Nota do senador Aécio Neves sobre o resultado do PIB de 2015

O resultado do PIB de 2015, divulgado nesta manhã pelo IBGE, infelizmente, confirma as previsões mais pessimistas. Nossa economia teve o pior desempenho em 25 anos e caminha para a mais prolongada recessão do período republicano.

O governo que prometia “pibão” entrega recessão, a mais grave de toda a história. O grupo político que se vangloriava de estar a salvo da “marolinha” das crises internacionais, agora, está atolado na lama, e junto levou a economia do país.

O inferno da economia brasileira não está em fatores externos, como provavelmente argumentarão – mais uma vez – os petistas. O responsável único pelo desastre é o governo do PT, suas políticas malsucedidas, suas opções equivocadas e sua arrogância em desdenhar os avisos recorrentes feitos pelos mais variados analistas, ao longo de anos.

O país foi nocauteado pela incompetência, pela ineficiência e por um modelo ruinoso: estímulo desmesurado ao consumo, farta concessão de crédito bancada por instituições públicas, redução de tarifas públicas e juros na marra, intervenção excessiva no mercado, agigantamento do Estado. Não tinha como dar certo.

As estatísticas frias apenas dão contornos numéricos aos dramas observados cotidianamente nas ruas de todo o país: o aumento impressionante do desemprego, a escalada da inflação, a paralisia da atividade econômica, o desalento e a desconfiança. São estas as características da recessão que assola o Brasil.

Não há quem alimente expectativa de que, com o atual grupo político no poder, a situação do país possa mudar. Não há confiança na economia e a presidente da República não inspira um pingo de credibilidade. Não satisfeito, seu partido insiste em aprofundar o que já se mostrou desastroso.

O Brasil tem uma única alternativa para sair da crise em que atolamos: mudar o governo que aí está.


Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

“O Brasil precisa virar essa triste e dramática página de sua história política”, afirma Aécio Neves

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, subiu à tribuna do Senado, nesta quinta-feira (03/03), para fazer um apelo ao Congresso e à sociedade para que, juntos, encontrem um caminho que leve o Brasil a superar a pior recessão econômica e maior crise moral de sua história política. Após revelações da revista IstoÉ com base em delação premiada do senador Delcídio do Amaral, que acusou a presidente Dilma Rousseff de interferir no julgamento do escândalo da Petrobras junto ao Superior Tribunal de Justiça, Aécio voltou a pedir a presidente que reflita sobre a permanência dela no comando do país.

“Não consigo antecipar qual será o desfecho. Não sei se será por um ato de impeachment, pela cassação do mandato da chapa eleita, pelas gravíssimas denúncias ou até por um gesto de grandeza: será que não está no momento de a presidente da República renunciar ao mandato para que, a partir desse gesto, possamos iniciar uma grande concertação, e, a partir dela, a construção de uma agenda de retomada da confiança, dos investimentos e dos empregos para os brasileiros?”, afirmou o senador.

Aécio Neves destacou a importância do envolvimento da sociedade para que o Brasil supere a crise provocada pelo governo do PT e inicie um novo ciclo de crescimento e de geração de empregos.

“É preciso que os homens e as mulheres de bem deste país compreendam que precisamos buscar um caminho para que o Brasil vire, de forma definitiva, essa triste e dramática página da sua história política, para iniciarmos um novo tempo em que a esperança volte a habitar os lares brasileiros”, disse o senador Aécio Neves.

Delcídio do Amaral foi líder do governo no Senado e tinha livre trânsito ao gabinete presidencial até ser preso pela Polícia Federal em novembro passado, acusado de tentar obstruir a investigação da Lava Jato.

“As denúncias atribuídas hoje ao Senador Delcídio são as mais graves até aqui já compartilhadas com a sociedade brasileira, porque, dentre outras questões extremamente graves e chocantes, diz essa denúncia, que a presidente da República de forma consciente teria, com a indicação de ministro do STJ, induzido ou participado de um movimento para inibir ações da Operação Lava Jato”, destacou.

