Trabalho na berlinda

Aécio Neves – Folha de São Paulo – 01/05/2017

Na semana passada, o IBGE deu a dimensão da calamidade social que se abate sobre as famílias brasileiras.

São 14,2 milhões de desempregados, um recorde gestado no governo anterior e, sem dúvida, o principal desafio atual do Brasil. Acrescente-se a precariedade das relações contratuais. No setor privado, o país tem mais de 10 milhões de pessoas sem carteira assinada. Além disso, grande parte da mão de obra não dispõe de benefícios complementares.

Falo sobre isso em meu artigo de hoje para a Folha de S.Paulo.

Reformas para recuperar a geração de emprego

“Se hoje o Brasil tem um quadro social calamitoso, com 12 milhões de desempregados, com 60 milhões de brasileiros endividados, com cerca de 10 milhões de famílias voltando às classes D e E é por conta da irresponsabilidade, da leniência e do projeto de poder que orientou as ações dos governos petistas sucessivos, inclusive do ex-presidente Lula”, afirmou o senador. Temos de ter a coragem necessária para tomar as medidas que o Brasil aguarda para tirar o país da crise e recuperar, principalmente, o emprego dos brasileiros”, completou.

Sobre a Votação de reformas para Brasil voltar a crescer

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, voltou a pedir hoje urgência ao Congresso na aprovação de reformas que permitam ao país voltar a crescer e gerar empregos.

“Nós não iremos colocar o Brasil no rumo do crescimento, da recuperação, do emprego, sem dias difíceis pela frente. Então, é hora de investirmos no convencimento do Congresso, dos vários partidos da base, para a absoluta necessidade e urgência desse conjunto de reformas que começa a ser discutido”, disse o senador em entrevista coletiva, após a posse da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia Antunes da Rocha.

Hoje é o início do fim deste governo

Hoje é o início do fim de um governo que, na sua arrogância, na sua prepotência e na sua irresponsabilidade, violou as leis e mergulhou o Brasil na mais profunda crise econômica e social da nossa história”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na manha de hoje (25/08), quando o Senado iniciou a sessão de julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O PSDB apoia um projeto de reformas para o país

“Ao final desse processo constitucional, vamos olhar para trás e perceber que fizemos o que deveríamos ter feito”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na manha de hoje (25/08), quando o Senado iniciou a sessão de julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em entrevista coletiva, Aécio disse que os graves crimes fiscais identificados na gestão das contas públicas pelo governo do PT, nos últimos dois anos, foram a causa principal da grave recessão que o país atravessa com 12 milhões de desempregados.

Aécio Neves falou também sobre a defesa que o PSDB tem feito junto ao governo Temer pelo controle dos gastos e a favor das reformas estruturantes fundamentais para o país.

Foco

O país está perdendo um tempo precioso no combate à crise gigantesca que nos foi legada. Quanto antes fizermos o que precisa ser feito, mais cedo conseguiremos reconquistar o crescimento, reativar a produção e, assim, gerar os empregos que os brasileiros precisam.

O estrago é imenso e tem no rombo acumulado nas contas públicas desde 2014 a sua melhor tradução. Serão quatro anos seguidos de déficits, que resultarão num buraco que deve superar R$ 440 bilhões.

Diante disso, a prioridade máxima agora é controlar gastos para conseguir produzir algum equilíbrio. Essa é uma exigência de toda a sociedade brasileira.

A solução para um desafio desta magnitude não virá de imediato. Terá que ser construída arduamente, passo a passo. Mas é preciso traçar desde já os caminhos a seguir, definir os objetivos e perseverar na busca dos resultados. O ímpeto precisa ser redobrado. E não é o que tem transparecido.

Em toda mudança há sempre interesses que acabam sendo contrariados, há pressões diversas mobilizadas e naturais resistências às transformações que se fazem necessárias, algumas delas muito antigas. Quase sempre, faltaram coragem e decisão para reconhecer e enfrentar os problemas como eles são. Até que, acumulando impactos negativos de toda ordem, acabam se impondo por si só.

É o caso das presentes discussões em torno da renegociação das dívidas estaduais e da proposta de emenda constitucional que cria um teto para a evolução das despesas públicas. Oportunidade única para recolocar a responsabilidade no trato do dinheiro público — ou seja, o dinheiro de todos os brasileiros — como primeiro item da lista de prioridades do país.

É preciso ter disposição e exibir musculatura para enfrentar o combate de grupos articulados, corporações resistentes e derrubar ideias e posturas preconcebidas que apenas escamoteiam os desafios do país e só servem para protelar as soluções. A batalha é dura, mas precisa ser travada. Já.

Ao longo das últimas semanas, assistimos a uma série de ameaças às respostas que precisam ser dadas para que possamos superar os impasses que vivemos.

Corremos risco de jogar por terra um elenco de iniciativas destinadas a sanear as contas públicas, disciplinar os gastos e, assim, liberar mais recursos para o que realmente interessa: prestar melhores serviços à população.

Todos ganharemos se prevalecer um regime de efetiva austeridade, mais rigor sobre as despesas e se os gestores públicos dispuserem de instrumentos legais para fechar as torneiras. É hora de o país retomar o caminho da responsabilidade fiscal e o dinheiro pago como tributo voltar a ser tratado com transparência e o respeito que merece.

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