Doações feitas à campanha de Aécio que estão em planilha divulgadas são legais e foram declaradas à Justiça

As doações mencionadas constam da PRESTAÇÃO DE CONTAS do Diretório Estadual do PSDB em 2010 e da conta de campanha eleitoral do então candidato ao Senado Aécio Neves. Elas foram realizadas pela empresa LEYROZ DE CAXIAS INDUSTRIA COMERCIO & LOGISTICA LTDA, cujos dados também constam nas planilhas hoje divulgadas.

As doações ocorreram na forma legal e estão demonstradas nos documentos públicos registrados pelo PSDB junto ao TRE-MG.

A empresa LEYROZ DE CAXIAS INDUSTRIA COMERCIO & LOGISTICA LTDA., CNPJ 06.958.578/0001-31, efetuou um depósito na conta de campanha do Partido (CEF – Agência 0935 – Conta 1456-5 – CNPJ: 24.059.610/0001-29) no valor de R$ 1.600.000,00, na data de 28/09/2010. O recibo eleitoral emitido para doação foi o de Nº 45000262313.

Em 21/09/2010, a empresa LEYROZ DE CAXIAS INDUSTRIA COMERCIO & LOGISTICA LTDA, CNPJ 06.958.578/0001-31 efetuou um depósito na conta de campanha do senador Aécio Neves (BANCO BRADESCO – AGÊNCIA 0465-0 – CONTA 450000-8- CNPJ: 12.179.474/0001-21) no valor de R$ 96.000,00. O recibo eleitoral emitido para doação foi o de Nº 45000243569.

A prestação de contas de campanha do PSDB de Minas Gerais em 2010 e do senador Aécio Neves foram julgadas e aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

Aécio Neves sobe à tribuna e rebate acusações feitas por Delcídio contra ele

REPÓRTER:

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, subiu à tribuna ontem, para rechaçar as denúncias feitas contra ele pelo senador Delcídio do Amaral em delação premiada firmada com o Ministério Público Federal. Sobre a citação da fundação idealizado por sua mãe, em 2001, Aécio ressaltou que instituições da justiça investigaram o caso e arquivaram por não existir qualquer tipo de ilegalidade no procedimento.

SONORA SENADOR AÉCIO NEVES

“O que fez o Ministério Público do Rio de Janeiro? Naquele ano, pediu o arquivamento desse procedimento. O que fez a Justiça Federal? Atendeu o Ministério Público e arquivou esse procedimento. Faço aqui uma pergunta: onde está o dolo? Onde está a vinculação dessa questão de um ato privado da minha mãe e do seu marido com a minha atividade pública? Onde está o vínculo? Ele simplesmente não existe! Não há nenhuma ilegalidade, não há nenhum dolo, não há nenhum ato que comprometa, não apenas a mim, mas a minha própria mãe neste episódio”.

REPÓRTER:

Aécio ainda anunciou que vai encaminhar à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal todos os documentos relacionados às denúncias contra ele para que sejam analisados.

SONORA SENADOR AÉCIO NEVES

“Estou encaminhando amanhã à Procuradoria-Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal, todos os documentos para que sejam analisados e comprovem, de forma absolutamente definitiva, que fui vítima de um ardil, fui vítima ou de uma vingança ou de uma operação política construída. Mas sairemos disso ainda mais fortes, para, a partir desses próximos dias, intensificarmos as nossas ações na Câmara dos Deputados pelo impeachment da Presidente da República”.

REPÓRTER:

Aécio Neves também explicou que nunca teve relação com o Banco Rural e desmentiu Delcídio que disse ter se encontrado com ele para tratar da CPI os Correios. O tucano falou que o encontro aconteceu dois meses após a finalização dos trabalhos da comissão. O presidente do PSDB também negou qualquer envolvimento com práticas de corrupção em Furnas. De Brasília, Shirley Loiola.

Aécio Neves – Entrevista sobre a nomeação do ex-presidente Lula

Brasília

Em primeiro lugar, uma palavra em relação à chegada do presidente Lula ao Ministério da presidente Dilma, se é que, daqui por diante, ela poderá ainda ser chamada de presidente. Quero aqui falar de três aspectos que considero dessa nomeação absolutamente equivocada. O primeiro, do ponto de vista da própria presidente, que, na verdade, abdica agora de forma definitiva dos poucos poderes e iniciativas que lhe restavam. Mesmo com as sucessivas denúncias de irregularidades na campanha, a presidente havia tido a maioria dos votos. Ela abdica, portanto, desse mandato em favor do presidente Lula. O segundo aspecto diz respeito à economia. Temo que isso possa ser a última sinalização, e mais perigosa, de um retorno ao populismo, de um retorno àquela velha matriz econômica que nos trouxe a esse calvário de hoje.

