro do ano que vem, a mesma referência de dignidade, de honradez de espírito público e de enorme amor a esse país.

Da mesma forma que eu ouvi de alguns parlamentares que apartearam o meu avô Tancredo há 32 anos atrás, eu quero me dirigir, aqui, aos seus familiares, aos seus filhos, e à sua esposa: vocês podem ter um enorme orgulho imensurável orgulho da trajetória deste gaúcho, brasileiro, um dos mais qualificados homens públicos que o Brasil produziu no último século.

Vida longa, senador Pedro Simon! O Brasil ainda conta imensamente com Vossa Excelência!”

Aécio Neves e líderes da oposição recorrem 
ao STF para garantir a CPI da Petrobras

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, e os principais líderes da oposição entraram, hoje (08/04), com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) em defesa da garantia de instalação da CPI para investigar as graves denúncias de má gestão e corrupção na Petrobras. Aécio Neves afirmou que a oposição quer passar a limpo as denúncias e o Parlamento deve ter garantido seu direito constitucional de investigação dos atos do governo.

“Todos os requisitos foram cumpridos. O número de assinaturas, o fato determinado. Cabe ao presidente do Senado Federal não enviar a um outro colegiado para que ele tome uma decisão o protocolo da CPI, e sim simplesmente instalá-la. O que queremos é que se cumpra a Constituição e que se cumpra o regimento do Senado Federal. Se prevalecer a posição do presidente Renan, estamos abdicando ad aeternum, para sempre, do direito das minorias investigarem qualquer denúncia grave que ocorra em relação a atos do governo.  Esse nosso ato tem uma dimensão até maior do que o simples pedido de instalação da CPI da Petrobras. Estamos garantindo também um direito sagrado das minorias, que é o de investigar delitos cometidos pelo governo”, disse Aécio Neves.

O pedido de mandado de segurança foi protocolado com as presenças dos presidentes do DEM, senador Agripino Maia, e do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, os senadores Pedro Simon (PMDB), Aloysio Nunes (PSDB), Álvaro Dias (PSDB), Rodrigo Rollemberg (PSB), Ranfolfe Rodrigues (PSOL), Jarbas Vasconcelos (PMDB), Cristovam Buarque (PDT) e Pedro Taques (PDT) e os deputados Antônio Imbassahy (PSDB), Domingos Sávio (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).

Aécio Neves respondeu a alegação feita pela presidente Dilma Rousseff de que a CPI tem objetivo eleitoral, e não o de investigação das denúncias reveladas pela imprensa e pela Polícia Federal.

“Não foi a oposição que criou os fatos que hoje derivam para a necessidade de uma CPI. Hoje, estamos vendo uma teia de relações promíscuas dentro da Petrobras com ex-diretores presos e com outros sob gravíssimas suspeitas, com parlamentares participando deste jogo. É importante que isso seja passado a limpo. A oposição está fazendo o que precisa fazer. É sua obrigação. É sua responsabilidade investigar. E esperamos que a base do governo e o próprio governo aprendam a viver em democracia. Não permitir essa investigação é um atentado contra a própria democracia”, disse Aécio Neves em entrevista.

Ele reiterou que todos os requisitos constitucionais para a criação da CPI foram cumpridos pelo Parlamento. Assim, o presidente do Senado ou qualquer outra liderança não tem a prerrogativa da escolha sobre como agir, mas sim a obrigação de determinar o início das investigações.

 

Rombo de US$ 1,2 bilhão

A CPI da Petrobras busca investigar suspeitas relativas à compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), que voltou à tona após a revelação de que a então ministra Dilma Rousseff, que era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, apoiou a negociação que seria responsável pelo maior rombo da história da empresa.

Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria, que um ano antes havia sido avaliada em US$ 42,5 milhões. Em 2012, devido a obrigações previstas no contrato por ela assinado, a Petrobras foi obrigada a comprar a outra metade da refinaria, dessa vez por US$ 839 milhões, totalizando US$ 1,2 bilhão. Ainda assim, a Refinaria de Pasadena não consegue fazer o processamento do petróleo brasileiro, mais pesado que o norte-americano.

Além disso, parlamentares também querem apurar os US$ 20 bilhões investidos na construção da refinaria Abreu e Lima, após previsão inicial de US$ 2 bi, em parceria com a Venezuela; denúncias de pagamento de suborno a diretores da empresa para beneficiar a companhia holandesa SBM; e a colocação em alto-mar de plataformas que ofereciam risco aos funcionários da Petrobras.

 

Aécio Neves participa de encontro estadual do PSDB do Rio Grande do Sul

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, participou, na noite desta segunda-feira (11/11), do Encontro Estadual do PSDB do Rio Grande do Sul. O evento, que contou com a presença de mais de 400 militantes e apoiadores, foi realizado em São Leopoldo, Região Metropolitana de Porto Alegre. Aécio estava acompanhado do presidente do PSDB-RS, Adilson Troca, da ex-governadora Yeda Crusius, do deputado federal Nelson Marchezan Júnior e do prefeito de São Leopoldo, Moacir da Silva, entre outras lideranças.

Aécio destacou a qualidade dos integrantes e das propostas do partido em todo o Brasil.

“Muitos brasileiros aguardam de nós uma resposta ao que está aí. Ao descalabro ético e à incapacidade de gestão. O que acontece no Rio Grande é ouvido em muitas partes do país. A forma como fomos recebidos aqui mostra que estamos no caminho certo. Temos os melhores nomes, as melhores propostas e a coragem para mudar o Brasil”, disse.

Aécio Neves cumpriu agenda durante toda a segunda-feira no Rio Grande do Sul. Pela manhã, proferiu palestra na Federação das Associações Comerciais e Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). À tarde, visitou o senador Pedro Simon em sua residência e conheceu a Feira do Livro, tradicional evento da cidade realizado na Praça da Alfândega.