Aécio Neves homenageia Eduardo Campos

O senador Aécio Neves participou, nesta quarta-feira (10/06), de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um desastre aéreo em agosto de 2014, durante a campanha presidencial. A cerimônia realizada em Brasília, durante o 5º Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública, reuniu diversas lideranças nacionais e de Pernambuco.

“Tenho 30 anos de mandato e vi pouquíssimos líderes políticos liderarem com a naturalidade de Eduardo. A lealdade de seus companheiros não se dava pela imposição ou por uma circunstancial possível expectativa de poder que Eduardo pudesse gerar. Era algo absolutamente natural. Era sua forma de expressar, era a sinceridade das suas palavras, era a capacidade dele de enxergar sempre adiante”, afirmou Aécio Neves, em seu discurso.

A homenagem a Eduardo Campos contou com as presenças dos governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, que representou a família do ex-governador; do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do senador José Serra e do ministro do STF, Gilmar Mendes, além de outras lideranças.

No discurso, Aécio Neves relembrou o dia do acidente e destacou a capacidade e a alegria do ex-governador.

“Me lembro que, em campanha, como Eduardo, pousava naquele instante em um avião exatamente igual ao dele, em Natal, na capital do Rio Grande do Norte, e começaram a vir as notícias, de início desencontradas e, depois, as confirmações para estarrecimento de todos nós. A única coisa que vinha à minha mente era a efemeridade, a fragilidade da vida. Me vinha à cabeça a sua família, porque Eduardo tinha uma capacidade, e é isso talvez também tenha feito dele um político tão vitorioso, de ser feliz, de ter alegria no que fazia. Esse prazer pela vida, esse afeto que ele demonstrava ao lado da sua família é algo que, para mim, e tenho certeza que para tantos que com ele compartilharam momentos da sua vida, é a faceta mais marcante da trajetória desse jovem idealista”, afirmou Aécio.

O senador destacou também que, além de colegas desde a Constituinte de 1988, quando ambos eram deputados, os dois foram eleitos governadores em seus estados, Minas Gerais e Pernambuco, no mesmo período.

Aécio Neves agradeceu aos representantes do PSB presentes à homenagem o apoio que recebeu do partido no 2º turno das eleições presidenciais.

“Eduardo e eu sabíamos que estaríamos juntos em um projeto de país. Ambos já denunciávamos a fraude daquilo que estabeleceu-se chamar de uma nova matriz econômica no Brasil, e hoje está aí o desastre sendo inevitavelmente e infelizmente compartilhado por todos os brasileiros, de uma visão equivocada que ambos denunciávamos lá atrás. Mas sabíamos, não importasse qual fosse o destino, o resultado daquela eleição, que estaríamos juntos fosse agora ou no futuro de um projeto de país. E devo agradecer imensamente, aproveitando a presença das principais lideranças do PSB pela solidariedade e pelo apoio que tive para buscar, claro que com as minhas limitações, dar sequência ao sonho de Eduardo, ao sonho de cada um de vocês”, disse o presidente tucano.

Aécio concluiu seu pronunciamento com uma mensagem à família de Campos.

“Quero encerrar minhas palavras pedindo que levem à Renata (Campos) e aos meninos, a minha palavra de carinho, de amizade e de extrema saudade pelo Eduardo”, afirmou.

Homenagem ao ex-governador Eduardo Campos

O senador Aécio Neves participou, nesta quarta-feira (10/06), em Brasília, do Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública, realizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Em seu discurso, Aécio homenageou o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Confira os principais trechos do discurso do senador:

Começo por dizer que Eduardo (Campos) tinha características muito próprias. Não estou na política apenas desde ontem ou anteontem, tenho 30 anos de mandato e vi pouquíssimos líderes políticos liderarem com a naturalidade de Eduardo. A lealdade de seus companheiros, e aqui estão inúmeros deles, não se dava pela imposição ou pelo uma circunstancial possível expectativa de poder que Eduardo pudesse gerar. Era algo absolutamente natural. Era sua forma de expressar, era a sinceridade das suas palavras, era a capacidade dele de enxergar sempre adiante.