Portanto, o retorno ao populismo pode ser uma das marcas dessa nova fase do governo com o presidente Lula na Casa Civil. E nada pior do que isso para que possamos iniciar o processo de retomada do crescimento a partir de novos investimentos que serão afugentados a partir das primeiras iniciativas e discursos que estamos assistindo. E o outro equívoco é o da política, porque ficará absolutamente claro, de forma definitiva, que a razão da posse do presidente Lula no Ministério tem um sentido que supera todos os outros: é obstacular, é impedir o bom andamento das investigações, seja da Operação Lava Jato ou daquelas conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo. Essa marca é indelével, é definitiva. Portanto, o que constato ao final é de que não temos mais um governo e nada, absolutamente nada freará o ímpeto da sociedade brasileira e a ação do PSDB, como de outros partidos políticos, para que o impeachment seja votado o mais rapidamente possível, porque, com a presidente Dilma, mesmo como uma figura folclórica ou figurativa no comando da Nação, não há possibilidade de readquirirmos aquilo que é essencial para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos, que é confiança e credibilidade, e isso ela já não tem mais.

A oposição vai tentar tomar alguma medida para impedir a posse do presidente Lula?

Algumas ações já foram impetradas por vários partidos de oposição, mas eu quero dizer que, além dessas ações, o que nós temos que fazer é acelerar o rito do impeachment, acelerar os prazos dentro daquilo que o regimento nos permite. Temos que dar uma satisfação ao sentimento amplamente majoritária da sociedade brasileira, e há uma constatação que é generalizada, e não é porque a oposição quer isso, é porque a presidente da República perdeu, aos olhos dos cidadãos brasileiros, aos olhos do mercado, daqueles que investem, aos olhos, portanto, do conjunto da sociedade, nas suas mais variadas manifestações, a capacidade de nos guiar para fora dessa crise. É claro que você tem a questão do TSE que deve continuar a ser investigada, mas os nossos esforços políticos, nesse momento, estão concentrados na aceleração, no avanço, da discussão e da aprovação do impeachment na Câmara dos Deputados.

A presidente deixou uma brecha de poder usar as reservas para a questão da dívida, não necessariamente para investimento. O senhor acha que seria uma irresponsabilidade de gestão?

Na verdade, é um gesto extremo, de consequências extremamente perigosas para o país. Hoje tive a oportunidade de conversar com alguns economistas, entre eles o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. As expectativas de mercado com esse anúncio, com essa possibilidade de utilização de parte das reservas é a pior possível. Portanto, é preciso que estejamos absolutamente atentos à tentação, que pode significar a chegada de Lula ao ministério, de voltarmos a atitudes do ponto de vista macroeconômico de condução da economia absolutamente irresponsáveis, como, a nosso ver, seria a utilização de parte das reservas, seja para pagamento da dívida ou mesmo para investimentos. O que vai permitir o retorno dos investimentos no Brasil é confiança, credibilidade, são regras estáveis, é um governo enxuto, organizado, que acredite naquilo que prega, que produza resultados, e não um governo que tem como único objetivo hoje a sua sustentação por mais algumas semanas, por mais alguns dias.

Em relação à revista Época, aos documentos hoje trazidos. O que o senhor tem a dizer?

Eu vou até, inclusive, falar no plenário sobre isso. É incrível que um assunto que já era de conhecimento público, que habitava os blogs sujos do petismo, financiados sempre com dinheiro público, ao longo de mais de um ano, seja tratado agora com ares de escândalo. O que é grave nesse momento é que assuntos privados que nenhuma relação tem com a minha atividade política sejam trazidos de forma irresponsável à baila. Eu quero aqui mostrar a minha absoluta indignação.

O que foi feito pela minha mãe, e é triste eu ter que defendê-la, trazê-la neste momento, mas eu faço isso por dever de responsabilidade para com tantos brasileiros que confiam em nós, foi algo que ela fez ao lado do seu marido, um banqueiro e empresário muito conhecido no Brasil, quando ela iniciou a constituição de uma fundação, fundação legalmente constituída. A partir da doença do marido e da sua morte, em 2008, este processo foi extinto. Essa fundação, para vocês terem ideia, movimentou em seis anos uma média de recursos de US$ 5 mil apenas para sua manutenção, não houve nenhum depósito além disso. E ela foi interrompida com a morte do marido dela. Ela a partir deste momento ela declara em seu Imposto de Renda esses recursos que ali foram investidos em razão de uma investigação que houve não a ela obviamente, mas a quem orientou a formação dessa fundação, que quando fez isso sobre a ele não recaía nenhuma denúncia.