Nesta quinta-feira, os partidos de oposição anunciaram que solicitarão a inclusão das denúncias reveladas pela revista IstoÉ ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados. A oposição também quer que as informações sejam compartilhadas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação movida pelo PSDB que pode resultar na cassação da chapa Dilma/Temer por abuso de poder econômico nas eleições de 2014.

Queda do PIB

O presidente nacional do PSDB também comentou a queda de 3,8% do PIB brasileiro em 2015. De acordo com o IBGE, o resultado foi o pior em 25 anos. Aécio falou ainda sobre as perspectivas para a economia em 2016 e 2017. De acordo com previsões feitas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil deve amargar mais dois anos de crescimento negativo – a queda é estimada em 3,5% este ano e em 0,5% em 2017. A última vez em que a economia registrou dois anos de crescimento negativo foi em 1930 e 1931, como consequência do crash na Bolsa de Nova York, que arrastou ladeira abaixo a economia de vários países em todo o mundo.

“Não podem ser desprezados esses dados que, na verdade, constatam, trazem à luz aquilo que não eu, como oposicionista, mas economistas e analistas políticos já antecipavam nos últimos anos: o governo, irresponsavelmente, colocou mais uma vez o seu projeto de poder acima dos interesses brasileiros e deixou de tomar, quando ainda era possível, as medidas corretivas necessárias para minimizar o impacto dessa queda em todos os nossos indicadores, a fim de minimizar o sofrimento dos brasileiros”, disse o senador.


Manifestações 13 de Março

O senador também usou o discurso para convocar a sociedade brasileira para participar das manifestações programadas para o próximo dia 13 em todo o país. Aécio destacou que é hora de dar um basta definitivo aos escândalos de corrupção e ao desgoverno que tomam conta do país.

“Esse é um momento de reflexão profunda e essa reflexão não pode estar restrita aqui, ao Congresso Nacional. No próximo dia 13 de março, estaremos juntos, os brasileiros que querem mudança, dentro da ordem constitucional, estaremos juntos para dizer aos quatro cantos deste país: Chega. Basta de tanta corrupção. Basta de tanto desgoverno. E para dizermos aos tribunais e à própria presidente da República: Dê ao Brasil uma nova chance. Dê ao Brasil um novo início, uma nova trajetória. Com este governo essa trajetória não se reiniciará”, afirmou.

Aécio Neves afirma que alta da inflação demonstra incapacidade do PT de governar o país

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, de Minas Gerais, afirmou nesta quarta-feira que a alta da inflação em novembro demonstra que a presidente Dilma Rousseff não governa mais o país. O tucano ressaltou o governo do PT trouxe prejuízo à economia do Brasil, o que tem gerado grave crise social. Os dados do IBGE mostram que, em 12 meses, a inflação acumulada está em 10,48%, bem acima do teto da meta fixada pelo Banco Central, de 6,5% ao ano. Foi o pior resultado desde novembro de 2003.

Sonora do senador Aécio Neves
“O que nós percebemos é que não há mais governo. Não há mais liderança do governo na casa. E a grande questão que fica para a sociedade é: até quando? Será que ela terá condições de se manter no cargo por mais três anos dessa forma, nesse desgoverno que virou o Brasil? A economia se esfacelando. Hoje o IPCA demonstra a inflação já acima de 10%. É algo impensável. Com 60 milhões de brasileiros endividados, com mais de um milhão e meio de brasileiros que perderam o emprego apenas da eleição até aqui. Essa é a equação, esse é o conjunto da macabra obra de governo do PT”.

Sobre a abertura do processo de impeachment, Aécio Neves afirmou que é uma previsão constitucional e defendeu que a presidente Dilma responda pelo crime de responsabilidade fiscal, apontado pelo Tribunal de Contas da União. De Brasília, Shirley Loiola.

Boletim

Aécio: Escalada da inflação em novembro é mais um sintoma da tragédia que é o governo do PT

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou, nesta quarta-feira (09/12), que a escalada da inflação em novembro é um sinal claro da incapacidade do governo Dilma em apresentar respostas para tirar o Brasil da grave crise econômica e social que aflige os brasileiros. De acordo com o IBGE, a inflação oficial em novembro ficou em 1,01%, a maior para o mês desde 2002. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 10,48%, o maior para o período desde 2003.

