Sobre a Petrobras e as declarações da presidente

“É preciso que a presidente da República venha a público dizer o que acha do centro do depoimento (de Pedro Barusco), onde ele afirma que US$ 200 milhões foram transferidos para do PT durante esses últimos 12 anos. Boa parte disso entregue diretamente ao tesoureiro do seu partido”, disse Aécio Neves, presidente do PSDB,  a respeito das declarações dadas nesta sexta-feira (19) pela presidente Dilma no escândalo da Petrobras.

 

Aécio Neves – Sobre a renúncia de Graça Foster

“A queda da presidente da Petrobras Graça Foster não significa que os desvios na Petrobras serão anistiados”,  diz Aécio Neves, em entrevista nesta quarta-feira (04/02). O senador  disse que a oposição trabalha pela instalação da CPMI no Congresso Nacional que investigue a fundo os desvios na estatal.

 

Leia a transcrição da entrevista do senador:

“A queda da presidente [da Petrobras], Graça Foster era inevitável. A presidente da República achou que mantendo Graça à frente da Petrobras ela estaria blindada das irresponsabilidades e dos desvios que ocorreram na companhia. A partir de agora, quero afiançar, estaremos instalando a CPMI no Congresso Nacional para que todos os desvios apontados continuem a ser investigados. É importante sim para o Brasil que a Petrobras se recupere. Mas o que assistimos, ao longo desses últimos anos, foi a falta de governança e a falta de responsabilidade daqueles que fizeram nomeações na Petrobras se sobrepondo ao interesse do país. Certamente, a presidente Graça perdeu as condições de continuar à frente da empresa, mas isso não significa que os malfeitos serão anistiados. Ao contrário, vamos investigá-los ainda com maior profundidade.”

 

Ouça a entrevista do senador:

O governo destruiu a Petrobras e é incapaz de reconhecer desvios, avalia Aécio

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta sexta-feira (30/01), que é dever da oposição trabalhar em favor da instalação de uma nova CPI para investigar as denúncias de corrupção na Petrobras. Segundo ele, é grave a possibilidade de estatal perder o grau de investimento, nível de confiança para investimentos internacionais.

“O governo destruiu a empresa e não teve a capacidade de reconhecer os desvios, de minimizar as perdas. A possível perda do grau de investimento é uma sinalização clara de como todo o mundo está vendo a empresa”, disse o senador.

O parlamentar criticou o governo pelo crise vivida no setor de energia elétrica. O senador lembrou que foi acusado de “pessimismo” por ter contestado a Medida Provisória (MP) 579, criada pelo governo federal e que desorganizou a área. Essa MP, da presidente Dilma Rousseff, prorrogou as concessões do setor elétrico e prometia reduzir a conta de luz a partir do início de 2013.

“O que a presidente fez com o setor elétrico é mais uma demonstração da marca autoritária do seu governo, do absoluto desconhecimento que ela tem sobre do setor. Mais uma vez, o preço está sendo pago pela população brasileira, com a perspectiva de aumentos expressivos na conta de luz, mais de 20% agora já no início do ano”, disse ele.