A partir do momento em que há essa investigação ela é chamada a se manifestar. Se manifestou à época, se não me engano no ano de 2009, ou até mesmo antes disso, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro pediu o arquivamento desta ação porque não houve dolo, não houve nenhum ato ilícito e a Justiça Federal do Rio de Janeiro arquivou a pedido do Ministério Público esta ação. Depois disso, como jogo político bruto, um deputado do PT entrou com uma ação na PGR pedindo o desarquivamento desta ação. O que fez depois de analisar esta questão a PGR? Arquivou novamente. Isso não tem a menor vinculação com a minha atividade política. É preciso que as pessoas respeitem os atos e a privacidade daqueles que mesmo parentes nossos não têm conexão com a nossa atividade. Não há ilicitude. Não há ilegalidade. Não há irregularidade.

E quero aqui responder a isso com indignação de um homem de bem que tem 30 anos de vida pública irretocável e que vem sendo alvo ao longo de toda essa operação Lava Jato até antes disso, durante a campanha eleitoral. Os ataques mais torpes, os ataques mais vis, seja a mim, seja a minha família. Responderei a todos com indignação, mas com a serenidade daqueles que não têm o que temer.

Portanto, esta questão ela é pública há muito e muito tempo, portanto não há nenhuma ilegalidade – quem diz isso é a procuradoria-geral, quem diz isso é a Justiça Federal, quem diz isso é o Ministério Púbico Federal – e eu estarei respondendo, uma a uma, todas as acusações que já me fizeram, como fiz no passado, e que fazem agora. Não tenho o que temer. Isso não vai diminuir a minha determinação, em momento algum, de continuar combatendo esse governo que se apropriou do nosso Estado Nacional, que acabou com as nossas empresas públicas, que destruiu a nossa economia e que agora quer destruir reputações. Comigo não. Não me meçam pela régua desse governo e de muitos dos seus membros.

Apoio às investigações da Operação Lava Jato

“Defendo que tudo seja apurado, investigado em profundidade. É isso que vai separar o que eventualmente é verdadeiro daquilo que é falso, daquilo que é uma tentativa de nivelar a todos. Nós não seremos nivelados. Não seremos nivelados àqueles que ocuparam, que se apropriaram do Estado Nacional em benefício de um projeto de poder e em benefício próprio. Continuo onde sempre estive: combatendo o PT, combatendo o partido do senador Delcídio, – o que fiz a vida inteira – combatendo o governo da presidente Dilma, que vem infelicitando o país. E, agora, o que temos que buscar rapidamente é uma saída para o Brasil, e a saída que queremos para o Brasil não cabe a presidente da República, que perdeu as condições mínimas de governabilidade”, afirmou o senador Aécio Neves, em entrevista coletiva nesta terça-feira (15/03), depois de divulgada a delação de Delcídio Amaral, do PT, com acusações falsas ao presidente nacional do PSDB.

Aécio Neves disse que as acusações não são verdadeiras e que aumentaram o seu apoio e esforços para que as investigações da Operação Lava Jato alcancem todos os envolvidos.

“Já alertava lá atrás desde o início para essa tentativa sucessiva de vincular nomes da oposição nesse processo. Acho que tudo que vier tem que ser investigado a fundo. Obviamente, vocês encontrarão aí argumentos para dizer que isso é verdadeiro e que isso é falso, como já aconteceu no passado. Estou absolutamente preparado não apenas para mais essa tentativa, mas para outras futuras que virão”, afirmou.

Aécio contesta acusações do petista Delcídio e pede aprofundamento das investigações

REPÓRTER:

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou nessa terça-feira, em entrevista coletiva, que as acusações feitas a ele pelo senador petista, Delcídio do Amaral, na delação premiada que firmou com o Ministério Público Federal, são falsas e requentadas. Aécio ainda defendeu uma investigação aprofundada de todas as citações de Delcídio a políticos para que sejam esclarecidas as verdades e as mentiras ditas pelo delator.

SONORA SENADOR AÉCIO NEVES

“É, portanto, em uma hora como esta que devemos ser firmes na busca da apuração. Quero que isso vá a fundo. Sou o maior interessado em que tudo isso seja esclarecido, pois isso será um atestado de idoneidade que receberei, ou mais um. Não é a primeira que vez que tentam colocar não apenas o meu nome, mas de outros agentes da oposição, nesse mar de lama que a Lava Jato vem mostrando a todo o país. E todas as três citações tratam-se de matérias absolutamente requentadas, sem qualquer – a meu ver – comprometimento meu ou dos outros agentes políticos citados”.