“É aquilo que já alertávamos durante a campanha eleitoral. Esse mês de novembro último foi o pior novembro desde 2003. É uma demonstração da absoluta incapacidade que o governo tem demonstrado de conduzir adequadamente a economia, porque estamos vivendo a pior das equações. Com juros na estratosfera – hoje 60 milhões de brasileiros estão endividados e pagando juros estratosféricos – e a inflação ultrapassando os 10%. Com o desemprego já alcançando algo em torno de 10%. São quase dois milhões de postos de trabalho fechados desde a última eleição e esse é o desfecho final da tragédia que foi o governo do PT nesses últimos anos”, afirmou o senador Aécio Neves.

O senador destacou que a alta desenfreada da inflação penaliza principalmente os mais pobres que viram seu poder de compra reduzir drasticamente nos últimos meses. Aécio lembrou que o PT sempre se colocou como defensor dos mais pobres e agora pune justamente aqueles que um dia confiaram no partido.

“A crise real, a crise grave pela qual passa o Brasil, hoje é a social. E ela pune exatamente os mais pobres, aqueles que o governo do PT, no seu discurso populista e demagógico, dizia defender. Essa é uma marca dos governos populistas. Sempre quando fraquejam, quando se fragilizam, tentam dividir o Brasil entre nós e eles, como fizeram durante a campanha, e os que são punidos em primeiro lugar são aqueles que eles usam como biombo eleitoral. Hoje, com o desemprego, com juros na estratosfera e com a inflação ultrapassando no ano os 10%, o PT pune aqueles que algum dia confiaram nele”, criticou Aécio.


Alta de juros

Questionado pela imprensa se o Banco Central deve elevar ainda mais a taxa de juros para controlar a inflação, o senador Aécio afirmou que essa medida não surtirá mais efeito. Para ele, o governo da presidente Dilma não é mais capaz de inspirar confiança na sociedade e nos investidores.

“O Brasil carece ou vive hoje uma grave crise de credibilidade, de confiança. Enquanto não tivermos um governo que inspire confiança no mercado, nos agentes financeiros e na população como um todo, vamos continuar tendo os piores indicadores econômicos da nossa história contemporânea como estamos tendo hoje”, afirmou.

A derrocada do emprego

Aécio Neves – Jornal Estado de Minas – 28/11/2015

O que já era ruim está ficando muito pior. Em pleno período pré-natalino, os setores do comércio e da indústria ainda não iniciaram as tradicionais contratações temporárias para as festas de fim de ano. Ao contrário, eles estão demitindo. Esse é apenas um dos cenários que ajudam a entender o que anda acontecendo no Brasil quando o assunto é emprego. Os dados do IBGE divulgados esta semana revelam que já temos um exército de 9 milhões de desempregados.


É muita gente, ainda mais quando se sabe que cada emprego representa, em sua extensa maioria, uma fonte de suprimento para várias pessoas – esposas ou maridos, filhos, pais. Cada vaga de trabalho que se esvai significa uma família em apuros. É gente que, de um momento para o outro, perde benefícios como plano de saúde, tiquete alimentação e cesta básica. A crise é contagiosa e voraz. Desemprego impacta na queda do consumo, no crescimento do mercado informal de trabalho e no aumento da inadimplência, entre outras consequências na economia.


A situação é dramática – e ainda não chegamos ao fundo do poço. Economistas do mercado preveem uma taxa acima dos dois dígitos em 2016. Em 11 capitais brasileiras, o índice do desemprego já supera os 10%, sendo que em Salvador chega aos 16%. Não há mais como tapar o sol com a peneira. A economia naufragou e estamos vivendo uma das piores recessões de nossa história. Os mais prejudicados com esse jejum de empregos são os jovens adultos de 18 a 24 anos de idade.


Nesse cenário, uma das vedetes da propaganda petista mostra-se ineficaz como fator de empregabilidade. Para milhares de jovens que acreditaram nas promessas do Pronatec, estudos do Ministério da Fazenda comprovaram que os cursos do programa são irrelevantes para facilitar o acesso ao mercado de trabalho. A realidade tem rasgado muitas das fantasias vendidas pelo governo.