Isso talvez distinga os políticos, muitos de nós políticos comuns, dos políticos chamados de estadistas. A capacidade de enxergar mais longe que os outros. Tive o privilégio de compartilhar com Eduardo um momento para as nossas vidas extremamente profícuo, quando governamos nossos estados. Ele em Pernambuco, eu em Minas Gerais, começamos a compreender que gestão pública não tem que ser ineficiente apenas por ser pública. Introduzimos em nossos governos, e outros governantes também fizeram isso, práticas absolutamente inovadoras de gestão. Não foram poucas as vezes em que nos sentamos em Minas, em Pernambuco, aqui em Brasília, buscando introduzir na gestão pública aquilo que o setor privado já fazia há muito: avaliação de desempenho, remuneração por metas. Certamente, a marca que Eduardo deixa em Pernambuco do ponto de vista da gestão pública mostra uma outra face de um político com muitas virtudes. Mas não quero falar aqui do político, nesses poucos minutos que ainda vou tomar da paciência de vocês.

Quando acontece uma tragédia como essa de alguma forma marcante, seja do ponto de vista pessoal ou mesmo pela sua dimensão política, o caso de Eduardo, muitos de nós nos lembramos de outros episódios marcantes que têm acontecido, onde estávamos naquele exato instante, onde a tragédia aconteceu… Me lembro que, em campanha como Eduardo, pousava naquele instante em um avião exatamente igual ao dele, em Natal, na capital do Rio Grande do Norte, e começaram a vir as notícias, de início desencontradas e, depois, as confirmações para estarrecimento de todos nós. A única coisa que vinha à minha mente era a efemeridade, a fragilidade da vida. Me vinha à cabeça a sua família, porque Eduardo tinha uma capacidade, e é isso talvez também que tenha feito dele um político tão vitorioso, de ser feliz, de ter alegria no que fazia. Ele tinha prazer em estar com os companheiros, tinha prazer em ser parlamentar, quando foi ministro da mesma forma. E foi de forma muito especial enquanto governador. Então, esse prazer pela vida, esse afeto que ele demonstrava ao lado da sua família é algo que, para mim, e tenho certeza que para tantos que com ele compartilharam momentos da sua vida, é a faceta mais marcante da trajetória desse jovem idealista.

Portanto, não tenho dúvidas em reafirmar aqui o que já afirmava lá atrás, no início daquela caminhada eleitoral. Eduardo e eu sabíamos que estaríamos juntos em um projeto de país. Ambos já denunciávamos a fraude daquilo que estabeleceu-se chamar de uma nova matriz econômica no Brasil, e hoje está aí o desastre sendo inevitavelmente e infelizmente compartilhado por todos os brasileiros, de uma visão equivocada que, ambos, denunciávamos lá atrás.

Mas sabíamos, não importasse qual fosse o destino, o resultado daquela eleição, que estaríamos juntos fosse agora ou no futuro de um projeto de país. E devo agradecer imensamente, aproveitando a presença das principais lideranças do PSB pela solidariedade e pelo apoio que tive para buscar, claro que com as minhas limitações, dar sequência ao sonho de Eduardo, ao sonho de cada um de vocês. Me lembro, e encerro essas minhas palavras, porque disputamos a eleição e não são públicas todas as conversas que tivemos e nós brincávamos, inclusive algumas das vezes na casa de Ana Arraes, mãe de Eduardo, que me oferecia sempre um almoço muito suculento de comida nordestina, e ali era nossa trincheira para conversas que tínhamos aqui em Brasília. Então brincávamos. Vamos começar uma campanha. Nós dois somos candidatos, mas sabemos que, em determinado momento, a gente não controla as coisas, mas vamos pensar sempre adiante.

O que nos movia era um projeto de país, um projeto vigoroso de país. Compreendíamos que era importante que houvesse duas forças políticas na oposição para combater um governo bem estruturado, que utilizava a máquina pública sem limites, como assistíamos na eleição. Não imaginávamos que tanto. Mas sempre sabíamos que em algum momento íamos nos encontrar. A campanha começou, é claro que os contatos ficaram um pouco mais raros, mas a dor da morte de Eduardo é algo avassalador para todos aqueles que compreendem a importância da vida pública. Não há transformação de uma sociedade democrática sem homens públicos honrados e cernes como era Eduardo.