REPÓRTER:

Ao contestar as acusações feitas por Delcídio, Aécio Neves disse que notícias sobre supostos beneficiários de um esquema de corrupção em Furnas existem há anos e que já houve investigações por parte do Ministério Público Federal.

SONORA SENADOR AÉCIO NEVES

“São inúmeras listas de Furnas para todos os gostos. Constituída para chantagear determinados agentes políticos, inclusive do PT. O senador Delcídio na sua delação comete pelo menos uma contradição que considero grave. Ele diz que a lista de Furnas não é verdadeira, mas, mesmo assim, políticos teriam recebido dinheiro dela. Isso é falso. É mais uma vez a repetição daquilo que já foi de forma cansativa repetido ao longo dos últimos meses e dos últimos anos, inclusive objeto de arquivamento por parte da PGR”.

REPÓRTER:

Aécio contestou também a afirmação de Delcídio apontando que os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural à CPI dos Correios o atingiriam se não tivessem sido “maquiados”. O presidente tucano ressaltou que nunca teve nenhum tipo de relação com a instituição financeira. Aécio ainda desmentiu Delcídio sobre o suposto controle feito por ele de uma fundação criada por sua mãe, em 2000, e lembrou que esse assunto já foi objeto de uma investigação pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e que, inclusive, já foi arquivado pela Justiça Federal do Estado depois de comprovada a ausência de qualquer irregularidade. De Brasília, Shirley Loiola.

Aécio Neves – Entrevista coletiva

Brasília

Sobre delação de Delcídio Amaral.

Tomei conhecimento hoje da íntegra da delação do senador Delcídio do Amaral. E além de absurdas e requentadas as citações ao meu nome, ou apesar disso, quero dizer de antemão que é preciso que se aprofunde na apuração de todas as citações ali contidas. Este aprofundamento vai separar o verdadeiro do falso.

No que diz respeito ao meu nome quero dizer que sou o maior interessado que isso seja apurado, em profundidade, são três questões que não se conectam e que, na verdade, são questões conhecidas e requentadas. Quero aqui fazer referência a elas.

A primeira diz respeito a uma fundação que cuja constituição foi iniciada pela minha mãe, no início do ano 2000, quando ela ainda era casada e o seu marido era do sistema financeiro. Com a doença dele e depois a morte, essa fundação não foi concluída. Jamais houve qualquer transferência de recursos para ela. E esse assunto já foi objeto de uma investigação pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro que pediu há vários anos o arquivamento que foi feito pela Justiça Federal no Rio de Janeiro.

Esse assunto já habitou o submundo dos sites petistas nos últimos anos. Durante a campanha eleitoral tentou-se levantar alguma irregularidade e não foi encontrada. Tanto que este assunto que circulou por várias redações jamais foi tratado com seriedade porque não tem absolutamente nada a ver com a política.

Lista de Furnas

A segunda questão diz respeito à conhecida lista de Furnas, talvez a maior fraude da política brasileira nos últimos anos. A lista de Furnas já teve o seu autor condenado por mais de sete anos. Cumpriu pena em Minas Gerais. É ainda investigado e processado por inúmeros outros crimes e essa lista não é uma, são inúmeras listas de Furnas para todos os gostos. Constituída para chantagear determinados agentes políticos, inclusive do PT. O senador Delcídio na sua delação comete pelo menos uma contradição que considero grave. Ele diz que a lista de Furnas não é verdadeira, mas, mesmo assim, políticos teriam recebido dinheiro dela. Isso é falso. É mais uma vez a repetição daquilo que já foi de forma cansativa repetido ao longo dos últimos meses e dos últimos anos, inclusive objeto de arquivamento por parte da PGR.

CPI dos Correios

Ao final, o senador Delcídio surge com uma história de que, durante a CPI dos Correios, houve uma interferência minha, através de outros agentes políticos, para que o Banco Rural de Minas Gerais pudesse maquiar dados. Vejam bem: muitos daqui participaram e acompanharam aquela CPI. Em nenhum momento, meu nome sequer foi citado para colaborar em qualquer uma das investigações que ali existiam. Jamais tive conta, jamais fiz um empréstimo, jamais tive qualquer relação com o Banco Rural e é incompreensível que esses interesses do Banco Rural, que ele relata, pudessem de alguma forma me atingir. Ao contrário, repito mais uma vez, o que queremos é que seja apurado em detalhes, e que seja apurado em profundidade. Soube agora há pouco, inclusive, que o relator da CPI na época, deputado Osmar Serraglio, publicou uma nota desdizendo o que disse o senador Delcídio, que em nenhum momento houve qualquer ação ou qualquer pedido meu e de quem quer que fosse no sentido de atender a interesses do Banco Rural, assim como já foi negado pelos outros agentes citados.