Infelizmente, o fim do túnel não está próximo. Em decorrência dos erros grosseiros de gestão econômica e de governança política, o país navega em mares revoltos, sem rumo. A desaceleração econômica provoca estragos em cadeia, colocando em risco importantes avanços sociais dos últimos 20 anos. Para muitos, o sonho durou pouco: pelo menos 1,2 milhão de famílias já voltaram para as classes D e E. O desemprego cresceu em 22 das 27 unidades da Federação e avança das principais regiões metropolitanas para o interior.


Na esteira dos números ruins, alguns deveriam nos envergonhar. Em 2014, depois de anos em queda contínua, o trabalho infantil voltou a crescer no país. São 3,3 milhões de pequenos trabalhadores com idade entre 5 e 17 anos, um retrato de nosso despreparo para alcançar a maioridade como nação. Nossa dívida com as novas gerações ainda está longe de ser superada. Com a nau governista velejando a esmo, como fazer a travessia para um país melhor? Precisamos manter vivos os nossos sonhos. Precisamos permanecer mobilizados, não apenas na nossa indignação, mas, sobretudo, no nosso amor pelo Brasil.

Mulher Preta

Aécio Neves – Folha de S. Paulo – 23/11/2015

Em razão do Dia da Consciência Negra, abro hoje a coluna para a desembargadora baiana Luislinda Valois, uma aguerrida brasileira na luta pela igualdade racial:

“A mulher preta brasileira é uma criatura eminentemente resiliente. Eu sou.

É uma mulher apequenada pelo desemprego, pela falta de moradia, pela fome que assola o seu habitat. Que mesmo tendo frequentado escola e universidade, e de lá saído graduada para uma profissão, não é outra mulher. É a mulher preta que sofre o assédio moral, a violência e a discriminação na sala de aula, no médico, no metrô, no escritório.

É também a pessoa mais traficada para lugares distantes do Brasil. É a mulher preta brasileira que lota as cadeias femininas e é a que mais morre assassinada. Os homicídios de mulheres brancas caíram 9,8% – de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. Os homicídios de mulheres negras aumentaram 54,2% nesse período, de 1.864 para 2.875.

Socorro! É o grito da mulher preta desassistida e é também o grito da mulher preta que lutou, concluiu seus estudos, formou seus filhos, mas ainda não os vê nas esferas das decisões, nos cargos da diretoria, nas rodas empresariais ou nas salas com ar condicionado dos Três Poderes da República. Eles não chegam lá. E por quê?

De acordo com o IBGE, um negro no Brasil ganha 57,4% do que ganha um branco na mesma função. O único setor em que o negro ultrapassa o não-negro na renda é o trabalho doméstico, em 1,5%.

Em 1978, vi-me aprovada em primeiro lugar no concurso para cargo de procuradora autárquica federal. Depois fui aprovada no concurso para juíza. Tornei-me a primeira juíza preta brasileira. Um luxo? Um sucesso? Não, uma exceção.

Sou mulher, preta, candomblecista, ousada, independente e competente em meu ofício. Rasguei a tradição e fui em busca do meu desiderato e do meu direito de cidadã preta livre brasileira. Cheguei onde queria sendo filha de uma lavadeira e de um motorneiro de bonde. Desobedeci às premonições do meu professor.

Empreitei medidas judicias junto ao CNJ e fui unanimemente agraciada com reconhecimento do meu direito de assumir como desembargadora no Estado da Bahia. Foi uma luta desigual, mas trouxe o meu direito constitucional para o meu viver. Recebi comendas importantes nacionais e internacionais, viajo o mundo para palestras, sou embaixadora da paz pela ONU.

Mas as chibatadas e a senzala sempre me rondam e sondam porque sou também a mulher preta que chora o filho que não voltou. Que perdeu outro filho para o tráfico, para a polícia. Uma mulher que conhece a grande dor da impunidade, a que ninguém escuta.

Venceremos tudo isso um dia. É preciso esperança, não para aguardar. Esperança no agir.”

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