Quero encerrar essas minhas palavras pedindo que leve à Renata (Campos) e aos meninos, a minha palavra de carinho, de amizade e de extrema saudade pelo Eduardo. Lembrando aqui, e com absoluta sinceridade espero que me compreendam, o depoimento que deu Ulysses Guimarães pouco tempo depois da morte de Tancredo. Do plenário da tribuna da Câmara dos Deputados, talvez essa frase de todas tenha sido a que mais me marcou. Ulysses referiu-se a Tancredo, parou por um instante e disse: Eu temia e eu amava Tancredo. Peço licença ao grande timoneiro para dizer: Eu temia e amava Eduardo.

Obrigado.

Aécio Neves deseja um Feliz Natal para todos!

Feliz Natal, muita saúde e muita fé, para continuarmos acreditando em um futuro melhor para todos! – Aécio Neves

Aécio Neves – Entrevista coletiva sobre a Copa e eleições

O presidente nacional do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira (17/06), em Belo Horizonte (MG). Aécio Neves falou sobre a Copa do Mundo e eleições 2014.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

Sobre o jogo da Seleção.

Acho que temos duas seleções brasileiras aqui. Vamos assistir ao jogo na companhia de quem conhece. São amigos construídos ao longo de uma vida. São campeões do mundo como Piazza, craques, como Luisinho, Nelinho. Tem cruzeirense, atleticano. O grande ataque do Cruzeiro, Evaldo, Natal, Dirceu Lopes, e outros companheiros também, atletas paraolímpicos, atletas do vôlei, como o Giovanni. É um momento de confraternização. Hoje somos todos brasileiros, torcendo para a gente ganhar na bola, ganhar em campo, e depois vamos trabalhar para que o Brasil ganhe também fora de campo.

 

Sobre a organização da Copa.

Dentro de campo, sempre achamos que a Copa ia funcionar muito bem, até porque os estádios estão prontos, e todos eles são de responsabilidade dos estados, como sabemos. O que sempre alertamos é para a incapacidade do governo de avançar nas obras de mobilidade, a grande maioria delas no meio do caminho. Não podemos cair nessa armadilha da tentativa permanente da divisão do Brasil em dois, como se pudesse existir o Brasil daqueles que apoiam o governo, e esses são patriotas, e o Brasil daqueles que criticam o governo, que apontam os equívocos, esses são os impatriotas, os pessimistas. Somos todos brasileiros.

Esperamos que possamos comemorar mais um grande título, os brasileiros merecem isso. Mas vamos continuar mostrando os equívocos desse governo, porque o day after, o dia seguinte à Copa do Mundo, vamos continuar crescendo 1% ao ano, com a inflação recrudescida, trazendo tormento à vida dos brasileiros, com várias das obras mais importantes de infraestrutura do Brasil paralisadas, com sobrepreço. Mas hoje é um momento de torcida, de alegria, de convergência. O que tenho dito sempre é que nesse debate não podemos fazê-lo olhando para o retrovisor da história. Temos que fazer olhando para o futuro. Vamos debater a saúde pública, vamos ver como podemos avançar na segurança, onde há uma omissão enorme do governo, no próprio Custo Brasil, que, tenho defendido, temos que fazer uma guerra. Vamos debater os temas que interessam aos cidadãos brasileiros. Essa radicalização prematura da campanha eleitoral não faz bem ao Brasil e principalmente aos brasileiros.

 

Sobre declarações do ex-presidente Lula de ódio na campanha.

Não ouvi essa palavra da boca de ninguém, a não ser da boca do próprio ex-presidente da República. Como disse, não vou cair na armadilha desse falso confronto. O que temos é a responsabilidade, como partido de oposição, de apresentar ao Brasil, uma proposta alternativa a essa que aí está. Os brasileiros estão sentindo que o Brasil não pode continuar avançando tão lentamente. Há, hoje, uma paralisia generalizada, uma desconfiança enorme em relação ao Brasil, que diminuiu os investimentos e fez com que estejamos vivendo o pior ciclo de crescimento, o terceiro pior ciclo de crescimento desde a história republicana. Desde a proclamação da República, a atual presidente da República vai levar o Brasil a crescer apenas mais do que o período Floriano Peixoto, no final do século 19, e do Fernando Collor, no final do século passado. Isso é muito pouco para um país como o Brasil.