É, portanto, em uma hora como esta que devemos ser firmes na busca da apuração. Quero que isso vá a fundo. Sou o maior interessado em que tudo isso seja esclarecido, pois isso será um atestado de idoneidade que receberei, ou mais um.

Não é a primeira que vez que tentam colocar não apenas o meu nome, mas de outros agentes da oposição, nesse mar de lama que a Lava Jato vem mostrando a todo o país. Portanto, minha resposta a isso é de forma serena, pedir que se aprofundem nas apurações para que possamos ter isso clareado. E todas as três citações tratam-se de matérias absolutamente requentadas, sem qualquer – a meu ver – comprometimento meu ou dos outros agentes políticos citados.

Por que o senador Delcídio tem interesse em envolver o nome do sr. nessa delação?

Não consigo compreender essa razão. Mas repito: todas as questões citadas são questões velhas, requentadas, que já foram noticiadas em jornais ou em blogs que ele traz na sua delação. Não há absolutamente nada de novo e nada consistente e que, do meu ponto de vista, mereça qualquer tipo de preocupação.

A oposição pretende aditar essa delação ao processo de impeachment contra a presidente Dilma?

Os advogados do PSDB estão reunidos junto com advogados de outros partidos da oposição exatamente nesse instante, ou se reunirão daqui a pouco, exatamente para ver as ações que serão tomadas. Defendo que tudo seja apurado, investigado em profundidade. É isso que vai separar o que eventualmente é verdadeiro daquilo que é falso, daquilo que é uma tentativa de nivelar a todos. Não seremos nivelados. Não seremos nivelados àqueles que ocuparam, que se apropriaram do Estado Nacional em benefício de um projeto de poder e em benefício próprio.

Já alertava lá atrás desde o início para essa tentativa sucessiva de vincular nomes da oposição nesse processo. Acho que tudo que vier tem que ser investigado a fundo. Obviamente, vocês encontrarão aí argumentos para dizer que isso é verdadeiro e que isso é falso, como já aconteceu no passado. Estou absolutamente preparado não apenas para mais essa tentativa, mas para outras futuras que virão.

Continuo onde sempre estive: combatendo o PT, combatendo o partido do senador Delcídio, – o que fiz a vida inteira – combatendo o governo da presidente Dilma, que vem infelicitando o país. E, agora, o que temos que buscar rapidamente é uma saída para o Brasil, e a saída que queremos para o Brasil não cabe a presidente da República, que perdeu as condições mínimas de governabilidade. O nosso esforço é, em entendimentos, em conversas com as outras forças políticas do Congresso Nacional, e o PMDB em especial pelo papel estratégico que ele aqui exerce – buscarmos um entendimento que apresse a substituição desse governo, seja pelo impeachment, seja por uma outra saída.

Ele está mentindo em relação a presidente Dilma?

Eu não sei, eu não tenho informações. O que posso garantir é que todas essas questões nas quais eu fui referido são velhas, requentadas e absolutamente frágeis, falsas e não se sustentam.

Ele cita uma conversa com o sr.

Sobre CPMI é uma mentira, porque essa conversa – basta ver as datas – ela ocorre mais de dois meses depois da CPMI já ter sido extinta, já ter sido encerrada. O senador Delcídio me pediu, à época, uma audiência, falou da sua candidatura ou pretensa candidatura ao governo do Mato Grosso do Sul, buscando ali algum entendimento com o PSDB, falamos de assuntos do Brasil e absolutamente nada, até porque, repito, ao contrário do que ele faz crer em delação, a CPMI já havia sido concluída com o seu relatório votado e aprovado mais de dois meses antes.

Então não há, a meu ver, o que temer. Ao contrário. Eu quero que isso seja apurado em profundidade, porque eu quero entender as razões que fazem o senador Delcídio, que não é meu aliado, jamais foi meu parceiro em absolutamente nenhuma ação política, possa querer envolver um nome da oposição.

Sobre pedido de impeachment da presidente Dilma.

Só fortalece para mim. A minha determinação hoje é muito maior de ir em frente. O Brasil não aguenta mais esse governo como está. Então essas citações absurdas e laterais, do meu ponto de vista, só aumentam a minha determinação de ir em frente e colocar fim a esse governo.