Vamos comemorar em campo, vamos torcer muito pelo Brasil, vamos erguer esse caneco e vamos discutir com muita seriedade como fazer o Brasil crescer de forma sustentável, gerando mais oportunidades a todos os brasileiros, não apenas àqueles que, eventualmente, apoiam o lado A ou o lado B.

 

Sobre definição do vice.

Defini que o dia 30 desse mês, em uma reunião da Executiva Nacional, estou dizendo pela primeira vez, agora, em uma reunião da Executiva Nacional, às 10 horas da manhã, haverá a definição do vice. Felizmente temos nomes muito qualificados que são, inclusive, apontados por vocês da imprensa sucessivamente. O problema do PSDB não é ausência, é o excesso de nomes qualificados. Vamos aguardar a definição das outras alianças para que no dia 30 possamos indicar aquele que maior contribuição possa dar a uma caminhada que se inicia da forma adequada, discutindo o Brasil, discutindo propostas.

 

Vai caminhando para uma chapa puro sangue, ou os partidos aliados farão parte?

Temos alternativas muito qualificadas dentro do PSDB e também algumas outras de partidos aliados. Vamos aguardar um pouco. Não há porque não usarmos o tempo. Essa é uma lição antiga que se aprende aqui em Minas Gerais. Política é, essencialmente, a administração do tempo. Você não deve precipitar que não precisam ser antecipadas e tampouco pode se deixar engolir pelo tempo. Não farei isso. Dia 30/06 é o momento da definição. Existem pelo menos três nomes altamente qualificados com disposição de caminhar conosco, e é exatamente essa qualificação que me fez adiar essa decisão para daqui a, no máximo, duas semanas.

 

Sobre a candidatura de Pimenta da Veiga em Minas.

Pimenta da Veiga representa a continuidade de um projeto vitorioso. Porque na política, o que está dando certo tem que continuar. Como está dando certo o nosso governo, honrado, sério, levou Minas a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde da região Sudeste. Minas é benchmarking, Minas é referência hoje de gestão pública de qualidade para todo Brasil, inclusive para organismos internacionais. Fico muito honrado quando vejo que vários estados brasileiros buscam, nos exemplos de Minas Gerais, inspiração para efetuarem avanços que consolidaram seus estados. Em todas as regiões do Brasil assistimos isso.

Então, Pimenta representa a continuidade de um projeto vitorioso em Minas Gerais. Ao contrário, no plano federal, a falência é absoluta. Os indicadores sociais pararam de avançar e começaram a regredir. Estamos voltando a falar, veja só, de volta do analfabetismo, que parou de cair e voltou a crescer. Estamos falando de inflação, uma pauta que o PSDB havia superado e vencido há alguns anos atrás. Por isso, a necessidade de mudança, por isso o sentimento majoritário da população brasileira, mais de 70%, clamando por mudança. E nós temos que nos apresentar com a nossa experiência, com os exemplos de Minas Gerais, como a mudança verdadeira, a mudança corajosa e experiente que o Brasil precisa viver. E acho que nosso crescimento nas pesquisas é, na verdade, consequência dessa percepção. As pessoas percebem que existe uma proposta alternativa, responsável, com quadros altamente qualificados, e com gente normal, simples, como somos nós que estamos aqui.

O ano de Francisco

Se o Natal é sempre oportunidade para reencontros e esperanças, o de 2013 será especialmente simbólico, alimentado por novas reflexões em torno da ideia da renovação.

Será o primeiro Natal de Jorge Mario Bergoglio à frente do seu pontificado, o personagem que melhor incorporou a necessidade e a possibilidade de transformação de um mundo ainda convulsionado pela fome, violência, destruição do patrimônio natural e refém de uma gigantesca desigualdade.

 

Leia mais: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2013/12/1389185-o-ano-de-francisco.shtml.

Tempo de Reflexão

Não importa a religião que se tenha, o Natal é sempre tempo de solidariedade e reflexão.

Nessa época, nos afastamos da rotina e é inevitável examinar as perdas e conquistas, as experiências e aprendizados.

Leia Mais:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/1205846-tempo-de-reflexao.shtml